A escolha das fotografias nos jornais não é inocente. Nos últimos dias, o Público publicou pelo menos três vezes uma curiosa foto de António José Seguro. É o retrato abaixo, à esquerda de quem lê. Ao lado, a imagem de São Domingos Sávio, padroeiro dos adolescentes, dos meninos do coro, das pessoas que sofrem falsas acusações e das grávidas.
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segunda-feira, 9 de março de 2026
Temos santo ou andam a brincar com o Tó-Zé?
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domingo, 1 de fevereiro de 2026
Deixo-vos um país em boas mãos
Pronto! Está feito. Já votei. Já votámos, eu e a Mi, logo de manhãzinha, em menos de três minutos, como de costume, passámos depois pela capela mas não levámos os jornalistas, fomos à padaria buscar o roca dominical, fiz o almoço, almoçámos que nem príncipes e estou agora a remoer. Votei. Em consciência e devidamente informado. Seguro. Isto é, sem a desinformação dos programas, dos debates, das entrevistas, dos comentários, das sondagens, das tracking polls, dos tempos de antena, das arruadas, dos comícios, das redes sociais - que não vi, que não li, que não ouvi, que não acompanhei, que não sei, que não quero saber. Votei por um país que olha por todos e onde cabem todos, de todas as cores, raças, credos e opiniões, os que aqui nasceram e os que nos procuram, por um país decente e humanista, gentil, acolhedor e honrado, não o consigo dizer de forma mais simples e sincera. Votei. E está tudo bem. Seguro. Deixo-vos um país em boas mãos. Viva Portugal! Portanto. Convinha que, de hoje a oito dias, na prova real, por favor não me fodessem o serviço...
domingo, 25 de janeiro de 2026
Helena Matos deita-se a adivinhar
"Nas próximas legislativas Ventura pode ultrapassar Montenegro, o homem que teve medo da sua própria maioria. Já o Presidente que agora vamos escolher pode ser o primeiro a fazer apenas um mandato", escreve a insuspeita Helena Matos no independente Observador. Sim, pode ser, mas também pode não ser - é como tudo na vida, quando a gente se deita a adivinhar, e eu não faço ideia de qual é a taxa de acertamento da Helena Matos, mas deve ser extraordinária, porque até lhe pagam para isso. Agora: sim, "o Presidente que agora vamos escolher pode ser o primeiro a fazer apenas um mandato", claro que pode, mas apenas se esse Presidente for António José Seguro. É a democracia, sabe? Porque se o Presidente que agora vamos escolher fosse o outro, o que "pode ultrapassar Montenegro", então poderia ser o primeiro a fazer três, quatro, cinco, seis ou sete mandatos, quer-se dizer, até cair da cadeira.
sábado, 24 de janeiro de 2026
Seguro não esmaga ninguém
"Seguro esmaga Ventura na segunda volta...", diz o título do jornal de referência - e diz mal. António José Seguro não esmaga ninguém. Seguro é uma pessoa decente, esmagar não é do seu feitio, tem cara, aliás, de quem não faz mal a uma mosca. O outro sim, esse esmaga, pisa, calca, extermina, aniquila, destrói, pelo menos da boca para fora, e possivelmente também na vida real se lhe derem lanço. Os rapazes e as raparigas dos jornais, inclusive dos jornais de respeito, às vezes não sei o que lhes dá, parecem tolos e tolas, e ainda acabam por estragar o que está a correr tão bem. Cuidado, as sondagens não ganham eleições! Dia 8 de Fevereiro, é preciso ir lá pôr a cruzinha no sítio certo. Eu vou já no dia 1, só para indicar caminho.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Uma excelente pessoa
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| Foto Facebook António José Seguro |
Afinal confirma-se: António José Seguro, que parece uma excelente pessoa, é mesmo uma excelente pessoa. A prova dos noves foi-nos dada pelos cidadãos que o conhecem melhor, no dia-a-dia, fora da política, sem truques nem propaganda, os seus conterrâneos e vizinhos. Nas eleições de domingo, Seguro ganhou com quase 45 por cento nas Caldas da Rainha, onde vive, e venceu com mais de 70 por cento em Penamacor, concelho onde nasceu. Estão tiradas as dúvidas. António José Seguro é realmente uma excelente pessoa. Agora: eu tenho dois ou três amigos que também são excelentes pessoas, mas, sinceramente, não consigo vê-los como presidentes da República. Eu próprio sou uma excelente pessoa às vezes, não é para me gabar, e evidentemente não me sinto capaz de, só por isso, concorrer a Belém. Portanto, a questão que se coloca é esta: dignidade, decência, sensatez, serenidade, moderação, ponderação, tolerância, honestidade, honradez, carácter, humanismo, elevação, verdade, educação, gentileza, isto é, ser-se uma excelente pessoa, como António José Seguro comprovadamente é, será argumento suficiente para alguém ser escolhido para Presidente da República, o mais alto cargo da Nação? É. É. É. Já era há uma semana e é agora ainda mais. É suficiente, necessário e essencial, sobretudo quando a alternativa dá pelo nome de André Ventura.
