Tristeza moleA tristeza, é o que tem, só dói enquanto dura.
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
O meu pai foi dado à troca
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
O aeroporto é nosso!
Do monólogo ao solilóquio
Tomou a palavra logo a seguir a si próprio, desvanecido com tamanha facúndia. Falou, falou, falou, até que a voz lhe doeu. Então sentou-se e aplaudiu-se entusiasticamente.
E o que é que Fafe tem? Pois, para além da igreja e do palacete levados ao engano, Fafe tem a Casa do Penedo e a Casa do Santo Velho, na minha rua, e "um enorme parque aquático ao ar livre", embora os indígenas prefiram refrescar-se "no reservatório local chamado Barragem de Queimadela". Para além disso, garante o indesmentível The Sun, Fafe tem "comida e bebida baratas", "restaurantes baratos e hotéis económicos". É pouquinho? Mas é de boa vontade.
Isto aqui vai ser outra vez o fim do mundo, vamos ficar a nadar de camones. E convém que parem imediatamente os estudos uns atrás dos outros que só dão despesa e não vão a lado nenhum. Nem Portela, nem Portela + 1, nem Portela + 2, nem Montijo, nem Alcochete, nem Santarém, nem Pegões, nem Rio Frio, nem Poceirão, nem Beja, nem Monte Real, nem Alverca. Nada disso. O novo aeroporto de Lisboa só pode ser em Fafe! Em Fafe, mais exactamente na freguesia de Golães, cumprindo-se enfim a viperina profecia da maledicência de outros tempos - assunto que metia emigração, maridos fora, mulheres sozinhas, desejo, amantes, adultério, "cornos", portanto "aviões", portanto "campo de aviação", falatório desmoderado, boatos, calúnias pela calada, onzenices, muito veneno e ruindade por parte de quem falava só por falar, e talvez também inveja.
sexta-feira, 13 de junho de 2025
Monumentos ao Emigrante, em livro
O livro "Monumentos ao Emigrante - Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa", do historiador Daniel Bastos e do fotógrafo Luís Carvalhido, vai ser apresentado amanhã no Porto, pelas 16 horas, na Livraria Unicepe. A obra, bilingue, com tradução de Paulo Teixeira, é prefaciada por Onésimo Teotónio Almeida e conta com o posfácio de Maria Beatriz Rocha-Trindade. A apresentação estará a cargo do jornalista Mário Augusto.
"Monumentos ao Emigrante - Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa" assenta no levantamento dos monumentos de homenagem ao emigrante, ou intrinsecamente ligados ao fenómeno emigratório, existentes em todos os 18 distritos de Portugal continental e regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
quinta-feira, 8 de maio de 2025
Monumentos ao Emigrante
O livro "Monumentos ao Emigrante - Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa", do historiador Daniel Bastos e do fotógrafo Luís Carvalhido, vai ser apresentado no próximo dia 20 de Maio, às 17 horas, na Sociedade de Geografia de Lisboa. A obra, bilingue, com tradução de Paulo Teixeira, é prefaciada por Onésimo Teotónio Almeida e conta com o posfácio de Maria Beatriz Rocha-Trindade, que fará a apresentação.
"Monumentos ao Emigrante - Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa" assenta no levantamento dos monumentos de homenagem ao emigrante, ou intrinsecamente ligados ao fenómeno emigratório, existentes em todos os 18 distritos de Portugal continental e regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
domingo, 2 de fevereiro de 2025
A emigração como nunca se viu
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| Foto Município de Fafe |
A Estação Memória, em Fafe, inaugurou exposição. "Odisseia Migratória", do pintor Orlando Pompeu, 12 aguarelas que, esclarece o Município, "homenageiam os nossos emigrantes". De acordo com Orlando Pompeu, a mostra "dignifica, reconhece e valoriza as sucessivas gerações que saíram de Portugal em busca de uma vida melhor". Os 12 quadros estarão patentes ao público até ao final do mês de Agosto. E que não pense o incauto leitor, logo à primeira, que meio ano é muito para uma dúzia de pinturas. Não. A coisa, parece-me, demanda estudo aturado, paciente e vagarento, epifânico, e se calhar o tempo nem vai chegar. Eu pelo menos, palavra de honra, nunca tinha visto a emigração assim...
