(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial do Cérebro.)
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quarta-feira, 22 de julho de 2026
Quem sai aos seus
Deixe de ser parvo, disse o palerma. E você deixe de ser palerma, disse o parvo. Palerma é melhor que parvo, disse o palerma. Parvo é que é melhor que palerma, disse o parvo. Quem disse, perguntou o palerma. O meu pai, respondeu o parvo. O seu pai é parvo, disse o palerma. E o seu é palerma, disse o parvo. Mas o meu pai é mais palerma que o seu, disse o palerma. E o meu é mais parvo que o seu, disse o parvo. Mas não é palerma, disse o palerma. Nem o seu é parvo, disse o parvo. Dah!, disse o palerma. Dah!, disse o parvo.
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Dão-se alvíssaras
Perdeu a cabeça e pôs anúncio no jornal. Faz-lhe muita falta.
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O topa-a-tudo
Viu um anúncio a pedir idiotas e lá foi ele. Estava no fundo do desemprego e respondia a todos os anúncios.
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sexta-feira, 22 de julho de 2022
Armado aos cucos
Egas Moniz sempre gostou de fazer a cabeça dos outros. Começou com o pequeno Afonso Henriques e deu-se mal. Depois generalizou e deram-lhe um Nobel. Ultimamente querem tirar-lho, por causa do abuso.
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Voando Sobre Um Ninho de Cucos
Quem sai aos seus
Deixe de ser parvo, disse o palerma. E você deixe de ser palerma, disse o parvo. Palerma é melhor que parvo, disse o palerma. Parvo é que é melhor que palerma, disse o parvo. Quem disse, perguntou o palerma. O meu pai, respondeu o parvo. O seu pai é parvo, disse o palerma. E o seu é palerma, disse o parvo. Mas o meu pai é mais palerma que o seu, disse o palerma. E o meu é mais parvo que o seu, disse o parvo. Mas não é palerma, disse o palerma. Nem o seu é parvo, disse o parvo. Dah!, disse o palerma. Dah!, disse o parvo.
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Vendo pontos de vista para o mar
Eu tenho uma certa
maneira de ver as coisas, isso é verdade. Mas não possuo aquilo a que se
possa chamar um prisma, uma óptica, sequer um ângulo que se diga. Tivesse-os
eu, e vendia-os...
Podiam ter-me perguntado
Um estudo avaliou
três vezes as capacidades
cognitivas de mais de sete mil funcionários públicos ingleses num
período de dez
anos, concluindo que, afinal, o declínio do cérebro não começa aos 60
anos, mas logo aos 45. Estudo redundante e desnecessário. Obliterando a
especificidade do cérebro de funcionário público, podiam ter-me
perguntado e ficavam logo a saber o mesmo, sem mais trabalho. Sou uma
prova viva! De resto, o Governo e o patronato de Portugal já há muito
que também têm conhecimento desta realidade científica, provavelmente
através de estudos secretos, ou vocês pensavam que é por pura maldade
que um e outro mandam para o caixote do lixo os trabalhadores
portugueses acima dos 50?
Tinha mais duas ou três coisas para dizer sobre este assunto, mas, cá está, não me vêm à cabeça, não me lembro.
Tinha mais duas ou três coisas para dizer sobre este assunto, mas, cá está, não me vêm à cabeça, não me lembro.
P.S. - Hoje, 2 de Julho, é Dia Mundial do Cérebro.
O meu cão
Eu tenho um cão. É um cão imaginário. O meu cão chama-se Parkinson,
porque quando quero chamar por ele nunca me lembro do seu verdadeiro
nome que é Alzheimer. A raça do meu cão tem dias, vantagem de ser
imaginário: às segundas é perdigueiro, às terças é labrador, às quartas é
são bernardo, às quintas é pastor alemão, às sextas é dálmata e aos
fins-de-semana é sobretudo rafeiro. O meu cão nasceu no país certo.
O meu cão fica-me muito em conta. Não come mas cala, dispensa vacinas e vitaminas, nunca vai ao veterinário, não precisa de casota nem de agasalhos para o Inverno, e só me custa o preço da trela. O meu cão conhece o dono e não morde a mão que não o alimenta. Se todos fôssemos cães assim, vínhamos mesmo a calhar ao Governo da Nação.
O meu cão faz-se muito bem de morto e corre atrás de qualquer merda que lhe atire. Só lhe falta falar. O meu cão não ladra às pessoas, não fornica as pernas transeuntes, não abocanha, não caga no passeio, não mija nos pneus do carro do vizinho, não tem pulgas nem chatos, nem anda por aí a emprenhar cadelas mais ou menos oferecidas. É como se não existisse. O meu cão é um exemplo de cidadão.
Já mo quiseram comprar e eu não o vendi. Foi um vendedor de ilusões. Oferecia-me um país inteiro sem pretos em troca do meu cão. Nã! Antes quero o cão. E os pretos!
O meu cão fica-me muito em conta. Não come mas cala, dispensa vacinas e vitaminas, nunca vai ao veterinário, não precisa de casota nem de agasalhos para o Inverno, e só me custa o preço da trela. O meu cão conhece o dono e não morde a mão que não o alimenta. Se todos fôssemos cães assim, vínhamos mesmo a calhar ao Governo da Nação.
O meu cão faz-se muito bem de morto e corre atrás de qualquer merda que lhe atire. Só lhe falta falar. O meu cão não ladra às pessoas, não fornica as pernas transeuntes, não abocanha, não caga no passeio, não mija nos pneus do carro do vizinho, não tem pulgas nem chatos, nem anda por aí a emprenhar cadelas mais ou menos oferecidas. É como se não existisse. O meu cão é um exemplo de cidadão.
Já mo quiseram comprar e eu não o vendi. Foi um vendedor de ilusões. Oferecia-me um país inteiro sem pretos em troca do meu cão. Nã! Antes quero o cão. E os pretos!
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