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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Em balão previamente aquecido

Ai rapariga, rapariga, rapariga
A jovem mãe aproveitou o inesperado bocanho da manhã farrusca e incerta para descer até ao passeio da praia com a filhinha pela mão. Que bonitas, as duas, tão frescas e mimosas! A jovem mãe apontou o areal e disse naquela maneira pateta de falar às criancinhas, como se as criancinhas fossem atrasadas mentais ou, vá lá, cãezinhos de estimação:
- Ei!, tantas pombinhas, tantas pombinhas! Eeeiii! Ó pombinhas, ó pombinhas!...
A menina, pouco convencida porém obediente, correspondeu com um económico e timorato:
- Ei.
Tinha razão a pequena. Já suficientemente grande para saber a verdade das coisas. Eram gaivotas.

Moro mesmo em frente ao mar, se me puser de lado. Na varanda de casa, sem marquise, depois de um jantar mais coisa e tal, eu gostava de fumar a minha cachimbada e beber um fundinho de CRF em balão previamente aquecido. "Em balão previamente aquecido". Não sei quem foi o génio que inventou a frase e o conceito, mas, garanto-vos, sabe quase tão bem dizê-lo como bebê-lo. Eu parece-me que já trouxe a ideia de Fafe, e lembro-me que quem gostava também de repetir amiúde a curiosa expressão era o Silva da Sargaça, ou Chico Silva, velho camarada de merendas e desconversas líquidas, exímio praticante do falar antigo e excelentíssimo músico da Orquestra Sinfónica do Porto e da nossa Banda de Revelhe.
E balão, para mim, é mesmo balão. Não um balãozinho ou um balo. É balão, bojudo e de boca larga, tipo Alberto João Jardim nos seus bons velhos tempos. O conteúdo até poderia ser pouco, e era, um dedo apenas e medido pela minha mulher, mas o continente eu queria-o pela medida grande.
Moro em frente ao mar, dizia eu, e tenho uma vizinha que dá de comer às gaivotas. A sério, dá de comer aos gatos e às gaivotas. E as gaivotas, que vêm ao cheiro, não me largam a varanda. De dia e de noite. Todos os dias e todas as noites. Creio que ainda ninguém explicou a estas gajas que só me deveriam bater à porta em caso de tempestade marítima, como manda o sapiente provérbio popular.
Ora, a gaivota é um bicho que, como a maioria dos portugueses, come toda a espécie de porcarias e, padecendo de intestino fraco, anda quase sempre de soltura. Resultado: quando a gaivota abre a cloaca, sem aviso nem circunscrição, chovem cagadas de alto lá com elas. Quem tinha capacete, tinha, quem não tinha, que tivesse. Isto é científico.
Portanto, moro praticamente em frente ao mar e estava na varanda à conversa com o CRF em balão previamente aquecido, deitando um olho, de quando em vez, lá dentro na sala, a um desenxabido Gil Vicente-Olhanense, e isto é que eu ainda não tinha dito. Foi num desses momentos, no exacto momento em que eu disponibilizei o meu olho esquerdo para mais um fora-de-jogo mal assinalado, ainda por cima, que o estupor da gaivota do costume - já te conheço a fronha, ó cagona! - resolveu aliviar lastro, com uma pontaria tamanha que me acertou em cheio no indefeso balão de boca larga.
Antes de ficar realmente incomodado, pensei: isto é uma metáfora do pobre país que somos, todos nos defecam em cima, até as gaivotas, e pela boca morre o peixe. Bebi um golo, e não era metáfora nenhuma. Se quereis saber a verdade, e com vossa licença, era mesmo merda.

Entretanto o Olhanense desceu de divisão, o Gil Vicente também, mas tornou a subir, foi inventado o VAR, que é outra grande chostra, eu deixei de beber CRF e de fumar, tenho em casa 25 cachimbos inúteis e belos que são um bom princípio de museu ou talvez de um centro interpretativo, ainda estou à espera de um subsídio europeu, a Banda de Revelhe quase rebentavam com ela, as gaivotas continuam a cagar-nos em cima e os políticos, de uma forma geral, também. E nós por cá na vidinha e olhando o mar, a ver navios e estupidamente sem capacete.

