Mostrar mensagens com a etiqueta PGR. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PGR. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sócrates libertado porque há provas para o prender

José Sócrates foi libertado (vamos dizer assim, libertado) porque, de acordo com o comunicado da Procuradoria-Geral da República, "o Ministério Público considera que se mostram consolidados os indícios recolhidos nos autos, bem como a integração jurídica dos factos imputados". Isto é: José Sócrates foi libertado (vamos voltar a dizer assim, libertado) porque a Justiça já tem provas seguras para o prender. Importam-se de me explicar outra vez?

sábado, 25 de maio de 2013

Palhaços

Bem sacada esta campanha de promoção do novo livro do comentador Miguel Sousa Tavares. Excelente golpe publicitário, e com alto patrocínio. Bem sacado.
Já agora: o livro chama-se "Madrugada Suja" e - entre os acasos da vida, que são "o grande tema", segundo o autor - fala da corrupção na política. Em Portugal, nos últimos 30 anos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Por falar em inquérito

No dia 22 de Novembro de 2011, o então procurador-geral da República, Pinto Monteiro, ordenou um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do seu filho, Pedro Lima. A palhaçada tinha sido cinco dias antes.
Perante a "urgência" da coisa e a evidente determinação do Senhor Procurador-Geral, deixei passar uma semana e perguntei pelo resultado do inquérito. Mas nada. E deixei passar quinze dias e voltei a perguntar. E nada. E um mês depois tornei à carga. E ainda nada. E na passagem do primeiro meio aniversário, a 22 de Maio de 2012, quis celebrar a efeméride procurando novidades. Mas nada de nada. Nunca mais de soube nada.
O inquérito não foi urgente e se calhar nem foi inquérito. Pinto Monteiro já não é PGR. Agora é Joana Marques Vidal. E os inquéritos são uma treta.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Por falar em ética

O pré-birreformado Macário Correia revelou à agência Lusa e ao mundo que escreveu esta manhã uma carta ao procurador-geral da República em que acusa o delegado do Ministério Público junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé de "falta de ética" por emitir opiniões contra si, Macário, sobre processos em curso, antes de expirar o prazo para ele, Macário, se justificar. Macário fez muito bem em mandar hoje a carta pelos jornais: assim, amanhã, Pinto Monteiro escusa de ter o trabalho de abrir o envelope quando receber o correio.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Na passagem do primeiro meio aniversário

22 de Novembro de 2011. Cinco dias depois da bronca, o procurador-geral da República ordenou um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do seu filho. Pinto Monteiro disse ao País que queria descobrir a fonte interna que avisou a SIC e colocou os jornalistas à porta da casa de Pedro Lima antes mesmo da chegada dos inspectores da Polícia Judiciária. "É uma vergonha para a justiça em Portugal a maneira como as buscas se fizeram, com uma publicidade mediática tremenda” e com a comunicação social no local das diligências antes de estas começarem, declarou então o PGR, avisando, no entanto, serem "raros" os inquéritos desta natureza que produzem resultados.
Entretanto, Duarte Lima foi ouvido pelo juiz, ficou preso preventivamente, teve tempo para pensar na vida, pôs a boca no trombone mas tocou piano, denunciou três ou quatro dos seus comparsas, modestos operacionais, pôs os amigos da alta-roda a não lhes caber um feijão no cu e, por ter sido bom rapaz, mandaram-no para casa com uma pulseira electrónica. Ah!, e Emídio Rangel, fundador da TSF e da SIC, foi condenado em tribunal por acusar juízes e magistrados do Ministério Público de passarem aos jornalistas informação em segredo de justiça. "Nos cafés, às escâncaras".
22 de Maio de 2012. O inquérito do Senhor Procurador-Geral faz hoje seis meses. O "inquérito urgente". Já se sabe alguma coisa? O que é que se descobriu? Se calhar, nada. Realmente é raro os inquéritos desta natureza produzirem resultados. Pinto Monteiro avisou logo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Se eu quisesse

Se eu quisesse ser chato, vinha aqui lembrar que faz hoje exactamente um mês que, passados cinco dias sobre a ocorrência dos factos, o procurador-geral da República ordenou a abertura de um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do filho, Pedro Lima. E perguntava a Pinto Monteiro o que é que é feito da sua urgência.
Se eu quisesse ser chato, perguntava aqui se o envio para Portugal do processo brasileiro que acusa Duarte Lima de ter morto Rosalina Ribeiro vai ser a salvação do advogado e ex-dirigente do PSD.
Se eu quisesse ser chato, vinha aqui perguntar pela prisão de Isaltino Morais.
Mas estamos na semana do Natal e eu não quero ser chato.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

É preciso ter lata

O procurador-geral da República criticou a morosidade da justiça britânica em cumprir “há mais de três anos” o mandado de detenção de João Vale e Azevedo, ex-presidente do Benfica, que, mercê de sucessivos recursos, “passeia-se por Londres”. Pinto Monteiro tem toda a razão. E um destes dias, se acordar para aí virado, vai dizer também duas ou três coisas sobre a morosidade da justiça portuguesa, um assunto que ele ainda não domina completamente mas que está a estudar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E o inquérito?

