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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Nem lhe teni, senhor árbitro!


Amor à camisola
Marcou golo. Golaço! Deslizou de joelhos pela relva, arrancou a bandeirola de canto, fez um coração com as mãos para a câmara de televisão mais próxima, bateu no peito como tarzan, apontou insistentemente para o emblema magnífico, abraçou-se à camisola suada, beijou-a com exagerada paixão, puxou-a mais para si, mais para cima, e... assoou-se-lhe copiosamente.

João Costeado, lembro-me tão bem dele. Bom moço, rapaz quase da minha idade. O grande Costeado, que jogou no meu Fafe na passagem da década de 1970 para a década de 1980 e que brilhou naquela extraordinária equipa de Nelo Barros que fez frente ao Sporting nas meias-finais da Taça de Portugal e que era assim, tal como a anunciei aos altifalantes do estádio cheio como um ovo: Zé Maria, Costeado, Cândido, Castro e Manuel Fernandes; Albano, Sousa Pinto e Valença, Valdemar, Daniel I e Nogueira. Que luxo! Que máquina! Quem no-la dera naquele ano administrativo em que fomos cheirar a primeira divisão, com alguma trafulhice à mistura! Nem teríamos descido, digo eu...
Mas a tal meia-final da Taça, e já era a segunda em apenas três anos. Nós na segunda divisão, que era o nosso sítio, que ainda hoje devia ser o nosso lugar, e o Sporting que era o Sporting, e que se apresentou, pelo sim e pelo não, com bisarmas do calibre de Botelho, Inácio, Laranjeira, Baltasar, Manuel Fernandes ou Rui Jordão. Foi na época de 1978/79, no nosso campo, nós, futuristas e ingénuos, vestidos de "Espaço 1999", e roubaram-nos a glória da final no Jamor, ou pelo menos a hipótese de um segundo jogo em Alvalade, roubaram-nos, dizia, com um penálti produzido pelo árbitro e convertido por Jordão aos 94 minutos, isto é, já no prolongamento. A peregrina falta que deu origem ao castigo que teve tanto de máximo como de injusto foi assinalada, imaginai, ao nosso Costeado.
O João era uma riqueza de moço. E o Costeado, que depois até jogou quatro vezes pela Selecção, à pala do forrobodó de Saltillo, era um defesa direito velocista porém tecnicamente equilibrado, raçudo e amiúde sarrafeiro. Aliás, bastante sarrafeiro. Mas estava inocente naquele dia, diga-se em abono da verdade. A Bola, o insuspeito jornal do Benfica, fazia até notar que o árbitro "julgou mal o famigerado lance de Costeado, conferindo-lhe, primeiro, uma natureza e uma intencionalidade, depois, que a nosso ver não teve", e parece que estou a ouvir o Joaquim Rita, com vírgulas e tudo, e o texto era realmente dele.
Ora bem. Acontece que naquele tempo não havia VAR. O VAR daquele tempo eram o Carlos Manuel ou o André a andarem sempre à volta do árbitro a dizerem o que devia ou não devia ser marcado, e nunca falhava. À falta do Carlos Manuel e do André (e, já agora, do Bruno Fernandes, que é actualmente VAR em Inglaterra), o próprio Costeado deu conta do recado, colando-se ao juiz da partida, Santos Luís, agarrando-o respeitosamente pelo avental, pedindo-lhe, rogando-lhe, rezando-lhe, implorando-lhe, jurando-lhe, repetindo-lhe quase em lágrimas, estou em dizer que mesmo em lágrimas - Eu nem lhe teni, senhor árbitro! Nem lhe teni, senhor árbitro! Nem lhe teni!...

O árbitro, o senhor árbitro, não reverteu a decisão. O Sporting era o Sporting. Chamaram-lhe "o roubo do século". Conta A Bola que "Santos Luís saiu fardado de polícia". E Costeado, após a ladainha chorosa, rebaptizado logo ali pelo Valença, passou a chamar-se "Teni", sem apelo nem agravo. Sim, o João Costeado é o "Teni"!

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Publicado originalmente em Setembro de 2023 e replicado noutros locais, às vezes sem identificação da fonte ou autor. O texto é meu. Hoje o Valença conta a história, não a do Costeado, no jornal O Jogo.)

sábado, 8 de fevereiro de 2025

A mulher de Matheus Reis

"Mulher de Matheus Reis "ataca" João Pinheiro", escreve em título o jornal desportivo O Jogo. Eu não sei quem é a mulher de Mateus Reis, mas chama-se, segundo leio, Jack Rodrigues. Matheus Reis é jogador do Sporting, mas, se eu o vir na rua ou mesmo na televisão sem o nome às costas, também não sei quem é. João Pinheiro é árbitro de futebol e apitou o último FC Porto-Sporting e, tanto quanto percebi, expulsou Matheus Reis já no esgotar do jogo. 
Eu parece-me muito importante que o jornal desportivo O Jogo nos vá informando a respeito dos "ataques" e de todas as outras posições sobre o mundo moderno da mulher de Matheus Reis. O futebol é mesmo assim, as notícias são o que são. E o João Pinheiro, entretanto, que se ponha a pau...

