| Foto Hernâni Von Doellinger |
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quarta-feira, 7 de maio de 2025
segunda-feira, 5 de maio de 2025
domingo, 17 de novembro de 2024
Por obra e graça do espírito santo
Tenho de confessar o seguinte: como estudante, eu nunca fui. Quer-se dizer: aluno, aulista, frequentador habitual, discípulo, discente, aprendiz ou educando, ainda vá que não vá. Mas estaria a mentir se sequer admitisse que algum dia fui estudante. Quer-se dizer, eu nunca estudei, fiei-me sempre na intuição e no espírito santo de orelha.
P.S. - Hoje é Dia Internacional dos Estudantes. Apesar de mim.
domingo, 24 de março de 2024
O Emplastro e os doutores
| Foto Hernâni Von Doellinger |
O cidadão Fernando Alves. O Animal, chamam-lhe, ou o Emplastro, que, segundo o Expresso em 2008, foi contratado pelas agências turísticas para acompanhar os passeios pelo menos bêbados de mais de 15 mil finalistas universitários portugueses a Espanha. Quinze mil doutores, em dinheiro de hoje em dia, e as viagens de finalistas estão outra vez aí a dar que falar. O extraordinário Emplastro que até foi ao Herman SIC e teve direito a dentes novos, dados por um desinteresseiro benemérito.
As eleições já lá vão, o campeonato de futebol parou derivado à Selecção, mas a televisão regra geral não pára e o fabrico de chouriços em directo também não, portanto o nosso Fernando continua a apresentar-se ao serviço. A televisão sem ele é uma seca, e com ele também, mas o Fernando tem pinta. Tudo continua normal, normalíssimo, e cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas, como dizia o nosso escritor de canções. O pior é mesmo o defeso futebolístico. No defeso, como o próprio nome indica, ninguém quer saber se o Fernando é filho do Pinto da Costa ou do Luís Filipe Vieira, ou pai do Frederico Varandas ou sócio do António Salvador, e então o que é que se passa? Isto: o Emplastro monta base à porta de um restaurante de Matosinhos, não sei se convidado ou somente tolerado pela gerência, e abrilhanta, à saída, copos de brutos, hic!, quero dizer, fotos de grupos, gente bem. Nos intervalos das suas pertinentes intervenções (faz cara de Emplastro, só lhe pedem isso), o Fernando deita-se na soleira da porta ao lado e então faz papel de famélico de Calcutá, o que lhe fica um bocado mal, estando ele gordo como um chino. E pede, se vê uma máquina fotográfica, "Uma moedinha, é para comer, é para comer..." - o número do costume. Não sei quem é que actualmente lhe está a cuidar da imagem e da carreira, o superagente Jorge Mendes não é de certeza, mas há ali qualquer coisa que não bate certo. Eu sei, já disse, é no defeso, mas isso não explica tudo.
O Fernando fez-se Emplastro a pulso, porque não é tolo nenhum - ao contrário do que muitas pessoas possam pensar -, mas também deu jeito a certas e determinadas televisões que ele fosse assim. E aos jornais. E às revistas. Pois se até o "entrevistavam" e lhe fizeram o "perfil"! Por outro lado, também já mete nojo, não é? Às tantas ainda o mandam para a Arábia Saudita.
Posso dar um palpite? Posso e é o seguinte: ninguém vai querer saber do Emplastro, quando o Fernando estiver deitado na soleira e for a sério (à séria, se lido em Lisboa). Nem os comensais arrotantes nem os estudantes terminais. Quem ousará sobressaltar-se quando o Animal for realmente abandonado?...
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Estudantes, espermatozóides e neurónios
A ciência tem que se lhe diga e eu digo já que gosto muito daqueles estudos
pândegos que me aparecem de vez em quando nos jornais. Por exemplo: uma
investigação da Universidade de Aveiro concluía em Maio de 2012 que,
derivado aos exageros, a qualidade do sémen dos
estudantes diminui durante as chamadas semanas académicas. A pesquisa
deixou de lado a sempre inquietante questão da erecção impossível, mesmo
para quem consiga dar com a braguilha, e a controversa problemática do
alcance máximo dos jactos de vómito, já que o mijo nem tem discussão: é
pelas pernas abaixo.
Voltando ao essencial da coisa e aos números que não mentem, a realidade é esta: durante festas como, verbi gratia, a Queima das Fitas do Porto (que costuma rebentar-me aqui à porta, enchendo de vomitado o Passeio Atlântico, na beira-mar matosinhense, muito obrigado), regista-se, em média, uma diminuição de 20 por cento na concentração de espermatozóides dos estudantes afectados. No caso dos neurónios, digo eu, a redução é de cem por cento.
Voltando ao essencial da coisa e aos números que não mentem, a realidade é esta: durante festas como, verbi gratia, a Queima das Fitas do Porto (que costuma rebentar-me aqui à porta, enchendo de vomitado o Passeio Atlântico, na beira-mar matosinhense, muito obrigado), regista-se, em média, uma diminuição de 20 por cento na concentração de espermatozóides dos estudantes afectados. No caso dos neurónios, digo eu, a redução é de cem por cento.
quinta-feira, 8 de junho de 2023
Concelhos de mãe
Cátia Soraia entrou na universidade e, mal se instalou, mandou uma mensagem à mãe a pedir um concelho. A mãe, que é rica e boa alma, enviou-lhe Freixo de Espada à Cinta.