sábado, 31 de maio de 2014
O nojo do PS
Depois da cagada que fez no Governo, o PS devia guardar um longo período de nojo em relação ao País e só voltar a aparecer em público quando tudo estivesse completamente esquecido: isto é, daqui a três ou quatro gerações. A regeneração ou refundação do partido devia ser feita na intimidade socialista, longe dos holofotes e dos microfones, e até os congressos deviam ser à porta fechada, quanto mais não fosse por uma questão de saúde pública.
Mas eles não resistem, são vaidosos de mais e inteligentes de menos para nos largarem a braguilha. E têm à disposição três canais nacionais de telenotícias 24X24 que também precisam deles como de pão para a boca para enchouriçarem "apontamentos de reportagem" e "comentários em cima da hora" que fazem tanta falta ao nosso quotidiano como uma viola num enterro. Estão bem uns para os outros.
Este fim-de-semana deram-nos o espectáculo da entronização de António José Seguro. Um triste espectáculo. O escusado congresso do PS teve tanto sumo que, depois de exaustivamente espremido pelos especialistas de serviço, ficou reduzido a um tal episódio da cadeira, envolvendo Seguro e António Costa, o ponto alto de um evento que terá servido apenas para marcar a diferença fundamental e definitiva entre o actual líder socialista e o outro, o que foi embora: ao contrário de Sócrates, este agora parece que gosta dos jornalistas...
E o País sossegou.
(Texto escrito e publicado no dia 12 de Setembro de 2011. E querem dar-nos mais do mesmo.)
Mas eles não resistem, são vaidosos de mais e inteligentes de menos para nos largarem a braguilha. E têm à disposição três canais nacionais de telenotícias 24X24 que também precisam deles como de pão para a boca para enchouriçarem "apontamentos de reportagem" e "comentários em cima da hora" que fazem tanta falta ao nosso quotidiano como uma viola num enterro. Estão bem uns para os outros.
Este fim-de-semana deram-nos o espectáculo da entronização de António José Seguro. Um triste espectáculo. O escusado congresso do PS teve tanto sumo que, depois de exaustivamente espremido pelos especialistas de serviço, ficou reduzido a um tal episódio da cadeira, envolvendo Seguro e António Costa, o ponto alto de um evento que terá servido apenas para marcar a diferença fundamental e definitiva entre o actual líder socialista e o outro, o que foi embora: ao contrário de Sócrates, este agora parece que gosta dos jornalistas...
E o País sossegou.
(Texto escrito e publicado no dia 12 de Setembro de 2011. E querem dar-nos mais do mesmo.)
sábado, 11 de maio de 2013
A boleia do Pizarro
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| Foto ADRIANO MIRANDA |
Enquanto Portugal vê a bola, copio aqui esta foto do Público. Porque diz mais do que mil setecentas e vinte e cinco palavras e um quarto, porque é jornalismo. Eu sei que elas acontecem, isto não é propriamente a invenção da pólvora, mas é preciso fazer acontecê-las (com licença da gramática). Parabéns e obrigado, Adriano Miranda. De vez em quando reconcilio-me com a coisa. E foi isso.
