Mostrar mensagens com a etiqueta Vítor Gaspar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vítor Gaspar. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O que é que ele sabe, que nós não sabemos?

Foto Hernâni Von Doellinger

Pedro Passos Coelho jura que as coisas estão a correr bem. A realidade desmente-o todos os dias, mas ele não desiste da "narrativa" que meteu na cabeça. Vítor Gaspar foi-se embora porque as coisas estavam a correr mal, mas o primeiro-ministro diz que as coisas estão a correr bem. As políticas e as reformas experimentalistas do Governo falharam notoriamente, e o primeiro-ministro diz que as coisas estão a correr bem. O Governo aumentou os impostos sem dó nem piedade, cortou a eito salários e pensões, subiu os preços de bens e serviços essenciais, e Passos Coelho gaba-se de reduzir a despesa do Estado. Portugal de carne e osso tem quase três milhões de pobres, milhão e meio de desempregados, meio milhão de trabalhadores a salário mínimo, que não chega aos 500 euros, milhares de sem-abrigo, cada vez mais gente com casa paga mas sem dinheiro para comer, e que pede ajuda. Somos já Portugal de pele e osso. Estamos à beira do abismo e o chefe do Governo diz-nos que vamos pelo caminho certo. Até parece que Passos Coelho acredita que, repetindo, repetindo, vai acabar por convencer-nos. E esta persistência intriga-me. O que é que o primeiro-ministro sabe, que nós não sabemos, acerca da estupidez dos portugueses?

domingo, 12 de maio de 2013

O dia em que o CDS acabou

Paulo Portas recuou. Afinal deixou passar a fronteira que "não podia deixar passar". Como quem não quer a coisa, Portas aceita que os portugueses pobres e velhos passem a comer merda, "excepcionalmente". O "cisma grisalho" é, vai-se a ver, apenas mais um belo sound byte para encaixilhar. Amanhã o ministro dos negócios submarinos irá se calhar à televisão explicar a problemática da concomitância. Estes aldrabões só não explicam Portugal. Na rua, por baixo da minha varanda, passa agora a procissão de velas do Senhor de Matosinhos, com muita gente, respeito e devoção. Reza-se o terço. E é o que nos resta - a oração: Senhor, fazei-lhes a cama. Livrai-nos dos filhos da puta, amém.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Acho piada à palavra estratégia

O alegado Governo de Portugal aprovou hoje aquilo a que chama Documento de Estratégia Orçamental. DEO, para os amigos. O DEO seguiu imediatamente para a Assembleia da República, onde vai ser apresentado pelo ministro Vítor Gaspar - o que não acerta nos números. E é aqui que eu me rio da palavra estratégia.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Direito à existência e a um digno padrão de vida

E, ao nos dispormos a tratar dos direitos do homem, advertimos, de início, que o ser humano tem direito à existência, à integridade física, aos recursos correspondentes a um digno padrão de vida: tais são especialmente o alimento, o vestuário, a moradia, o repouso, a assistência sanitária, os serviços sociais indispensáveis. Segue-se daí que a pessoa tem também o direito de ser amparada em caso de doença, de invalidez, de viuvez, de velhice, de desemprego forçado, e em qualquer outro caso de privação dos meios de sustento por circunstâncias independentes de sua vontade.

O texto acima é um excerto da encíclica "Pacem in Terris", publicada pelo papa João XXIII no dia 11 de Abril de 1963. Faz hoje 50 anos. Apenas 50 anos, e já está na prateleira. Perguntem por ela ao Passos. Perguntem ao Gaspar. Perguntem ao Cavaco.

terça-feira, 19 de março de 2013

Vira para lá essa boca, ó Gaspar!

Vítor Gaspar garante que, "em Portugal, uma medida como uma contribuição sobre os depósitos [como no Chipre] está totalmente fora de questão". E é exactamente isso que me põe à rasca: porque a realidade é sempre ao contrário do que diz o alegado ministro das Finanças.

segunda-feira, 18 de março de 2013

De astrólogo para astrólogo

Marcelo Rebelo de Sousa disse na televisão que o incompetente Vítor Gaspar "parece um astrólogo". Marcelo sabe do que fala. E estará porventura incomodado com a concorrência.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Organizem-se!