Fez ontem quinze dias que o procurador-geral da República ordenou a abertura de um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do filho, Pedro Lima. E já tinham passado cinco dias sobre a ocorrência dos factos quando Pinto Monteiro se deu ao trabalho de abrir o bico.
Desde que o PGR anunciou a sua "urgência", o planeta Terra deu quinze voltas completas sobre o seu próprio eixo, o Sol nasceu e pôs-se quinze vezes, o Benfica foi eliminado da Taça de Portugal e rios inteiros passaram e tornaram a passar por baixo das pontes. Desde que o senhor procurador-geral anunciou a sua "urgência", o Brasil ganhou 285 novos milionários e a dona Iracema emagreceu quinze quilos com a dieta da USP, que é um perigo. Desde que se soube da "urgência" da Procuradoria-Geral da República, cerca de 6.200 portugueses emigraram, 7.500 perderam o subsídio de desemprego, mais 255 novas famílias pediram ajuda à Cáritas para comer, foram apresentadas 1.275 denúncias de violência doméstica e morreram 30 pessoas nas nossas estradas.
E o "inquérito urgente" de Pinto Monteiro? Terá sequer mexido?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Urgente sim, mas devagar

Fez ontem oito dias que o procurador-geral da República ordenou a abertura de um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do filho, Pedro Lima. E já tinham passado cinco dias sobre a ocorrência dos factos. Alguém me sabe dizer em que pé é que está a "urgência" de Pinto Monteiro?

(Ler mais em Na passagem do primeiro meio aniversário)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Faz de conta

Cinco dias depois da palhaçada, o procurador-geral da República ordenou, ontem à tarde, um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do seu filho. Quanto à urgência da coisa, estamos conversados.
Diz o jornal Público que Pinto Monteiro procura a fonte interna que levou os jornalistas da SIC, e os outros que foram logo atrás, a concentrarem-se à porta da casa de Pedro Lima antes mesmo da chegada dos próprios inspectores da PJ. Pois que o senhor procurador-geral procure duas fontes e não uma, permito-me sugerir, humildemente. Esta que funciona agora para o PSD e a outra que funcionava para o PS. Ou será uma fonte vira-casacas?
"É uma vergonha para a Justiça em Portugal a maneira como as buscas se fizeram, com uma publicidade mediática tremenda” e com jornalistas no local das diligências antes de estas começarem, disse o PGR em declarações públicas, avisando, no entanto, serem "raros" os inquéritos desta natureza que produzem resultados. Pois. Quanto à eficácia da coisa, também estamos conversados.

domingo, 28 de agosto de 2011

Protecção de dados? Deixem-me rir...

O meu telefone sem fios Zon Slim perdeu o pio ao fim de apenas nove meses de trabalho. Peguei no telemóvel e liguei para a operadora do telefone sem fios. Menos de uma hora depois já tinha em casa um técnico. O homem da Zon detectou rapidamente a avaria (transformador pifado) e procedeu à substituição completa do material: transformador, base e telefone. Até aqui tudo bem.
Quando o técnico se preparava para guardar o meu telefone "antigo", perguntei-lhe, num misto de bons modos com queres-tu-ver-que-já-me-estão-a-foder:
- O senhor vai levar o telefone? Assim? Com os meus contactos? Não lhe passa pela cabeça que pode estar a violar a lei de protecção de dados?...
O homem corou. Parou. Pensou e disse:
- Olhe que nunca ninguém me pôs esse problema. Mas, agora que penso nisso, o senhor tem toda a razão. Deixe ver... Posso é fazer-lhe reset no aparelho antes de o levar, quer?
Eu quis. E ele fez.
É assim que as coisas são. E parece que ninguém quer saber.

No dia seguinte, o País acordou alvoroçado com o escândalo da "alegada" espionagem das secretas a um jornalista do Público denunciada pelo Expresso. Chamadas aos microfones, as costumeiras virgindades rasgaram as vestes de indignação, clamaram aos céus contra a gravidade da violação da lei, pediram inquéritos. Isso: seguindo a habitual cábula, sobretudo pediram inquéritos. Passos Coelho, primeiro-ministro, também pediu. E a Procuradoria-Geral da República vai investigar o caso.
Palavra de honra, não percebo as razões de semelhante escarcéu. Mas quê, esta gente toda acha mesmo que os serviços secretos fazem sempre o seu trabalho dentro da lei e que só desta vez é que mijaram fora do penico? Mas para que é que servem os serviços de espionagem? Não é para espiar? Estavam à espera de quê? E os jornalistas não podem ser espiados? Só podem espiar? Afinal o que é que tanto incomoda estes cavalheiros: o acto de espionagem em si ou o facto de se saber dele?
São ingénuos? Não. São hipócritas.