(Versão revista e aumentada, publicada no meu blogue Mistérios de Fafe)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Em balão previamente aquecido

Foto Hernâni Von Doellinger

Que sou especialista na matéria, deixei-o bem explicado em A verdade sobre as gaivotas, ensaio escrito e publicado na edição do Tarrenego! de 10 de Junho de 2013 e que, em 2014, viria a valer-me o Prémio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Estampilhas Fiscais relativo ao ano de 1971. Estudo-as há mais de um quarto de século, sei tudo sobre gaivotas. A rotina ou o hábito, consoante o que acontecer primeiro, dão nisto: criou-se-nos uma certa intimidade, e a bem dizer eu e elas já não passamos um sem as outras. Elas ainda não vêm comer-me à mão, isso é verdade, mas vêm cagar-me à varanda. E com a maior das descontracções e acrisolada acutilância. Temo até que uma certa e determinada gaivota esteja a abusar da confiança - e sei que é gaivota e não gaivoto porque a criatura trouxe ontem uma amiga, e as gajas é que vão aos pares arriar o calhau, isso também está provado. As duas cagonas estão na foto supra e, esta é a novidade e não denúncia, borraram-me as cuecas. Entre sessenta e seis peças de roupa na seca do estendal, as badalhocas apontaram às minhas cuecas e ainda por cima à parte da frente, parecia um ovo estrelado muito bem passado, mas com merda em vez de ovo. Pontaria filha da puta. A minha mulher afina com estas coisas e eu... rio-me.
Mas o caso não é para rir. A gaivota anda a escangalhar-me o lar derivado à assiduidade com que ultimamente me caga em cima. A minha mulher começa a desconfiar, e agora já são duas gaivotas, mas eu defendo-me e digo: não é nada comigo, elas devem é estar na época de acagamento. Ou, como diz o povo, e com razão: quando caga uma gaivota, logo outra saralhota. O que é que eu posso fazer? Não fui eu que comecei...
Para provar a minha inocência de longa data, trago à colação o naco de prosa aqui exarado no dia 17 de Setembro de 2011, exactamente com o título que está lá em cima, e que contava assim:


Aviso: o que se segue é um texto de merda.

Moro mesmo em frente ao mar, se me puser de lado na varanda. E é na varanda que, depois de um jantar mais coisa e tal como o de ontem, eu gosto de fumar a minha cachimbada e beber um fundinho de CRF em balão previamente aquecido. "Em balão previamente aquecido". Não sei quem foi o génio que inventou a frase e o conceito, mas, já repararam?, sabe quase tão bem dizê-lo como bebê-lo.
E balão, para mim, é mesmo balão. Não um balãozinho ou um balo. É balão, bojudo e de boca larga, tipo Alberto João Jardim. O conteúdo até poderá ser pouco, e é, um dedo apenas e medido pela minha mulher, mas o continente quero-o pela medida grande.
Moro em frente ao mar, dizia eu, e tenho uma vizinha que dá de comer às gaivotas. A sério, dá de comer aos gatos e às gaivotas. E as gaivotas, que vêm ao cheiro, não me largam a varanda. De dia e de noite. Todos os dias e todas as noites. Creio que ainda ninguém explicou a estas gajas que só me deveriam bater à porta em caso de tempestade marítima.
Ora, a gaivota é um bicho que, como a maioria dos portugueses, come qualquer merda e anda quase sempre de soltura. Resultado: quando abre a cloaca, e aquilo é um porto franco, só de saída, chovem cagadas de alto lá com elas. Quem tinha capacete, tinha; quem não tinha, que tivesse. Isto é ciência.
Portanto, moro praticamente em frente ao mar e estava na varanda à conversa com o CRF em balão previamente aquecido, deitando um olho, de quando em vez, ao Gil Vicente-Olhanense, e isto é que eu ainda não tinha dito. Foi num desses momentos, no exacto momento em que eu disponibilizei o meu olho esquerdo para mais um fora-de-jogo mal assinalado, ainda por cima, que a puta da gaivota do costume - já te conheço a fronha, ó cagona - resolveu aliviar lastro, com uma pontaria tamanha que me acertou em cheio no indefeso balão de boca larga.
Antes de ficar realmente fodido, pensei: isto é uma metáfora do pobre país que somos, todos nos cagam em cima, até as gaivotas, e pela boca morre o peixe. Bebi um golo e não era metáfora nenhuma, era merda. Para a próxima vou beber o CRF num balãozinho, de boquinha apertadinha. Com menos merda, e previamente aquecido, não há-de saber tão mal. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Minho cheira a Natal

