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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Chegou a vez deles

Foto Hernâni Von Doellinger

Começava o ano de 2009 e o grupo Controlinveste, de Joaquim Oliveira, perpetrou o despedimento colectivo de 122 trabalhadores, mais de 50 dos quais eram jornalistas. A Controlinveste era dona do Diário de Notícias (DN), do Jornal de Notícias (JN), do 24horas e do desportivo O Jogo, além da rádio TSF, da revista Volta ao Mundo e dos canais televisivos SportTV. Desde os anos oitenta que não acontecia uma razia assim em Portugal, quando fecharam títulos como O Diário, o Diário Popular e o Diário de Lisboa.
Em Janeiro de 2009 eu era jornalista do 24horas no Porto e o 24horas no Porto acabou. O DN no Porto ficou reduzido ao osso e o JN passou mais ou menos incólume pelos pingos da chuva, fora o azar de uns poucos que decerto tinham a mania de desagradar às chefias, as quais, nestas coisas do salve-se quem puder, geralmente são piores do que os patrões.
Fez-se greve. Uma greve coitadinha, isto é, fizeram greve os que iam morrer, e poucos mais, embora tenha sido tentada uma coisa em grande, testicular, greve geral do grupo, num plenário que foi uma desgraça. Os jornalistas do JN, sobretudo os promissores jornalistas do JN, evidentemente na rampa de lançamento para voos que afinal nunca alcançaram, avisaram logo que não, que era preciso ver o quadro completo, não vamos agora prejudicar uns por causa dos outros, que já estão condenados e estão, as coisas são como são, sejamos realistas, é uma chatice, isso é, pá, acontece, solidariedade, sim, obviamente, para isso cá estamos, força!, mas uma palmadinha nas costas também já chega.
Eu disse: "para palermas não estais nada mal, meus refinados filhosdeputa, e ainda me vou rir quando chegar a vossa vez", e vim-me embora a meio da coisa. Vim-me mesmo embora. Literalmente. Definitivamente. Tiveram de me procurar, se quiseram "despedir-me"...
Termina o ano de 2023. A Controlinveste, de Joaquim de Oliveira, chama-se agora Global Media Group (GMG), detém os títulos JN, DN, TSF, O Jogo, Dinheiro Vivo, Notícias Magazine, Delas, N-TV, Motor24, Men's Health, Women's Health e Açoriano Oriental, e vai desempregar mais 150 trabalhadores, parece que 40 só na redacção do JN. Ó caralho! Aqui-d'el-rei, que isto agora é connosco, gritou-se ali para os lados do Monte dos Burgos, que a Torre foi vendida para hotel, o JN fez mesmo greve, e logo dois dias, viva o luxo!, não saiu à rua "pela primeira vez em 35 anos" e foi um sucesso.
Ou por outra, chegou a vez dos palermas de 2009 e eu, devo confessar, afinal não acho piada nenhuma...

P.S. - O Sindicato dos Jornalistas propõe uma paralisação de uma hora no próximo dia 6 de Janeiro em todas as redacções de Portugal continental e ilhas, "num abraço solidário a estes camaradas", isto é, aos jornalistas do GMG, isto é, aos "corajosos" jornalistas do JN. O que é porreiro e, por outro lado, não deixa de ser irónico.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O que é preciso é Benfica

Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Eu era um dos prescindíveis do 24horas, excesso de bagagem, mas ainda não sabia. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre...

P.S. - Publicado originalmente no dia 19 de Outubro de 2012. O Diário de Notícias saiu à rua pela primeira vez no dia 29 de Dezembro de 1864. E, mais ou menos à rasca, anda às voltas até hoje. Quanto a Oliveira e seus asseclas, continuaram a despedir e a destruir jornais e lares, com uma perseverança digna de registo. João Marcelino é actualmente uma das vedetas residentes do Canal 11, televisão da Federação Portuguesa de Futebol.

