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sábado, 28 de abril de 2012

Um dicionário de mota-soarês é que dava jeito!

Simpatizo com Pedro Mota Soares. Tem cara de boa pessoa e andava de lambreta como o meu avô da Bomba. O meu avô da Bomba era do tempo em que não havia sentidos proibidos em Fafe, pelo menos para ele. Mota Soares anda agora numa bomba de 86 mil euros e isso faz todo o sentido: ele é ministro.
Simpatizo com Pedro Mota Soares, foi o que eu disse. Quanto ao ministro da Solidariedade e Segurança Social, desconcerta-me: não sei o que faz, não sei se sabe o que está a fazer, não percebo o que diz. De que fala Mota Soares quando fala?
Disse ele, ontem: "Importa que o Estado saiba construir com as instituições sociais um novo paradigma de resposta social". Um novo para quê? Para digma, disse o ministro, esquecendo-se que, como membro do Governo, e se tiver os microfones à frente, fala sempre para os portugueses - sobretudo para os "seus" portugueses, os velhinhos, os asilados, os reformados ou quem lhes dera, os marginalizados da vida, os analfabetos de todas as espécies, os que só foram à Universidade uma vez, naquela excursão de três dias a Fátima.
E o que é então o novo paradigma? O ministro explicou, simples e cristalino como a água das pedras com groselha, uma rodela de limão cortada em quatro, oito cubos de gelo derretido, três folhas e meia de hortelã, um ramo de salsa, um ramo de casamento, duas palhinhas e um guarda-sol fechado: "Algo que vá além do tradicional wellfair public sistem, algo a que outros já chamam um wellfair partnership sistem e é por aí que nós queremos seguir". Assim está bem. Siga para bingo.
Mota Soares é o ministro que já nos tinha dito que "o plafonamento das pensões" não deve avançar "em contraciclo" e que teve a ideia peregrina das refeições take away para os pobres. Os pobres. Isto vem tudo no jornal Público. O ministro e o Público entendem-se. Os portugueses do rés-do-chão é que não sabem do que é que eles estão a falar.

sábado, 14 de abril de 2012

Três cá para casa, se faz favor

Pedro Mota Soares anunciou hoje que a Segurança Social pode transformar-se num sistema misto. Encarrego-me de informar o senhor ministro de que, nas actuais circunstâncias, os portugueses preferem que a Segurança Social se transforme numa sande mista.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A problemática do plafonamento

O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, disse ontem que vai promover este ano o debate sobre o plafonamento das pensões. E eu acho muito bem. O plafonamento é absolutamente fundamental na política de um Governo que, também de acordo com o jornal Público, vai dar aos pobres refeições take away, mas só aos pobres que saibam inglês e o que é o plafonamento. Isto já para não falar do ministro da Saúde, Paulo Macedo, que, a propósito da ordem de encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, deixou bem claro que "um hospital monovalente não tem razão de existir". Quem tem razão é o ministro: monovalente, só se for um monovalente caralho!
Melhor do que estes dois, só A Bola do costume, que garante pela duocentésima quadragésima quinta vez que o "Chelsea vai mesmo avançar para Hulk". Agora é que é, a sério, estão-se a rir de quê?, palavra de honra, vocês vão ver, vai vai! E se for nem admira, é preciso que se note: o Chelsea é um clube consideravelmente plafonado, tem um presidente que se não é mono valente deve andar por lá perto e A Bola quer muito.