Mostrar mensagens com a etiqueta emigração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta emigração. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

O meu pai foi dado à troca

Tristeza mole
A tristeza, é o que tem, só dói enquanto dura.

O Natal dá-me saudades do Menino Jesus e do meu pai. Não acredito na Popota nem na Leopoldina, mas também nunca acreditei no Pai Natal, embora que o há há, ou que o ho ho! O Menino Jesus, sim, diz-me respeito. O Menino Jesus e o meu pai deviam ser da corda, tu-cá-tu-lá um com o outro, porque era o meu pai quem me punha no sapatinho as avelãs, os chocolatinhos e o par de meias que o Menino Jesus me dava todos os anos, isso eu sabia. Tão unha com carne deveriam ser os dois que o Menino Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro e o meu pai, tudo combinado lá entre eles, morreu de véspera, em França, provavelmente para nos doer menos, um pelo outro, e doeu ainda mais, que eu só tinha onze anos. Em França é onde nascem os meninos, e ainda hoje acho lamentável que o meu pai tenha sido dado à troca.

(Publicado no meu blogue Mistérios de Fafe)

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

O aeroporto é nosso!

Do monólogo ao solilóquio
Tomou a palavra logo a seguir a si próprio, desvanecido com tamanha facúndia. Falou, falou, falou, até que a voz lhe doeu. Então sentou-se e aplaudiu-se entusiasticamente.

Foi no final de 2023. A notícia saiu no insuspeito tablóide britânico The Sun e portanto só podia ser verdade: Fafe era "a cidade mais barata de Portugal". Pelo menos, para inglês ver. Quem me alertou para a magnífica novidade foi o nosso Pedro Dantas, que está lá na Velha Albion e sempre atento a estas extraordinarices. De acordo com o bem informado artigo, que, nem de propósito, confunde o Palacete dos Dantas com a Igreja Românica de Arões, Fafe, "uma cidade pouco conhecida em Portugal", ficou em primeiro lugar num ranking de barateza turística elaborado por uma entidade alegadamente chamada Porto Travel Guide. Mais de cem cidades portuguesas terão sido "analisadas por especialistas", e Fafe ganhou, à frente de Oliveira de Azeméis, Famalicão, Ovar e Amarante, só para se ter uma ideia.
E o que é que Fafe tem? Pois, para além da igreja e do palacete levados ao engano, Fafe tem a Casa do Penedo e a Casa do Santo Velho, na minha rua, e "um enorme parque aquático ao ar livre", embora os indígenas prefiram refrescar-se "no reservatório local chamado Barragem de Queimadela". Para além disso, garante o indesmentível The Sun, Fafe tem "comida e bebida baratas", "restaurantes baratos e hotéis económicos". É pouquinho? Mas é de boa vontade.
Isto aqui vai ser outra vez o fim do mundo, vamos ficar a nadar de camones. E convém que parem imediatamente os estudos uns atrás dos outros que só dão despesa e não vão a lado nenhum. Nem Portela, nem Portela + 1, nem Portela + 2, nem Montijo, nem Alcochete, nem Santarém, nem Pegões, nem Rio Frio, nem Poceirão, nem Beja, nem Monte Real, nem Alverca. Nada disso. O novo aeroporto de Lisboa só pode ser em Fafe! Em Fafe, mais exactamente na freguesia de Golães, cumprindo-se enfim a viperina profecia da maledicência de outros tempos - assunto que metia emigração, maridos fora, mulheres sozinhas, desejo, amantes, adultério, "cornos", portanto "aviões", portanto "campo de aviação", falatório desmoderado, boatos, calúnias pela calada, onzenices, muito veneno e ruindade por parte de quem falava só por falar, e talvez também inveja.
Aliás, Fafe tem uma história muito rica no que diz respeito a aviões, inclusive de papel, helicópteros, cestinhas, papagaios, bolinhas de sabão e produtos afins, uma longa e bonita tradição. Uma vez até caiu um avioneta na Cumieira, que saiu nos jornais e foi o nosso orgulho até hoje. E agora, finalmente, temos o aeroporto, o jackpot, a sorte grande. O novo aeroporto de Lisboa é como o Leites. "O Leites é nosso!" e o aeroporto também.
Ó gente da minha terra, abaixaide-vos! Vai vir charters...

