P.S. - Hoje, 1 de Outubro, é Dia do Leitor de CD.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2021
Lapsus linguae
Entrou de rompante e gritou: mãos ao ar, isto é um assalto!
Ficou admirado. O que ele queria dizer era: alto e pára o baile! -
desesperado com aquele forrobodó todas as noites no andar de cima. Mas estava dito, estava dito: desceu
com um LCD de 100 polegadas, uma mesa de DJ, seis colunas de som surround, um globo espelhado, oito CD do Quim Barreiros, dois tablets,
quatro telemóveis, sete relógios - um de sala -, seis pulseiras, cinco
colares, doze pares de brincos, dois pacotes de batatas fritas, meia
piza familiar de cogumelos e fiambre com extra queijo, um pacote de Sugus morango e
framboesa, nove gramas de haxixe, garrafa e meia de vodka, duas
canecas de sangria, vazias, três garrafas de Casal Garcia, treze cartões
de crédito, um vale de reforma e 837 euros em numerário.
sábado, 10 de julho de 2021
Lapsus linguae
Entrou de rompante e gritou: mãos ao ar, isto é um assalto!
Ficou admirado. O que ele queria dizer era: alto e pára o baile! -
desesperado com aquele forrobodó todas as noites no andar de cima. Mas estava dito, estava dito: desceu
com um LCD de 100 polegadas, uma mesa de DJ, seis colunas de som surround, um globo espelhado, oito CD do Quim Barreiros, dois tablets,
quatro telemóveis, sete relógios - um de sala -, seis pulseiras, cinco
colares, doze pares de brincos, dois pacotes de batatas fritas, meia
piza familiar de cogumelos e fiambre com extra queijo, um pacote de Sugus morango e
framboesa, nove gramas de haxixe, garrafa e meia de vodka, duas
canecas de sangria, vazias, três garrafas de Casal Garcia, treze cartões
de crédito, um vale de reforma e 837 euros em numerário.
P.S. - Hoje, 10 de Julho, é Dia Mundial da Pizza.
sábado, 29 de julho de 2017
sábado, 8 de julho de 2017
Às armas, às armas! (roubaram-nos 34,4 mil euros)
O que verdadeiramente devia preocupar no lamentável episódio de Tancos é
o prejuízo. O roubo das armas é um escândalo, coisa de terceiro-mundo,
uma vergonha para Portugal. Deixámo-las ir de borla, como foi possível?
Nos países de primeiro-mundo, praticantes das mais avançadas e
inatacáveis técnicas de vigilância a paióis e paiolins, nunca semelhante
poderia ter acontecido. Não. Esses países cinco-estrelas, agora
aparentemente tão alarmados com o mais recente lusofiasco, vendem as
armas directamente aos terroristas, perseguem a mais-valia, e isso é que
é boa política, isso é que está certo...
P.S. - Texto escrito e publicado na passada quarta-feira, dia 5 de Julho. A novidade: raramente acontece, mas eu tinha razão. Diz hoje o jornal Diário de Notícias que o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, estima que "o valor do material roubado do paiol de Tancos há duas semanas ascendeu aos 34,4 mil euros". É dinheiro, dá quase para comprar um carro...
P.S. - Texto escrito e publicado na passada quarta-feira, dia 5 de Julho. A novidade: raramente acontece, mas eu tinha razão. Diz hoje o jornal Diário de Notícias que o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, estima que "o valor do material roubado do paiol de Tancos há duas semanas ascendeu aos 34,4 mil euros". É dinheiro, dá quase para comprar um carro...
quinta-feira, 20 de junho de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
"Em sede de IRS" é outra limpeza
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Vítor Gaspar é um génio sem ideias. É uma criatura que pensa que pensa. O ministro das Finanças demora muito a falar e mesmo assim o pensamento nunca lhe chega a tempo quando abre a boca. A indigência política de Vítor Gaspar tende a esconder-se atrás de siglas. E o descaramento também. A TSU não resultou? Gaspar faz de conta que percebeu a mensagem e agora chama-lhe IRS. É ainda mais pesado e em cima dos mesmos - mas ser depenado "em sede de IRS" é outra limpeza, não é?
domingo, 9 de setembro de 2012
A procissão do Passos
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Pedimos desculpa por esta interrupção
O roubo dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas é inconstitucional, mas este ano nem por isso. Um vou ali e venho já do Estado de direito, em nome da troika, da execução orçamental e da meta do défice. E se défice não for cumprido, o dinheiro vai ser devolvido?