sábado, 5 de outubro de 2024
Nós, os imigrantes
O meu pai foi emigrante, e nós - a minha mãe, os meus irmãos e eu - fomos quase emigrantes, só não abalámos porque entretanto o meu pai morreu de véspera, na emigração. Tive e tenho tios e tias e primos e primas emigrantes. Tenho sobrinhos emigrantes. Somos uma família de emigrantes, como Portugal é um país de emigrantes, estabelecidos pelos quatro cantos do mundo. Incomoda-me visceralmente o ódio e a estupidez que por aí medram contra os emigrantes como nós mas que vêm de fora, isto é, os imigrantes, como eram imigrantes os meus antepassados alemães e depois brasileiros, como são imigrantes todos os nossos emigrantes nos países onde trabalham. Mete-me nojo. E portanto, o seguinte, ó fascistas de carregar pela boca: "nem mais um", como vos mandam dizer e dizeis, a senhora que vos teve! E viva a República!
terça-feira, 24 de outubro de 2023
Emigração e imigração, em Fafe
quinta-feira, 18 de maio de 2023
Mandem Saudades, de Mário Augusto, em Fafe
quarta-feira, 22 de junho de 2022
Crónicas da emigração
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Gérald Bloncourt, um olhar comprometido
Hoje à noite, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe, lançamento do livro "Gérald Bloncourt - O Olhar de Compromisso com os Filhos dos Grandes Descobridores", obra bilingue (português e francês) organizada por Daniel Bastos, com tradução de Paulo Teixeira, prefácio de Eduardo Lourenço e posfácio de Maria da Conceição Tina. Apresentação a cargo de Maria Beatriz Rocha-Trindade.
Fotógrafo, pintor e poeta, Gérald Bloncourt nasceu no Haiti, em 1926. Pelos finais da década de 1940 instalou-se em Paris, onde iniciou carreira de fotojornalista. Retratou a história da nossa emigração para França nos anos 60 e 70 do século passado, quando os portugueses se atulhavam nos bidonvilles (bairros de lata), nas traseiras sombrias da cidade-luz.
domingo, 29 de novembro de 2015
O olhar de compromisso de Gérald Bloncourt
Próxima sexta-feira, dia 4 de Dezembro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe: lançamento do livro "Gérald Bloncourt - O Olhar de Compromisso com os Filhos dos Grandes Descobridores", obra bilingue (português e francês) organizada por Daniel Bastos, com tradução de Paulo Teixeira, prefácio de Eduardo Lourenço e posfácio de Maria da Conceição Tina. Apresentação a cargo de Maria Beatriz Rocha-Trindade.
Fotógrafo, pintor e poeta, Gérald Bloncourt nasceu no Haiti, em 1926. Pelos finais da década de 1940 instalou-se em Paris, onde iniciou carreira de fotojornalista. Retratou a história da nossa emigração para França nos anos 60 e 70 do século passado, quando os portugueses se atulhavam nos bidonvilles (bairros de lata), nas traseiras sombrias da cidade-luz.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Ferreira de Castro
Alguns, porém, não se resignam facilmente. A terra em que nasceram e que lhes ensinaram a amar com grandes tropos patrióticos, com palavras farfalhantes, existe apenas, como o resto do mundo, para fruição de uma minoria. E eles, mordidas as almas por compreensíveis ambições, querem também viver, querem também usufruir regalias iguais às que desfrutam os homens privilegiados. E deslocam-se, e emigram, e transitam de continente em continente, de hemisfério a hemisfério, em busca do seu pão.