sábado, 1 de agosto de 2020

A Sport TV vai de vento em proa

"Sabe quanto vai pagar para ver a F1 em Portugal?", perguntava-me ontem o jornal digital Maisfutebol. Sei: não vou pagar nada. Porque vou deixar de ver a F1. A Sport TV de Joaquim Oliveira tinha a Fórmula 1 e perdeu-a para o Eurosport, paciência, não há dinheiro não há vícios. Sabem quanto é que eu pago para ver os jogos do Benfica em casa? Nada. Deixei de ver os jogos do Benfica na Luz. A Sport TV de Joaquim Oliveira tinha os jogos do Benfica em casa e perdeu-os para a BTV, paciência, não há dinheiro não há vícios. Sabem quanto é que eu pago para ver os jogos da Liga inglesa? Nada. Deixei de ver os jogos da Premier League. A Sport TV de Joaquim Oliveira tinha os jogos do campeonato inglês mas perdeu-os para a BTV, paciência, não há dinheiro não há vícios. Sabem quanto pago pelos cinco canais da Sport TV de Joaquim Oliveira, que um destes dias, ainda por cima, nos vai aumentar o preço? Eu digo: pago mais do que pago pelos outros setecentos e noventa e quatro canais e meio da NOS. Evidentemente, teremos sempre o golfe de Joaquim Oliveira. Ou também não...

P.S. - Publicado originalmente no dia 7 de Maio de 2016. Entretanto a Sport TV perdeu também a Liga dos Campeões, o campeonato espanhol e o campeonato alemão, importantes torneios de ténis e de golfe e até perdeu caras e assinantes - quer-se dizer, é uma derrota em toda a linha, que nem a retoma do campeonato inglês disfarça. E no entanto só hoje, mais de quatro anos depois, é que cortei finalmente a Sport TV cá em casa. Mas não vou para a concorrência. Fico à espera, obviamente sentado, que a televisão de Joaquim Oliveira me apresente um preço honesto para a programação medíocre que lhe sobrou.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

E viva o Benfica!

Foto Hernâni Von Doellinger

Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Eu era um dos prescindíveis do 24horas, excesso de bagagem, mas ainda não sabia. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre...

P.S. - Publicado originalmente no dia 11 de Junho de 2014. E como se fosse hoje. O jornal 24horas nasceu em 1998 e morreu em 2010, um ano depois de os seus alegados responsáveis terem liquidado a Redacção do Porto, a sangue frio e pelas costas. Eram os primeiros dias de Maio quando nos despejaram no desemprego, e podem limpar as mãos à parede. Mas tinha piada o pasquim, que até chegou a ser bem feito, e é a bíblia do jornalismo que hoje se faz em Portugal. Quanto a Oliveira e seus asseclas, continuam a despedir e a destruir jornais e lares, com uma perseverança digna de registo.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Cuidado, o Ferreira Fernandes faz-me falta!

Também acontece aos melhores
Ferreira Fernandes é um dos mais brilhantes cronistas do jornalismo português. E é o meu preferido. Todos os dias procuro o cantinho que lhe dão no Diário de Notícias e todos os dias me delicio e aprendo alguma coisa com ele. Ferreira Fernandes é informado, é culto, é estiloso, é escorreito, é claro, é corajoso, é honesto, é sensato, é sucinto, é simples, é assertivo. E também é benfiquista.
Ferreira Fernandes escreve de tudo, não por armanço idiota, mas porque verdadeiramente sabe de quase tudo. Escreve, por exemplo, de futebol, sem que lhe caiam as medalhas ao chão, e continua a ser um prazer lê-lo. O Barcelona e o Real Madrid, Messi e Cristiano Ronaldo, Guardiola e Mourinho devem-lhe se calhar os mais perfeitos textos que sobre eles foram escritos a nível mundial.
Ferreira Fernandes tornou ao tema do pontapé na bola na edição de ontem do DN, mas inesperadamente com uma cirúrgica preocupação doméstica. Na noite em que Rio Ave e Benfica entregaram ao FC Porto mais um título de campeão que, desta vez, parece que mais ninguém queria, o meu cronista favorito esqueceu-se do facto e resolveu escrever sobre os desarranjos intestinais do futebol português. É. Realmente, ninguém está livre.

Entre piçada e pissada, que escolha quem puder
A palavra apareceu-me à esquina pela pena do cronista Ferreira Fernandes, que eu tando respeito e admiro, embora lastime que ele tenha amouchado perante o, por assim dizer, novo acordo ortográfico. A palavra é "pissada". Andei à procura dela e não a vi em sítio de respeito, em local de idoneidade gramatical que me obrigasse a pensar: sim, "pissada" é mesmo assim. Mas, pronto, que seja "pissada", porque, na verdade, encontrei duas ou três "pissas" em dicionários alternativos. Eu, pela parte que me toca, continuarei a piçar com toda a potência, sem medo de que me achem malcriado ou tarado da cedilha. Piçarei, aliás, até que a vós vos doa. Dar uma piçada, levar uma piçada, deixemo-nos de hipocrisias, bem sabemos de onde é que a coisa vem. De resto, confundir "pissada" com piçada pode, consoante as circunstâncias, ser até caso de extrema gravidez.

