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sábado, 22 de junho de 2024
Isaltino, o meu herói
Está escrito no semanário Sol. Isaltino Morais já não pode ser condenado por corrupção no processo das contas da Suíça, apesar de este crime ter ficado provado quando foi julgado. O Tribunal da Relação de Lisboa mandou repetir parte do julgamento e entretanto, de recurso em recurso, o crime acabou por prescrever. Isaltino nem precisou de fugir para se safar, foi para fora cá dentro. Para mim, Isaltino é o maior, é o meu herói. Bem diz a ministra Paula Teixeira da Cruz que "neste momento em Portugal há uma justiça para ricos e outra justiça para pobres". Mas chamar-lhe "justiça" parece-me um bocadinho exagerado.
P.S. - Não vos deixeis enganar. Este texto escrevi-o aqui no dia 11 de Maio de 2012, já Isaltino e a Justiça brincavam às escondidas, muito entretidinhos, e a história continua. É, pelos vistos, uma história interminável...
terça-feira, 24 de maio de 2016
Corrigindo os "défices de proximidade"
| Foto Hernâni Von Doellinger |
A ministra da Justiça, Maria van Dunem, vai reactivar os dezanove tribunais extintos há dois anos pela sua antecessora, Paula Teixeira da Cruz. A intenção anunciada é a de "corrigir os défices de proximidade" do mapa judiciário que o Governo anterior nos enfiou pelas goelas abaixo.
Estimo a pessoa Paula Teixeira da Cruz. Escrevi no dia 24 de Junho de 2012, a propósito da política de cortes de Paula Teixeira da Cruz no Ministério da Justiça, sob o mando de Passos Coelho:
A Justiça é cega. A ministra também.
A ERC custa aos contribuintes portugueses mais de quatro milhões de euros por ano e não serve para nada. O Tribunal de Paredes de Coura custa aos contribuintes portugueses certa de onze mil euros por ano e é essencial para o acesso à justiça de uma população abandonada, envelhecida, pobre e mal servida de transportes e estradas. O Governo precisa de poupar: vai fechar o tribunal.
Creio que é isto que a actual ministra quer dizer quando fala de "défices de proximidade". Entretanto a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) ainda por cá anda. A ERC, passe a redundância, "tem como principais atribuições e competências a regulação e supervisão dos meios de comunicação social". Olhem para as televisões, passem os olhos pelos jornais - a ERC está a fazer um rico serviço, não está?
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Quando os jornalistas não contam
Na ressaca da catarse de Paula Teixeira da Cruz a propósito das buscas da PJ aos ex-ministros do PS, Marinho Pinto defendeu que "era bom" para o País e para a justiça que a ministra se demitisse. "Mas eu não vou pedir isso publicamente", disse o bastonário. Disse aos jornalistas. No Porto. Portanto no maior secretismo. Em Lisboa isto seria uma declaração oficial, pública e notória; cá em cima é apenas um desabafo particular, conversa de amigos. E os jornalistas não contam. Brincalhão!
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Ora ainda bem que me faz essa pergunta
Nem de propósito, a ministra da Justiça visitou ontem o Estabelecimento Prisional de Caxias e, à saída, os jornalistas perguntaram-lhe... pela investigação do Ministério Público às parcerias público-privadas (PPP), isto é, ao PS. Paula Teixeira da Cruz agradeceu a oportuna questão e disse esperar que "todo o apuramento da responsabilidade vá até ao fim", garantindo que "ninguém está acima da lei, sejam ex ou actuais", que "tudo deve ser investigado" e que "acabou o tempo em que havia impunidade". Ufa, foi por pouco! As agendas da comunicação social são mesmo assim e às vezes até dão jeito. Também não era o momento para se falar da situação nas cadeias portuguesas, pois não?
domingo, 24 de junho de 2012
A Justiça é cega. A ministra também.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Isaltino, o meu herói
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Desde que não traga reforma....
Ao fim de 23 dias de trabalho, Maria
Manuel Teixeira da Cruz, irmã da ministra da Justiça, deixou, a seu pedido, o cargo de
subdirectora-geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento
Urbano, no Ministério da Agricultura e Etc. de Assunção Cristas. Se, como diz a Rádio Renascença, o pedido de demissão foi provocado pela onda de críticas que se seguiu à sua nomeação, a mana de Paula Teixeira da Cruz mostra que não pensou bem no assunto antes de aceitar o emprego no Governo. A este nível, a coisa não passa tão despercebida como se fosse (e foi) na Câmara de Lisboa! A escandaleira era previsível e desnecessária. Estava à espera de quê?
Ao fim de 23 dias de trabalho e polémica, Maria Manuel Teixeira da Cruz emendou a mão. E fez bem, apesar de tudo. Só falta ver se não saiu já com direito a reforma.
Ao fim de 23 dias de trabalho e polémica, Maria Manuel Teixeira da Cruz emendou a mão. E fez bem, apesar de tudo. Só falta ver se não saiu já com direito a reforma.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
É preciso ter lata 3
Pedro Passos Coelho, a propósito da crise e da austeridade, saiu-se com esta: "Pobres já nós estamos. Há é pessoas que ainda não deram conta disso". Se calhar por pudor, o ajudante de Miguel Relvas no Governo não referiu nomes, mas eu posso adiantar alguns, de que me lembrei assim de repente: Cavaco Silva e os Cavaquistas Anónimos, Ângelo Correia e os Confrades dos Direitos Adquiridos, Eduardo Catroga, Braga de Macedo, Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto, Rocha Vieira e Ilídio Pinho, Manuel Frexes e Álvaro Castello-Branco, Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República e ricamente reformada desde os 42 anos, ou Maria Teixeira da Cruz, irmã da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, e que foi para directora-geral no Ministério da Agricultura e Etc. de Assunção Cristas. Estas são certamente pessoas que ainda não deram conta de que (nós) já estamos pobres. E era delas que provavelmente Passos Coelho estava a falar.
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