Mostrar mensagens com a etiqueta Fnac. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fnac. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de abril de 2024

"Eu e a UNITA" no Mar Shopping


O novo livro do jornalista Orlando Castro, "Eu e a UNITA", é lançado no próximo domingo, dia 14 de Abril, pelas 16 horas, na Fnac do Mar Shopping Matosinhos. Sobre si próprio e sobre o que o move, diz Orlando Castro: "Ao longo dos anos defendo aquilo que considero o mais correcto para a minha terra, Angola. Consigo não agradar nem a gregos (MPLA) nem a troianos (UNITA)".

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Quando o PCP metia anões no ar condicionado

Foi um tremendo escândalo, a que só eu liguei. Lembram-se, em 2012, quando Zita Seabra denunciou na televisão as técnicas de espionagem usadas pelo Partido Comunista Português? Do piorio! A espionagem do PCP através dos aparelhos de ar condicionado durante a década de oitenta do século passado era um prática bem conhecido por todos os ex-comunistas e sobretudo pelos ex-comunistas que foram expulsos do partido e arranjaram bom emprego no PSD. Mas moita-carrasco! Aliás, demonstrando grandeza intelectual e enorme sentido de responsabilidade, Zita Seabra esperou mais de vinte anos para pôr a boca no trombone com Mário Crespo, na SIC. O que só lhe fica bem.

Lembram-se? O PCP negou imediata e relutantemente o óbvio, como lhe está na natureza, mas já não engana ninguém. É um facto: depois de comidas as criancinhas, os comunistas portugueses meteram mesmo anões nos aparelhos de ar condicionado "em tudo o que era ministério, em sítios nevrálgicos e em órgãos de poder". Anões especialistas, ouvidores, descriptadores e onzeneiros, que porém saíam do serviço às 19h45, por imposição sindical. O PCP ainda hoje não sabe o que é que o Governo tramava ao serão.
Percebem agora de onde vêm as expressões tão nossas e tão dos nossos medos de que "o ar condicionado tem ouvidos" e "cuidado com as correntes de ar"?
Dir-me-ão as boas almas, os simples: mas ainda bem que o PCP pelo menos arranjou emprego a essa minoria da população portuguesa, uma vez que ainda não havia Bloco de Esquerda. Ora aí é que a porca torce o rabo: porque estes anões não eram anões desde o princípio. Eram todos matulões com mais de um metro e noventa que foram mingar durante quatro anos (o curso completo) num campo de treino da antiga União Soviética que tinha aqueles programas de doping muito jeitosos e neste caso até era doping ao contrário. Saíram de lá anões como manda a sapatilha, regressaram a Portugal e foram introduzidos nos aparelhos da FNAC, que antigamente queria dizer outra coisa e patrocinou as camisolas do Sporting e do Benfica. Assim corria. Até um deles, anões, por causa de um peido, ter sido descoberto pela senhora da limpeza do Governo, que foi logo meter no cu da editora Zita.
E lá se acabou o que era bom para os anões: o fresquinho no Verão e o quentinho no Inverno. Hoje trabalham nas máquinas multibanco. Em horário completo e sem ar condicionado.

P.S. - Publicado originalmente, mais ou menos assim, no dia 11 de Agosto de 2012, sob o título "Zita Seabra e os 777 anões". FNAC era a Fábrica Nacional de Ar Condicionado, do exótico empresário Alexandre Alves, que chegou a ser candidato a presidente do Benfica e, também por ser comunista, mereceu o cognome de Barão Vermelho. No dia 2 de Janeiro de 1906, nos EUA, foi atribuída a patente ao primeiro "sistema de tratamento de ar", pai do ar condicionado. Quanto a Zita Seabra, foi expulsa do PCP fará amanhã 33 anos.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Zita Seabra e as correntes de ar no PCP

