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terça-feira, 25 de outubro de 2016

A culpa foi dos enfermeiros

Dois enfermeiros foram constituídos arguidos "no caso dos dois alunos do 127.º curso de Comandos que morreram após se terem sentido mal durante um treino num campo de tiro, em Alcochete, no início de Setembro." O Ministério Público "investiga abuso de autoridade" e suspeita "de omissão de auxílio" - informa o Público.
Evidentemente que a culpa é dos enfermeiros. Os Comandos não têm mordomo...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A crise salva vidas na estrada. O perigo é à mesa.

Segundo números oficiais, nos primeiros três meses de 2012 morreram nas estradas portuguesas menos 50 pessoas do que em igual período de 2011. Especialistas contactados pelo jornal Público explicam que esta diminuição não representa uma maior consciencialização dos automobilistas, mas é uma consequência da crise financeira, que tirou ao pé-rapado dinheiro para a gasolina. De acordo com as últimas informações, o Governo de Passos Coelho e Vítor Gaspar continua a dar o seu melhor para reduzir a mortalidade rodoviária a zero. Infelizmente, o lado bom da crise também tem um lado mau: com as estradas tão seguras e às moscas, vamos morrer à mesa.

sábado, 3 de março de 2012

Já começou 4

Em duas semanas morrerem mais de seis mil pessoas em Portugal. Especialistas em saúde pública dizem que é muito, que é de mais. Dizem também que a crise económica e o aumento das taxas moderadoras estão a ajudar à matança. Nas lojas do cidadão e nas repartições de Finanças, os funcionários são cada vez mais agredidos, quase diariamente, por utentes desesperados e com falta de mira. O alvo é mais acima. E os portugueses compram armas como nunca. Este é cenário.
Porém.
Como se vivesse na Alemanha e viesse à terrinha largar um bitaite de vez em quando, Pedro Passos Coelho protagonizou o número de circo impossível: desafiando a morte (dos outros) mas com um sorriso nos lábios, o alegado primeiro-ministro de Portugal conseguiu, ao mesmo tempo e sem rede, assobiar para o lado e contar uma anedota. A anedota é: isto não está assim tão mal, todos podemos ir de férias este ano da nossa desgraça se fizermos "uma boa aplicação dos recursos" que temos. Bela piada. Dos "recursos", disse ele, o novo mestre do nonsense! Fui aos bolsos, tirei o cotão que se me enfiou nas unhas e ri para não chorar.