(Versão revista, actualizada e aumentada, publicada no meu blogue Mistérios de Fafe)

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Monumentos ao Emigrante, em livro


O livro "Monumentos ao Emigrante - Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa", do historiador Daniel Bastos e do fotógrafo Luís Carvalhido, vai ser apresentado amanhã no Porto, pelas 16 horas, na Livraria Unicepe. A obra, bilingue, com tradução de Paulo Teixeira, é prefaciada por Onésimo Teotónio Almeida e conta com o posfácio de Maria Beatriz Rocha-Trindade. A apresentação estará a cargo do jornalista Mário Augusto.
"Monumentos ao Emigrante - Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa" assenta no levantamento dos monumentos de homenagem ao emigrante, ou intrinsecamente ligados ao fenómeno emigratório, existentes em todos os 18 distritos de Portugal continental e regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Monumentos ao Emigrante


O livro "Monumentos ao Emigrante - Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa", do historiador Daniel Bastos e do fotógrafo Luís Carvalhido, vai ser apresentado no próximo dia 20 de Maio, às 17 horas, na Sociedade de Geografia de Lisboa. A obra, bilingue, com tradução de Paulo Teixeira, é prefaciada por Onésimo Teotónio Almeida e conta com o posfácio de Maria Beatriz Rocha-Trindade, que fará a apresentação.
"Monumentos ao Emigrante - Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa" assenta no levantamento dos monumentos de homenagem ao emigrante, ou intrinsecamente ligados ao fenómeno emigratório, existentes em todos os 18 distritos de Portugal continental e regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

A emigração como nunca se viu

Foto Município de Fafe

A Estação Memória, em Fafe, inaugurou exposição. "Odisseia Migratória", do pintor Orlando Pompeu, 12 aguarelas que, esclarece o Município, "homenageiam os nossos emigrantes". De acordo com Orlando Pompeu, a mostra "dignifica, reconhece e valoriza as sucessivas gerações que saíram de Portugal em busca de uma vida melhor". Os 12 quadros estarão patentes ao público até ao final do mês de Agosto. E que não pense o incauto leitor, logo à primeira, que meio ano é muito para uma dúzia de pinturas. Não. A coisa, parece-me, demanda estudo aturado, paciente e vagarento, epifânico, e se calhar o tempo nem vai chegar. Eu pelo menos, palavra de honra, nunca tinha visto a emigração assim...

P.S. - Publicado originalmente no meu blogue Fafismos.

sábado, 5 de outubro de 2024

Nós, os imigrantes

O meu pai foi emigrante, e nós - a minha mãe, os meus irmãos e eu - fomos quase emigrantes, só não abalámos porque entretanto o meu pai morreu de véspera, na emigração. Tive e tenho tios e tias e primos e primas emigrantes. Tenho sobrinhos emigrantes. Somos uma família de emigrantes, como Portugal é um país de emigrantes, estabelecidos pelos quatro cantos do mundo. Incomoda-me visceralmente o ódio e a estupidez que por aí medram contra os emigrantes como nós mas que vêm de fora, isto é, os imigrantes, como eram imigrantes os meus antepassados alemães e depois brasileiros, como são imigrantes todos os nossos emigrantes nos países onde trabalham. Mete-me nojo. E portanto, o seguinte, ó fascistas de carregar pela boca: "nem mais um", como vos mandam dizer e dizeis, a senhora que vos teve! E viva a República!