Aprendi a adivinhar Ferreira Fernandes
Os chamados jornais digitais, agora, para serem lidos, tem de se meter a moeda. Não sei achar a esse respeito. Os artigos considerados mais importantes vêm com etiqueta de "premium" e só saem à casa, se saírem, mas estão acima das minhas actuais possibilidades, e portanto não jogo. A verdade é que só me faz falta o Ferreira Fernandes, lamentavelmente pago à linha, embora director do Diário de Notícias.
O Ferreira Fernandes é o meu cronista preferido, já disse. E gosto tanto de o ler que creio que já lhe apanhei o lado para onde descai o bilhar. E então o que é que eu faço? Pego no engodo, aquele paragrafozinho inicial dado à babuge, leio-o uma, duas ou três vezes, que continua a ser de graça, e suponho o resto do texto, porque o Ferreira Fernandes, noves fora os truques comerciais, é o Ferreira Fernandes que eu sei.

P.S. - Jornais digitais eram os antigos, em papel, folheados com os dedos molhados com cuspe, ou desfolhados, como dizia e diz um certo jornalismo analfabeto que prospera.

O incrível Diário de Notícias
A Senhora Judite de Sousa deu uma entrevista à Senhora Fátima Lopes, na inauguração do programa "Conta-me como és", da TVI. O Diário de Notícias de Lisboa apresentou o seguinte título, espremendo o essencial do que a Senhora Judite de Sousa disse à Senhora Fátima Lopes: "Já passei dias sem tomar banho e já comi borrego com as mãos". O que é extraordinário! Nunca soube de ninguém que tivesse passado por tanto. Já se nota o dedo do Senhor Ferreira Fernandes...

No Diário de Notícias está tudo bêbado?
O jornal Diário de Notícias de Lisboa publica um artigo copiado do jornal New York Times da América, e publica-o em inglês. A interessante e extensa prosa, que infelizmente não sei o que quer dizer, chama-se de nome completo Spain and Portugal Play a Draw for the Ages, Starring a Player for All Time, e eu só percebi aquela parte do bítala da bateria, o Ringo Starring. Mais uma vez, já se nota o dedo do meu ídolo Ferreira Fernandes.

Desgraçadamente, o jornal Diário de Notícias de Lisboa está fechando portas, às prestações. De momento vai passar a semanário. Percebi isso numas declarações da directora executiva Catarina Carvalho em que ela parecia querer explicar que não.

P.S. - Textos publicados originalmente entre os dias 1 de Maio de 2012 e 3 de Fevereiro de 2019. Pareço bruxo! Ferreira Fernandes demitiu-se de director do DN. Aguentou apenas dois anos e faz-me lembrar uma pessoa que conheço como se me visse ao espelho. Saiu inteiro e de cara lavada, como gosta de dizer, mas durante dois anos o agora ex-director avalizou e acoitou uma gente que não respeita ninguém e que, por isso, mão merece o aval, o colo ou sequer o respeito de ninguém. Outra coisa é, Senhor Ferreira Fernandes: escreva! Continue a escrever-me, por favor.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Controlinveste fecha, com dívidas de 548 milhões

O empresário Joaquim Oliveira apresentou em tribunal um pedido de insolvência da Controlinveste, tendo em vista a liquidação da holding, contam hoje os jornais. A Controlinveste deve aos bancos 548 milhões de euros. Depois dos despedimentos em barda, a falência pelo soleno. Que o Tarrenego! foi adivinhando: 