Foi um tremendo escândalo, a que só eu liguei. Lembram-se, em 2012, quando Zita Seabra denunciou na televisão as técnicas de espionagem usadas pelo Partido Comunista Português? Do piorio! A espionagem do PCP através dos aparelhos de ar condicionado durante a década de oitenta do século passado era um prática bem conhecido por todos os ex-comunistas e sobretudo pelos ex-comunistas que foram expulsos do partido e arranjaram bom emprego no PSD. Mas moita-carrasco! Aliás, demonstrando grandeza intelectual e enorme sentido de responsabilidade, Zita Seabra esperou mais de vinte anos para pôr a boca no trombone com Mário Crespo, na SIC. O que só lhe fica bem.
Lembram-se? O PCP negou imediata e relutantemente o óbvio, como lhe está na natureza, mas já não engana ninguém. É um facto: depois de comidas as criancinhas, os comunistas portugueses meteram mesmo anões nos aparelhos de ar condicionado "em tudo o que era ministério, em sítios nevrálgicos e em órgãos de poder". Anões especialistas, ouvidores, descriptadores e onzeneiros, que porém saíam do serviço às 19h45, por imposição sindical. O PCP ainda hoje não sabe o que é que o Governo tramava ao serão.
Percebem agora de onde vêm as expressões tão nossas e tão dos nossos medos de que "o ar condicionado tem ouvidos" e "cuidado com as correntes de ar"?
Dir-me-ão as boas almas, os simples: mas ainda bem que o PCP pelo menos arranjou emprego a essa minoria da população portuguesa, uma vez que ainda não havia Bloco de Esquerda. Ora aí é que a porca torce o rabo: porque estes anões não eram anões desde o princípio. Eram todos matulões com mais de um metro e noventa que foram mingar durante quatro anos (o curso completo) num campo de treino da antiga União Soviética. Saíram de lá anões como manda a sapatilha, regressaram a Portugal e foram introduzidos nos aparelhos da FNAC, que antigamente queria dizer outra coisa e patrocinou as camisolas do Sporting e do Benfica. Assim corria. Até um deles, anões, por causa de um peido - um peidinho anão -, ter sido descoberto pela senhora da limpeza do Governo, que foi logo meter no cu da editora Zita.
E lá se acabou o que era bom para os anões: o fresquinho no Verão e o quentinho no Inverno. Hoje trabalham nas máquinas multibanco. Sem ar condicionado.

P.S. - Publicado originalmente, mais ou menos assim, no dia 11 de Agosto de 2012, sob o título "Zita Seabra e os 777 anões". FNAC era a Fábrica Nacional de Ar Condicionado, do exótico empresário Alexandre Alves, que chegou a ser candidato a presidente do Benfica e, também por ser comunista, mereceu o cognome de Barão Vermelho. No dia 2 de Janeiro de 1906, nos EUA, foi atribuída a patente ao primeiro "sistema de tratamento de ar", pai do ar condicionado.

segunda-feira, 15 de março de 2021

A Fnac e a Leya andam a vender livros assim

Foto Hernâni Von Doellinger
A fotografia não está desfocada. O livro veio mesmo assim, ilegível - triste destino para o que é escrito para ser lido. Ofereceram-mo pelo Natal, comecei hoje a ler e encontrei esta merda: uma série de páginas com graves defeitos de impressão, algumas páginas esborratadas e absolutamente ilegíveis. O livro é "Teatro de Sabbath", de Philip Roth, edição da Leya/D. Quixote, e foi comprado na Fnac do NorteShopping. Liguei há bocado para a Fnac a perguntar se faziam o favor de mo trocar, uma vez que manifestamente foi vendido com defeito de fabrico. Que não, que já tinham passado os trinta dias regulamentares para apresentar reclamação - foi o que responderam.
Portanto, se vai à Fnac comprar um livro (e recomendo-lhe que não vá), não se esqueça de inspeccionar todas as páginas, uma a uma, antes de o levar para casa. E tem um mês para o ler ou está fodido.

Já agora, a alma caridosa que me oferece os meus melhores livros deu-me também, pelo Natal, "As Aventuras de Augie March", de Saul Bellow, edição da Quetzal, comprado igualmente na Fnac do NorteShopping. Acabei-o ontem. O livro é extraordinário, melhor do que um filme, mas a revisão do texto é uma desgraça. Faltam artigos definidos às carradas, multiplicam-se os erros de concordância, refazem-se frases sem se apagar as palavras alegadamente substituídas, aparecem do nada, aqui e ali, páginas com um português construído à la brasileira. Como disse, uma desgraça. E, como se prova, uma desgraça nunca vem só. 