Passos Coelho recebeu hoje a TVI. Era um entrevista. Durante a qual o alegado primeiro-ministro relegou oficialmente Paulo Portas, o líder do partido parceiro de coligação, para a terceira posição do Governo. Por mais do que uma vez, Passos disse que o seu número dois é Vítor Gaspar, o incompetentíssimo ministro das Finanças. Mas não é. O Gaspar de Bruxelas é que é o número um do Governo. O número um, para mal dos nossos pecados. E o Passos é um mero chegamisso do Gaspar. Passos é um lamentável número de circo. Uma aberração. Não sabe sequer contar até três. E por causa destes gajos nunca acertarem com os números (nem sequer com os números uns dos outros) é que o Portugal do rés-do-chão está feito num oito.

Outra coisa: se o Portas vai engolir mais esta? Por acaso acho que não. Em Paulo Portas, o patriotismo tem o seu lugar, mas a vaidade ocupa um quarteirão.

sábado, 3 de novembro de 2012

A bem da saúde pública

Jornais e revistas com fotografias de Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar vão deixar de estar à vista nas escolas.
Quanto aos queques, às gomas, aos pastéis de nata, aos bolos de arroz, aos croissants ou bolachas maria, que também desaparecem dos escaparates, cá está o Governo a cumprir aquilo que prometeu - cortar as gorduras do Estado. E é de pequenino que se começa.

domingo, 21 de outubro de 2012

Viva a liberdade! Abaixo as cuecas!

Christina Aguilera não usa cuecas. A cantora norte-americana diz que gosta de se sentir livre e as cuecas não deixam. Às tantas, quando Vítor Gaspar nos manda baixar as calças só está a pensar no nosso bem.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Vítor Gaspar, incompetente e desorientado

Vítor Gaspar, alegado ministro das Finanças de Portugal e génio da treta, pediu aos deputados do PSD e do CDS para proporem cortes na despesa do Estado. Porque ele não sabe. Ele não não faz a mínima ideia do que anda a fazer.

Ideia genial: os pobres que paguem a crise

Portanto, feitas as contas, os trabalhadores e pensionistas vão pagar 70 por cento do défice. Acho justo. E é uma receita de génio. Bem empregue o dinheiro que o País gastou com a educação cara de Vítor Gaspar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Génio de contrafacção

Parecendo que não, há uma diferença assinalável entre o génio da lâmpada e o génio da garrafa. Eu, por exemplo, embora também aprecie a competência e o rasgo de um bom electricista, dou muito mais valor à sabedoria decilitrada de um bêbado. Depois temos o ministro das Finanças, que é apenas um falso génio. Um génio da treta.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"Em sede de IRS" é outra limpeza

Foto Hernâni Von Doellinger

Vítor Gaspar é um génio sem ideias. É uma criatura que pensa que pensa. O ministro das Finanças demora muito a falar e mesmo assim o pensamento nunca lhe chega a tempo quando abre a boca. A indigência política de Vítor Gaspar tende a esconder-se atrás de siglas. E o descaramento também. A TSU não resultou? Gaspar faz de conta que percebeu a mensagem e agora chama-lhe IRS. É ainda mais pesado e em cima dos mesmos - mas ser depenado "em sede de IRS" é outra limpeza, não é?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Se os entendidos fossem pobres...

- "Gostava que Vítor Gaspar chegasse rapidamente à conclusão de que o País não é uma equação abstracta, é uma realidade concreta". Tarrenego!, 4 de Setembro de 2011.
- "Passos Coelho [..] não tem a mínima ideia do que faz e, tomem nota, está à beira de dar o tilt". Tarrenego!, 14 de Outubro de 2011.

Um ano depois, os entendidos concluíram que o Pedro e o Vítor estão a fazer "experimentalismo social" à custa dos portugueses, que Passos Coelho é um primeiro-ministro "impreparado" e que o Governo se baseia em modelos que "não têm nenhuma adesão à realidade".
Se os entendidos fossem pobres, já há muito que teriam entendido isto. Ou então perguntavam-me e eu tinha-lhes explicado. Quanto ao zequinha do PS, que vai descolar hoje, pois que fique sabendo que também já vem tarde.