Foto Hernâni Von Doellinger

O Minho cheira, sabiam? O Alentejo e Trás-os-Montes decerto também cheiram, as Beiras e o Ribatejo lá terão os seus aromas, mas a mim o que me interessa é o Minho. E por estes dias o Minho cheira a Natal. Ao Natal antigo. Os últimos lavradores do Minho fazem fogueiras nos campos como fizeram os seus pais e os pais dos seus pais, queimando folhas secas e gravetos velhos, emprestando ao ar um perfume doce de lareira. Dá vontade de abrir a janela do carro. E abre-se, apesar do frio. Entra a memória: a avó a aquecer o vinho na infusa fanada, metendo lá dentro uma maçã acabada de assar no borralho, os malabarismos a toque de caixa do testo da velha chocolateira a esbordar de café que era cevada, a garrafa de aguardente do avô que bastava aliviar-lhe a rolha para logo curar constipações e até unhas encravadas. E a canela. Sim, as queimadas agrícolas de Dezembro, no Minho, são temperadas com canela. Que ninguém me diga o contrário.
Depois há o fumo. Que acinzenta o verde que cresce ao abandono e as leiras lavradas e cada vez mais raras, mas não entristece. O fumo aconchega-nos. Por causa do fumo, o céu é mais baixo, estamos mais perto do Céu, estamos mais perto uns dos outros, e apetece-nos inspirar a plenos pulmões a ver se conseguimos guardar este fumo e este cheio para o resto do ano, para o resto da vida. Foi assim na quinta-feira, primeiro dia do mês.
Tornei ao Minho. A um sítio que visito agora muito raramente, porque cotão no bolso não paga contas. E volto lá, quando posso, não porque a cozinha seja superlativa (embora continue de uma honestidade a toda a prova), mas porque me afeiçoei àquela gente para quem nós somos também amigos. Fazem-nos sempre uma grande festa, a mim e à minha mulher, cobrem-nos de mimos e só lamentam que as nossas visitas sejam tão espaçadas. Nós também.
A surpresa foi que, no cafezinho ao lado, à porta do qual, depois do almoço, gosto de sentar-me para fumar a minha cachimbada e beber o meu CRF em balão previamente aquecido, enquanto descanso os olhos e a alma nas serranias que não digo e me deito a adivinhar os desenhos das nuvens, também havia saudades. E ali só dizemos bom dia e boa tarde. E obrigado e até à próxima. Mas dizemos.
O certo é que dois clientes, gente da terra - um dos seus 40 anos, outro já da terceira idade -, fizeram questão de vir ter connosco, inesperadamente, primeiro um e depois o outro, para nos dizerem que a nossa falta tinha sido notada: "Já cá não vêm há muito! Têm que aparecer mais vezes! Gostamos de os ter cá"...
Não sei se é do cheiro do Minho. Não sei se é do fumo. Mas este povo é bom. É bom como não há. E não merece os patifes que o estão a empobrecer.

(Texto escrito e publicado pela primeira vez no dia 3 de Dezembro de 2011. A fotografia é muito posterior. Inicio hoje a revisita a uma série de "textos de Natal". E ficamos já combinados: os textos são de Natal apenas porque têm lá algures a palavra Natal ou, regra geral, nem isso. São de Natal porque me apetece.)

domingo, 10 de março de 2013

Minha varanda, meu castelo

No prédio onde eu moro, o meu apartamento é o único que não tem marquise ou paramarquise na varanda. Dá nas vistas, é verdade, destoa, e todos os dias tenho a caixa de correio assediada por uns quantos panfletos em quadricromia e papel couché que me oferecem o sufoco a xis euros o metro quadrado. Muito agradecido, mas passo: a varanda faz-me falta tal qual está.
Gosto de correntes de ar, que hei-de fazer? Gosto de terra e gosto de mar. E gosto de levar com a terra e com o mar nas ventas. Gosto dos cheiros. Gosto de pensar (ou de pensar que penso), gosto de refrescar ideias. A minha varanda é o meu retiro. E é o meu quintal, a minha esplanada, o meu posto de vigia. Gosto de semear, de regar os vasos, de espreitar o nanocrescimento dos coentros, da salsa e do tomilho, gosto de fumar a minha cachimbada e beber o meu CRF "em balão previamente aquecido", gosto de ver passar navios. Condenaram-me a isso, a ver navios, mas eu gosto. Sou um gajo cheio de sorte.
Estão a ver a cabeça daquele cromo assamarrado e de chapéu enfiado até às orelhas, sentado na varanda, ignorante da chuva e do frio, de braço de fora, cachimbando e olhando o mar? A cabeça é minha, o cromo sou eu. Não podem ver, mas tenho uma manta a agasalhar-me as pernas. Estou muito bem, não se preocupem.
E estão a ver a gaivota, empoleirada no parapeito e quase em cima de mim? É a tal, a cagona que não me larga. A gaivota também sabe que ali é santuário, lugar de pensamento e liberdade. Somos cúmplices, praticamente almas gémeas. Mas a gaivota abusa, caga na varanda propriamente dita, o que enfurece a minha mulher. Eu, enquanto tomo nota de mais um barco que entra no Porto de Leixões, limito-me a cagar no António Borges.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Galiza de ida e volta

