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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O nosso homem no terreno

Quando ela falava do seu homem no terreno, havia logo quem imaginasse histórias de espiões, acção, aventura e romance. Mas não. Ela falava do marido e da hortazita que o desgraçado fabricava nas traseiras da casa em horário pós-laboral.

P.S. - Hoje é Dia Mundial das Leguminosas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Eles andem aqui!

A minha fornecedora de electricidade é chinesa, a minha companhia de seguros é chinesa, a minha fornecedora de água é israelo-americana, o meu banco agora também é chinês, o carro da minha mulher é germano-checo, o nosso frigorífico é italiano, a minha máquina fotográfica é japonesa, a nossa televisão é sul-coreana, a minha cadeira de trabalho é do IKEA, o meu telemóvel é finlandês, este computador é americano, os meus fósforos são suecos de marca portuguesa e produzidos no Brasil. Quer-se diz: eles sabem-me todo!

P.S. - Hoje é Dia Internacional da Privacidade de Dados e Dia Europeu da Protecção de Dados. E só me apetece rir.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Sobe, sobe, balão sobe

O meu telemóvel é um espertíssimo Huawei. Eu não temo que os Chineses acedam aos meus dados. Mas incomoda-me que saibam dos meus arregaçados.

domingo, 2 de outubro de 2022

O nosso homem no terreno

Quando ela falava do seu homem no terreno, havia logo quem imaginasse histórias de espiões, acção, aventura e romance. Mas não. Ela falava do marido e da hortazita que o desgraçado fabricava nas traseiras da casa em horário pós-laboral.

P.S. - O escritor inglês Graham Greene, autor de "O Nosso Agente em Havana", nasceu no dia 2 de Outubro de 1904.

terça-feira, 10 de maio de 2022

O nosso homem no terreno

Quando ela falava do seu homem no terreno, havia logo quem imaginasse histórias de espiões, acção, aventura e romance. Mas não. Ela falava do marido e da hortazita que o desgraçado fabricava nas traseiras da casa.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

O nosso homem no terreno

Quando ela falava do seu homem no terreno, havia logo quem imaginasse histórias de espiões, acção, aventura e romance. Mas não. Ela falava do marido e da hortazita que o desgraçado fabricava nas traseiras da casa.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Eles estão aqui...

A minha fornecedora de electricidade é chinesa, a minha companhia de seguros é chinesa, a minha fornecedora de água é israelo-americana, o meu banco agora também é chinês, o carro da minha mulher é germano-checo, o nosso frigorífico é italiano, a minha máquina fotográfica é japonesa, a nossa televisão é sul-coreana, a minha cadeira de trabalho é do IKEA, o meu telemóvel é finlandês, este computador é americano, os meus fósforos são suecos de marca portuguesa e produzidos no Brasil. Quer-se diz: eles sabem-me todo!

Espiões e onzeneiros

Uma vez, aqui há uns anos, Portugal acordou alvoroçado com o escândalo da "alegada" espionagem das secretas a um jornalista do Público denunciada pelo Expresso. Chamadas aos microfones, as costumeiras virgindades rasgaram as vestes de indignação, clamaram aos céus contra a gravidade da violação da lei, pediram inquéritos. Isso: seguindo a habitual cábula, sobretudo pediram inquéritos. Pedro Passos Coelho, que estava primeiro-ministro, também pediu. E a Procuradoria-Geral da República prometeu investigar o caso.
Palavra de honra, não percebo as razões de semelhante escarcéu. Mas quê, esta gente toda acha mesmo que os serviços secretos fazem o seu trabalho dentro da lei e que só daquela vez é que mijaram fora do penico? Então não faz parte dos serviços secretos andarem por dentro dos nossos telefones e computadores em geral? Mas para que é que servem os serviços de espionagem? Não é para espiar? Estavam à espera de quê? E os jornalistas não podem ser espiados? Mas podem espiar? E violar o segredo de justiça e desbundar escutas? Afinal o que é que tanto incomoda estes indignados cavalheiros: o acto de espionagem em si ou o facto de se saber dele?
São ingénuos? Não. São hipócritas.

Dados e arregaçados

O meu telemóvel é um espertíssimo Huawei. Não temo que os Chineses acedam aos meus dados. Mas incomoda-me que saibam dos meus arregaçados.

P.S. - Hoje, 28 de Janeiro, é Dia Internacional da Privacidade de Dados.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

O nosso homem no terreno

Quando ela falava do seu homem no terreno, havia logo quem imaginasse histórias de espiões, acção, aventura e romance. Mas não. Ela falava do marido e da hortazita que o desgraçado fabricava nas traseiras da casa.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Zita Seabra e as correntes de ar no PCP