Elvis não morreu e o jornal 24horas também não
Os Oliveiras e seus lambe-botas corcundas rebentaram com o jornal 24horas. Que seria uma merda, mas uma merda muito bem feita e que lhes saía ao preço da uva mijona, de tão bons e poucos que éramos. Há treze anos, quando lá suava as estopinhas e os jornalistas de referência, gravata e fato às riscas faziam pouco de nós, eu dizia-lhes que se rissem baixinho, porque um dia todos os jornais portugueses seriam como o 24horas. E são. Todos. Embora feitos evidentemente por jornalistas de referência, gravata e fato às riscas que trabalham pouco e agora já não têm vergonha nenhuma, nem do prejuízo que dão. O bom jornal 24horas de Alexandre Pais, que uma certa e determinada rapaziada depois descarregou sanita abaixo, está, hoje em dia, muito bem representado na imprensa nacional. "Je suis 24horas", dizem eles todos os dias, sem saberem que dizem, porque eles também não sabem o que fazem. Mas o 24horas, o genuíno, faz falta, e então nesta época tão asinina seria um mimo. Não fazem ideia do que eu me rio ao ler os momentosos assuntos que saem agora nos jornais e a pensar no que nós teríamos feito com eles. Seria um sucesso, diariamente a malhar e o público e pedir bis, coisa para anos. A desgraça que nos caiu em cima foi ter-se-nos acabado o folhetim da "pequena Maddy", que era o nosso abono de família. A extraordinária CMTV anda agora a desenterrá-la e deve estar a facturar em grande.

(Texto originalmente publicado no dia 11 de Junho de 2016. Como se fosse hoje.)

Controlinveste, a imparável: mais 160 para a rua
Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.

Hoje a Controlinveste anunciou o despedimento de mais 160 trabalhadores. E eu nem sabia que ainda havia tantos para despedir. Num país a sério, em jornais a sério, os directores que dão prejuízo é que vão para o olho da rua. Aqui a culpa é sempre do porteiro. E viva a Selecção!

(Texto originalmente publicado no dia 11 de Junho de 2014. Como se fosse hoje.) 

A família Oliveira
Em finais de 2010, António Oliveira anunciou que ia processar o filho, Vasco Oliveira, por declarações feitas pelo rapaz após a expulsão da Casa dos Segredos da TVI. Declarações "gravíssimas", que "ofendem" a "honra e a consideração" da família Oliveira, explicou então, em comunicado, o antigo seleccionador nacional.
Na resposta, obviamente que ao jornal Correio da Manhã, Vasco disse: "Se ele [o pai] pensa que é o rei do mundo, está enganado. Tudo o que ele fez, os podres, serão divulgados". E três meses depois avisou que estava a escrever o "livro do ano". "Vou contar o que ninguém sabe. Novos segredos que vão deixar todos de boca aberta. Os podres do meu pai virão ao de cima", voltou a ameaçar, mais uma vez através do CM.
Não sei se o processo foi em frente, não sei se o livro saiu.
Sábado à noite, António Oliveira foi à RTP-N e acusou o irmão e ex-sócio Joaquim Oliveira de controlar o futebol português através da Olivedesportos. "O presidente da Federação é colocado por um lóbi fortíssimo que existe em Portugal. O presidente da Liga é colocado na Liga por interesses do lóbi que domina o futebol em Portugal, que é a Olivedesportos, obviamente. Mas eu já o disse publicamente. Sem o ‘São Martinho’ de Penafiel [terra natal dos manos Oliveira], alguma vez o Fernando Gomes iria para presidente da Liga?", questionou o ex-treinador, admitindo também ter sido chamado para a selecção nacional por influência da Olivedesportos.
Não sei se estas declarações são "gravíssimas" e "ofendem" a "honra e a consideração" da família Oliveira. Não sei se Joaquim Oliveira vai processar o irmão e ex-sócio.
Decerto não. O profile de Joaquim é demasiado low. Ademais, ele e os filhos andam ocupadíssimos a dar cabo de jornais e da vida de centenas de trabalhadores.

(Texto originalmente publicado no dia 9 de Janeiro de 2012. Como se fosse hoje.) 

P.S. - O jornal 24horas nasceu em 1998 e morreu oficialmente em 2010, um ano depois de os seus alegados responsáveis terem liquidado a sangue frio a Redacção do Porto. Podem limpar as mãos à parede. Mas tinha piada o pasquim, que, repito, até chegou a ser bem feito, e é a bíblia do jornalismo que hoje se faz em Portugal.

sábado, 11 de junho de 2016

Elvis não morreu e o jornal 24horas também não

- "Filha de Diana Chaves e César Peixoto estreia-se na moda", informa o Diário de Notícias.
- "Lourenço, o "bebé milagre", já está a ser alimentado com leite humano", relata o Público.
- "Pais e avós disputam a guarda do bebé-milagre [o pequeno Lourenço]", diz o Jornal de Notícias.
- "Dolores Aveiro reza em Fátima pela selecção", revela a Sábado.