Foto ORLANDO VON DOELLINGER

Fui despedir-me da Galiza. Não sei quando lá torno, não sei se lá tornarei. Não há dinheiro, não há vícios, e a Galiza era um dos meus mais queridos vícios. Estou, na verdade, a pôr em ordem a minha ausência de futuro. Ando a despedir-me de todos os meus sítios. Comecei por cortar no supérfluo, nos prazeres da vida, mas dei comigo já a roer as unhas ao essencial, a questionar a própria subsistência. O mais certo é nunca mais pôr os pés fora de casa, para poupar as solas dos sapatos. Resta-me a varanda e a vista para o mar, se me puser de lado, e a companhia da gaivota cagona. O CRF vai ser substituído por água da torneira com duas gotas de tintura de iodo, em balão previamente aquecido ao sol, e o cachimbo passará ser a fumado com barbas de milho.
Almoço, às terças, quintas, sábados e domingos; jantar, às segundas, quartas e sextas. Entre mim e a minha mulher, quem almoçar não janta no dia seguinte e quem jantar não almoça no dia seguinte. Ementa única para almoço e jantar: meia malga de caldo de couves sem azeite e um papo-seco seco. Quem comer o caldo de couves sem azeite deixa o papo-seco seco para o outro, que fica automaticamente sem direito a caldo. Parece complicado, mas não é. É tudo uma questão de confiança, como explicou o primeiro-ministro na sua mensagem de Natal. Creio que a coisa vai funcionar, assim nos deixem morrer em paz.
Portanto fui despedir-me da minha Galiza. E sabem que mais? Paguei portagens. Paga-se portagens nas auto-estradas da Galiza e os portugueses também. Sempre pagaram. Não há excepções nem ofertas. Mas os meus irmãos galegos são uns pândegos e resolveram embirrar com as nossas ex-SCUT que nos entram a nós, portugueses, pelos bolsos dentro depois de nos terem sido prometidas e entregues como "sem custo para os utilizadores".
Primeiro foi Xóan Vasquez Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico, a desafiar todos os espanhóis a passarem pelas nossas ex-SCUT sem pagarem portagens e sem medo de multas, dando a entender que tinha garantida a cumplicidade do Governo português. Agora são vários hotéis de Vigo a oferecerem aos clientes portugueses o valor das portagens na A28 nos programas especiais de passagem de ano para contrariar a quebra de negócio já sentida no Natal. E sugerem à hotelaria do Norte de Portugal que faça o mesmo com os seus clientes galegos.
Vamos lá ver em que param as modas. Já que ninguém nos dá nada do lado de cá, até pode ser que, por tabela, ainda acabemos por ganhar alguma coisa com os do lado de lá.

sábado, 17 de setembro de 2011

Em balão previamente aquecido


Aviso: o que se segue é um texto de merda.

Moro mesmo em frente ao mar, se me puser de lado na varanda. E é na varanda que, depois de um jantar mais coisa e tal como o de ontem, eu gosto de fumar a minha cachimbada e beber um fundinho de CRF em balão previamente aquecido. "Em balão previamente aquecido". Não sei quem foi o génio que inventou a frase e o conceito, mas, já repararam?, sabe quase tão bem dizê-lo como bebê-lo.
E balão, para mim, é mesmo balão. Não um balãozinho ou um balo. É balão, bojudo e de boca larga, tipo Alberto João Jardim. O conteúdo até poderá ser pouco, e é, um dedo apenas e medido pela minha mulher, mas o continente quero-o pela medida grande.
Moro em frente ao mar, dizia eu, e tenho uma vizinha que dá de comer às gaivotas. A sério, dá de comer aos gatos e às gaivotas. E as gaivotas, que vêm ao cheiro, não me largam a varanda. De dia e de noite. Todos os dias e todas as noites. Creio que ainda ninguém explicou a estas gajas que só me deveriam bater à porta em caso de tempestade marítima.
Ora, a gaivota é um bicho que, como a maioria dos portugueses, come qualquer merda e anda quase sempre de soltura. Resultado: quando abre a cloaca, e aquilo é um porto franco, só de saída, chovem cagadas de alto lá com elas. Quem tinha capacete, tinha; quem não tinha, que tivesse. Isto é ciência.
Portanto, moro praticamente em frente ao mar e estava na varanda à conversa com o CRF em balão previamente aquecido, deitando um olho, de quando em vez, ao Gil Vicente-Olhanense, e isto é que eu ainda não tinha dito. Foi num desses momentos, no exacto momento em que eu disponibilizei o meu olho esquerdo para mais um fora-de-jogo mal assinalado, ainda por cima, que a puta da gaivota do costume - já te conheço a fronha, ó cagona - resolveu aliviar lastro, com uma pontaria tamanha que me acertou em cheio no indefeso balão de boca larga.
Antes de ficar realmente fodido, pensei: isto é uma metáfora do pobre país que somos, todos nos cagam em cima, até as gaivotas, e pela boca morre o peixe. Bebi um golo e não era metáfora nenhuma, era mesmo merda. Para a próxima vou beber o CRF num balãozinho, de boquinha apertadinha. Com menos merda, e previamente aquecido, não há-de saber tão mal.