Foi um tremendo escândalo, a que só eu liguei. Lembram-se, em 2012, quando Zita Seabra denunciou na televisão as técnicas de espionagem usadas pelo Partido Comunista Português? Do piorio! A espionagem do PCP através dos aparelhos de ar condicionado durante a década de oitenta do século passado era um prática bem conhecido por todos os ex-comunistas e sobretudo pelos ex-comunistas que foram expulsos do partido e arranjaram bom emprego no PSD. Mas moita-carrasco! Aliás, demonstrando grandeza intelectual e enorme sentido de responsabilidade, Zita Seabra esperou mais de vinte anos para pôr a boca no trombone com Mário Crespo, na SIC. O que só lhe fica bem.
Lembram-se? O PCP negou imediata e relutantemente o óbvio, como lhe está na natureza, mas já não engana ninguém. É um facto: depois de comidas as criancinhas, os comunistas portugueses meteram mesmo anões nos aparelhos de ar condicionado "em tudo o que era ministério, em sítios nevrálgicos e em órgãos de poder". Anões especialistas, ouvidores, descriptadores e onzeneiros, que porém saíam do serviço às 19h45, por imposição sindical. O PCP ainda hoje não sabe o que é que o Governo tramava ao serão.
Percebem agora de onde vêm as expressões tão nossas e tão dos nossos medos de que "o ar condicionado tem ouvidos" e "cuidado com as correntes de ar"?
Dir-me-ão as boas almas, os simples: mas ainda bem que o PCP pelo menos arranjou emprego a essa minoria da população portuguesa, uma vez que ainda não havia Bloco de Esquerda. Ora aí é que a porca torce o rabo: porque estes anões não eram anões desde o princípio. Eram todos matulões com mais de um metro e noventa que foram mingar durante quatro anos (o curso completo) num campo de treino da antiga União Soviética. Saíram de lá anões como manda a sapatilha, regressaram a Portugal e foram introduzidos nos aparelhos da FNAC, que antigamente queria dizer outra coisa e patrocinou as camisolas do Sporting e do Benfica. Assim corria. Até um deles, anões, por causa de um peido - um peidinho anão -, ter sido descoberto pela senhora da limpeza do Governo, que foi logo meter no cu da editora Zita.
E lá se acabou o que era bom para os anões: o fresquinho no Verão e o quentinho no Inverno. Hoje trabalham nas máquinas multibanco. Sem ar condicionado.

P.S. - Publicado originalmente, mais ou menos assim, no dia 11 de Agosto de 2012, sob o título "Zita Seabra e os 777 anões". FNAC era a Fábrica Nacional de Ar Condicionado, do exótico empresário Alexandre Alves, que chegou a ser candidato a presidente do Benfica e, também por ser comunista, mereceu o cognome de Barão Vermelho. No dia 2 de Janeiro de 1906, nos EUA, foi atribuída a patente ao primeiro "sistema de tratamento de ar", pai do ar condicionado.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

O segredo está na pasta

Nem no molho, nem na massa. O segredo está na pasta. Uma pasta de segurança, diplomática, confidencial, fechada a sete chaves.

sábado, 11 de agosto de 2012

Zita Seabra e os 777 anões

Não liguem ao atraso. Eu bem não queria mexer nisto, mas tem que ser. A espionagem do PCP via aparelhos de ar condicionado, estão a ver? Cheira mal? Paciência! Portanto, cá vai. Para princípio de conversa, tenho que lavrar a minha mais profunda crítica à alegada comunicação social portuguesa, que parece que não levou a sério a corajosa denúncia: tratar um escândalo desta dimensão como se fosse um fait divers da silly season é erro crasso, de palmatória. E peço desculpa por escrever erro crasso, de palmatória, mas a verdade é que desconheço as expressões equivalentes em estrangeiro e que calhavam aqui que nem ginjas.
Isto é assunto sério. A espionagem do PCP via aparelhos de ar condicionado durante a década de oitenta do século passado é um prática bem conhecido por todos os ex-comunistas e sobretudo pelos ex-comunistas que foram expulsos do partido e arranjaram bom emprego no PSD. Demonstrando grandeza intelectual e enorme sentido de responsabilidade, Zita Seabra só agora, mais de vinte anos depois, é que foi ao Mário Crespo pôr a boca no trombone. E se não tinha essa ideia de início, acabou por colocar-se a jeito.
O PCP nega o óbvio, como lhe está na natureza, mas já não engana ninguém. Meteu mesmo anões nos aparelhos de ar condicionado "em tudo o que era ministério, em sítios nevrálgicos e em órgãos de poder". Anões especialistas, ouvidores, descriptadores e onzeneiros, que porém saíam do serviço às 19h45, por imposição sindical. O PCP ainda hoje não sabe o que é que o Governo tramava ao serão.
Percebem agora de onde vem a expressão tão nossa e tão dos nossos medos de que "o ar condicionado tem ouvidos"?
Dir-me-ão as boas almas, os simples: mas ainda bem que o PCP pelo menos arranjou emprego a essa minoria da população portuguesa, uma vez que ainda não havia Bloco de Esquerda. Ora aí é que a porca torce o rabo: porque estes anões não eram anões desde o princípio. Eram todos matulões com mais de um metro e noventa que foram mingar durante quatro anos (o curso completo) num campo de treino da antiga União Soviética. Saíram de lá anões como manda a sapatilha, regressaram a Portugal e foram introduzidos nos aparelhos da FNAC. Até um deles, por causa de um peido - um peidinho, de anão -, ter sido descoberto pela senhora da limpeza do Governo, que foi logo meter no cu da Zita Seabra.
E lá se acabou o que era bom para os anões: o fresquinho no Verão e o quentinho no Inverno. Hoje trabalham nas máquinas do Multibanco. Sem ar condicionado.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Submarinos 2

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, exigiu ontem ao chefe das secretas que o inquérito ao caso da alegada espionagem ao jornalista Nuno Simas seja levado a cabo com "celeridade" e "na maior profundidade". Estão a ver? Celeridade e profundidade?... Não lhes diz nada? Estadista de visão, Paulo Portas! Ele já sabia em 2004, foi o único a antecipar, que qualquer dia os submarinos ainda haviam de servir para alguma coisa...