sábado, 28 de setembro de 2024

Villas-Boas, à margem

"André Villas-Boas, presidente do FC Porto, discursou na manhã deste sábado, à margem da comemoração do 131.º aniversário do clube azul e branco, no Estádio do Dragão", escreve o jornal O Jogo. Não há dúvidas: "à margem". Não durante, não no âmbito, não no decorrer, não na abertura, não no encerramento, não no ponto alto da cerimónia. Não. "À margem". Villas-Boas não faz parte. Quer-se dizer: o presidente do FC Porto não foi convidado, entrou de penetra, subiu ao palanque e ainda por cima discursou. É de homem, caralho...

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Pois faria-o!

Escreve o jornal O Jogo, em título, a propósito do jogador de futebol Jakub Jankto, internacional checo que em Fevereiro tornou pública a sua homossexualidade: "Assumiu-se como homossexual e diz: se pudesse repetir, faria-o de certeza". Pois faria-o!...

P.S. - Entretanto a bojarda foi corrigida, "fá-lo-ia", e antes assim.

domingo, 13 de agosto de 2023

Antigamente era por épocas

"Notícia em França: Mbappé pondera renovar com o PSG por duas razões", anuncia o jornal desportivo O Jogo, como se estivesse a revelar a invenção da pólvora, e não anda muito longe. Antigamente, creio que ainda há coisa de um ou dois dias, os jogadores de futebol renovavam por épocas.

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

O Jogo bem puxa, mas o Varela não há meio

"FC Porto: Alan Varela ainda em discussão", diz hoje o jornal desportivo O Jogo. Alan Varela é um jovem jogador argentino que o FC Porto quer e parece que o rapaz também. O jornal desportivo O Jogo, que não é menos do que A Bola e o Record, excepto nas vendas em papel, há mais de um mês que anda a fazer disto uma novela. E já concluiu o negócio mais de cem vezes, como se também fizesse parte. Varela já não é um médio defensivo, é um dom sebastião que nem vem nem a gente almoça, um salvador da pátria comprado a prestações. Para além de três mil e quinhentas chamadas de capa e dez mil títulos interiores sobre o assunto, só nos últimos quinze dias o jornal esgalhou cinco manchetes que não deixam dúvidas a ninguém. A saber:
- "Avanços por Varela", 31 de Julho
- "Varela na mão", 19 de Julho
- "Adeptos já se despedem de Varela", 17 de Julho
- "FC Porto sobe parada por Varela", 15 de Julho
- "5 anos à espera de Varela", 14 de Julho.
Depois de tanto relambório, depois deste empenho, desta autêntica lavagem cerebral à nação portista, se o Varela vem mesmo e não dá uma para a caixa, eu creio que o FC Porto devia despedir O Jogo.

terça-feira, 28 de abril de 2020

António Valença, o craque esquecido

Foto retirada de O JOGO

O Chico Gordo e o Seninho
Na década de 70 do século passado houve em Portugal um notável avançado chamado Chico Gordo. Bernardo Francisco da Silva passou pelo FC Porto, Tirsense, Lourosa, Braga (creio que ainda é o melhor marcador da história dos arsenalistas no campeonato) e Setúbal, tendo brilhado também a grande altura numa famosa equipa do FC Moxico que foi campeã de Angola na época de 1972/73, portanto no tempo ainda da Guerra Colonial, ao lado de outros craques como Varela, Valença (o Fafe) ou Seninho. Exactamente, esse Seninho supersónico que, anos mais tarde, deixou as Antas para se juntar a Pelé, Carlos Alberto, Beckenbauer, Chinaglia ou Neskeens nos galácticos originais, os New York Cosmos, nos EUA.
Mas estão a ver o Chico Gordo, que por acaso até era magro, não estão?