Os Oliveiras e seus lambe-botas corcundas rebentaram com o jornal 24horas. Que seria uma merda, mas uma merda muito bem feita e que lhes saía ao preço da uva mijona, de tão bons e poucos que éramos. Há treze anos, quando lá suava as estopinhas e os jornalistas de referência, gravata e fato às riscas faziam pouco de nós, eu dizia-lhes que se rissem baixinho, porque um dia todos os jornais portugueses seriam como o 24horas. E são. Todos. Embora feitos evidentemente por jornalistas de referência, gravata e fato às riscas que trabalham pouco e agora já não têm vergonha nenhuma, nem do prejuízo que dão. O bom jornal 24horas de Alexandre Pais, que uma certa e determinada rapaziada depois descarregou sanita abaixo, está, hoje em dia, muito bem representado na imprensa nacional. "Je suis 24horas", dizem eles todos os dias, sem saberem que dizem, porque eles também não sabem o que fazem. Mas o 24horas, o genuíno, faz falta, e então nesta época tão asinina seria um mimo! Não fazem ideia do que eu me rio ao ler os momentosos assuntos que copiei ali para cima e a pensar no que nós teríamos feito com eles. Seria um sucesso, diariamente a malhar e o público e pedir bis, coisa para anos. A desgraça que nos caiu em cima foi ter-se-nos acabado o folhetim da "pequena Maddy", que era o nosso abono de família. A extraordinária CMTV anda agora a desenterrá-la e deve estar a facturar em grande...

P.S. - De acordo com o DN, a filha de Diana Chaves e César Peixoto, a modelo estreante, tem quatro anos.

sábado, 7 de maio de 2016

A Sport TV vai de vento em proa

"Sabe quanto vai pagar para ver a F1 em Portugal?", perguntava-me ontem o jornal digital Maisfutebol. Sei: não vou pagar nada. Porque vou deixar de ver a F1. A Sport TV de Joaquim Oliveira tinha a Fórmula 1 e perdeu-a para o Eurosport, paciência, não há dinheiro não há vícios. Sabem quanto é que eu pago para ver os jogos do Benfica em casa? Nada. Deixei de ver os jogos do Benfica na Luz. A Sport TV de Joaquim Oliveira tinha os jogos do Benfica em casa e perdeu-os para a BTV, paciência, não há dinheiro não há vícios. Sabem quanto é que eu pago para ver os jogos da Liga inglesa? Nada. Deixei de ver os jogos da Premier League. A Sport TV de Joaquim Oliveira tinha os jogos do campeonato inglês mas perdeu-os para a BTV, paciência, não há dinheiro não há vícios. Sabem quanto pago pelos cinco canais da Sport TV de Joaquim Oliveira, que um destes dias, ainda por cima, nos vai aumentar o preço? Eu digo: pago mais do que pago pelos outros setecentos e noventa e quatro canais e meio da NOS. Evidentemente, teremos sempre o golfe de Joaquim Oliveira. Ou também não...

sábado, 5 de julho de 2014

O Mundial tal qual ele é 13


Não sei quem começou, mas foi no estrangeiro. O desporto na televisão passou a ser sobretudo bancadas. Antes, durante e depois. O entretanto do campo é agora apenas uma obrigação publicitária, um bocejo de todo o tamanho. As câmaras procuram é gajas de arrebita. Gajas boas, finas e bonitas. Se de repente as gajas boas, finas e bonitas metem o dedo no nariz e vão comer o carranho de há três dias, a câmara foge a sete pés que não tem, porque gajas boas, finas e bonitas não comem carranhos. São as ordens. Comem pistácios homologados pela FIFA. E a FIFA e outras fífias são mandadas por mentecaptos e onzeneiros.
Consta que no Portugal dos pequeninos há uma guerra pelos direitos de transmissão de gajas boas, finas e bonitas e de carranhos em vinha-d'alhos. Uma guerra que mete ao embrulho as televisões ditas televisões, a Sport TV do Joaquim Oliveira que dá cabo de empregos e de jornais, Angola é nossa (ou somos Angola), a Benfica TV, um careca desnorteado e catorze alegados clubes da alegada Liga de futebol que na verdade são apenas um, o meu.
Pago um dinheirão pela minha televisão. Rima e é verdade. Não vejo nada, mas gosto de passar os olhos por tudo. E lá estão as gajas boas, finas e bonitas. Nas bancadas. No ténis que é bem, no basquetebol americano, no voleibol português com side-out, no hóquei em patins de trazer por casa, no andebol assim assim, no futebol já me tinhas dito, no pingue-pongue de olhos em bico, no hipismo aiô silver, no motociclismo, na Fórmula 1, na Fórmula 2, na Fórmula 3, na fórmula mágica e nas fórmulas todas. Também no bólingue e nos dardos, simpáticas modalidades que, para ser correcto, ainda andam à procura de gajas boas, finas e bonitas. Nas bancadas.

