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| Foto Hernâni Von Doellinger |
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sexta-feira, 30 de agosto de 2024
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Para que não haja confusões
"No Bloco de Esquerda os militantes não andam atrelados", sublinha João Semedo. E faz bem. Principalmente agora que se prepara para emparelhar com Catarina Martins na liderança do partido.
sábado, 16 de junho de 2012
No caminho certo, mas para onde?
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
A ironia do Bloco tem dias
O Bloco de Esquerda entregou hoje ao multimultimilionário Américo Amorim a taça do Melhor Trabalhador do Ano em 2011, distinção que o Rei da Cortiça vai ter que partilhar com Passos Coelho e Paulo Portas. De acordo com o jornal Público, o gesto irónico do Bloco tem por base as declarações de Américo Amorim quando, a propósito da possibilidade de se aumentarem os impostos sobre as grandes fortunas, declarou publicamente: "Não me considero rico. Sou trabalhador."
Tem piada. Ao contrário do que muita gente diz e pensa, o Bloco não dá para os dois lados. No que diz respeito à ironia, não. Os talibãs do Bloco adoram ironizar do Bloco para fora, mas doem-se muito se a ironia vai de fora e lhes entra pelo Bloco dentro. São burros.
Tem piada. Ao contrário do que muita gente diz e pensa, o Bloco não dá para os dois lados. No que diz respeito à ironia, não. Os talibãs do Bloco adoram ironizar do Bloco para fora, mas doem-se muito se a ironia vai de fora e lhes entra pelo Bloco dentro. São burros.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Um mecenas para os coelhos
Eu parece-me grave que ninguém queira saber do que aconteceu aos coelhos do Parque da Cidade, que eram às centenas e desapareceram, como que por artes mágicas e negras, duma noite para o dia. Atafulhados em assuntos e iniciativas culturais até às orelhas, o presidente Rui Rio e a Câmara do Porto ignoram olimpicamente as minhas sucessivas e lancinantes denúncias, estimando porventura que este é um assunto de lana-caprina. Mas não é. Lã de cabra é uma coisa, pele de coelho é bem outra. As jotas dos partidos moinantes, sempre atesoadas para agarrarem com ambas as mãos as temáticas fracturantes, têm esta aqui tão jeitosa e dada por mim praticamente de graça, mas viram-me as costas e mandam-me foder. E até o Bloco de Esquerda, amiguinho dos animais como não há, só se preocupa com os coelhos se eles tiverem cornos e forem toureados no Campo Pequeno, em Lisboa. Coelhos grandes, os chamados coelhões!
Havia a hipótese Felícia Cabrita, famosa jornalista de investigação que podia fazer luz sobre o caso. Luz do Sol. Cheguei a pensar que a Cabrita, até por solidariedade onomática, quisesse saber dos coelhos. Mas nada. E o Pedro Passos, o de São Bento, devia também fazer alguma coisa, quanto mais não fosse por uma questão de preservação de linhagem, mas não mexeu nem um dedo. Coelho por coelho, um destes dias é ele quem desaparece e eu ainda me vou rir.
Para mim, houve coelhocídio no Parque, massacre em massa. Ou, o que é mais provável, em arrozada. E eu não descansarei enquanto não souber toda a verdade. O mistério dos coelhos desaparecidos tem que ser resolvido. Artur Santos Silva pode e deve ajudar a resolvê-lo. É esta a minha esperança desde ontem. O que a memória dos coelhos do Parque da Cidade do Porto merece, exige e estava a precisar era mesmo de um mecenas assim à medida do homem do BPI.
Faço aqui o apelo ao novo presidente da Gulbenkian: que vá aos, graças a Deus, fundos sem fundo da fundação e retire de lá uma qualquer-coisinha que dê e sobre para reunir e manter uma equipa multidisciplinar que investigue, estude a esclareça de uma vez por todas e pelo tempo que for preciso, quanto mais tempo melhor, a coelhal problemática. Ande lá, não lhe custa nada, reúna essa gente, senhor doutor! Eu estou de vago, posso ser o primeiro.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Portugal, graças a Deus
Afinal, de que nos queixamos? Somos um país "abençoado", disse ontem o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, em Londres. E o governante não falava do clima, nem do arroz de cabidela, nem do Mourinho, nem do Ronaldo. Falava do "amplo consenso interno" existente em Portugal para nos empobrecerem. Falava da nossa rica crise.
Vítor Gaspar explicou aos ingleses que nós por cá somos todos a favor da austeridade que nos aperta os tomates, menos "dois partidos mais pequenos", suponho que referindo-se ao PCP e ao BE. De resto, o PSD é a favor, o PS é a favor, o CDS é a favor e "cerca de 80 por cento" dos eleitores portugueses também são a favor, porque, segundo o ministro, já sabiam ao que iam quando votaram, de forma "esmagadora", nos "três maiores partidos", que tinham subscrito o plano de austeridade imposto pela troika de má fama.
