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quarta-feira, 1 de maio de 2013
Parece que este ano há 16 de Maio em Fafe
As Feiras Francas de Fafe foram apresentadas ontem. Vão de 15 a 19 de Maio. A coisa só não é segredo porque o Notícias de Fafe estava lá e colocou a notícia em linha. Não sei, de resto, se contra a vontade da Câmara Municipal, da Naturfafe e da Cofafe - que provavelmente não querem que se saiba. Os sites destes três alegados co-responsáveis pelo evento ainda não deram uma nota sobre o assunto. Quando derem, se derem, eu aviso. Entretanto, só acredito que este ano vai haver 16 de Maio em Fafe porque o jornal disse. O Notícias de Fafe fez o seu trabalho, outros não.
sábado, 15 de dezembro de 2012
O bispo que não gosta do nome da barragem
Há coisa de 20 anos, Fafe fez o milagre de construir uma barragem a partir de um rio que era tudo menos um rio. Só visto na altura: era um ribeiro. Mas nasceu a Barragem de Queimadela, com onze hectares de albufeira e espaço verde a fartar para quem gosta da natureza e do desporto que dá saúde.
A Barragem de Queimadela passou a ser um justificado motivo de orgulho fafense, um chamariz de visitantes, um ponto de encontro de famílias piqueniqueiras ou campistas, dos amantes das caminhadas, dos praticantes de actividades mais ou menos náuticas e não poluentes, tipo pesca, windsurf, slide, rappel ou parapente, segundo leio. Creio que não me engano se acrescentar que foi na Barragem de Queimadela que os bombeiros de Fafe se fizeram mergulhadores.
Que se segue: fiquei hoje a saber que o nome da Barragem de Queimadela é "um abuso", "uma confusão geográfica, histórica e administrativa". D. Joaquim Gonçalves, bispo emérito de Vila Real, garante que a Barragem de Queimadela está localizada em território da freguesia de Revelhe. E mais diz: que "nunca houve ali nenhum terreno ou povoação com o nome de «queimadela»" e que "manter as coisas como estão será prolongar uma fraude e uma violência que não honra ninguém, nomeadamente as autoridades". Uma fraude. Uma violência...
É preciso que se note: Queimadela é (até ver) outra freguesia de Fafe, confinante com Revelhe, e D. Joaquim será um revelhense dos sete costados, pelo menos agora que está reformado e tem vagar para isso.
Não sei em que circunstâncias ou a que propósito o prelado falou e disse (ou escreveu). Cinjo-me ao que acabo de ler na capa do jornal Notícias de Fafe, que anda com Revelhe debaixo de olho, e na sinopse adiantada online por Jesus Martinho.
E não sei mais isto: se a Barragem de Queimadela fica mesmo em Queimadela ou em Revelhe. Até hoje eu pensava que fosse em Queimadela, como o próprio nome indica, mas também acreditava que o Menino Jesus nasceu entre o burrinho e a vaquinha e afinal o Papa desfez-me o presépio no outro dia. Agora, estragar um cartaz turístico de vinte anos, passar a chamar Barragem de Revelhe à Barragem de Queimadela é que não lembraria ao diabo, com perdão do senhor bispo. Portanto
(antes que a Câmara Municipal tenha a brilhante ideia de colocar à discussão pública a localização ou deslocalização daquela água toda e arredores)
proponho o seguinte: para que D. Joaquim Gonçalves não se amofine com miudezas e, como bispo da Igreja Católica, possa enfim concentrar-se nas verdadeiras violências deste mundo, quando lá formos passamos a dizer:
- Vou a Revelhe. Queres vir?
- A Revelhe?
- Sim. À Barragem de Queimadela.
A Barragem de Queimadela passou a ser um justificado motivo de orgulho fafense, um chamariz de visitantes, um ponto de encontro de famílias piqueniqueiras ou campistas, dos amantes das caminhadas, dos praticantes de actividades mais ou menos náuticas e não poluentes, tipo pesca, windsurf, slide, rappel ou parapente, segundo leio. Creio que não me engano se acrescentar que foi na Barragem de Queimadela que os bombeiros de Fafe se fizeram mergulhadores.
Que se segue: fiquei hoje a saber que o nome da Barragem de Queimadela é "um abuso", "uma confusão geográfica, histórica e administrativa". D. Joaquim Gonçalves, bispo emérito de Vila Real, garante que a Barragem de Queimadela está localizada em território da freguesia de Revelhe. E mais diz: que "nunca houve ali nenhum terreno ou povoação com o nome de «queimadela»" e que "manter as coisas como estão será prolongar uma fraude e uma violência que não honra ninguém, nomeadamente as autoridades". Uma fraude. Uma violência...
É preciso que se note: Queimadela é (até ver) outra freguesia de Fafe, confinante com Revelhe, e D. Joaquim será um revelhense dos sete costados, pelo menos agora que está reformado e tem vagar para isso.
Não sei em que circunstâncias ou a que propósito o prelado falou e disse (ou escreveu). Cinjo-me ao que acabo de ler na capa do jornal Notícias de Fafe, que anda com Revelhe debaixo de olho, e na sinopse adiantada online por Jesus Martinho.
E não sei mais isto: se a Barragem de Queimadela fica mesmo em Queimadela ou em Revelhe. Até hoje eu pensava que fosse em Queimadela, como o próprio nome indica, mas também acreditava que o Menino Jesus nasceu entre o burrinho e a vaquinha e afinal o Papa desfez-me o presépio no outro dia. Agora, estragar um cartaz turístico de vinte anos, passar a chamar Barragem de Revelhe à Barragem de Queimadela é que não lembraria ao diabo, com perdão do senhor bispo. Portanto
(antes que a Câmara Municipal tenha a brilhante ideia de colocar à discussão pública a localização ou deslocalização daquela água toda e arredores)
proponho o seguinte: para que D. Joaquim Gonçalves não se amofine com miudezas e, como bispo da Igreja Católica, possa enfim concentrar-se nas verdadeiras violências deste mundo, quando lá formos passamos a dizer:
- Vou a Revelhe. Queres vir?
- A Revelhe?
- Sim. À Barragem de Queimadela.
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
Gestão revolucionária é que era
Olhei para a manchete do semanário Notícias de Fafe e li que o presidente da Junta faltou à sessão solene do 25 de Abril, na Câmara Municipal, assumindo "gestão revolucionária". Caramba, pensei eu, finalmente aparece neste país de treta um gajo com os tomates no sítio certo e ainda por cima andou comigo na escola. "Gestão revolucionária", assim é que é, 25 de Abril sempre nem que seja só às vezes, o Governo e a troika que metam os liberalismos pelos respectivos cus acima, que com Fafe ninguém fanfa. Ah!, grande Zé Mário, nunca me enganaste, nunca me deixaste ficar mal!
Ia-lhe ligar, dar-lhe conta da minha alegria e do meu orgulho. Do meu apoio. E foi quando reparei: o título dizia "gesto revolucionário". "Gesto revolucionário"?! Eu é que me tinha enganado na leitura, tramado por um subconsciente do reviralho. Informam-me que José Mário Silva é um grande presidente de Junta, e é essa também a ideia que eu tenho, mas gestão revolucionária é que era, pá...
Ia-lhe ligar, dar-lhe conta da minha alegria e do meu orgulho. Do meu apoio. E foi quando reparei: o título dizia "gesto revolucionário". "Gesto revolucionário"?! Eu é que me tinha enganado na leitura, tramado por um subconsciente do reviralho. Informam-me que José Mário Silva é um grande presidente de Junta, e é essa também a ideia que eu tenho, mas gestão revolucionária é que era, pá...
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