(Texto escrito e publicado no dia 3 de Novembro de 2013, então com o título O desporto é bom é com gajas. Gajas boas. Estamos em Julho de 2014: o Mundial do Brasil farta-se de me dar razão quanto ao desporto e às gajas, e Joaquim Oliveira continua a dar cabo de empregos e jornais. Olimpicamente.)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Controlinveste, a imparável: mais 160 para a rua

Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.

(Texto escrito e publicado no dia 19 de Outubro de 2012, com o título O que é preciso é Benfica, e repetido no dia 4 de Junho de 2013, com o título Angola toma conta do JN, do DN e da TSF. Hoje sobe outra vez à cena porque a Controlinveste acaba de anunciar o despedimento de mais 160 trabalhadores. E eu nem sabia que ainda havia tantos para despedir. Num país a sério, em jornais a sério, os directores que dão prejuízo é que vão para o olho da rua. Aqui a culpa é sempre do porteiro. E viva a Selecção!)

domingo, 3 de novembro de 2013

O desporto é bom é com gajas. Gajas boas.

Não sei quem começou, mas foi no estrangeiro. O desporto na televisão passou a ser sobretudo bancadas. Antes, durante e depois. O entretanto do campo é agora apenas uma obrigação publicitária, um bocejo de todo o tamanho. As câmaras procuram é gajas de arrebita. Gajas boas, finas e bonitas. Se de repente as gajas boas, finas e bonitas metem o dedo no nariz e vão comer o carranho de há três dias, a câmara foge a sete pés que não tem, porque gajas boas, finas e bonitas não comem carranhos. São as ordens. Comem pistácios homologados pela FIFA. E a FIFA e outras fífias são mandadas por mentecaptos e onzeneiros.
Consta que no Portugal dos pequeninos há uma guerra pelos direitos de transmissão de gajas boas, finas e bonitas e de carranhos em vinha-d'alhos. Uma guerra que mete ao embrulho as televisões ditas televisões, a Sport TV do Joaquim Oliveira que dá cabo de empregos e de jornais, Angola é nossa (ou somos Angola), a Benfica TV, um careca desnorteado e catorze alegados clubes da alegada Liga de futebol que na verdade são apenas um, o meu.
Pago um dinheirão pela minha televisão. Rima e é verdade. Não vejo nada, mas gosto de passar os olhos por tudo. E lá estão as gajas boas, finas e bonitas. Nas bancadas. No ténis que é bem, no basquetebol americano, no voleibol português com side-out, no hóquei em patins de trazer por casa, no andebol assim assim, no futebol já me tinhas dito, no pingue-pongue de olhos em bico, no hipismo aiô silver, no motociclismo, na Fórmula 1, na Fórmula 2, na Fórmula 3, na fórmula mágica e nas fórmulas todas. Também no bowling e nos dardos, simpáticas modalidades que, para ser correcto, ainda andam à procura de gajas boas, finas e bonitas. Nas bancadas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Angola toma conta do JN, do DN e da TSF

Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.

(Texto escrito e publicado em 19 de Outubro de 2012, então sob o título O que é preciso é Benfica. Confirma-se.)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Extraordinário: José Mourinho faz 50 anos! 2

- Então, o nosso Mourinho?
- Extraordinário. Cinquenta anos! Como é que ele consegue?
- É verdade. Não se fala de outra coisa...
- Pois não. E compreende-se. São cinquenta anos. Cinquenta! O homem merece.
- Claro que merece. E tu?
- Eu quê?
- Tu. Anos...
- Eu? Cinquenta e cinco.
- Cinquenta e cinco? E cinco? Mas isso ainda é mais extraordinário! Porque é que os jornais não se interessam por ti?
- Por causa da idade...

