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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Os novos gamas e cabrais. São oitenta e voltam já.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A problemática da sinalética
Não sei em que ponto exacto da moderna história do desporto e do jornalismo nacionais o sinal foi substituído pela sinalética. Mas sei que, como todas as asneiras, a sinalética pegou de estaca e hoje em dia até parece mal dizer outra coisa. Agora, segundo os nossos doutos comentadores e relatadores desportivos, os árbitros e os jogadores de futebol, por exemplo, já não fazem sinais uns aos outros ou uns para os outros - fazem ou dão sinalética.
Ouvi ontem na Antena 1: "Rui Patrício levanta os dois braços, dando sinalética aos seus companheiros". Dando sinalética? A rádio é para imaginar, e portanto eu imaginei o jovem guarda-redes do Sporting a desembrulhar-se com brilhantismo no uso da complexa mas bonita linguagem gestual, fazendo manguitos atrás de manguitos até ser compreendido pelo colegas.
E mais à frente ouvi: "O árbitro auxiliar a ter que dar sinalética". E veio-me à cabeça a imagem de um homenzinho em calções, munido não com uma mas com duas bandeirinhas, uma em cada mão, a fazer sinais ao navio-almirante, anunciando a iminente invasão das Berlengas.
Já que não há quem os ensine ou corrija, recomenda-se aos nossos comentadores e relatadores desportivos uma visita, ainda que breve, a um dicionário. Qualquer um, por mais modesto que seja, lhes demonstrará que um sinal continua a ser um sinal: uma indicação, um aviso, um meio de transmitir, à distância mas à vista, ordens ou avisos. E que a sinalética, quando muito e neste contexto, é um conjunto de sinais, o uso de sinais.
Daqui para a frente, e para nunca mais asnearem, peço aos nossos queridos comentadores e relatadores desportivos que se lembrem sempre da Lena d'Água, a cantora filha do mítico José Águas e irmã do famoso Rui Águas, figuras grandes do Benfica. Lembrem-se das primeiros versos da cantiga e vejam lá se isto tem algum jeito: "Sempre que o amor me quiser, basta fazer-me uma sinalética".
Estão a ver? Tem algum jeito? Até parece outra coisa...
Ouvi ontem na Antena 1: "Rui Patrício levanta os dois braços, dando sinalética aos seus companheiros". Dando sinalética? A rádio é para imaginar, e portanto eu imaginei o jovem guarda-redes do Sporting a desembrulhar-se com brilhantismo no uso da complexa mas bonita linguagem gestual, fazendo manguitos atrás de manguitos até ser compreendido pelo colegas.
E mais à frente ouvi: "O árbitro auxiliar a ter que dar sinalética". E veio-me à cabeça a imagem de um homenzinho em calções, munido não com uma mas com duas bandeirinhas, uma em cada mão, a fazer sinais ao navio-almirante, anunciando a iminente invasão das Berlengas.
Já que não há quem os ensine ou corrija, recomenda-se aos nossos comentadores e relatadores desportivos uma visita, ainda que breve, a um dicionário. Qualquer um, por mais modesto que seja, lhes demonstrará que um sinal continua a ser um sinal: uma indicação, um aviso, um meio de transmitir, à distância mas à vista, ordens ou avisos. E que a sinalética, quando muito e neste contexto, é um conjunto de sinais, o uso de sinais.
Daqui para a frente, e para nunca mais asnearem, peço aos nossos queridos comentadores e relatadores desportivos que se lembrem sempre da Lena d'Água, a cantora filha do mítico José Águas e irmã do famoso Rui Águas, figuras grandes do Benfica. Lembrem-se das primeiros versos da cantiga e vejam lá se isto tem algum jeito: "Sempre que o amor me quiser, basta fazer-me uma sinalética".
Estão a ver? Tem algum jeito? Até parece outra coisa...
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