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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Contra os testes nucleares

Era sempre o primeiro e o mais aguerrido na luta contra os testes nucleares. Não, não e não. Não, obrigado! Testes nucleares, não! Na escola, na rua, nas redes sociais, até em casa, contra os testes nucleares marchar, marchar! Activista, militante, farol a pilhas, peito para balas, costas largas, mas compreende-se. Ele queria ir para Medicina. E Biologia, Geologia, Física, Química e Matemática realmente não são brincadeira...

P.S. - Hoje é Dia Internacional Contra os Testes Nucleares.

domingo, 17 de julho de 2022

O dr. Castro e o dr. Vinagre

O dr. Castro resolveu desancar no dr. Vinagre. Fê-lo há dias, numa espécie de artigo de opinião, no DN, a propósito dos dois rapazes de Famalicão que faltam às aulas de Cidadania. O dr. Castro é ex-líder do CDS e antigo vice-presidente do Benfica. O dr. Vinagre é magistrado do Ministério Público e toma conta em tribunal daquele tão famoso caso.
O dr. Castro não foi manso. Chamou de tudo ao dr. Vinagre, apenas sugerindo ou pintando a manta com as letras todas. Argumentação é que nada. Sustentaçãozinha é que viste-la! Palavras e só palavras umas atrás das outras, palavras militantes, guerrilheiras, habilidosas, gratuitas, infelizes, pataratas, destratantes, numa linguagem jurídico-tasqueira raiando a onzenice e muito mais própria para ser utilizada por mim, que não sou dr. nem sou nada e percebo tanto de direito quanto o dr. Castro percebe de futebol - isto é: zero.
Ainda assim, tenho de admitir que no meio daquela tralha toda o dr. Castro possa ter acertado sem querer numa coisinha acerca do dr. Vinagre. Uma coisinha somente, mas é de justiça que aqui se diga. O tiro de sorte poderá ter acontecido quando o dr. Castro acusa o dr. Vinagre de ser "um comediante". Isso. Um comediante.
Ora bem. Eu não conheço o dr. Vinagre, e confesso que tal me causa um certo desgosto, mas conheci satisfatoriamente o Vinagre. Lembro-me muito bem. Posso portanto testemunhar, e a verdade é só uma: o Vinagre era realmente um pândego. Um brincalhão. Um cómico. Enfim, um indivíduo dado à pilhéria. E quer-se dizer: sem saber ler nem escrever, o dr. Castro, que por acaso é uma criatura triste, até parece que bateu no ponto, e contra isso nada...

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

O que é preciso é religião e moral, amém

Não podia estar mais de acordo com Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Manuel Clemente, António Moiteiro, Adriano Moreira, Ribeiro e Castro, Manuela Ferreira Leite, José Miguel Júdice e até com o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto. Tal como estas sábias e veneráveis figuras, mas sem ousar comparação, também sou completamente contra a obrigatoriedade das aulas de Cidadania. O que era preciso era o regresso das aulas de Organização Política e Administrativa da Nação, a famosa e nunca desmentida OPAN, se possível ministrada por um especialista em Direito Canónico intelectualmente anquilosado, e sobretudo, sobretudíssimo, meus meninos, o que era mesmo preciso era a retoma imediata das aulas de Religião e Moral à moda antiga! - Posso pôr a mão na perninha?...

Por outro lado, se bem me lembro, acho que as aulas de Matemática também não deviam ser obrigatórias.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Praticamente de acordo (ortográfico)

Qual é a diferença entre um espetador e um espetador? Numa tourada, por exemplo, o que é que distingue os espetadores dos espetadores? Uns pagam bilhete e os outros fazem os touros pagá-las, é isso? E espetadores de gelo: são adereços muito jeitosos para filmes de suspense ou uma audiência que não reage, por melhor ou pior que a fita seja? O que devo pensar quando leio um título de jornal que me diz que "Acidente em rali francês provoca a morte a dois espetadores"? E, já agora, no voyeurismo, quem é o verdadeiro espetador: o que fica a ver ou o que copula?

sábado, 19 de maio de 2012

Um "quase" estudo

O Governo de Passos Coelho encomendou um estudo ao Instituto Superior Técnico (IST) para avaliar as Novas Oportunidades. E o IST concluiu, como lhe competia, que aquele programa, um dos emblemas dos executivos de José Sócrates, "quase" não criou mais emprego. As Novas Oportunidades são assim elevadas ao nível das nossas universidades, que, nos intervalos das encomendas, "quase" criam mais emprego.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Isto, sim, é carnaval

A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa não tem uma política de ortografia e, por enquanto, também não tem uma posição em relação ao Acordo Ortográfico. Há quem seja a favor e quem seja contra, mas a reitoria diz que o assunto ainda não foi discutido. E, enquanto os sábios não se entendem, o director António Feijó explica que a faculdade "nem impede nem se opõe a que qualquer pessoa, seja docente, não docente ou aluno, escreva com a grafia que entender".
Ora vamos lá ver se eu percebi. A Faculdade de Letras - de Letras! - não tem política de ortografia nem posição acerca do Acordo Ortográfico. E, portanto, cada um que escreva como lhe apetecer, que está sempre bem. Era isto, não era? São uns brincalhões!...