sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Félix da Cunha

Sete de setembro 

Silêncio!... não turbeis na paz da morte
Os manes que o Brasil quase esquecia!…
É tarde!... eis que espedaça a lousa fria
De um vulto venerando o braço forte!

Surgiu!... a majestade traz no porte,
Onde o astro da glória se irradia...
Vem, grande Andrada, adivinhaste o dia,
Vem juntar ao da pátria o teu transporte!

Recua?! Não se apressa em vir saudá-la,
Cobre a fronte brilhante de heroísmo,
E soluça?... que tem?... Ei-lo que fala:

"Ó pátria, que eu salvei do despotismo!
Só vejo a corrupção que te avassala,
Não te conheço!..." E se afundou no abismo!

Félix da Cunha

(Félix da Cunha nasceu no dia 16 de Setembro de 1833. Morreu em 1865.)

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