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domingo, 9 de junho de 2024

Levaram-lhe o autorrádio

- É pá, tipo, fogo, roubaram-me o autorrádio!...
- É pá, tipo, partiram-te o vidro?...
- É pá, tipo, sei lá, também levaram o carro...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Trabalho digno

Licenciou-se. Fez três mestrados, uma pós-graduação, uma pós-produção e uma pós-tulação. Arranjou trabalho num call center. Mas o pai, preocupava-o o pai: certamente desiludira o cota. O cota dizia-lhe que não: - Meu filho, qualquer emprego é bom e digno desde que seja honesto. Ainda que assaltes bancos ou roubes velhinhas, se o fizeres honestamente, serás sempre o meu orgulho.

P.S. - Hoje, 7 de Outubro, é Dia Mundial do Trabalho Digno. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Assaltos na A28, agora é oficial!

Denunciei-o aqui em Setembro do ano passado. Os automobilistas aderentes às isenções e descontos na A28, entre Viana do Castelo e o Porto, andavam a ser roubados por um sistema de controlo de portagens que era tudo menos de confiança. Os assaltos eram uns atrás dos outros. Mais de meio ano depois, a Estradas de Portugal veio hoje confirmar a "anomalia".
Diz a Estradas de Portugal que a Via Livre, concessionária da A28, já terá "resolvido" o problema e estará "neste momento a analisar a forma mais célere e eficaz de rectificar as incidências ocorridas".
Lamento informar a Estradas de Portugal de que, infelizmente, não é bem assim. Neste mal contado caso há ainda muitas pontas soltas, diversos esclarecimentos a fornecer, algumas contas a acertar. A ele voltarei, e à Via Livre, mas deixemos primeiro passar a Páscoa.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Assaltos na A28

Continua a onda de assaltos na A28. A Via Livre, empresa concessionária desta ex-scut nortenha, não consegue ter mão num sistema de controlo de portagens meio marado e tendencialmente rapinante que, silenciosamente, sem dizer sequer "mãos ao ar!", ataca os automobilistas mais incautos, sacando-lhes à traição dois euros aqui, três ou quatro mais à frente, numa sanha extorsionária que parece não ter fim.
Sim, falo de cobranças indevidas. E, sim, falo daqueles condutores que se fiam num sistema de controlo de portagens parido a bordo da nave do "2001: Odisseia no Espaço", um sistema que parece funcionar em roda-livre e que, portanto, não é de confiança, antes pelo contrário. E falo assim porque, pelo menos para já, não tenho razões para desconfiar que por detrás de tudo isto haja má-fé da concessionária. Boa-fé é a dos utentes, que acreditam no que não devem, não conferem as cobranças, não se apercebem dos abusos e não reclamam. Não reclamam, não há devolução. E está consumado o assalto.
As principais vítimas são os automobilistas aderentes ao sistema de isenções e descontos inventado à pressão pelo Governo de Sócrates para calar o povo e que, até Junho do próximo ano, dá direito a uma borla de dez viagens mensais em cada ex-scut. Sendo que, segundo as doutas palavras da própria Via Livre, "uma viagem resulta da agregação dos trânsitos (passagem de um veículo por um ou vários pórticos) realizados por um mesmo veículo, numa determinada via e no mesmo sentido de marcha". Isto é, só para dar um exemplo: ir do Porto a Viana do Castelo, ou vice-versa, conta apenas como uma viagem.
Como é que funciona então o esquema, esta espécie de portajacking? Em vez de "agregar os trânsitos" e marcar só a entrada e a saída da auto-estrada, o maluco do sistema, quando lhe dá na cabeça, resolve assinalar também a passagem por um ou mais pórticos intermédios, transformando artificialmente uma única e ininterrupta viagem em duas ou três... ou quatro. Resultado: quem fez apenas dez viagens numa mesma ex-scut durante um mês, todas gratuitas exactamente até à décima, passa a ter contabilizadas onze, doze... ou treze viagens. E já lhe foram ao bolso! Por uma, duas... ou três vezes.
Acha que exagero? Se também por lá anda, comece a olhar com olhos de ver para os extractos e registos de cobrança das suas passagens na A28 e depois diga-me alguma coisa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Brandos costumes

Os ingleses procuram mais do que nunca o Algarve como destino turístico. Apesar da onda de assaltos, agressões, burlas, violações, raptos ou misteriosos desaparecimentos de que são vítimas, apesar do Zezé Camarinha, ou exactamente por causa dele, os simpáticos descorados da Velha Albion continuam a dar o cu e oito pennies por uma boa temporada estendidos ao sol deste país de mansas indignações.
Porque isto aqui ainda é um céu, dizem eles, que sabem o que dizem e até falam inglês desde pequeninos. Aqui, o crime ainda é cometido por criminosos, com todo o profissionalismo e por ordem de retirada de senha. Chega para todos, mas só um de cada vez. O crime ainda não é o grito de revolta popular nesta terra de come e cala. E isto, parecendo que não, faz toda a diferença nos tempos que correm.