Jaime Froufe Andrade apresenta em Matosinhos a quarta edição do seu livro "Não sabes como vais morrer". A obra, editada pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, conta histórias da Guerra Colonial vividas pelo autor na primeira pessoa. Será no próximo sábado, dia 26 de Janeiro, a partir das 15 horas, no salão nobre da Junta de Freguesia de Matosinhos, com a participação do coronel ranger António Feijó e de Ivo Vaqueiro, antigo ranger sniper.
Froufe Andrade é jornalista. Foi alferes ranger em Moçambique.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
domingo, 23 de dezembro de 2012
Iam chover pára-quedistas, mas esteve um rico dia
Hoje ia chover pára-quedistas na Praia de Matosinhos. Era a previsão e estava tudo preparado: um enorme círculo reservado no areal com um ponto de mira ao centro que era impossível falhar, uma manga de vento desbotada e preguiçosa, uma lancha da Polícia Marítima, logo a seguir à rebentação, para que o desse e viesse, a Cruz Vermelha, a PSP, a imprensa local, as câmaras da RTP e do Porto Canal, uma pequena multidão, e eu também, todos de nariz para o ar à espera da coisa. E estava um rico dia.
Eram pára-quedistas pais natais. O anunciado ponto alto da campanha Natal Solidário, promovida pela imparável António Parada, o presidente da Junta que trabalha todos os dias para ser presidente da Câmara. E se calhar merece. Leio que foi recolhida uma tonelada de alimentos para distribuir pelas famílias mais carenciadas. Dir-me-ão: a solidariedade-espectáculo é aviltante, fazer do Natal um carnaval é de mau gosto. Pois será. Mas tenho resposta para isso: tomem lá uma tonelada de comida e, já agora, as três prendas do post anterior, que também faziam parte da festa. Da campanha, quero dizer.
Mas de que é que eu estava a falar? Dos pára-quedistas pais natais, pois. Passou a avioneta e subiu quanto mais pôde para lhes dar o lanço necessário. Lá em cima, pontinhos apenas, para os lados da Senhora da Hora, muito para os lados da Senhora da Hora, saltou um, saltou outro, mais um e mais outro. Eram quatro, poucos para serem chuva, mas eu já disse que estava um rico dia.
E nós cá em baixo à espera, à espera, à espera. À esssss-peeeee-raaaaa! E os pára-quedistas, em vez de virem, iam. E de repente desapareceram. Desabaram em cheio na cidade, cada qual para seu canto, onde calhou, espalhando sustos e sinais de solidariedade. Um deles caiu em cheio no quintal da Dona Angelina, que gritou "Valha-me Deus!", convencida de que era o fim do mundo em pára-quedas e com dois dias de atraso.
A culpa foi do vento. Comigo as coisas não ficam assim e fui tirar satisfações com um dos caídos em parte incerta, trazido para o arraial por meios alternativos. Chama-se Pedro e gostei muito de o conhecer. Perguntei-lhe, sem paninhos quentes, "A culpa foi do vento?", e ele respondeu-me, sem papas na língua, "A culpa foi do vento". Portanto a culpa foi do vento. Vento contrário, inopinado, investiga-se agora se contratado à última hora pela facção guilhermista do PS matosinhense.
Os pára-quedistas estão todos bem. Se pelo menos um deles tem entrado por uma chaminé, seria um sucesso. Mas fica para a próxima. Entretanto, e descontada a demagogia, há uma tonelada de alimentos para quem mais precisa.
Eram pára-quedistas pais natais. O anunciado ponto alto da campanha Natal Solidário, promovida pela imparável António Parada, o presidente da Junta que trabalha todos os dias para ser presidente da Câmara. E se calhar merece. Leio que foi recolhida uma tonelada de alimentos para distribuir pelas famílias mais carenciadas. Dir-me-ão: a solidariedade-espectáculo é aviltante, fazer do Natal um carnaval é de mau gosto. Pois será. Mas tenho resposta para isso: tomem lá uma tonelada de comida e, já agora, as três prendas do post anterior, que também faziam parte da festa. Da campanha, quero dizer.
