Afinal, de que nos queixamos? Somos um país "abençoado", disse ontem o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, em Londres. E o governante não falava do clima, nem do arroz de cabidela, nem do Mourinho, nem do Ronaldo. Falava do "amplo consenso interno" existente em Portugal para nos empobrecerem. Falava da nossa rica crise.
Vítor Gaspar explicou aos ingleses que nós por cá somos todos a favor da austeridade que nos aperta os tomates, menos "dois partidos mais pequenos", suponho que referindo-se ao PCP e ao BE. De resto, o PSD é a favor, o PS é a favor, o CDS é a favor e "cerca de 80 por cento" dos eleitores portugueses também são a favor, porque, segundo o ministro, já sabiam ao que iam quando votaram, de forma "esmagadora", nos "três maiores partidos", que tinham subscrito o plano de austeridade imposto pela troika de má fama.
Portanto, os Portugueses só estão a ter aquilo que pediram. Graças a Deus!
Mostrar mensagens com a etiqueta ministro das Finanças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ministro das Finanças. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Portugal, graças a Deus
Etiquetas:
austeridade,
BE,
CDS,
crise,
fome,
governo,
ministro das Finanças,
moinas,
PCP,
pobreza,
política,
Portugal,
PS,
PSD,
troika,
Vítor Gaspar
sábado, 1 de outubro de 2011
O buraco
Afinal são só 6.328 milhões de euros. E estava eu preocupado! Pode ainda ser mais, é verdade, mas, se for, não será muito mais, a não ser que seja. O vagaroso ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou ontem que a dívida da Madeira conta com mais 465 milhões de euros do que o Governo regional tinha admitido na sua última "confissão", vale, no seu total, 123 por cento do PIB da região e corresponde a 927 por cento das receitas fiscais e a 600 por cento da receita efectiva em 2010. Muito gostava eu de saber como é que alguém consegue gastar seis vezes o que recebe sem ir bater com os costados no xelindró. Dava-me jeito!
O Alberto João é que tem razão. Rima e é verdade. Andavam os "vigaristas" continentais - na oportuna expressão do presidente da república das bananas da Madeira - a dizer que aquilo era um buraco sem fundo, e afinal não é. São só 6.328 milhões de euros.
Umas horas antes (para que se perceba, em tempo de eleições regionais, que o cu não tem nada a ver com as calças), o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, já tinha avisado que o "desvio" verificado no défice do primeiro semestre deste ano vai obrigar o Governo da República a sufocar-nos com mais medidas de austeridade ainda antes do Natal.
Também está bem. O que interessa é que o buraco da Madeira é só de 6.328 milhões de euros. Esta noite vou dormir mais descansado. E vou pôr o despertador para me acordar às 7h30 do dia 1 de Outubro de 2021.
O Alberto João é que tem razão. Rima e é verdade. Andavam os "vigaristas" continentais - na oportuna expressão do presidente da república das bananas da Madeira - a dizer que aquilo era um buraco sem fundo, e afinal não é. São só 6.328 milhões de euros.
Umas horas antes (para que se perceba, em tempo de eleições regionais, que o cu não tem nada a ver com as calças), o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, já tinha avisado que o "desvio" verificado no défice do primeiro semestre deste ano vai obrigar o Governo da República a sufocar-nos com mais medidas de austeridade ainda antes do Natal.
Também está bem. O que interessa é que o buraco da Madeira é só de 6.328 milhões de euros. Esta noite vou dormir mais descansado. E vou pôr o despertador para me acordar às 7h30 do dia 1 de Outubro de 2021.
Etiquetas:
Alberto João Jardim,
buraco,
governo,
Luís Morais Sarmento,
Madeira,
ministro das Finanças,
secretário de Estado do Orçamento,
Vítor Gaspar
Subscrever:
Mensagens (Atom)