segunda-feira, 15 de junho de 2026
Vá para dentro!
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Turistas de natureza
domingo, 15 de junho de 2025
Cuidado com as correntes de ar!
segunda-feira, 24 de março de 2025
sexta-feira, 21 de março de 2025
sexta-feira, 11 de outubro de 2024
sábado, 22 de junho de 2024
Ó gente ousada, mais que quantas
terça-feira, 18 de junho de 2024
sábado, 22 de maio de 2021
Turismo de natureza
Era um inverno zangado, daqueles de levar tudo à frente, e aconteceu assim, no velho tempo do desconfinamento quotidiano. Mal rompeu o dia, e não foi bem um romper, saltaram aos magotes para o Passeio Atlântico, ali em baixo. São fáceis de identificar, famílias inteiras vestidas de fato de domingo e telemóvel armado em máquina fotográfica, só lhes falta o merendeiro. Querem saber com os próprios olhos se a Praia de Matosinhos foi engolida pelo furacão, se pura e simplesmente desapareceu do mapa. Ficam desiludidos: a praia está ali normalíssima da vida, inteira, cheia de gente a jogar à bola. Os magotes desmobilizam, as famílias tornam a casa, telemóveis murchos, num desgosto que só visto. Vão comer frango de churrasco, comprado, e assistir à desgraça como deve ser na televisão. Para a semana, se Deus quiser, vão de bicicleta visitar um eucaliptal que é uma categoria. São turistas de natureza. Quero dizer: de natureza... duvidosa.
P.S. - Hoje, 22 de Maio, é Dia Internacional da Biodiversidade.
domingo, 14 de outubro de 2018
Turismo de natureza
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
sábado, 8 de fevereiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
À espera da onda. E depois ela vem.
| Foto Hernâni Von Doellinger |
As pessoas gostam de "fotografar o mar quando está bravo e lança ondas furiosas contra o farol", conta o jornal. As pessoas vão de carro e estacionam, passam ali manhãs, tardes, noites, a vida inteira à espera da tal onda para a tal foto. A tal. Para mandar para a TVI e aparecer o nome em rodapé. Um dia a onda vem e é praticamente uma tragédia: "quatro feridos sem gravidade" e "duas dezenas de automóveis"... danificados.
As pessoas estão ali de merendeiro e máquina em punho à espera da onda colossal, do tsunami que arrase a cidade do Porto pelo menos até ao Alto da Maia e que a fotografia seja exclusiva. Vem uma onda mais entusiasmada, e dizem que "ninguém estava à espera que ela crescesse daquela maneira". Estavam, estavam - e gostam de falar aos jornais e às televisões.