Mas de que é que eu estava a falar? Dos pára-quedistas pais natais, pois. Passou a avioneta e subiu quanto mais pôde para lhes dar o lanço necessário. Lá em cima, pontinhos apenas, para os lados da Senhora da Hora, muito para os lados da Senhora da Hora, saltou um, saltou outro, mais um e mais outro. Eram quatro, poucos para serem chuva, mas eu já disse que estava um rico dia.
E nós cá em baixo à espera, à espera, à espera. À esssss-peeeee-raaaaa! E os pára-quedistas, em vez de virem, iam. E de repente desapareceram. Desabaram em cheio na cidade, cada qual para seu canto, onde calhou, espalhando sustos e sinais de solidariedade. Um deles caiu em cheio no quintal da Dona Angelina, que gritou "Valha-me Deus!", convencida de que era o fim do mundo em pára-quedas e com dois dias de atraso.
A culpa foi do vento. Comigo as coisas não ficam assim e fui tirar satisfações com um dos caídos em parte incerta, trazido para o arraial por meios alternativos. Chama-se Pedro e gostei muito de o conhecer. Perguntei-lhe, sem paninhos quentes, "A culpa foi do vento?", e ele respondeu-me, sem papas na língua, "A culpa foi do vento". Portanto a culpa foi do vento. Vento contrário, inopinado, investiga-se agora se contratado à última hora pela facção guilhermista do PS matosinhense.
Os pára-quedistas estão todos bem. Se pelo menos um deles tem entrado por uma chaminé, seria um sucesso. Mas fica para a próxima. Entretanto, e descontada a demagogia, há uma tonelada de alimentos para quem mais precisa.
| Pedro, o pára-quedista - Foto Hernâni Von Doellinger |
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sábado, 27 de outubro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Onde páram as crianças... ou as mochilas?
Parada, socialista e assumido candidato a candidato à Câmara de Matosinhos nas eleições do próximo ano, explica que, através deste produto, os pais montam uma "cerca virtual de segurança", considerada a zona onde as crianças poderão circular sem perigo, sendo que, assim que esta delimitação for ultrapassada, de imediato os encarregados de educação são avisados. "O pai recebe um SMS a informar que o filho não está no percurso habitual e que algo de errado se está a passar. Através de uma palavra-passe e um sistema informático, irá detectar online onde a criança de encontra", concretiza o autarca.
A vida está difícil, quase já não há empregos fora da política. Cada um vai à luta com o que tem e António Parada não tem oficinas municipais para reparar ambulâncias dos bombeiros como Guilherme Pinto, o outro desesperado. Parada tem o GPS, mas creio que se enganou no caminho: se bem percebo as notícias (e dei-me tempo para tentar perceber), o negócio que ele promove serve para localizar mochilas, não crianças. Mochilas que podem ser roubadas, perdidas, esquecidas, abandonadas, procuradas, localizadas e encontradas num lugar qualquer. Mas não quer dizer que as crianças também lá estejam. Mochilas que até podem fazer o "percurso normal", dentro da "cerca virtual de segurança", mas as crianças não. A não ser que os pais implantem o GPS no pescoço dos filhos. E esse há-de ser certamente o passo seguinte. Esperem pelo Parada.
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terça-feira, 19 de junho de 2012
O Largo do Rato e o saco de gatos
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Depois das duas derrotas seguidas de Guilherme Pinto em Matosinhos, o PS do Largo do Rato acagaça-se perante tão exuberante demonstração pessoal de falta de apoio das bases, como se diz em política, e procura outro candidato para as eleições autárquicas do próximo ano. Pinto leva a mal, esperneia, agarra-se ao tacho com quantas mãos tem e, em desespero de causa, organiza uma tainada com apoiantes onde anuncia que vai concorrer como socialista independente. Contra o PS.
Após dois bem sucedidos mandatos à frente da Junta da Freguesia de Matosinhos e cavalgando a onda da recente vitória para a Concelhia do partido, António Parada acha que chegou a sua hora de tomar conta da Câmara. O PS do Largo do Rato não concorda, quer alguém mais "ó doutor", as mangas de camisa arregaçadas são como o elefante, incomodam muita gente. Parada não se fica, vai ao mercado, reúne as tropas e apresenta-se a eleições como socialista independente. Contra o PS.