(1. "Mourinho 50 anos: meio século de glória" é, de longe, o melhor título com que a imprensa nacional presenteou, por estes dias festivos, o actual treinador do Real Madrid. Começou cedo o fenómeno: nasceu e pronto.
2. José Mourinho disse ao JN que "quanto mais velho, melhor treinador". A rapaziada dos jornais, que gosta de chutar os "velhos" para canto, riu-se um bocado com isto.)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O que é preciso é Benfica

Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para vir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O desemprego também mata, sabiam?

"Trabalho matou 1.633 operários na última década". O título é dado assim, de chofre, pelo JN, e é assim mesmo que estas notícias devem ser dadas, sem nariz-de-cera nem paninhos quentes. O jornal de Joaquim Oliveira acrescenta ainda que, alargando os dados a 2001, o ano mais antigo constante da página na Internet da Autoridade para as Condições no Trabalho, o número das vítimas mortais sobe então para 1.913 pessoas. E se juntarmos os seis trabalhadores que perderam a vida esta semana, três deles ontem, nas obras da barragem do Tua, estamos já nas 1.919 mortes no trabalho, conclui o periódico. São números brutais. Números de tragédia e subdesenvolvimento. E fica-nos na cabeça uma ideia terrível: o trabalho mata...
Mas a falta de trabalho também mata, sabiam? E eu, pela minha parte, gostava de saber: o desemprego quantos portugueses matou na última década? Ou então, para simplificarmos a tarefa de quem o quiser averiguar, fiquemo-nos pelo seguinte: quantos trabalhadores morreram de despedimento e desemprego, digamos, nos últimos cinco anos? Ora aqui está, parece-me, outro interessante tema jornalístico para o JN pegar, se o dono deixar.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Para quê? Para digma!

Conta o Expresso que o Benfica desistiu das negociações com Pais do Amaral e prepara-se para renovar contrato com a Sport TV da Joaquim Oliveira. Estão a ver como não houve revolução nenhuma na Liga de Clubes? Estão a ver como não houve mudança nenhuma de paradigma no futebol português? (E o que caralho quer dizer mudança de paradigma?) Estão a ver como o outro, o velho, a sabe toda? Quanto aos "pequenos", que esperem pela pancada!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A família Oliveira

Em finais de 2010, António Oliveira anunciou que ia processar o filho, Vasco Oliveira, por declarações feitas pelo rapaz após a expulsão da Casa dos Segredos da TVI. Declarações "gravíssimas", que "ofendem" a "honra e a consideração" da família Oliveira, explicou então, em comunicado, o antigo seleccionador nacional.
Na resposta, obviamente que ao jornal Correio da Manhã, Vasco disse: "Se ele [o pai] pensa que é o rei do mundo, está enganado. Tudo o que ele fez, os podres, serão divulgados". E três meses depois avisou que estava a escrever o "livro do ano". "Vou contar o que ninguém sabe. Novos segredos que vão deixar todos de boca aberta. Os podres do meu pai virão ao de cima", voltou a ameaçar, mais uma vez através do CM.
Não sei se o processo foi em frente, não sei se o livro saiu.
Sábado à noite, António Oliveira foi à RTP-N e acusou o irmão e ex-sócio Joaquim Oliveira de controlar o futebol português através da Olivedesportos. "O presidente da Federação é colocado por um lóbi fortíssimo que existe em Portugal. O presidente da Liga é colocado na Liga por interesses do lóbi que domina o futebol em Portugal, que é a Olivedesportos, obviamente. Mas eu já o disse publicamente. Sem o ‘São Martinho’ de Penafiel [terra natal dos manos Oliveira], alguma vez o Fernando Gomes iria para presidente da Liga?", questionou o ex-treinador, admitindo também ter sido chamado para a selecção nacional por influência da Olivedesportos.
Não sei se estas declarações são "gravíssimas" e "ofendem" a "honra e a consideração" da família Oliveira. Não sei se Joaquim Oliveira vai processar o irmão e ex-sócio.
Decerto não. O profile de Joaquim é demasiado low. Ademais, ele e os filhos andam ocupadíssimos a dar cabo de jornais e da vida de centenas de trabalhadores.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Concurso de pirilaus

Diz o Diário de Notícias:
"Diário de Notícias é o jornal que mais cresce".
Diz o Jornal de Notícias:
"JN com maior subida até Junho".
O JN e o DN pertencem, ambos, ao grupo Controlinveste, de Joaquim Oliveira.