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sexta-feira, 1 de março de 2013
Rudolfo, o reno de Passos Coelho
Fiquei a saber hoje que o alegado primeiro-ministro de Portugal tem um "assessor económico" chamado Rudolfo Rebelo. E parece que o Rudolfo é danado para a brincadeira. Anda no Facebook a ver se se avia como os demais e, entre uma e outra, resolveu gozar com a carta que o patarata do António José Seguro mandou ao FMI. O Rudolfo inventou a resposta da Cristine Lagarde e é só rir, é só rir, é só rir - como se pode ler no Público.
Não frequento o Facebook. Mas acredito que, nesta onda galhofeira lançada pelo homem que devia ser de respeito, já algum "amigo" lhe terá respondido: "Aos Rebelos, é vê-los e fodê-los". Ou, parafraseando as imortais palavras do filósofo Viegas: "Ó Rudolfo, porque é que não vais tomar no co?" Mas isto somos nós todos na risota. Que é para o que está, não é?
Não frequento o Facebook. Mas acredito que, nesta onda galhofeira lançada pelo homem que devia ser de respeito, já algum "amigo" lhe terá respondido: "Aos Rebelos, é vê-los e fodê-los". Ou, parafraseando as imortais palavras do filósofo Viegas: "Ó Rudolfo, porque é que não vais tomar no co?" Mas isto somos nós todos na risota. Que é para o que está, não é?
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Matosinhos, o PS no seu pior
O PS é de rir. O PS de Matosinhos é de rir e de chorar. Matosinhos não faz parte do pacote de unificação que António Costa, co-líder do partido, negociou com o outro, o Tozé, dando-lhe o prazo limite de exactamente hoje. Eu estou aqui para ver os resultados logo à noite. Matosinhos é um PS à parte. Guilherme Pinto disside e António Parada delira. Narciso Miranda espreita a abébia e Manuel Seabra goza o acerto de contas sentado numa frisa de quase notáveis ressabiados e impotentes. Previa-se que ia ser mais ou menos assim e não é preciso ser bruxo. Eu disse. E avisei com tempo. E o pior é que ainda pode ser pior. Esta gente faz mal a Matosinhos.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Temos santo ou andam a brincar com o Tó-Zé?
A escolha das fotografias nos jornais não é inocente. Nos últimos dias, o Público publicou pelo menos três vezes uma curiosa foto de António José Seguro. É o retrato abaixo, à esquerda. Ao lado, a imagem de São Domingos Sávio.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Se os entendidos fossem pobres...
- "Gostava que Vítor Gaspar chegasse rapidamente à conclusão de que o País não é uma equação abstracta, é uma realidade concreta". Tarrenego!, 4 de Setembro de 2011.
- "Passos Coelho [..] não tem a mínima ideia do que faz e, tomem nota, está à beira de dar o tilt". Tarrenego!, 14 de Outubro de 2011.
Um ano depois, os entendidos concluíram que o Pedro e o Vítor estão a fazer "experimentalismo social" à custa dos portugueses, que Passos Coelho é um primeiro-ministro "impreparado" e que o Governo se baseia em modelos que "não têm nenhuma adesão à realidade".
Se os entendidos fossem pobres, já há muito que teriam entendido isto. Ou então perguntavam-me e eu tinha-lhes explicado. Quanto ao zequinha do PS, que vai descolar hoje, pois que fique sabendo que também já vem tarde.
- "Passos Coelho [..] não tem a mínima ideia do que faz e, tomem nota, está à beira de dar o tilt". Tarrenego!, 14 de Outubro de 2011.
Um ano depois, os entendidos concluíram que o Pedro e o Vítor estão a fazer "experimentalismo social" à custa dos portugueses, que Passos Coelho é um primeiro-ministro "impreparado" e que o Governo se baseia em modelos que "não têm nenhuma adesão à realidade".
Se os entendidos fossem pobres, já há muito que teriam entendido isto. Ou então perguntavam-me e eu tinha-lhes explicado. Quanto ao zequinha do PS, que vai descolar hoje, pois que fique sabendo que também já vem tarde.
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domingo, 9 de setembro de 2012
O problema não é a explicação. É a governação.