P.S. - Publicado originalmente no dia 19 de Janeiro de 2015. Nesse mesmo dia recebi um e-mail de Cecília Andrade, editora da Dom Quixote (grupo Leya), que dizia:

Tomei conhecimento do seu comentário no seu blog sobre os erros de impressão num exemplar do livro "Teatro de Sabbath". Lamento o que lhe aconteceu e quero desde já manifestar-lhe a minha indignação pelo facto de a FNAC não lhe ter trocado o livro. Uma troca por defeito não deveria nunca seguir as regras de trocas das lojas. As editoras, por regra, recebem os exemplares com defeito e substituem-nos. Pelo que só posso concluir que a FNAC não se preocupa muito com os clientes. É pena.
Uma vez que o livro tem um erro de impressão, a responsabilidade é da gráfica que tem que assegurar um controlo de qualidade. Este livro terá escapado a esse controlo. Mas a responsabilidade é também nossa e por isso agradeço que me envie o seu endereço postal para lhe mandar um exemplar em condições. Não se deixa a meio um livro de que se gosta - e muito menos um livro de Philip Roth, digo eu. 
Fico a aguardar.
Obrigada.
Com os melhores cumprimentos,
Cecília Andrade

E a Dom Quixote mandou-me realmente um livro em condições.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A D. Quixote vai mandar-me um livro em condições

A propósito do meu texto "A Fnac e a Leya andam a vender livros assim", recebi esta tarde um e-mail de Cecília Andrade, editora da Dom Quixote (grupo Leya). Aqui o transcrevo, com a devida autorização:

Boa tarde, 
Tomei conhecimento do seu comentário no seu blog sobre os erros de impressão num exemplar do livro "Teatro de Sabbath". Lamento o que lhe aconteceu e quero desde já manifestar-lhe a minha indignação pelo facto de a FNAC não lhe ter trocado o livro. Uma troca por defeito não deveria nunca seguir as regras de trocas das lojas. As editoras, por regra, recebem os exemplares com defeito e substituem-nos. Pelo que só posso concluir que a FNAC não se preocupa muito com os clientes. É pena.
Uma vez que o livro tem um erro de impressão, a responsabilidade é da gráfica que tem que assegurar um controlo de qualidade. Este livro terá escapado a esse controlo. Mas a responsabilidade é também nossa e por isso agradeço que me envie o seu endereço postal para lhe mandar um exemplar em condições. Não se deixa a meio um livro de que se gosta – e muito menos um livro de Philip Roth, digo eu. 
Fico a aguardar.
Obrigada.
Com os melhores cumprimentos,
Cecília Andrade

A Fnac e a Leya andam a vender livros assim


A fotografia não está desfocada. O livro veio mesmo assim, ilegível - triste destino para o que é escrito para ser lido. Ofereceram-mo pelo Natal, comecei hoje a ler e encontrei esta merda: uma série de páginas com graves defeitos de impressão, algumas páginas esborratadas e absolutamente ilegíveis. O livro é "Teatro de Sabbath", de Philip Roth, edição da Leya/D. Quixote, e foi comprado na Fnac do NorteShopping. Liguei há bocado para a Fnac a perguntar se faziam o favor de mo trocar, uma vez que manifestamente foi vendido com defeito de fabrico. Que não, que já tinham passado os trinta dias regulamentares para apresentar reclamação - foi o que responderam.
Portanto, se vai à Fnac comprar um livro (e recomendo-lhe que não vá), não se esqueça de inspeccionar todas as páginas, uma a uma, antes de o levar para casa. E tem um mês para o ler ou está fodido.

Já agora, a alma caridosa que me oferece os meus melhores livros deu-me também, pelo Natal, "As Aventuras de Augie March", de Saul Bellow, edição da Quetzal, comprado igualmente na Fnac do NorteShopping. Acabei-o ontem. O livro é extraordinário, melhor do que um filme, mas a revisão do texto é uma desgraça. Faltam artigos definidos às carradas, multiplicam-se os erros de concordância, refazem-se frases sem se apagar as palavras alegadamente substituídas, aparecem do nada, aqui e ali, páginas com um português construído à la brasileira. Como disse, uma desgraça. E, como se prova, uma desgraça nunca vem só.

terça-feira, 15 de abril de 2014

O Ataque aos Milionários


"O Ataque aos Milionários", novo livro do jornalista Pedro Jorge Castro, é apresentado hoje no Porto. Apresentação a cargo de Rui Moreira, presidente da Câmara, na Fnac Santa Catarina, pelas 18 horas.
Depois de "Salazar e os Milionários" (2009) e "O Inimigo n.º 1 de Salazar" (2010), Pedro Jorge Castro escreve agora sobre como as famílias mais ricas de Portugal - os Espírito Santo, os Mello ou os Champalimaud - foram afectadas pelo 25 de Abril de 1974. A obra tem por base cerca de trinta entrevistas e documentos, na sua maioria inéditos.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Descolonização de Angola no NorteShopping

