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terça-feira, 7 de julho de 2026

Papando uns e outros

Fruta da época
Perguntaram-lhe sobre frutas da época, e ela respondeu ferrero rocher e mon chéri.

Chegava o Natal e ele, entre bombons e bumbuns, levava tudo a eito e sem destrinça. Padecia de uma espécie muito avançada de paronímia, segundo atestado médico, e a mulher, que era das antigas, desculpava-o, coitadinha...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial do Chocolate.)

Ele e os cigarros

Algo de definitivo
Havia algo de definitivo no que ele dizia. Ele dizia: - Já não se fazem cigarros como antigamente...

Ele não fumava os cigarros. Ele comia-os, três a quatro maços por dia, um desastre para a saúde! Eram de chocolate e vinham embrulhados em pratinhas de cores variadas e apetitosas.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial do Chocolate.)

quarta-feira, 7 de julho de 2021

A máscara e o cigarro

O uso obrigatório de máscara na rua deverá prolongar-se não se sabe bem até quando. A não ser que se tenha um cigarro na mão - mesmo que apagado, electrónico ou de chocolate. Nesse caso a máscara não é precisa para nada.

P.S. - Hoje, 7 de Julho, é Dia Mundial do Chocolate.

Fartos de lombo de porco

Não sei se sabem, a comida oficial da política em Portugal (in rima veritas) é o lombo de porco assado, que por acaso é quase sempre apenas estufado, e uma merda. Canja, lombo e musse de chocolate. Quem já passou por campanhas eleitorais e comeu todos os dias lombo, ao almoço e ao jantar, sabe muito bem do que é que eu estou a falar (mais uma vez, e peço desculpa, mas a verdade é que sou de verso fácil, in rima veritas). Depois, quando alcançam o poleiro ansiado e o povo é que paga, os políticos esquecem-se do porco, tão em conta, tão prato do dia, e servem-se entre eles peixinho da alta à lá qualquer coisa, nanja sardinha, faneca ou carapau de pé-descalço.
Olhem por exemplo o Professor Marcelo. Também já comi lombo de porco com ele, diga-se em abono da verdade, mas agora que é Presidente: no almoço cerimonial da tomada de posse, foi creme de espargos, robalo a vapor e gelado; e no almoço comemorativo dos 40 anos da Constituição, em 2016, a ementa versava creme de couve-flor, tranches de garoupa e pudim de Estremoz. Também um desconsolo, realmente, mas de alto gabarito.

Comi um Feast Chocolate

A Selecção Nacional perdeu com a Bélgica e eu comi um Feast Chocolate. Trinquei a língua outra vez ao jantar, e esta é uma desculpa como outra qualquer para um não praticante comer um gelado. Eu, sou sincero, prefiro o pequenino Magnum After Dinner, mas já não havia no frigorífico. O Magnum After Dinner não dá tanto nas vistas, é menos doce, lembra-me o Clint Eastwood e, tal como o nome também indica, é recomendado para a merda que eu iria ter na boca na manhã seguinte - a afta propriamente dita.
Repararam: eu disse Selecção Nacional. Não disse Portugal. Portugal é outra coisa. Coisa séria. Portugal é o buraco do BES, é o buraco em que estamos todos metidos. Portugal é a pandemia, a incompetência, o desnorte, o desemprego, a pobreza, a fome, a imoralidade, a amoralidade, o Sócrates, o Cabrita, o Rio, o Ventura, o Berardo, o Cavaco e a Angela Merkel. Portugal é Saramago e Lobo Antunes, Camilo e os camelos. Portugal é Gentil Martins e Corino de Andrade, José Castelo Branco e pouca vergonha. Portugal é comendadores, é nojo e desesperança. É Afonso Henriques, Nuno Álvares Pereira e Vasco da Gama. Portugal é Eça de Queirós. É orgulho e ilusão. Portugal é o que fomos. Portugal é o que somos. Portugal é o futuro se houver.
Portugal são militares portugueses em missões de paz por esse mundo fora. Aí é Portugal. Portugal são os nossos emigrantes, estejam eles onde estiverem. Aí é Portugal. Os rapazes muito bem pagos e em calções que jogaram e perderam com a Bélgica são a equipa principal da Federação Portuguesa de Futebol ou, deixem-me ser bonzinho, a Selecção Nacional. Não por terem sido eliminados do Europeu, quero lá saber!, mas porque é o que são. Não são mais do que isso. E não são Portugal.
Acerca do jogo com a Bélgica, digo-vos mais o seguinte: não fiquei cliente do Feast Chocolate. Continuo a preferir o Magnum. Faz-me ganhar o dia.