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Emigração e imigração, em Fafe

"Emigração e Imigração em Portugal no séc. XXI" é o tema da conferência a realizar na próxima sexta-feira, dia 27 de Outubro, pelas 18h30, no Arquivo Municipal de Fafe. Pedro Góis, professor associado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, será o orador, em mais uma iniciativa do Museu das Migrações e das Comunidades. A entrada é livre.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Mandem Saudades, de Mário Augusto, em Fafe


O jornalista Mário Augusto apresenta amanhã em Fafe o seu livro "Mandem Saudades, Uma Longínqua História de Emigração". A sessão, marcada para as 18 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal, começará com a visualização de um documentário que o autor realizou e que revive a saga da emigração portuguesa para o Havai, do final do século XIX até 1913.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Crónicas da emigração

Daniel Bastos apresenta em Guimarães, no próximo sábado, o seu mais recente livro, "Crónicas - Comunidades, Emigração e Lusofonia". A obra reúne os textos que o autor tem publicado nos últimos tempos em meios de comunicação dirigidos às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Apresentação a cargo de Luís Soares, deputado na Assembleia da República. A partir das 21h30, na Fnac do GuimarãesShopping.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Gérald Bloncourt, um olhar comprometido


Hoje à noite, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe, lançamento do livro "Gérald Bloncourt - O Olhar de Compromisso com os Filhos dos Grandes Descobridores", obra bilingue (português e francês) organizada por Daniel Bastos, com tradução de Paulo Teixeira, prefácio de Eduardo Lourenço e posfácio de Maria da Conceição Tina. Apresentação a cargo de Maria Beatriz Rocha-Trindade.
Fotógrafo, pintor e poeta, Gérald Bloncourt nasceu no Haiti, em 1926. Pelos finais da década de 1940 instalou-se em Paris, onde iniciou carreira de fotojornalista. Retratou a história da nossa emigração para França nos anos 60 e 70 do século passado, quando os portugueses se atulhavam nos bidonvilles (bairros de lata), nas traseiras sombrias da cidade-luz.

domingo, 29 de novembro de 2015

O olhar de compromisso de Gérald Bloncourt


Próxima sexta-feira, dia 4 de Dezembro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe: lançamento do livro "Gérald Bloncourt - O Olhar de Compromisso com os Filhos dos Grandes Descobridores", obra bilingue (português e francês) organizada por Daniel Bastos, com tradução de Paulo Teixeira, prefácio de Eduardo Lourenço e posfácio de Maria da Conceição Tina. Apresentação a cargo de Maria Beatriz Rocha-Trindade.
Fotógrafo, pintor e poeta, Gérald Bloncourt nasceu no Haiti, em 1926. Pelos finais da década de 1940 instalou-se em Paris, onde iniciou carreira de fotojornalista. Retratou a história da nossa emigração para França nos anos 60 e 70 do século passado, quando os portugueses se atulhavam nos bidonvilles (bairros de lata), nas traseiras sombrias da cidade-luz.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ferreira de Castro

