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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

O candidato da Maçonaria

Parece que o almirante Gouveia e Melo vai ser o candidato da Maçonaria à Presidência da República. E não me admirará que ele seja também o candidato, declarado ou não, do Opus Dei. Quer-se dizer: ainda sem vir à tona, o nosso submarinista já faz o pleno.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Nada de pânico! Pode não ser geral.

Há mais dois ex-espiões que trabalham na Ongoing e estão a ser investigados pelo Ministério Público.
Eu não alinho em conclusões precipitadas, nem me deixo levar pelas guerras entre impresas (exactamente, impresas). Até prova em contrário, continuo a dar o benefício da dúvida à Ongoing, que não tem culpa nenhuma de uma série de por-acasos que lhe caíram em cima. Não acredito que os serviços secretos se tenham mudado em peso, e de armas e bagagens, para a operadora de Nuno Vasconcellos, até porque, tanto quanto sei, ainda não foram privatizados. O previsto era só depois da EDP e da REN e antes da TAP.
Para além disso, estas notícias são extremamente injuriosas para o Sr. Silva porteiro e para o Sr. Octávio motorista, pelo menos estes dois, funcionários da Ongoing de folha limpa, sem salários para pertencerem à maçonaria e que do SIS só sabem que dá empate no Totobola. Portanto, nada de pânico! A coisa pode não ser geral. E tento na língua! Não há balbúrdia nenhuma nas secretas, como Pedro Passos Coelho, o porta-voz do Governo de Miguel Relvas, garantiu ontem no Parlamento.

sábado, 28 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Temos de ser uns para os outros

D. José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, defendeu hoje em Fátima que os políticos não têm de assumir a sua ligação à maçonaria. Eu não previ que a Igreja tinha uma palavrinha a dizer sobre o assunto? Também não era difícil de adivinhar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Se calhar sou mação

Este folhetim sobre a maçonaria anda a desassossegar-me a alma. Os dias das revelações estão a empurrar-me ao encontro dos meus segredos mais profundos. Eu não sabia, mas se calhar também sou mação. Eu cuidava que sim, mas o mundo profano decerto não é o meu mundo. Foi o que descobri. É o que me atormenta. Também eu, tal como os tais, reivindico, prego e não pratico valores morais de alto coturno como a virtude, o universalismo, a honestidade, a tolerância, a humanidade, o trabalho, a fraternidade e outros ou outras ades, âncias e ismos.
É certo que, ao contrário dos tais, me fico por aí: pela hipocrisia sem consequências. De resto, sou incapaz de vigarizar, mentir, trair, armadilhar, conspirar, destruir ou provocar e cavalgar a desgraça dos outros para atingir... a virtude, o universalismo, a honestidade, a tolerância, a humanidade, o trabalho, a fraternidade e outros ou outras ades, âncias e ismos. Por outro lado, uso avental pelo menos duas vezes por dia e só o tiro quando vamos para a mesa ou acabo de lavar a louça. É. Se calhar também sou mação.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Relvas é um patarata

Quero pedir desculpa. Ao contrário do que eu pensava e aqui escrevi, afinal o primeiro-ministro Miguel Relvas não percebe nada da poda. Vir outra vez falar do processo de emigração em curso, quando estávamos agora todos entretidos com o folhetim da maçonaria e das secretas, é de um sentido de oportunidade apenas comparável ao do palhaço que se enganou no número da porta e actuou num funeral. Só se percebe se for para mudar de assunto. Será?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Afinal havia outro

Afinal são três e não dois os líderes parlamentares que pertencem à maçonaria. É o que conta hoje o DN, acrescentando Nuno Magalhães, do CDS, aos já sabidos Luís Montenegro, do PSD, e Carlos Zorrinho, do PS. Este trio controla, ao todo, 206 deputados. Isto é: quase 90 por cento do plenário da Assembleia da República. Dito de outra maneira, como se fosse o reclame a um sabonete: nove em cada dez deputados são dirigidos por mações.
Ainda de acordo com o DN, Nuno Magalhães integra, tal como Carlos Zorrinho, a maior obediência maçónica portuguesa, o Grande Oriente Lusitano, enquanto Luís Montenegro pertence à segunda maior, a Grande Loja Regular de Portugal, fazendo parte aqui da Loja Mozart, a mesma de personalidades como Jorge Silva Carvalho (ex-director das secretas e actual quadro da Ongoing) e Nuno Vasconcelos (o patrão da Ongoing).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ligações perigosas?

Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, e Carlos Zorrinho, líder parlamentar do PS, pertencem à Maçonaria. Juntos controlam 182 deputados, quase 80 por cento do plenário da Assembleia da República. Segundo o semanário Expresso, da loja de Luís Montenegro fazem também parte um dos seus números dois no Parlamento, o deputado Miguel Santos, o ex-espião Jorge Silva Carvalho, cinco administradores da Ongoing e ex-deputados sociais-democratas e socialistas. Um destes dias se saberá certamente quem são os figurões que pertencem à loja de Carlos Zorrinho.
Mas, com o que se sabe, já há quem pergunte se somos governados por partidos ou pela Maçonaria e se tanto faz votar no PS como no PSD. E, uma vez que a Maçonaria não vai a votos, já há também quem pergunte se Portugal tem mesmo uma democracia. E já há quem defenda que a alternância dita democrática não deve funcionar entre direita e esquerda, mas entre Maçonaria e Opus Dei.
Aposto que a hierarquia da Igreja portuguesa vai ter uma palavrinha a dizer sobre o assunto.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Não mexer, por favor!

O PSD apagou do relatório preliminar sobre as audições relativas aos serviços secretos, realizadas na 1.ª comissão parlamentar, as referências que indiciavam ligações de titulares de cargos de chefia e de direcção das "secretas" à Maçonaria. De acordo com o jornal Público, na primeira versão do relatório, assinada a 28 de Outubro de 2011 pela deputada Teresa Leal Coelho, vice-presidente da bancada do PSD, pode ler-se que os "incidentes verificados nos últimos meses" (as notícias sobre as fugas de informações para a empresa Ongoing e o acesso ilícito aos registos telefónicos do jornalista Nuno Simas) "sugerem indícios e lançam suspeitas de ligações" de Jorge Silva Carvalho [que, até finais de 2010, dirigiu o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa] a "conluios de poder", "pretensamente com a ambição de ocupar cargos dirigentes, incluindo nos Serviços de Informações". Neste documento, a deputada escreveu ainda que as audições realizadas à porta fechada resultaram também em "indícios e suspeitas do envolvimento" de Silva Carvalho "com grupos de pressão pretensamente instalados na sociedade portuguesa, nomeadamente a ramos da Maçonaria".
Parece-me correcta a opção do PSD, que retirou a mão a tempo e voltou a sentar-se em cima da caixa de Pandora. Mexer com os ramos da Maçonaria é um perigo! Outra coisa seria se se tratasse do Ramos da mercearia.