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Sentido de quê? Vai gozar outro, ó Zorrinho!
O líder da bancada do PS, Carlos Zorrinho, diz que o deputado socialista Ricardo Rodrigues demonstrou "sentido de responsabilidade" ao demitir-se da direcção do grupo parlamentar, depois de ter sido condenado por roubar os gravadores de dois jornalistas da revista Sábado. Sentido de responsabilidade? Sentido de responsabilidade é não roubar nada a ninguém, porra! Rodrigues devia era ter deixado o Parlamento mal pôs a pata na poça. Esperar pelas decisões dos tribunais e só então tomar semiatitudes é um jogo de hipocrisia política que já mete nojo.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
E ninguém vai preso?
quarta-feira, 11 de abril de 2012
O humor de volta à RTP
Gostei sobretudo daquela parte dos subsídios de férias e de Natal, que realmente podiam ser repostos já no final de 2014, mas essa reposição teria de ser orçamentada em 2013 e portanto só começarão a ser repostos em 2015. Carago!, desde a vinda dos Irmãos Marx ao congresso do PCP no Palácio de Cristal do Porto que eu não me ria tanto.
E fez-me bem este riso, estava mesmo a precisar. Daqui vai o meu mais sincero bem-hajam à televisão pública e ao novel humorista.
domingo, 8 de abril de 2012
Roubaram o sino da igreja
Um dos sinos da antiga igreja paroquial de São Clemente de Silvares desapareceu. À moda da "velha escola", eu gostaria de dizer que se tratou de obra de larápios audaciosos, que, a coberto da noite e por meio de estroncamento, se atiraram ao bronze, à falta de ouro e pratas. Mas não tenho informação para tanto. De acordo com o blogue Falaf - revista cultural de Fafe, onde ontem apanhei a notícia, o sumiço terá acontecido no passado dia 18 de Março, quando o povo desceu à cidade para assistir à recriação da visita do rei D. Carlos, ponto alto das Jornadas Literárias concelhias.
A vida está difícil. Compulsivamente de costas ao alto e cotão nos bolsos, a meliantagem anda a aboletar-se ao que calha e dê algum: carris de comboios, carrinhos de linhas, fios e cabos eléctricos, campainhas de bicicletas e bicicletas ainda que sem campainhas. Um destes dias o País fica completamente às escuras, pára de vez, não há Volta a Portugal, e nós já sabemos porquê. Agora, o sino eu cuido que seja outra história. Para mim, foi um daqueles beatos que gostam de ser mais do que os outros e que faz questão de ter, mais logo, quando sair com a Cruz, um compasso em grande, um compasso maior do que o compasso da concorrência.
Se alguém vir por aí o miúdo da sineta enfiado num sino, a dar ao badalo, é fazer o favor de avisar as autoridades. O sino é de São Clemente e tem o campanário à espera.
Guardo boas recordações de São Clemente de Silvares. No Ademar, tão caro quanto excelente, eu costumava encontrar o Zé Cão, que tinha trabalhado com o meu pai na Fábrica do Ferro e era o homem mais alto do mundo. Pelo menos era o homem mais alto de Fafe e arredores. O Zé Cão, sentado, os joelhos batiam-lhe nos queixos. Era altíssimo, vagaroso, comovido, desengonçado, bom, decilitrado, pobre, criança em corpo descomunal, com uns sapatões de palhaço e umas mãozonas sempre agarradas à caneca de verde tinto, que mingava até parecer uma xícara. Era um Homem.