O Zecão e o boxevista
Guardo gratíssimas recordações de São Clemente de Silvares. No Ademar, tasco praticamente gourmet e tão caro quanto excelente, com a ramadinha à porta e lá dentro o vinho a refrescar no poço, eu costumava encontrar o Zé Cão, que tinha trabalhado com o meu pai na Fábrica do Ferro e era o homem mais alto do mundo. Pelo menos era o homem mais alto de Fafe e arredores, e não há mundo melhor do que aquele. O Zé Cão, sentado, os joelhos batiam-lhe nos queixos. Era altíssimo, pele e osso, vagaroso, comovido, desengonçado, gentil, decilitrado, só, pobre, criança em corpo descomunal, com uns sapatões de palhaço e sempre agarrado à caneca de verde tinto, que naquelas mãozonas mingava até parecer uma xícara de casinha de brincar. Mãos hirsutas, nodosas e honestas. O Zé Cão era um homem com zê grande...
O Valença, uma das glórias do futebol local, gostava de se meter com o Zé Cão. Na verdade, o Valença gostava de se meter com toda a gente, mas o que aqui interessa é o Zé Cão. E o Valença, quando o apanhava a jeito, obrigava o Zé Cão a contar vezes sem conta as suas vindas ao Porto, ao Royal e ao Derby, para aliviar o tesão a preço combinado, e daquela ocasião em que ele teve de se haver com um "boxevista", um "boxevista" a sério - a piada a espremer era mesmo fazer o Zé Cão dizer "boxevista" -, na parte de cima da Ponte de Luís I, exactamente por causa do putedo. E o Zé Cão ganhou. O Zé Cão fazia os gestos como foi, a mando do Valença, disparava ganchos e uppercuts, cruzados e directos, era um campeão sem sair do seu canto, a lutar por merecer mais um quartilho que uma alma caridosa lhe pagasse...
O Zé Cão de São Clemente, o nosso gigante bom... E acabo de pensar que nem é nada Zé Cão: para os devidos e legais efeitos, passa doravante a ser Zecão, de Zeca grande, tão grande como o seu imenso coração.

O Augusto das botas amarelas
Depois de ter sido o primeiro imperador romano e de ter imperado forte e feio durante 41 anos, menos sete do que o fascismo português, e depois de ter morrido faz hoje exactamente 2005 anos, Augusto, também conhecido como Caio Otávio ou Caio Júlio César Otaviano, apareceu em Fafe de chuteiras amarelas ou vermelhas, consoante, fazendo-se passar por defesa direito. Estávamos às portas do 25 de Abril de 1974 e era ainda tempo de botas negras. Menos o Augusto, que ia ao secador todos os dias e disfarçava muito mal como jogador de futebol.
A augusta figura coincidiu na AD Fafe com memoráveis jogadores como Zé Maria, Neto, Costa, Leitão, Cláudio, Ismael, Martinho, Cândido, Manuel Duarte, Nino, Testas, Alfredo, Daniel Lopes ou Valença, recém-tornado do Ultramar. Só Augusto destoava, quer-se dizer.
No entanto, apesar daquele aspecto colorido e aprumadinho, Augusto, não sendo génio, era genioso. Uma vez, num "amigável" com o Vitória de Guimarães, pegou-se à pancada tenho na ideia que com o Romeu, que também era de gancho e acabou por jogar mais tarde no Benfica, no Porto e no Sporting. O Augusto, não.
As chuteiras de Augusto estavam muito à frente do seu tempo, como hoje se sabe. E o cabelo de Augusto marcou uma época em Fafe. Na época seguinte, de facto, Augusto foi enganar para outro lado. Em Barcelos, no Gil Vicente, e depois disso a História perdeu-lhe o rasto.

P.S. - Esbarrei hoje sem querer na fotografia lá de cima. Encontrei-a na edição digital do jornal desportivo O Jogo do passado dia 19, ilustrando um artigo assinado por Filipe Alexandre Dias, sob o título "Jogar, combater e morrer na Guerra do Ultramar". A fotografia não está assinada, infelizmente, mas eu conheço-a desde moço, passou-me pela mão, tenho-a de memória, porque está lá um dos meus dois ou três ídolos da bola: o Valença, ou o Fafe, como era conhecido na tropa e naquela superequipa do FC Moxico - mais do que uma equipa de futebol, provavelmente um projecto político do regime. Claro que o Tónio (António Ribeiro, de baptismo) calha também ser meu amigo. Já falei algumas vezes dele aqui no Tarrenego!, a primeira das quais no dia 17 de Julho de 2011. Faço agora uma síntese, mais lá para diante me espraiarei. No retrato, para quem não conhece, o Valença é o segundo de joelhos a contar da direita de quem vê, com a criancinha e a bola à frente. E, posto que gozão-mor do reino, era um jogador do outro mundo!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Laurentino Dias e Lili Lopes: Fafe em grande

Foto DSANTOS

Parece que Laurentino Dias vai ser o candidato do PS à Câmara de Fafe. É uma excelente escolha. Um escolha em grande.
E Lili Lopes vai ser capa da revista J do próximo domingo. Parece que a jovem modelo fafense disse que admira a "humildade de Ronaldo". A humildade de Ronaldo? A humildade? Ok, esqueçamos que a nossa Lili fala e concentremo-nos na capa, que é muda e praticamente a preto e branco. Uma grande capa, não é? 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Os coelhos não se evaporam

