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quarta-feira, 4 de junho de 2025

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Oh, my dicky ticker!

Eu tinha um cardiologista por acaso porreirinho e visitava-o de quatro em quatro meses. A pagar. Falávamos de jornais, de jornalistas, de política, de restaurantes secretos e fora de mão e sobretudo do FC Porto, que nos interessava a ambos. Acto médico é que não, mas no intervalo medíamos a tensão, o que é extraordinário! Deixei. Deixei também o urologista, os toques rectais não me seduzem, e fiquei-me somente com o dentista, que me sevicia de meio em meio ano, fora os inopinados, como por exemplo agora mesmo que ando refodido das gengivas e vou ao castigo de dois em dois meses, lá se me vai o pé-de-meia. É a crise, é a vida. Um destes dias morro de repente, com um boca que é uma categoria, e ainda vão dizer que foi por por causa de eu ter deixado de falar de jornais, de jornalistas, de política, de restaurantes secretos e fora de mão e sobretudo do FC Porto com o meu ex-cardiologista.

P.S. - Hoje é Dia do Cardiologista. Pelo menos no Brasil.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

As despesas da corrida

Fez todas as despesas da corrida. Quando no fim lhe apresentaram a conta, ia morrendo do coração... 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Taumaturgo Sotero Vaz

Coração

Quando eu morrer, Virgem formosa e pura,
Se acaso for o corpo meu cremado,
Vai e, entre a cinza que restar, procura
O coração que eu tenho em mim guardado.

Vai, que hás de vê-lo, doce bem amado,
Cheio de vida entre a poeira escura,
Como um astro que em pleno céu nublado
Surge valente e com vigor fulgura.

Hás de encontrá-lo palpitante e forte
Entre esses restos do que soube em vida
Amar-te e certo o saberá na morte...

Que o coração, querida, de quem ama,
Não se consome, pois é lei sabida
Que a chama não consome a própria chama.

Taumaturgo Sotero Vaz

(Taumaturgo Sotero Vaz nasceu no dia 30 de Junho de 1869. Morreu em 1921.)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A parada do Parada

Foto Hernâni Von Doellinger

Todos os dias António Parada faz alguma coisa para ser presidente da Câmara de Matosinhos. Trabalha. Faz pela vida - pela dele e ao redor. Faz ondas, enquanto os ungidos esperam sentados pela maré que não enche e pelo improvável milagre das rosas. Estes são os candidatos da preguiça, da falsa indignação e do fim do mês.
Parada é candidato de mangas e ideias arregaçadas - é político e da política, mas por linhas travessas, muito travessas. Os jotas e os "ó doutor" que façam o favor de desculpar. Derivado a esta falta de pedigree (e não só), Parada acerta muito menos no que diz do que no que faz, e a nossa sorte é que ele faz muito, quem dera que possa ainda fazer mais, a ver se fala cada vez menos.
António Parada não manda, aparece. E aparece sempre e em todo o lado, como Deus Nossa Senhor. E nunca aparece de mãos vazias. Ainda hoje desceu a minha rua com "mais de 3.000" crianças, levadas, levadas sim, numa "caminhada pelo coração". Claro que não eram nada "mais de 3.000", muitíssimo longíssimo díssimo, mas, por regra, os números das imparáveis iniciativas do ainda presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos são exactamente como ele: generosos.
Adiante. Parada aí está. Eu bem gostava que Narciso Miranda também entrasse na corrida, isto ia ter muito mais piada, se calhar desta vez até eu levantava o cu para ir votar, mas o raio do homem não dá de si. Portanto: Parada. No actual cenário, se alguém merece ganhar a Câmara, é ele. E volto ao princípio: António Parada merece a Câmara porque há anos que todos os dias faz alguma coisa por isso. Numa palavra - trabalha.

Foto Hernâni Von Doellinger