Sarampo... escola... pião...
Amor... sofrimento... lida...
Cabelos brancos... caixão...
Velas ardendo... eis a vida!
"Trovas", Demóstenes Cristino
(Demóstenes Cristino nasceu no dia 14 de Julho de 1894. Morreu em 1962.)
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terça-feira, 14 de julho de 2020
domingo, 14 de julho de 2019
Demóstenes Cristino 2
Raça
O Brasileiro traz dentro de si
Um Português, um Negro e um Índio Guarani.
O Luso deu-lhe a fibra audaz, arrojadiça
O bugre a natureza apática, a preguiça,
O amor à pesca, a inclinação à caça.
No excesso de carinhos e de zelos,
Reflecte do africano o doce coração
E, às vezes, dos cabelos, aquela permanente ondulação...
Em harmonia vivem sempre os três;
Enquanto o Negro bebe e o Guarani batalha,
O pobre Português trabalha.
Mas ai! Se no esplendor da graça,
Quebrando as ancas em lascivo jogo,
Uma morena passa:
O Negro dança,
O bugre pega fogo,
E o Português... avança!
"Musa Bravia", Demóstenes Cristino
(Demóstenes Cristino nasceu no dia 14 de Julho de 1894. Morreu em 1962.)
O Brasileiro traz dentro de si
Um Português, um Negro e um Índio Guarani.
O Luso deu-lhe a fibra audaz, arrojadiça
O bugre a natureza apática, a preguiça,
O amor à pesca, a inclinação à caça.
No excesso de carinhos e de zelos,
Reflecte do africano o doce coração
E, às vezes, dos cabelos, aquela permanente ondulação...
Em harmonia vivem sempre os três;
Enquanto o Negro bebe e o Guarani batalha,
O pobre Português trabalha.
Mas ai! Se no esplendor da graça,
Quebrando as ancas em lascivo jogo,
Uma morena passa:
O Negro dança,
O bugre pega fogo,
E o Português... avança!
"Musa Bravia", Demóstenes Cristino
(Demóstenes Cristino nasceu no dia 14 de Julho de 1894. Morreu em 1962.)
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Demóstenes Cristino
Eu vi quando a mulher bonita passou
Eu vi quando a mulher bonita passou.
As casas deitaram-lhe olhares compridos de cobiça,
as pedras da calçada sorriram-lhe ao serem pisadas,
o sol derramou-lhe punhados de ouro nos cabelos.
O vento beijou-lhe o corpo ondulante,
perfumando-o de essências de sândalo
trazidas de longe, do coração das matas;
até as árvores se curvaram reverentes.
(Demóstenes Cristino nasceu no dia 14 de Julho de 1894. Morreu em 1962.)
Eu vi quando a mulher bonita passou.
As casas deitaram-lhe olhares compridos de cobiça,
as pedras da calçada sorriram-lhe ao serem pisadas,
o sol derramou-lhe punhados de ouro nos cabelos.
O vento beijou-lhe o corpo ondulante,
perfumando-o de essências de sândalo
trazidas de longe, do coração das matas;
até as árvores se curvaram reverentes.
Eu tive inveja daquelas pedras,
eu tive ciúme daquele sol,
ah! se eu pudesse ter sido aquele vento!...
Eu vi quando a mulher bonita passou.
Mas não lhe vi o vestido,
nem os anéis,
nem os sapatos.
Via-a num halo de luz, como um arcanjo do Senhor
(rosas floriam nos rosais e pássaros cantavam,
quando ela passou).
Mulher bonita, mulher bonita!
Ó tu que és do Criador a obra-prima
e a inspiradora de todos os artistas;
ó tu que és o fundo musical de todos os poemas
e a dourada fonte de todos os sonhos bons;
ó tu que sabes aranholar do amor
as feiticeiras teias,
tem compaixão das que não nasceram bonitas.
Piedade para as que nasceram feias!
"Musa Bravia", Demóstenes Cristino
eu tive ciúme daquele sol,
ah! se eu pudesse ter sido aquele vento!...
Eu vi quando a mulher bonita passou.
Mas não lhe vi o vestido,
nem os anéis,
nem os sapatos.
Via-a num halo de luz, como um arcanjo do Senhor
(rosas floriam nos rosais e pássaros cantavam,
quando ela passou).
Mulher bonita, mulher bonita!
Ó tu que és do Criador a obra-prima
e a inspiradora de todos os artistas;
ó tu que és o fundo musical de todos os poemas
e a dourada fonte de todos os sonhos bons;
ó tu que sabes aranholar do amor
as feiticeiras teias,
tem compaixão das que não nasceram bonitas.
Piedade para as que nasceram feias!
"Musa Bravia", Demóstenes Cristino
(Demóstenes Cristino nasceu no dia 14 de Julho de 1894. Morreu em 1962.)
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