O Valença, uma das glórias do futebol local, gostava de se meter com o Zé Cão. Na verdade, o Valença gostava de se meter com toda a gente, mas o que aqui interessa é o Zé Cão. E o Valença "obrigava-o" a contar vezes sem conta as vindas ao Porto, ao Royal e ao Derby, para despejar as bolsas, e daquela ocasião em que ele teve que se haver com um "boxevista", um "boxevista" a sério - a piada era mesmo o Zé Cão dizer "boxevista" -, na parte de cima da Ponte de Luís I, exactamente por causa do putedo. E o Zé Cão ganhou. O Zé Cão fazia os gestos como foi, a mando do Valença, disparava ganchos e uppercuts, era um campeão sem sair do seu canto, a lutar por merecer mais um quartilho.
O Zé Cão de São Clemente, o nosso gigante. Penso agora que não é nada Zé Cão: passa a ser Zecão, de Zeca grande, tão grande como o seu imenso coração.
A vida está difícil. Compulsivamente de costas ao alto e cotão nos bolsos, a meliantagem anda a aboletar-se ao que calha e dê algum: carris de comboios, carrinhos de linhas, fios e cabos eléctricos, campainhas de bicicletas e bicicletas ainda que sem campainhas. Um destes dias o País fica completamente às escuras, pára de vez, não há Volta a Portugal, e nós já sabemos porquê. Agora, o sino eu cuido que seja outra história. Para mim, foi um daqueles beatos que gostam de ser mais do que os outros e que faz questão de ter, mais logo, quando sair com a Cruz, um compasso em grande, um compasso maior do que o compasso da concorrência.
Se alguém vir por aí o miúdo da sineta enfiado num sino, a dar ao badalo, é fazer o favor de avisar as autoridades. O sino é de São Clemente e tem o campanário à espera.
Guardo boas recordações de São Clemente de Silvares. No Ademar, tão caro quanto excelente, eu costumava encontrar o Zé Cão, que tinha trabalhado com o meu pai na Fábrica do Ferro e era o homem mais alto do mundo. Pelo menos era o homem mais alto de Fafe e arredores. O Zé Cão, sentado, os joelhos batiam-lhe nos queixos. Era altíssimo, vagaroso, comovido, desengonçado, bom, decilitrado, pobre, criança em corpo descomunal, com uns sapatões de palhaço e umas mãozonas sempre agarradas à caneca de verde tinto, que mingava até parecer uma xícara. Era um Homem.
O Valença, uma das glórias do futebol local, gostava de se meter com o Zé Cão. Na verdade, o Valença gostava de se meter com toda a gente, mas o que aqui interessa é o Zé Cão. E o Valença "obrigava-o" a contar vezes sem conta as vindas ao Porto, ao Royal e ao Derby, para despejar as bolsas, e daquela ocasião em que ele teve que se haver com um "boxevista", um "boxevista" a sério - a piada era mesmo o Zé Cão dizer "boxevista" -, na parte de cima da Ponte de Luís I, exactamente por causa do putedo. E o Zé Cão ganhou. O Zé Cão fazia os gestos como foi, a mando do Valença, disparava ganchos e uppercuts, era um campeão sem sair do seu canto, a lutar por merecer mais um quartilho.
O Zé Cão de São Clemente, o nosso gigante. Penso agora que não é nada Zé Cão: passa a ser Zecão, de Zeca grande, tão grande como o seu imenso coração.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Parlamento ou manicómio?
Ricardo Rodrigues, o deputado socialista que roubou os gravadores aos jornalistas da revista Sábado que o entrevistavam, e que brevemente vai ser julgado por isso, foi nomeado pela Assembleia da República para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), que é a escola de formação dos nossos magistrados. Está tudo maluco, não está?
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sábado, 15 de outubro de 2011
Há gajos com sorte!
E pensa Quitério, a esfregar as mãos de contente: "A minha sorte é estar desempregado. Eu é que os fodo! A mim não me roubam eles os subsídios de férias e Natal"...
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