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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

terça-feira, 26 de julho de 2022

Pai duas vezes

Ele foi pai duas vezes, primeiro uma menina e agora um menino. Quer-se dizer: é praticamente avô...

A bó, o bô e o bu

Tínhamos a bó e tínhamos o bô. Vezes dois, sorte a nossa! Bozinha era a bisavó, e tínhamos. Bô queria também dizer bom: binho bô; bô moço. Depois, se calhar por soar a parolo, bô mudou para bu. Bu também mete medo, é susto. Buuu! Quem caralho teve a ideia?...

P.S. - Hoje é Dia Mundial dos Avós.

sábado, 20 de novembro de 2021

Troca-se neto por cão!

Três rapazes nos arrabaldes dos sessenta anos bem servidos, certamente amigos de longa data, gente bem, meninos da Foz no seu tempo, fazem o costumeiro passeio higiénico matinal na avenida à beira-mar. O da esquerda empurra um carrinho de bebé com uma vaidade que só vista, e é bonita de se ver. Os outros dois vão à rasca até às orelhas, envergonhadíssimos com "a situação", evitam ser reconhecidos por quem passa, como por exemplo eu, que não os conheço de lado nenhum, mais desconforto era impossível. O da direita puxa o do meio pela manga e diz-lhe, tapando a boca com a mão, como fazem agora os treinadores e jogadores de futebol quando querem falar da mãe de alguém e sabem que há câmara de televisão por perto: - Se inda ao menos fosse um cão, um canito! Agora o caralho do neto...
Não é metáfora política. É a vida.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A bó, o bô e o bu

Tínhamos a bó e tínhamos o bô. Vezes dois, sorte a nossa! Bozinha era a bisavó, e tínhamos. Bô queria também dizer bom: binho bô; bô moço. Depois, se calhar por soar a parolo, bô mudou para bu. Bu também mete medo, é susto. Buuu! Quem caralho teve a ideia?

quinta-feira, 15 de março de 2012

As marcas de Salazar

"Diz-lhes que não falarei nem que me matem". Este é o título da peça de teatro que a Capital Europeia da Cultura leva à cena, de hoje até sábado, e que conta a vida difícil de Carlos Costa, prisioneiro da ditadura fascista durante quinze anos, vítima de muitas torturas e companheiro de Álvaro Cunhal na célebre fuga do Forte de Peniche.
O JN anuncia que Carlos Costa, 84 anos, estará presente na sessão desta noite, no Centro para os Assuntos de Arte e Arquitectura, em Guimarães.
Carlos Costa é fafense e eu sempre tive muito orgulho nisso. Conheci-o na minha juventude, logo a seguir ao 25 de Abril. Ele ia amiúde a Fafe, aos comícios do seu PCP, que costumavam ser no salão dos meus Bombeiros. Era o comunista famoso que nunca se esquecia de procurar o meu avô para lhe dar um grande abraço, que depois, por sorte e por ser tão grande, sobrava também para mim e me deixava emocionadíssimo, quase em lágrimas.
Por aquela altura eu já sabia o que tinham feito àquele homem. A ele e a outros da minha terra, uma vila do reviralho, um centro de luta antifascista com os seus próprios heróis e mártires. E hoje ainda não esqueci, também porque não quero esquecer. As marcas de Salazar são para manter vivas e bem vivas. Estas, as genuínas e verdadeiras. Por muito que custe e doa. E para incómodo dos sem-memória, dos sem-vergonha e outros contrafactores da História.