Quitério, que também não tem emprego, já estava farto de jogar à sueca no Jardim do Marquês. Portanto, resolveu começar a contar coelhos no Parque da Cidade. Uma actividade ainda não remunerada, é certo, mas que o nosso homem tem uma enorme fezada de que virá a sê-lo a breve trecho, na sequência do projecto que conta apresentar ao Dr. Rui Rio e que agora, com o novo Governo, vai enviar igualmente ao Álvaro da Economia. Entretanto, mandou o currículo para a National Geographic. Se nem sequer lhe responderem, é sinal de que a revista já passou para a mão de portugueses. O que é bom para o País.
Todas as manhãs, depois de espreitar a primeira página de O Jogo, Quitério arranca para o Parque da Cidade, bloco de notas, lápis e maçã em punho. A maçã é muito importante, porque às vezes dá-lhe fome.
Quitério olha e vê com olho clínico, regista, compara, assinala as diferenças e as similitudes, escreve 60 vezes a palavra similitudes porque gosta muito dela, desenha gráficos e tabelas, depois deita tudo fora e remata com a inconfidência da notazinha pessoal. E sempre em horário completo. Por isso, ele é hoje em dia e sem favor a voz mais autorizada para dissertar sobre a problemática do coelho nacional, ao qual (fruto de uma lamentável confusão fonético-etimológia) atribuiu o nome científico de Cunnilingus Lusitannus, exactamente para o diferenciar do chamado coelho comum, que os especialistas denominam de Laparus Normallissimus. Os especialistas são só ele.
É preciso que se note: “Com os coelhos, como em tudo na vida, há dias e dias”. A frase não é minha, saiu da sábia pena de Quitério, que às vezes fecha a loja sem ter visto um coelho que seja, ou uma coelha, vá lá, para na vez seguinte ter que se desunhar com os verbetes de mais de 20 avistamentos no breve espaço de um quarto de hora.
"A ciência tudo explica”, costuma dizer Quitério, batendo com o lápis no bloco de apontamentos. “Está aqui tudo”...
Segundo Quitério, aos sábados de manhã ninguém põe a vista em cima do CL – passemos a chamar-lhe CL, afrontando embora o rigor da ciência, mas precatando compreensíveis susceptibilidades. O especialista defende que “esta é a prova provada de que o coelho nacional costuma passar a noite de sexta-feira nos copos e/ou no sexo”. E sexo, com os coelhos, já se sabe como é...
Outro resultado do estudo, ainda segundo Quitério: “O coelho nacional almoça em casa. Entre o meio-dia e a hora e meia da tarde, não há nem um para amostra em campo aberto. O Lusitannus, como também é tratado entre amigos, está à mesa com a família, não tem graveto para mais. Ou então foi para a praia, que é de borla e ali ao pé”.
Mas atenção: com mau tempo, chuva principalmente, o coelhame vem todo cá para fora. “Conclusão a tirar: as casas metem água”. Um reparo que Quitério já antecipou em relatório prévio enviado há coisa de três semanas ao presidente da Câmara.
Quitério tem tudo registado. Ele conhece-lhe os hábitos, as suas idiossincrasias (e escreve idiossincrasias mais 59 vezes), ele até já traçou o perfil psicológico do CL, bicho assustadiço e campeão de atletismo. E, no entanto, não há dia em que o nosso cientista não se apanhe surpreendido por um novo ângulo, pelo nunca visto.
Ainda anteontem, por exemplo: estava Quitério analisando, de perto, o comportamento de um belo exemplar, preto e branco, malhadinho, quando...

(o melhor é ser o próprio Quitério a contar)

... "a minha atenção se desfocou por uns milésimos de segundo na pista de um par de mamas que passava por mim todo saltitão. Foi coisa de milésimos de segundos, palavra de honra! Quando torno à procura do láparo, já ele lá não está. Bateu asas e voou”...

(Ora bem: impõe-se aqui um novo entre parênteses, desde logo para pedir desculpa ao leitor acidental por esta contumaz fraqueza de Quitério pelos feminis seios, a que o autor do texto é obviamente alheio, mas também para dar nota da camada de cepticismo com que esta inesperada revelação foi acolhida na mesa de café onde ele costuma calistar. Foi um torcer de nariz geral e o mete-nojo do Silveira ainda torceu um tornozelo, só para dar nas vistas.)

E Quitério, ofendidíssimo: “Mas estão a pôr em dúvida a seriedade do meu trabalho? Também me querem mandar para as Misericórdias? Eu lido com as hipóteses, eu verifico as evidências. Então como é que explicam o desaparecimento do coelho? O coelho evaporou-se, não? Ridículo! Toda a gente sabe que os coelhos não se evaporam. Bateu asas e voou, foi o que foi”.