sábado, 23 de junho de 2012

Se não fosse o PS, estávamos bem lixados

Os portugueses não têm dinheiro. Os portugueses não têm trabalho. Por uma boa causa, como lhes disseram: para salvar o País. Não sei quem foi que se esqueceu de o prever, mas as receitas fiscais caíram 3,5 por cento até Maio e ficam bastante aquém da meta do Governo. O défice do Estado aumentou 35 por cento nos cinco primeiros meses do ano e a execução orçamental está comprometida. Isto se calhar anda tudo ligado, mas eu não sou perito.
Já se adivinham novos impostos sobre quem não tem dinheiro nem emprego, nem razão nenhuma para pagar impostos. Fala-se do imposto de sobrevivência: respira, paga! Os funcionários públicos poderão ficar sem o 12.º mês. As reformas serão ultracongeladas e os reformados também. José Luís Arnaut vai para administrador da REN. Miguel Cadilhe, Eduardo Catroga, António Mexia, Faria de Oliveira, Jorge Coelho, Ferreira do Amaral, Armando Vara, José Penedos, Dias Loureiro, Mira Amaral, Pina Moura, Ângelo Correia, Fernando Gomes, Celeste Cardona, António Vitorino e mais alguns do exclusivíssimo Clube dos Sempre os Mesmos também lá vão andando, sabe Deus como.
Salva-nos o PS, que está "intransigentemente contra qualquer tentação de agravar a dose de austeridade" na sequência dos números ontem divulgados. O PS não é para brincadeiras: depois da "abstenção violenta", agora "intransigentemente contra". O PS gosta de palavras. Um dia destes ainda faz qualquer coisa.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Então porque é que isto está a correr tão mal? 2

De que fala o ministro Vítor Gaspar quando diz que Portugal "cumpriu todos os critérios quantitativos e objectivos estruturais do quarto exame" da troika? Se tudo corre assim tão bem, então porque é que isto está a correr tão mal?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A crise salva vidas na estrada. O perigo é à mesa.

Segundo números oficiais, nos primeiros três meses de 2012 morreram nas estradas portuguesas menos 50 pessoas do que em igual período de 2011. Especialistas contactados pelo jornal Público explicam que esta diminuição não representa uma maior consciencialização dos automobilistas, mas é uma consequência da crise financeira, que tirou ao pé-rapado dinheiro para a gasolina. De acordo com as últimas informações, o Governo de Passos Coelho e Vítor Gaspar continua a dar o seu melhor para reduzir a mortalidade rodoviária a zero. Infelizmente, o lado bom da crise também tem um lado mau: com as estradas tão seguras e às moscas, vamos morrer à mesa.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pessoas estranhas

E há outro aviso, aquele pendurado nas vedações dos estaleiros de obras. Um aviso cheio de segurança, com capacete e botas de biqueira de aço, nem percebo como é que os trabalhadores morrem como tordos. E diz assim: "Proibida a entrada a pessoas estranhas". Na verdade costuma dizer "Proíbida", com acento no primeiro i, mas a pentelhice gramatical não é para aqui chamada. A questão é: pessoas estranhas!? Homens com três braços e apenas um testículo, será? Mulheres com duas cabeças e sentença nenhuma? Ví-tor Gas-par? O José Castelo-Branco? Extraterrestres manetas em trânsito para Las Vegas? Cavaco Silva? Um escuteiro adulto? Álvaro Santos Pereira? Sportinguistas? Eduardo Catroga? Lá está: pessoas estranhas... Dá-me para pensar cada uma!

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Os cavaquistas"

Então ele ainda há cavaquistas? Os cavaquistas não se esgotaram quando, em 2006, Cavaco Silva foi eleito pela primeira vez para "Presidente de todos os portugueses"? Ou "os cavaquistas" são apenas um alter ego que serve a Cavaco para manobrar e mandar dizer aquilo em que, como chefe de Estado, não mexe e cala? Seja como for, "os cavaquistas" estão pelos cabelos com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e parece que até já exigem a sua saída do Governo.
"Os cavaquistas" vêem Gaspar como "um ultraliberal" que está a "dar cabo" do modelo social e económico construído após o 25 de Abril e no qual, frisam, os três governos de Cavaco (1985-1995) tiveram um papel crucial. "Os cavaquistas" acham errado que as medidas de austeridade que são impostas pela crise da dívida pública sejam concretizadas com um enquadramento que vai conduzir, acreditam, à destruição da classe média e, consequentemente, do tecido económico português, que assenta em pequenas e médias empresas, que vivem do consumo.
Eu não sou cavaquista, tarrenego!, mas também já tinha dado fé. E denunciei-o aqui. Por isso, não posso estar mais de acordo, olho da rua para Vítor Gaspar! E olho da rua para "os cavaquistas", a ver se esta retrete começa a feder menos.