Desiludido com a experiência falhada como deputado e convencido de que o tempo varreu as memórias, Manuel Seabra prepara-se para voltar a casa e à presidência da Câmara, que uma vez lhe caiu no colo. O PS do Largo do Rato pede desculpa ao "ó doutor", mas explica que pretende alguém com a folha limpa. Seabra sente-se desconsiderado, não vai ao mercado e avança para a campanha como socialista independente. Contra o PS.
Cansado da insignificância e de que lhe andem a calcar as couves do quintal, Narciso Miranda regressa à luta, ignorando olimpicamente o Largo do Rato. Ele é que é o verdadeiro socialista independente, o Narciso, e vai a votos. Contra o PS, obviamente.
Portanto, resumindo e concluindo: Guilherme Pinto, António Parada, Manuel Seabra e Narciso Miranda são todos candidatos à presidência da Câmara de Matosinhos nas autárquicas de 2013, todos como socialistas independentes, todos contra o PS. O lema geral da campanha é "Cuidado com as Costas, Cuidado com a Faca". O PS arranja um "ó doutor" e ganha. O PSD, como se sabe, não entra nesta história.
Podia acontecer.
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domingo, 25 de março de 2012
Deitemos abaixo o Senhor do Padrão
| Foto Hernâni Von Doellinger |
O grande dia aproxima-se a passos largos e Matosinhos está cada vez mais na linha da frente para limpar com toda a justiça o primeiro prémio das Sete Maravilhosas Arrenúncias Culturais de Portugal. O monumento ao Senhor do Padrão apresenta-se pior do que nunca, alagando de orgulho os corações embebecidos de todos os matosinhenses. A porta do fontanário há que tempos que estava em pantanas e dentro do zimbório aquilo já era uma magnífica lixeira, cheia de sacos plásticos com restos de comida ou rezas, erva das duas qualidades e garrafas de vinho. Mas faltava o empurrão final. Deram-lho ontem, graças a Deus: alma caridosa encarregou-se de arrombar de vez o gradeamento e abarbatar-se ao aloquete (cadeado, para o júri do concurso, em Lisboa), quem sabe se com o ternurento fito de o pendurar como promessa de amor eterno na Ponte de Luís I, no Porto.
A Câmara de Guilherme Pinto - há que aplaudi-la a pés ambos - está inexcedível de desmazelo e ignorância. Se o prémio vier, como todos esperamos, sobretudo a ela o deveremos. A esta Câmara injustamente conhecida por esse mundo fora derivado a uma certa e determinada reparação da monumental porta dos Paços do Concelho, mas que aqui, sendo o assunto também portas, soube avaliar correctamente o que está em jogo e canalizou todo o seu esforço no sentido de não fazer absolutamente nada. Esta corajosa aposta no abandono demonstra, para além do mais, a apurada visão da autarquia. O abandono acicata o vandalismo e isto é meio caminho andado para o sucesso num certame desta natureza. É esta singular interacção social que a Câmara tão competentemente promove e consegue.
Se o Senhor do Padrão ganhar, Matosinhos já tem um hino de vitória. Foi apresentado e ensaiado pelo primeira vez na última reunião entre a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, o Porto de Leixões, o IGESPAR, a paróquia e o próprio Jesus Cristo, que desceu à Terra com o celestial lamiré. É um hino sem letra, apenas assobiado, e para o lado, inspirado na música da canção "No pasa nada".
Só um grande azar e um pequeno pormenor nos podem roubar o título que todos nós, matosinhenses, desejamos e merecemos. O azar é incontrolável e o pormenor é o simples facto de o Senhor do Padrão, Monumento Nacional, ainda estar de pé. Pelo menos estava há coisa de cinco minutos. Mas isso também se resolve. Podíamos até combinar para uma destas noites. Alguém tem uma retroescavadora em casa?
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Matosinhos não dá tolerância de ponto. Ou dá?
"Argumento" fraquinho, não é? Tão fraquinho que a Junta de Freguesia de... Matosinhos, presidida por António Parada, do PS, estará de portas fechadas na próxima terça-feira, dia 21 de Fevereiro, também conhecido noutras localidades do País, com bizarras tradições, como Dia de Carnaval.
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