Os homens transitam do norte para o sul, de leste para oeste, de país para país, em busca de pão e de um futuro melhor. Nascem por uma fatalidade biológica e quando, aberta a consciência, olham para a vida, verificam que só a alguns deles parece ser permitido o direito de viver. Uns resignam-se logo à situação de elementos supérfluos, de indivíduos que excederam o número, de seres que o são apenas no sofrimento, no vegetar fisiológico de uma existência condicionada por milhentas restrições. Curvam-se aos conceitos estabelecidos de há muito, aceitam por bom o que já estava enraizado quando eles chegaram e deixam-se ir assim, humildes, apagados, submissos, do berço ao túmulo - a ver, pacientemente, a vida que levam outros homens mais felizes.
Alguns, porém, não se resignam facilmente. A terra em que nasceram e que lhes ensinaram a amar com grandes tropos patrióticos, com palavras farfalhantes, existe apenas, como o resto do mundo, para fruição de uma minoria. E eles, mordidas as almas por compreensíveis ambições, querem também viver, querem também usufruir regalias iguais às que desfrutam os homens privilegiados. E deslocam-se, e emigram, e transitam de continente em continente, de hemisfério a hemisfério, em busca do seu pão.
Mas em todo o mundo, ou em quase todo o mundo, vão encontrar drama semelhante, porque semelhantes são as leis que regem o aglomerado humano. Não esmorecem, apesar disso. Continuam a transitar de ingénuos olhos postos na luz que a sua imaginação acendeu, enquanto os mais ladinos, aproveitando todas as circunstâncias ou criando-as até, fazem oiro com a ingenuidade dos ingénuos.
Eles continuam a transitar com uma pátria no passaporte, mas em realidade sem pátria alguma, pois aquela que lhe é atribuída pertence apenas a alguns eleitos. Para eles, ela só existe quando nos quartéis soam as cornetas de guerra ou nas repartições públicas se recolhem tributos. É assim na Europa e é assim nos outros continentes.
Nasce o homem e, se não dispõe de riqueza acumulada pelos seus maiores, fica a mais no mundo. Entra na vida - já se disse e é bem certo - como as feras nos antigos circos - para a luta! Luta para criar o seu lugar, luta contra os outros homens, luta pelas coisas mesquinhas e não pelas verdadeiramente nobres, por aquelas que contribuiriam para maior elevação humana. Para essas quase não há tempo na existência de cada um.

"Emigrantes", Ferreira de Castro

(Ferreira de Castro nasceu no dia 24 de Maio de 1898. Morreu em 1974.)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A melhor opção segundo Mira Amaral

A melhor opção para os portugueses competentes é emigrar, disse Mira Amaral, presidente do banco BIC. "Eu obviamente fico", acrescentou o antigo ministro da Indústria dos governos de Cavaco Silva.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Os outros 30 por cento têm o futuro garantido

Crise leva quase 70 por cento dos estudantes universitários portugueses a quererem emigrar. Os outros 30 por cento estão bem: são da JSD.

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Suíça será nossa

Portugal está a invadir a Suíça. Para que os suíços não dêem fé, invadimos a prestações: mandamos mil portugueses por mês, como quem não quer a coisa. Dentro de 833 anos estaremos todos lá.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Relvas é um patarata

Quero pedir desculpa. Ao contrário do que eu pensava e aqui escrevi, afinal o primeiro-ministro Miguel Relvas não percebe nada da poda. Vir outra vez falar do processo de emigração em curso, quando estávamos agora todos entretidos com o folhetim da maçonaria e das secretas, é de um sentido de oportunidade apenas comparável ao do palhaço que se enganou no número da porta e actuou num funeral. Só se percebe se for para mudar de assunto. Será?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Que emigrem!

1. Os jovens licenciados com menos de 25 anos são, em Portugal, os mais atingidos pela quebra das taxas de emprego registada na última década, enquanto na média europeia os mais lesados foram os que tinham qualificações mais baixas. Esta é uma das "especificidades" que Portugal apresenta no cenário actual de restrição das oportunidades de emprego, de acordo com o último relatório sobre o Estado da Educação.
Ora bem. Esta rapaziada é nova e o Governo já lhe disse onde era a porta de saída. Portanto, upa!, vamos lá levantar esses cus preguiçosos e emigrar para Angola, Moçambique ou Brasil, que é o que para já consta do catálogo. E não há que olhar para trás: a solução de Portugal está no estrangeiro.