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Dois dias depois e sem jogo da Selecção, Marcelo Rebelo de Sousa fez hoje na TVI a segunda parte do discurso de Pedro Passos Coelho. Visivelmente encaralhado, o Professor acertou em tudo menos no essencial (como de costume). Marcelo diz que a coisa correu mal, na sexta, porque o primeiro-ministro não soube explicar. Mas não. As coisas correm-nos mal todos os dias porque o primeiro-ministro não sabe governar. E porque o alegado líder da oposição é um tó-zé. Um tó-zequinha.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Ai Portugal, Portugal...
| Foto Hernâni Von Doellinger |
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domingo, 8 de janeiro de 2012
É preciso ter lata 2
A coligação PSD-CDS vai meter seis dos seus no tacho da EDP. Faz bem. Eu, se tivesse por onde, fazia o mesmo, dava o melhor aos meus amigos. Mas António José Seguro, o inseguro líder do PS, ficou escandalizado. E disse que se trata de uma demonstração da "apropriação por parte das clientelas dos partidos do Governo". Pois trata. É a vida!
Porém, Seguro não ousou criticar os nomes nem a competência dos nomeados. O que ele se limitou a dizer foi que isto "é um mau sinal" e que "é preciso pôr travão" a este tipo de situações. Pois é. Principalmente agora que são o PSD e o CDS a distribuir dinheiro pela família. Quando era o PS era sempre na prise.
Porém, Seguro não ousou criticar os nomes nem a competência dos nomeados. O que ele se limitou a dizer foi que isto "é um mau sinal" e que "é preciso pôr travão" a este tipo de situações. Pois é. Principalmente agora que são o PSD e o CDS a distribuir dinheiro pela família. Quando era o PS era sempre na prise.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
A meu é maior do que o teu
Os dois cromos do PS lá continuam entretidos a discutir entre si tudo o que não interessa ao País. E como se o País estivesse interessado em ouvir o que eles acham que têm para dizer. Aos socialistas, depois da merda que fizeram no poder e da sova que levaram nas eleições, a descida à oposição deveria impor-lhes um certo recato, uma espécie de período de nojo que nos ajudasse a esquecê-los por uns tempos. Mas não. Continuamos a levar com eles todos os dias, como se eles contassem para alguma coisa.
António José Seguro e Francisco Assis, que são gémeos mas não sabem, pretendem agora diferenciar-se um do outro pelo número de debates que cada um propõe com vista às eleições para o cargo de secretário-geral do PS, que, vá-se lá saber porquê, ambos querem abocanhar. Como se estivessem a jogar à moedinha, Tozé diz "três!", três-dabates-três. E Assis responde "seis!", no mínimo seis...
E eu digo "doze!", mas que os façam em casa um do outro, sem incomodar os vizinhos ou o País. E no fim digam o resultado, que a gente acredita.
É que, se lhes dermos corda, estes dois ainda vão acabar a discutir, em directo e horário nobre, o tamanho dos respectivos pririlaus.
António José Seguro e Francisco Assis, que são gémeos mas não sabem, pretendem agora diferenciar-se um do outro pelo número de debates que cada um propõe com vista às eleições para o cargo de secretário-geral do PS, que, vá-se lá saber porquê, ambos querem abocanhar. Como se estivessem a jogar à moedinha, Tozé diz "três!", três-dabates-três. E Assis responde "seis!", no mínimo seis...
E eu digo "doze!", mas que os façam em casa um do outro, sem incomodar os vizinhos ou o País. E no fim digam o resultado, que a gente acredita.
É que, se lhes dermos corda, estes dois ainda vão acabar a discutir, em directo e horário nobre, o tamanho dos respectivos pririlaus.
terça-feira, 28 de junho de 2011
PS: que pobreza...
Até meio da passada semana ainda acreditei no milagre. Esperei pelo Santo António, esperei pelo São João, confiava no São Pedro, mas nada! Talvez por serem populares (ou sociais-democratas, não sei...), os santos viraram-me as costas. Acabou o prazo, mais ninguém apareceu. E agora os socialistas vão mesmo ter que escolher entre Seguro e Assis. Uma pobreza franciscana!
Sinceramente: não havia por aí ninguém melhorzinho?
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