Mas em todo o mundo, ou em quase todo o mundo, vão encontrar drama semelhante, porque semelhantes são as leis que regem o aglomerado humano. Não esmorecem, apesar disso. Continuam a transitar de ingénuos olhos postos na luz que a sua imaginação acendeu, enquanto os mais ladinos, aproveitando todas as circunstâncias ou criando-as até, fazem oiro com a ingenuidade dos ingénuos.
Eles continuam a transitar com uma pátria no passaporte, mas em realidade sem pátria alguma, pois aquela que lhe é atribuída pertence apenas a alguns eleitos. Para eles, ela só existe quando nos quartéis soam as cornetas de guerra ou nas repartições públicas se recolhem tributos. É assim na Europa e é assim nos outros continentes.
Nasce o homem e, se não dispõe de riqueza acumulada pelos seus maiores, fica a mais no mundo. Entra na vida - já se disse e é bem certo - como as feras nos antigos circos - para a luta! Luta para criar o seu lugar, luta contra os outros homens, luta pelas coisas mesquinhas e não pelas verdadeiramente nobres, por aquelas que contribuiriam para maior elevação humana. Para essas quase não há tempo na existência de cada um.
(Ferreira de Castro nasceu no dia 24 de Maio de 1898. Morreu em 1974.)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
A melhor opção segundo Mira Amaral
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Os outros 30 por cento têm o futuro garantido
terça-feira, 31 de julho de 2012
A Suíça será nossa
domingo, 8 de janeiro de 2012
O Relvas é um patarata
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Que emigrem!
Ora bem. Esta rapaziada é nova e o Governo já lhe disse onde era a porta de saída. Portanto, upa!, vamos lá levantar esses cus preguiçosos e emigrar para Angola, Moçambique ou Brasil, que é o que para já consta do catálogo. E não há que olhar para trás: a solução de Portugal está no estrangeiro.
2. Os reformados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Portugal Telecom (PT), cujos fundos de pensões foram transferidos para o Estado em 2004 e 2010, respectivamente, ameaçam recorrer aos tribunais e ir até Bruxelas caso não recebam 14 meses de pensões, como está previsto para os reformados dos bancos privados.
Também os trabalhadores da PT, cuja transferência do fundo de pensões rendeu 2,8 mil milhões de euros para o Estado em 2010, não aceitam cortes para os reformados da ex-Marconi e da PT oriundos dos CTT e já pediram uma reunião com Vítor Gaspar. "Se o Estado não pagar, está a ficar com dinheiro que não é seu. Temos a convicção forte de que os tribunais darão razão aos trabalhadores, porque o valor transferido para o Estado incluía 14 prestações", disse Francisco Gonçalves, da Comissão de Trabalhadores da PT.
Ora bem. Antes que estes senhores passem pela vergonha de levarem com uma resposta do Governo, digo-lhes eu desde já: emigrem! Estão mal, mudem-se! Ou preferem ficar "em casa à fome e a viver da reforminha encurtada?", como certamente lhes perguntará o eurodeputado Paulo Rangel, também conhecido como o pequeno iluminado de Vila Nova de Gaia. Os reformados só dão despesa e não fazem falta a Portugal. Este país não é para velhos. Nem para novos. Nem para pessoas de meia ideia. De momento, é só para o pessoal do PSD.
Quero ir para Bruxelas
"Às tantas, nós até devemos pensar, se houver essas oportunidades, em, de alguma maneira, gerirmos esse processo. Talvez fosse uma forma de controlar os danos. Era ter, no fundo, uma agência nacional que pudesse eventualmente identificar necessidades e procurar ajustar as pessoas que tivessem vontade - não é forçar ninguém a emigrar, não se trata disso - e canalizar isso", afirmou o ex-candidato a líder do PSD, à entrada para a reunião do Conselho Nacional do partido.
Está bem pensado, sim senhor! E eu quero ser ser o primeiro a inscrever-me. Tenho vontade de ir para Bruxelas, quero ser deputado europeu. Há mama para mim?