2. Os reformados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Portugal Telecom (PT), cujos fundos de pensões foram transferidos para o Estado em 2004 e 2010, respectivamente, ameaçam recorrer aos tribunais e ir até Bruxelas caso não recebam 14 meses de pensões, como está previsto para os reformados dos bancos privados.
"Os fundos de pensões da CGD foram enviados com 14 meses e agora só querem pagar 12. Já fizemos uma exposição ao ministro das Finanças em meados de Novembro com esta questão”, afirmou à agência Lusa João Lopes, presidente do Sindicado dos Trabalhadores do Grupo Caixa, acrescentando que ainda não obtiveram resposta. Em 2004, a transferência do fundo rendeu aos cofres do Estado 2,4 mil milhões de euros no imediato. Segundo o sindicalista, então todos os pensionistas e trabalhadores "receberam uma carta da Caixa Geral de Aposentações a assumir que receberiam integralmente os 14 meses".
Também os trabalhadores da PT, cuja transferência do fundo de pensões rendeu 2,8 mil milhões de euros para o Estado em 2010, não aceitam cortes para os reformados da ex-Marconi e da PT oriundos dos CTT e já pediram uma reunião com Vítor Gaspar. "Se o Estado não pagar, está a ficar com dinheiro que não é seu. Temos a convicção forte de que os tribunais darão razão aos trabalhadores, porque o valor transferido para o Estado incluía 14 prestações", disse Francisco Gonçalves, da Comissão de Trabalhadores da PT.
Ora bem. Antes que estes senhores passem pela vergonha de levarem com uma resposta do Governo, digo-lhes eu desde já: emigrem! Estão mal, mudem-se! Ou preferem ficar "em casa à fome e a viver da reforminha encurtada?", como certamente lhes perguntará o eurodeputado Paulo Rangel, também conhecido como o pequeno iluminado de Vila Nova de Gaia. Os reformados só dão despesa e não fazem falta a Portugal. Este país não é para velhos. Nem para novos. Nem para pessoas de meia ideia. De momento, é só para o pessoal do PSD.

Quero ir para Bruxelas

A coisa é mesmo para ser levada a sério. Depois do secretário de Estado da Juventude, depois do primeiro-ministro e depois de Miguel Relvas (o homem que realmente manda no Governo, logo a seguir a Ângelo Correia), ontem foi a vez do eurodeputado Paulo Rangel sugerir a criação de uma agência nacional para ajudar os portugueses que queiram emigrar, considerando que essa pode ser uma "segunda solução" para quem não encontra trabalho em Portugal.
"Às tantas, nós até devemos pensar, se houver essas oportunidades, em, de alguma maneira, gerirmos esse processo. Talvez fosse uma forma de controlar os danos. Era ter, no fundo, uma agência nacional que pudesse eventualmente identificar necessidades e procurar ajustar as pessoas que tivessem vontade - não é forçar ninguém a emigrar, não se trata disso - e canalizar isso", afirmou o ex-candidato a líder do PSD, à entrada para a reunião do Conselho Nacional do partido.
Está bem pensado, sim senhor! E eu quero ser ser o primeiro a inscrever-me. Tenho vontade de ir para Bruxelas, quero ser deputado europeu. Há mama para mim?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O homem-estátua

Ao fim de 35 anos de inabalável serviço na Avenida dos Aliados, o homem-estátua chamou o fiscal da Câmara. "Isto aqui já não dá nada. Vou-me embora, provavelmente para Moçambique e levo um guarda-sol. Sabias que sempre que os portugueses emigram têm uma visão universalista que lhes traz sucesso?", disse ele ao fiscal, por entre dentes e sem perder a pose. Ele era um homem-estátua muito profissional e filósofo. "Além disso, estou farto que me caguem em cima", acrescentou. "As pombas?", perguntou o fiscal da Câmara. "O Relvas", respondeu o homem-estátua.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O contexto tem costas largas

Isto já passa das 11 horas e ainda nenhum dos chegamissos de Passos Coelho veio a público dizer que as declarações do primeiro-ministro sobre os professores desempregados, aos quais mandou emigrar para o Brasil e Angola, rapidamente e em força, foram citadas fora do contexto. O contexto tem costa largas e eu estou aqui à espera. Mas só espero até aos telejornais das 13, estamos entendidos?