Mostrar mensagens com a etiqueta Bob Dylan. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bob Dylan. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Eu vi Cubillas e ouvi Lucía

Eu vi! Eu vi Cubillas. Eu vi Cubillas jogando futebol. Teófilo Juan Cubillas Arizaga, o prodígio peruano, vi-o com os meus próprios olhos, vi-o da minha cor, uma só, azul e branco, vi-o pequeno, delicado, elegante, inesperado, repentista, amiúde sublime, fulminante, Lionel Messi antes de ser inventado, uma brisa ligeira e redolente deslizando quase invisível sobre o relvado. Cubillas era um sorriso em andamento. Sim, um sorriso - genuíno, dir-se-ia que infantil, maroto. Cubillas e a bola estavam-se prometidos desde o princípio dos tempos, sabiam-se de cor e salteado, eram um em dois perfeito, acto de amor consumado, puro gozo, prova viva da bondade dos deuses.
Eu vi Cubillas. Vi-o aqui à porta de casa, em Guimarães, fomos de Fafe o tio Américo, o tio Zé da Bomba e eu, de propósito para ver Cubillas, com merenda aprazada talvez no Batista da Cruz d'Argola. Podia ser que também víssemos o "nosso" Quim na baliza do FC Porto, mas foi Tibi quem tomou conta, se bem me lembro desse mês de Março de 1974, ainda o cravo estava fresco e nunca mais. Deu empate zero-zero e Cubillas falhou um penálti, mas isso o que é que importa?
É. Eu vi jogar Teófilo "Nene" Cubillas! Percebem a grandeza do que digo? Compreendem a minha incontida emoção? Talvez não, infelizes, e é pena. Aos incréus, aos que não tiveram a sorte que eu tive, aos que não viram nem foram ensinados, aos que não sabem do que falo, admito a ignorância e a dúvida: viste o Cubillas, e quê?, pensarão, coitados, e estão no seu direito. Mas mesmo a esses eu gostaria de tentar explicar. Reparem, por favor. Em toda a minha vida fui, por vontade própria e em meu perfeito juízo, a somente quatro concertos: Andràs Schiff (com as Variações Goldberg de Johann Sebastian Bach), Paco de Lucía, Rolling Stones e Bob Dylan. Quatro e apenas quatro, e uma vida inteira: Schiff com Bach, Lucía, Stones e Dylan. Estão a ver a exigência, o desejo de céu? E portanto Cubillas.

P.S. - Paco de Lucía, um dos melhores guitarristas de flamenco de todos os tempos, morreu no dia 26 de Fevereiro de 2014.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Como uma pedra rolando

Robert Allen Zimmerman nasceu na cidade americana de Duluth, Minnesota, em 1941, e gostava muito de cantar. Cantava, por exemplo, que os tempos estão a mudar. Mas cantava de uma maneira tão inesperadamente fanhosa que as pessoas começaram a chamar-lhe Bob Dylan.

Quer-se dizer. É um bocado estranho pensar que uma vez assisti a um concerto de um Prémio Nobel da Literatura. Um excelentíssimo concerto do velho Dylan, à pala do meu irmão Lando, no Coliseu do Porto, na noite de 8 de Abril de 1999. Um concerto de literatura, portanto. Se este ano o laureado for, por exemplo, Tony Carreira, fico em mãos com o mesmo problema, porque também já assisti a um concerto do inevitável Tony. O meu irmão, que até é um intelectual, é que não.

P.S. - No dia 4 de Abril de 2005 foi divulgado o resultado de uma sondagem que atribuía à canção "Like a rolling stone", de Bob Dylan, a maior capacidade de influência nos últimos 50 anos.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Bob Zimmerman Dylan

Robert Allen Zimmerman nasceu na cidade americana de Duluth, Minnesota, em 1941, e gostava muito de cantar. Cantava, por exemplo, que os tempos estão a mudar. Mas cantava de uma maneira tão inesperadamente fanhosa que as pessoas começaram a chamar-lhe Bob Dylan.

sábado, 27 de junho de 2020

Bob Zimmerman Dylan

Robert Allen Zimmerman nasceu na cidade americana de Duluth, Minnesota, em 1941, e gostava muito de cantar. Cantava, por exemplo, que os tempos estão a mudar. Mas cantava de uma maneira tão inesperadamente fanhosa que as pessoas começaram a chamar-lhe Bob Dylan.

P.S. - Bob Dylan pôs cá fora "Rough and Rowdy Ways", um novo álbum de originais, o primeiro desde que ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 2016. Foi há uma semana e é preciso ouvi-lo!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Lições de História 27: Bob Dylan

Robert Allen Zimmerman nasceu na cidade americana de Duluth, Minnesota, em 1941, e gostava muito de cantar. Cantava, por exemplo, que os tempos estão a mudar. Mas cantava de uma maneira tão inesperadamente fanhosa que as pessoas começaram a chamar-lhe Bob Dylan.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Nobel do velho Dylan em duas notas só

Uma. É um bocado estranho pensar que assisti a um concerto de um Prémio Nobel da Literatura. Um excelentíssimo concerto, à pala do meu irmão Lando, no Coliseu do Porto, na noite de 8 de Abril de 1999. Um concerto de literatura, portanto. Se para o ano o laureado for, por exemplo, o Tony Carreira, tenho o mesmo problema, porque também já assisti a um concerto do Tony. O meu irmão, que até é um intelectual, é que não.

A outra. Não percebo a surpresa e o espanto que leio e ouço na comunicação social portuguesa a propósito do Prémio Nobel da Literatura hoje atribuído a Bob Dylan, o poeta. Há anos que se fala dessa possibilidade, e também de outra no mesmo ramo, Leonard Cohen. No caso de Dylan, o assunto foi muito badalado quando o norte-americano cantou para o papa João Paulo II, no congresso eucarístico de Bolonha, em 1997.