A jornalista Alexandra Marques estará amanhã na Fnac do NorteShopping, Matosinhos, com o seu livro "Segredos da Descolonização de Angola". A partir das 18 horas, com apresentação do embaixador Seixas da Costa.

sábado, 11 de agosto de 2012

Zita Seabra e os 777 anões

Não liguem ao atraso. Eu bem não queria mexer nisto, mas tem que ser. A espionagem do PCP via aparelhos de ar condicionado, estão a ver? Cheira mal? Paciência! Portanto, cá vai. Para princípio de conversa, tenho que lavrar a minha mais profunda crítica à alegada comunicação social portuguesa, que parece que não levou a sério a corajosa denúncia: tratar um escândalo desta dimensão como se fosse um fait divers da silly season é erro crasso, de palmatória. E peço desculpa por escrever erro crasso, de palmatória, mas a verdade é que desconheço as expressões equivalentes em estrangeiro e que calhavam aqui que nem ginjas.
Isto é assunto sério. A espionagem do PCP via aparelhos de ar condicionado durante a década de oitenta do século passado é um prática bem conhecido por todos os ex-comunistas e sobretudo pelos ex-comunistas que foram expulsos do partido e arranjaram bom emprego no PSD. Demonstrando grandeza intelectual e enorme sentido de responsabilidade, Zita Seabra só agora, mais de vinte anos depois, é que foi ao Mário Crespo pôr a boca no trombone. E se não tinha essa ideia de início, acabou por colocar-se a jeito.
O PCP nega o óbvio, como lhe está na natureza, mas já não engana ninguém. Meteu mesmo anões nos aparelhos de ar condicionado "em tudo o que era ministério, em sítios nevrálgicos e em órgãos de poder". Anões especialistas, ouvidores, descriptadores e onzeneiros, que porém saíam do serviço às 19h45, por imposição sindical. O PCP ainda hoje não sabe o que é que o Governo tramava ao serão.
Percebem agora de onde vem a expressão tão nossa e tão dos nossos medos de que "o ar condicionado tem ouvidos"?
Dir-me-ão as boas almas, os simples: mas ainda bem que o PCP pelo menos arranjou emprego a essa minoria da população portuguesa, uma vez que ainda não havia Bloco de Esquerda. Ora aí é que a porca torce o rabo: porque estes anões não eram anões desde o princípio. Eram todos matulões com mais de um metro e noventa que foram mingar durante quatro anos (o curso completo) num campo de treino da antiga União Soviética. Saíram de lá anões como manda a sapatilha, regressaram a Portugal e foram introduzidos nos aparelhos da FNAC. Até um deles, por causa de um peido - um peidinho, de anão -, ter sido descoberto pela senhora da limpeza do Governo, que foi logo meter no cu da Zita Seabra.
E lá se acabou o que era bom para os anões: o fresquinho no Verão e o quentinho no Inverno. Hoje trabalham nas máquinas do Multibanco. Sem ar condicionado.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Guerra e fotos 3

Gaspar de Jesus é o orador convidado pelo Instituto Português de Fotografia (IPF) para a sessão das Conversas sobre Fotografia da próxima quinta-feira, dia 22 de Março, pelas 21h30, na Fnac do Gaiashopping, em Vila Nova de Gaia. "Imagens da I Guerra Mundial" é o tema da conferência, que terá como objectivo principal analisar a relação entre a fotografia de guerra e a sociedade e os meios de comunicação social da época.
Este evento esteve inicialmente marcado para o passado dia 26 de Janeiro.
A dissertação de Gaspar de Jesus tem como ponto de partida o notável trabalho de Arnaldo Rodrigues Garcez, conhecido como o primeiro fotógrafo de guerra português, que acompanhou a participação das tropas lusas na I Guerra Mundial e produziu um importante registo que só recentemente foi apresentado ao grande público.
Gaspar de Jesus, fotojornalista e professor de Fotografia, trabalhou em A Capital, O Primeiro de Janeiro, A Bola, TV Guia, Notícias Magazine e Autores. Artista premiado, realizou 16 exposições individuais e participou em inúmeras exposições colectivas, dentro e fora do País. Integra actualmente o quadro de formadores do IPF, no Porto. É co-autor dos livros "Portugal e o Ambiente", "Reencontros - Portugal em Fotografia", "Daqui Houve Nome Portugal", "21 Retratos do Porto para o Século XXI", "Porto Cidade com Alma" e "Porto sem Filtro". É autor do blogue Arte Fotográfica e promotor das tertúlias Com a Arte no Olhar.