Portanto, os Portugueses só estão a ter aquilo que pediram. Graças a Deus!
Vítor Gaspar explicou aos ingleses que nós por cá somos todos a favor da austeridade que nos aperta os tomates, menos "dois partidos mais pequenos", suponho que referindo-se ao PCP e ao BE. De resto, o PSD é a favor, o PS é a favor, o CDS é a favor e "cerca de 80 por cento" dos eleitores portugueses também são a favor, porque, segundo o ministro, já sabiam ao que iam quando votaram, de forma "esmagadora", nos "três maiores partidos", que tinham subscrito o plano de austeridade imposto pela troika de má fama.
Portanto, os Portugueses só estão a ter aquilo que pediram. Graças a Deus!
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O mito da esquerda caviar
A esquerda caviar não existe. Em Portugal, não! Quando se fala do Bloco de Esquerda como uma rapaziada bem nascida que se meteu na merda da política mas que, paradoxalmente na esteira de um Cavaco Silva ou de um Fernando Nobre que ainda estava para ser inventado, consegue andar sobre ela, a merda, sem sequer borrar a sola dos sapatos, há aí um certo exagero. Os sapatos são de marca, o que até poderia explicar o milagre, mas não, não houve milagre nenhum! Porque esta malta é ateia, não acredita em milagres e o pólo também é de marca e está sempre cheio de caspa. Portanto...
Os bloquistas são apenas diletantes. Não se dão ao trabalho.
O Bloco, que só existe porque dá na televisão, de resto não suja as mãos em assuntos de governo a não ser para não ser nada, tem os dias contados. O caviar de supermercado é uma treta, a rapaziada do BE sabe disso melhor do que ninguém e não está para aturar esta pinderiquice por muito mais tempo. Até os croquetes são ultracongelados, o que também veio apressar o declínio da nossa esquerda gaiteira. Os cabeçudos da coisa começaram a comer-se uns aos outros e agora é cada um por si. O Bloco é de supermercado. O Bloco é uma treta. O último a sair é burro.
Fernando Rosas, um dos inventores do Bloco de Esquerda, antigo candidato à presidência da República, ex-deputado, historiador e gordo, invadiu ontem, ao almoço, um dos meus sítios. O meu sítio! Levaram-no lá, a ele e à mulher, ao santuário da velha e boa comida portuguesa que eu nem às paredes confesso. Não lhe deram caviar nem croquetes, que era o que ele merecia, mas apresentaram-lhe as melhores pataniscas de bacalhau do mundo e uma truta de conserva com broa frita que devia estar guardada só para mim. Foi o princípio da conversa. Depois passearam-no pelos mais emblemáticos pratos da casa, que eu me recuso a identificar por uma questão de segurança de Estado.
A invasão estava a meter-me nervos e por isso vim-me embora. O Rosas ficou na maior quando eu saí. O meu medo agora é que ele, com o desgosto do caviar, se converta à esquerda da patanisca e do verde branco. Sinceramente, não sei se deixo.
Os bloquistas são apenas diletantes. Não se dão ao trabalho.
O Bloco, que só existe porque dá na televisão, de resto não suja as mãos em assuntos de governo a não ser para não ser nada, tem os dias contados. O caviar de supermercado é uma treta, a rapaziada do BE sabe disso melhor do que ninguém e não está para aturar esta pinderiquice por muito mais tempo. Até os croquetes são ultracongelados, o que também veio apressar o declínio da nossa esquerda gaiteira. Os cabeçudos da coisa começaram a comer-se uns aos outros e agora é cada um por si. O Bloco é de supermercado. O Bloco é uma treta. O último a sair é burro.
Fernando Rosas, um dos inventores do Bloco de Esquerda, antigo candidato à presidência da República, ex-deputado, historiador e gordo, invadiu ontem, ao almoço, um dos meus sítios. O meu sítio! Levaram-no lá, a ele e à mulher, ao santuário da velha e boa comida portuguesa que eu nem às paredes confesso. Não lhe deram caviar nem croquetes, que era o que ele merecia, mas apresentaram-lhe as melhores pataniscas de bacalhau do mundo e uma truta de conserva com broa frita que devia estar guardada só para mim. Foi o princípio da conversa. Depois passearam-no pelos mais emblemáticos pratos da casa, que eu me recuso a identificar por uma questão de segurança de Estado.
A invasão estava a meter-me nervos e por isso vim-me embora. O Rosas ficou na maior quando eu saí. O meu medo agora é que ele, com o desgosto do caviar, se converta à esquerda da patanisca e do verde branco. Sinceramente, não sei se deixo.
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