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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Por falar em inquérito

No dia 22 de Novembro de 2011, o então procurador-geral da República, Pinto Monteiro, ordenou um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do seu filho, Pedro Lima. A palhaçada tinha sido cinco dias antes.
Perante a "urgência" da coisa e a evidente determinação do Senhor Procurador-Geral, deixei passar uma semana e perguntei pelo resultado do inquérito. Mas nada. E deixei passar quinze dias e voltei a perguntar. E nada. E um mês depois tornei à carga. E ainda nada. E na passagem do primeiro meio aniversário, a 22 de Maio de 2012, quis celebrar a efeméride procurando novidades. Mas nada de nada. Nunca mais de soube nada.
O inquérito não foi urgente e se calhar nem foi inquérito. Pinto Monteiro já não é PGR. Agora é Joana Marques Vidal. E os inquéritos são uma treta.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Na passagem do primeiro meio aniversário

22 de Novembro de 2011. Cinco dias depois da bronca, o procurador-geral da República ordenou um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do seu filho. Pinto Monteiro disse ao País que queria descobrir a fonte interna que avisou a SIC e colocou os jornalistas à porta da casa de Pedro Lima antes mesmo da chegada dos inspectores da Polícia Judiciária. "É uma vergonha para a justiça em Portugal a maneira como as buscas se fizeram, com uma publicidade mediática tremenda” e com a comunicação social no local das diligências antes de estas começarem, declarou então o PGR, avisando, no entanto, serem "raros" os inquéritos desta natureza que produzem resultados.
Entretanto, Duarte Lima foi ouvido pelo juiz, ficou preso preventivamente, teve tempo para pensar na vida, pôs a boca no trombone mas tocou piano, denunciou três ou quatro dos seus comparsas, modestos operacionais, pôs os amigos da alta-roda a não lhes caber um feijão no cu e, por ter sido bom rapaz, mandaram-no para casa com uma pulseira electrónica. Ah!, e Emídio Rangel, fundador da TSF e da SIC, foi condenado em tribunal por acusar juízes e magistrados do Ministério Público de passarem aos jornalistas informação em segredo de justiça. "Nos cafés, às escâncaras".
22 de Maio de 2012. O inquérito do Senhor Procurador-Geral faz hoje seis meses. O "inquérito urgente". Já se sabe alguma coisa? O que é que se descobriu? Se calhar, nada. Realmente é raro os inquéritos desta natureza produzirem resultados. Pinto Monteiro avisou logo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Se eu quisesse

Se eu quisesse ser chato, vinha aqui lembrar que faz hoje exactamente um mês que, passados cinco dias sobre a ocorrência dos factos, o procurador-geral da República ordenou a abertura de um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do filho, Pedro Lima. E perguntava a Pinto Monteiro o que é que é feito da sua urgência.
Se eu quisesse ser chato, perguntava aqui se o envio para Portugal do processo brasileiro que acusa Duarte Lima de ter morto Rosalina Ribeiro vai ser a salvação do advogado e ex-dirigente do PSD.
Se eu quisesse ser chato, vinha aqui perguntar pela prisão de Isaltino Morais.
Mas estamos na semana do Natal e eu não quero ser chato.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E o inquérito?

Fez ontem quinze dias que o procurador-geral da República ordenou a abertura de um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do filho, Pedro Lima. E já tinham passado cinco dias sobre a ocorrência dos factos quando Pinto Monteiro se deu ao trabalho de abrir o bico.
Desde que o PGR anunciou a sua "urgência", o planeta Terra deu quinze voltas completas sobre o seu próprio eixo, o Sol nasceu e pôs-se quinze vezes, o Benfica foi eliminado da Taça de Portugal e rios inteiros passaram e tornaram a passar por baixo das pontes. Desde que o senhor procurador-geral anunciou a sua "urgência", o Brasil ganhou 285 novos milionários e a dona Iracema emagreceu quinze quilos com a dieta da USP, que é um perigo. Desde que se soube da "urgência" da Procuradoria-Geral da República, cerca de 6.200 portugueses emigraram, 7.500 perderam o subsídio de desemprego, mais 255 novas famílias pediram ajuda à Cáritas para comer, foram apresentadas 1.275 denúncias de violência doméstica e morreram 30 pessoas nas nossas estradas.
E o "inquérito urgente" de Pinto Monteiro? Terá sequer mexido?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Urgente sim, mas devagar

Fez ontem oito dias que o procurador-geral da República ordenou a abertura de um "inquérito urgente" para apurar responsabilidades na fuga de informação no caso das detenções de Duarte Lima e do filho, Pedro Lima. E já tinham passado cinco dias sobre a ocorrência dos factos. Alguém me sabe dizer em que pé é que está a "urgência" de Pinto Monteiro?

(Ler mais em Na passagem do primeiro meio aniversário)