O padre Adão da Silva Lima, pároco de Deão e Subportela, em Viana do Castelo, é "acusado de sacar fortunas a fiéis idosos". O JN conta hoje que paroquianos, alguns sem herdeiros directos, emprestaram ao sacerdote, sem juros e sem datas, montantes nunca inferiores a 50 mil euros. Em troca recebiam um "Diploma de Benemérito" e, digo eu, certamente um lugar no Céu. Se chegámos ao genuíno conto do vigário ou não, o tribunal o decidirá, uma vez que pelo menos três famílias já entraram com pedidos de anulação dos alegados empréstimos.
Mas o que torna a notícia verdadeiramente curiosa é que o padre Adão da Silva Lima é... irmão do padre Alípio da Silva Lima, o sacerdote que se envolveu com prostitutas e foi vítima de extorsão. Até parece que de repente alguma maldição se abateu sobre esta família de Vila de Punhe, expondo-lhe as vergonhas nas primeiras páginas dos jornais. E se é mesmo maldição, rezo para que alguém faça alguma coisa, promessa ou exorcismo, e a escandaleira pare já por aqui! Porque, tanto quanto me lembro, ainda há mais dois irmãos... e padres.
É claro que também pode ser só azar. O azar de os Limas terem sido apanhados exactamente na altura em que o JN, assustado com a queda nas vendas, saiu finalmente do armário e se assumiu como Correio da Manhã azul.
P.S. - Texto publicado originalmente no dia 28 de Fevereiro de 2012. Acontece que o padre Adão Lima está de volta às notícias: agora são os fiéis de Santa Leocádia de Geraz do Lima que não o querem como novo pároco, acusando-o de ser "uma pessoa materialista, com grandes sinais de riqueza, autoritário, inacessível, não dialogante e um mau exemplo para a comunidade". No passado sábado o povo impediu que o sacerdote tomasse posse, fugiu da missa e, ao sair, apagou a luz da igreja. Veremos este fim-de-semana.
Quanto ao irmão, padre Alípio Lima, faleceu em Fevereiro de 2013. Tinha 62 anos.
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sábado, 18 de janeiro de 2020
domingo, 11 de março de 2012
A revolta dos católicos
E foi mais ou menos assim que as Cruzadas começaram. E uns séculos mais tarde, mas ao contrário, foi mais ou menos assim que se deu a Reforma. Depois não digam que o JN não avisou.
Por outro lado, eu sei o que isto é. Percebo porque é que o JN não larga Viana do Castelo e a "religião", enquanto a coisa ainda está quente. (Um dos cemitérios onde o jornal esteve, e não por acaso, foi o de Vila de Punhe). E protesto aqui o meu mais profundo respeito pelos jornalistas que se expõem e sujam as unhas a esgravatar estas histórias. Os que os mandam e fazem títulos é que estão bem, no quentinho dos gabinetes a estrear, ou então na manicure.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
A maldição dos Limas
O padre Adão da Silva Lima, pároco de Deão e Subportela, em Viana do Castelo, é "acusado de sacar fortunas a fiéis idosos".
O JN conta hoje que paroquianos, alguns sem herdeiros directos,
emprestaram ao sacerdote, sem juros e sem datas, montantes nunca
inferiores a 50 mil euros. Em troca recebiam um "Diploma de Benemérito" e, digo eu, certamente um lugar no Céu.
Se chegámos ao genuíno conto do vigário ou não, o tribunal o decidirá, uma vez
que pelo menos três famílias já entraram com pedidos de anulação dos
alegados empréstimos.
Mas o que torna a notícia verdadeiramente curiosa é que o padre Adão da Silva Lima é... irmão do padre Alípio da Silva Lima, o sacerdote que se envolveu com prostitutas e foi vítima de extorsão. Até parece que de repente alguma maldição se abateu sobre esta família de Vila de Punhe, expondo-lhe as vergonhas nas primeiras páginas dos jornais. E se é mesmo maldição, rezo para que alguém faça alguma coisa, promessa ou exorcismo, e a escandaleira pare já por aqui! Porque, tanto quanto me lembro, ainda há mais dois irmãos... e padres.
É claro que também pode ser só azar. O azar de os Limas terem sido apanhados exactamente na altura em que o JN, assustado com a queda nas vendas, saiu finalmente do armário e se assumiu como Correio da Manhã azul.
Mas o que torna a notícia verdadeiramente curiosa é que o padre Adão da Silva Lima é... irmão do padre Alípio da Silva Lima, o sacerdote que se envolveu com prostitutas e foi vítima de extorsão. Até parece que de repente alguma maldição se abateu sobre esta família de Vila de Punhe, expondo-lhe as vergonhas nas primeiras páginas dos jornais. E se é mesmo maldição, rezo para que alguém faça alguma coisa, promessa ou exorcismo, e a escandaleira pare já por aqui! Porque, tanto quanto me lembro, ainda há mais dois irmãos... e padres.
É claro que também pode ser só azar. O azar de os Limas terem sido apanhados exactamente na altura em que o JN, assustado com a queda nas vendas, saiu finalmente do armário e se assumiu como Correio da Manhã azul.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O padre voltou e o povo aplaudiu
O padre extorquido por duas prostitutas foi ontem aplaudido, no seu regresso à paróquia de Vila Nova de Anha, após um mês de afastamento imposto pelo bispo de Viana do Castelo. No final da missa de domingo, Alípio Lima dirigiu-se aos fiéis que enchiam por completo a igreja: "Agradeço todas as manifestações de apoio dos meus amigos e peço desculpa pelo incómodo causado pelos meios de comunicação social, pela exposição a que nos submeteram", disse o sacerdote, segundo o JN, e foi ovacionado de pé.
Já aqui o registei, a comunicação social não se portou bem neste caso. Nunca se porta bem nestes casos. Mas o padre também não se portou bem, pois não? E aproveitou ontem para pedir desculpa aos seus paroquianos pela merda que fez e pelos "incómodos" em que os meteu? A versão digital da notícia não o refere. Mas esse é que era o pedido de desculpas a fazer. O outro, o da chatice dos "meios de comunicação social", na boca do padre que ia às putas e foi comido, é só para desviar atenções e continuar a enganar o povo. Que, pelos vistos, gosta.
Já aqui o registei, a comunicação social não se portou bem neste caso. Nunca se porta bem nestes casos. Mas o padre também não se portou bem, pois não? E aproveitou ontem para pedir desculpa aos seus paroquianos pela merda que fez e pelos "incómodos" em que os meteu? A versão digital da notícia não o refere. Mas esse é que era o pedido de desculpas a fazer. O outro, o da chatice dos "meios de comunicação social", na boca do padre que ia às putas e foi comido, é só para desviar atenções e continuar a enganar o povo. Que, pelos vistos, gosta.
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