Ao vir do outono,
Ao vir da tarde,
Minha alma chora.
Sentem-se as folhas
Cair lá fora.
Alberto Osório de Castro
(Alberto Osório de Castro nasceu no dia 1 de Março de 1868. Morreu em 1946.)
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segunda-feira, 1 de março de 2021
domingo, 1 de março de 2020
Alberto Osório de Castro 4
Quisera dar-te um colar
Enfiando todas as lágrimas
Que me tens feito chorar.
Alberto Osório de Castro
(Alberto Osório de Castro nasceu no dia 1 de Março de 1868. Morreu em 1946.)
Enfiando todas as lágrimas
Que me tens feito chorar.
Alberto Osório de Castro
(Alberto Osório de Castro nasceu no dia 1 de Março de 1868. Morreu em 1946.)
sexta-feira, 1 de março de 2019
Alberto Osório de Castro 3
Riso da sua boca, vai voando,
Vai-te poisar no cerejal em flor.
Vem, aroma vermelho, fino e branco,
Vem perfumar meu coração de amor.
Alberto Osório de Castro
(Alberto Osório de Castro nasceu no dia 1 de Março de 1868. Morreu em 1946.)
Vai-te poisar no cerejal em flor.
Vem, aroma vermelho, fino e branco,
Vem perfumar meu coração de amor.
Alberto Osório de Castro
(Alberto Osório de Castro nasceu no dia 1 de Março de 1868. Morreu em 1946.)
quinta-feira, 1 de março de 2018
Alberto Osório de Castro 2
Tebedai
Bailemos, bailemos à luz do luar,
Que a vida não pára, lá vai passar.
Na sombras do verde gondão de mil braços
Já voam as moscas-de-fogo aos abraços.
Reparem! Lá dançam no luar as estrelas,
Sárão todo d’oiro, doiradas chinelas.
Era uma vez um malai português
Que em todo o batuque dançava por três.
Tanto bailou com as moças alegres
Tanto bailou que lhe deram as febres.
Tanto bailou e tornou a bailar,
Que até para a cova lá foi a dançar.
Bailemos, ao som dos sagueiros.
Não têm toada mais fina os ribeiros.
Suspiros das folhas do verde gondão,
Abraços e beijos, são do coração.
Bailemos, bailemos, à luz do luar,
Que a vida não pára, lá vai passar.
"A Ilha Verde e Vermelha de Timor", Alberto Osório de Castro
Bailemos, bailemos à luz do luar,
Que a vida não pára, lá vai passar.
Na sombras do verde gondão de mil braços
Já voam as moscas-de-fogo aos abraços.
Reparem! Lá dançam no luar as estrelas,
Sárão todo d’oiro, doiradas chinelas.
Era uma vez um malai português
Que em todo o batuque dançava por três.
Tanto bailou com as moças alegres
Tanto bailou que lhe deram as febres.
Tanto bailou e tornou a bailar,
Que até para a cova lá foi a dançar.
Bailemos, ao som dos sagueiros.
Não têm toada mais fina os ribeiros.
Suspiros das folhas do verde gondão,
Abraços e beijos, são do coração.
Bailemos, bailemos, à luz do luar,
Que a vida não pára, lá vai passar.
"A Ilha Verde e Vermelha de Timor", Alberto Osório de Castro
(Alberto Osório de Castro nasceu no dia 1 de Março de 1868. Morreu em 1946.)
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quarta-feira, 1 de março de 2017
Alberto Osório de Castro
Crisântemas
Tão longe do Fúsi-no-Yama,
No nosso outono, as exiladas
Crisântemas da terra em chama,
Florescem em tardes geladas.
Do seu canto natal de flama
Ainda mal desacostumadas,
Florescem em tardes geladas,
Tão longe do Fúsi-no-Yama!
E uma noite negra de lama,
As que viam noites doiradas,
Caem nas charcas, desfolhadas...
Longe de tudo o que se chama,
Tão longe do Fúsi-no-Yama!
"Exiladas", Alberto Osório de Castro
(Alberto Osório de Castro nasceu no dia 1 de Março de 1868. Morreu em 1946.)
Tão longe do Fúsi-no-Yama,
No nosso outono, as exiladas
Crisântemas da terra em chama,
Florescem em tardes geladas.
Do seu canto natal de flama
Ainda mal desacostumadas,
Florescem em tardes geladas,
Tão longe do Fúsi-no-Yama!
E uma noite negra de lama,
As que viam noites doiradas,
Caem nas charcas, desfolhadas...
Longe de tudo o que se chama,
Tão longe do Fúsi-no-Yama!
"Exiladas", Alberto Osório de Castro
(Alberto Osório de Castro nasceu no dia 1 de Março de 1868. Morreu em 1946.)
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