P.S. - O Curso Superior de Letras foi criado, em Lisboa, no dia 8 de Junho de 1859.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Praxistas: e se lhes chegássemos a roupa ao pêlo?
Cruzo-me com as manadas da "praxe" e digo-lhes bestas, bestas quadradas. Aos capados e aos encabados. Eles já me conhecem, passo por tolo. Há anos que lhes digo bestas, bestas quadradas - no Parque da Cidade, na praia de Matosinhos. Na praia, exactamente. Sou eu.
E têm razão, os capados e os encabados: fui tolo. As palavras não adiantam contra a estupidez institucionalizada, mas infelizmente um homem já não argumenta de vara de lódão em riste como fazia o meu querido avô Bernardino no seu tempo de gente tesa e honrada. Não argumenta, mas devia - penso agora. Em vez do remoque, eu devia era ter bordoado.
No lombo. No lombo é que eles precisavam.
P.S. - Sobre a inteligência das alegadas tradições "universitárias", já escrevi aqui, aqui, aqui e aqui.
E têm razão, os capados e os encabados: fui tolo. As palavras não adiantam contra a estupidez institucionalizada, mas infelizmente um homem já não argumenta de vara de lódão em riste como fazia o meu querido avô Bernardino no seu tempo de gente tesa e honrada. Não argumenta, mas devia - penso agora. Em vez do remoque, eu devia era ter bordoado.
No lombo. No lombo é que eles precisavam.
P.S. - Sobre a inteligência das alegadas tradições "universitárias", já escrevi aqui, aqui, aqui e aqui.
sábado, 29 de setembro de 2012
Praxes académicas proibidas
a caloiros que tenham antecedentes cardíacos. Os antecedentes cardíacos passam a ser de declaração obrigatória no acto de matrícula. A omissão será penalizada com praxes académicas.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Os outros 30 por cento têm o futuro garantido
Crise leva quase 70 por cento dos estudantes universitários portugueses a quererem emigrar. Os outros 30 por cento estão bem: são da JSD.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Sexta-feira da compaixão
Passa das sete e meia da manhã e a Queima das Fitas ainda está a desfazer a tenda. Na Praia de Matosinhos e na Praia Internacional do Porto, dorme-se, mergulha-se, fuma-se, bebe-se, vomita-se e fornica-se. As esplanadas do Edifício Transparente, pejadas de garrafas em cacos e cadeiras partidas, parecem um campo de batalha sem sobreviventes. Na rotunda da Anémona, uma pequena multidão de ressacados espera de orelha caída pelo autocarro. Têm tratamento de claque de futebol: estão enjaulados e vigiados à distância de um dedo pela polícia de choque.
Três miúdas cambaleiam pela Avenida de Montevideu, aparentemente em direcção à Foz. Nos intervalos entre cabeçadas contra painéis publicitários e tropeções nos mecos de delimitação do passeio, pedem boleia aos carros que passam. São mesmo miúdas, caloiras da vida, naquela idade e naqueles corpinhos que o sacana do arguido aproveita sempre para se defender, dizendo: "Senhor Doutor Juiz, ponha-se no meu lugar".
Uma delas salta para a estrada, faz sinais ostensivos, quase desesperados, para que os carros parem e as levem dali. Só as buzinas lhe dão troco. E os trolhas das carrinhas cheias de pressa e juízo mandam-lhe a boca da ordem, "Ó filha, és toda boa", mas boleia é que nada. "Foda-se! Ninguém tem compaixão", lamenta-se a miúda, mais para si mesma do que para as outras, num desgosto que só visto.
Ela é nova e não sabe. Às vezes há quem tenha "compaixão", "compaixão" até demais. E é aí que o tribunal entra na história...
Três miúdas cambaleiam pela Avenida de Montevideu, aparentemente em direcção à Foz. Nos intervalos entre cabeçadas contra painéis publicitários e tropeções nos mecos de delimitação do passeio, pedem boleia aos carros que passam. São mesmo miúdas, caloiras da vida, naquela idade e naqueles corpinhos que o sacana do arguido aproveita sempre para se defender, dizendo: "Senhor Doutor Juiz, ponha-se no meu lugar".
Uma delas salta para a estrada, faz sinais ostensivos, quase desesperados, para que os carros parem e as levem dali. Só as buzinas lhe dão troco. E os trolhas das carrinhas cheias de pressa e juízo mandam-lhe a boca da ordem, "Ó filha, és toda boa", mas boleia é que nada. "Foda-se! Ninguém tem compaixão", lamenta-se a miúda, mais para si mesma do que para as outras, num desgosto que só visto.
Ela é nova e não sabe. Às vezes há quem tenha "compaixão", "compaixão" até demais. E é aí que o tribunal entra na história...
Uma Queima com muita protecção
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Beira-mar Matosinhos/Porto, entre a Anémona e o Edifício Transparente. Há momentos. Não são caixas de chiclas, são de preservativos, e ainda bem.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Estudantes, espermatozóides e neurónios
Voltando ao essencial da coisa e aos números que não mentem, a realidade é esta: durante festas como, por exemplo, a Queima das Fitas do Porto (que é já na próxima semana, aqui à porta, muito obrigado) regista-se, em média, uma diminuição de 20 por cento na concentração de espermatozóides. No caso dos neurónios, a redução é de cem por cento.
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