2. De acordo com a educativa e internética informação da Câmara Municipal, que estive e vou continuar a citar, o Senhor do Padrão era um "monumento de fortíssimo impacto visual até inícios do século XX, [...] sendo visível a muitos quilómetros de distância quer do lado da terra quer do lado do mar". Depois vieram o Narciso Miranda e Matosinhos Sul. E eu também.
3. A autarquia assegura que, não obstante estas três pragas dos tempos modernos, o Senhor do Padrão "continua a ser uma importante referência para a cidade e para a comunidade piscatória".
4. O sítio do Senhor do Padrão é uma das saídas da camonagem transatlântica que atraca em Leixões. E até tem uma paragem do Yellow Bus.
5. O Senhor do Padrão é o motivo dominante da heráldica da freguesia de Matosinhos.
6. O Senhor do Padrão está classificado como Monumento Nacional desde 1977 (Decreto-Lei n.º 129/77, de 29 de Setembro).
Isto à conclusão: o monumento do Senhor do Padrão, que vem do século XVIII e que nos regalou a boa-vai-ela da romaria do Senhor de Matosinhos, que tinha um "fortíssimo impacto visual" mas já não tem, que é uma "referência" da cidade e da comunidade piscatória, que dá as boas-vindas a turistas e a outros curiosos, que é uma das jóias da coroa patrimonial do concelho, que é a bandeira da freguesia, que pertence à Câmara, que pertence à Junta, que pertence ao Porto de Leixões, que pertence a todos os matosinhenses e ao País e que até pertence ao IGESPAR, está nesta triste figura:
| Foto Hernâni Von Doellinger |