| Foto Hernâni Von Doellinger |
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
Obras na fachada ou obras de fachada?
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Há cimento fresco na Kasa da Praia. As obras chegaram com mais de um ano de atraso e mesmo a calhar para o Circuito da Boavista, que por ali monta zona chique nos dois últimos fins-de-semana de Junho. E está bem: vêm pessoas de fora e convém não fazer feio. Para já é só cosmética, eventualmente um lifting facial às ruínas do antigo CLIP. São obras na fachada. Depois das corridas se verá se foram também obras de fachada.
(Ler mais em Era mesmo só fachada)
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Quereis livros? Tomai lá carros!
Tenho um amigo que era um ferrinho na Feira do Livro do Porto. Para ele, aqueles quinze dias eram sagrados - reservados e ansiosamente esperados desde o fim da edição anterior. Todos os dias lá ia, o meu amigo: palestras, sessões de autógrafos, sessões de leitura, lançamentos, conferências, debates, horas do conto, teatrinhos e cantigas, topava a tudo. E todos os dias comprava um livro, pelo menos um. Não sei se também roubava, acho que já não, mas roubar livros também faz parte. O meu amigo, ele próprio praticamente escritor, era o sócio n.º 1 da Feira do Livro do Porto, de lugar cativo e ao longe, um discreto Emplastro a quem a organização do evento deveria ter singela e significativamente homenageado enquanto podia. Agora não pode, porque não há Feira do Livro do Porto.
E o meu amigo? O meu amigo comprou bilhetes para os dois fins-de-semana das corridas da Boavista. E está bem contente. Vrooom!...
E o meu amigo? O meu amigo comprou bilhetes para os dois fins-de-semana das corridas da Boavista. E está bem contente. Vrooom!...
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sexta-feira, 3 de maio de 2013
Circuito da Boavista: eles aí estão outra vez
Para o bem e para o mal, os carrinhos de Rui Rio estão aí outra vez. De 21 a 23 de Junho, os históricos; de 28 a 30 de Junho, o WTCC. E este ano as corridas são trilingues: os automóveis aceleram em português, em inglês e em espanhol (eu sei que é castelhano), como se pode verificar no cartaz arriba. O galego estava aqui muito mais à mão, mas o que é que se há-de fazer?
Programa e toda a informação, aqui.
sábado, 4 de agosto de 2012
Por outro lado, Rui Rio é FDP
Rui Rio foi ontem ao tribunal. Os tribunais ficam de graça ao País e não têm mais nada que fazer, de forma que a Justiça resolveu matar o tempo à procura da seguinte verdade, somente a verdade e nada mais do que a verdade: dizer que Rio é um FDP é chamar "filho da puta" ao presidenta da Câmara Municipal do Porto ou, como se fôssemos todos tolos, apenas um remoque ao facto de o autarca anti-FCP ser um "fanático dos popós"?
Rui Rio garante que é "filho da puta", até porque não se considera "fanático dos popós". "Nunca ouvi esse disparate", afirmou Rio à juíza, sem mais delongas, enquanto ajustava o volume do sonotone. E aqui é que ele se espalhou. Porque toda a gente sabe, até a Justiça, o que é que o outro lhe quis chamar com a falsa pichagem do FDP na fachada do Mercado do Bolhão. Isso é uma coisa. Coisa feia, garotice. Outra coisa é que o presidente da Câmara do Porto é mesmo "fanático dos popós". Rui Rio nunca o escondeu até ontem, pelo contrário, toda a gente sabe e diz. E se FDP pode ser isso dos automóveis, então Rio é.
(A propósito: a Federação Internacional do Automóvel anunciou o calendário para 2013 do campeonato WTCC. E as corridas estão de volta à Avenida da Boavista.)
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Avenida sem saída
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Há uma avenida na cidade do Porto que não vai a lado nenhum. É uma avenida sem saída, um projecto de avenida que não sai do papel. Chama-se Avenida Nun'Álvares, tem tabuleta e tudo, e foi inventada por Rui Rio, em 2007, para fazer a ligação da Praça do Império, na Foz, à Avenida da Boavista, atravessando a muito bem frequentada freguesia de Nevogilde. Era para ser uma coisa em grande: uma mega-avenida com quilómetro e meio de comprimento, três-faixas-três em cada sentido, separador central, ciclovia, zonas de estacionamento e passeios de ambos os lados, o que dava a módica largura de 37 metros.
Caíram logo o Carmo e a Trindade. "Aqui-d'el-rei, que nos querem roubar o sossego!", gritou a indignada nobreza nevogildense, conjurando reuniões e abaixo-assinados e mandando à frente a Junta de Freguesia local. Figurões como Paulo Azevedo, Artur Santos Silva, Miguel Veiga, Pulido Valente, Rui Moreira ou Souto Moura deram a cara pela revolta da fina-flor, na retaguarda, mas enganaram-se no número da porta: Rui Rio corta sempre a direito e nunca cede a pressões. Nem dos amigos, que até nem serão assim tantos. Para além disso, se calhar a superavenida dava jeito ao presidente da Câmara do Porto para as suas corridas de carrinhos.
E a coisa tem avançado. Devagar, para não levantar mais ondas, mas a verdade é que a autarquia da Invicta tem dado, com segurança e determinação, os passos política e tecnicamente tidos e achados por necessários e essenciais para que estejam rápida e completamente prontos e aprovados os projectos dos projectos que enformarão os projectos do projecto preliminar da avenida.
Rui Rio vai-se embora para o ano. E assim já não sei outra vez se vai haver avenida ou não. Avenida a sério. O que lá está agora, à mão direita de quem sobe a eternamente maltratada Rua do Molhe, é um bocado de caminho com saída para o campo e a praia a dois passos. Bem bom. Uma avenidazinha privativa que muito deve agradar à exclusiva nata nevogildense.
E tenho de confessar: não os critico, aos notáveis de Nevogilde, gente de bem. Eu, se estivesse no lugar deles, também não queria uma avenida a passar à porta de uma das minhas casas. Sim. Porque, se eu estivesse no lugar deles, também tinha... várias casas. Ou o que é que pensam?
(Ler mais em Menos uma dor de cabeça para Menezes)
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