Ele era um acérrimo defensor da conservação da natureza. Em lata, mas sobretudo em frasco e em plástico.
(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Nacional e Mundial da Conservação da Natureza.)
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terça-feira, 28 de julho de 2026
quinta-feira, 28 de julho de 2022
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Ele era um acérrimo defensor da conservação da natureza. Em frasco, mas sobretudo em lata.
P.S. - Exactamente. Hoje é Dia da Conservação da Natureza.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Em lata
O confinamento fez dele um verdadeiro especialista em atum. Bom Petisco à segunda, Ramirez à terça, Tenório à quarta, Minerva à quinta, Pitéu à sexta e Inês ao sábado. Ao domingo, sardinha em tomate, evidentemente.
P.S. - Hoje, 28 de Julho, é Dia Nacional e Dia Mundial da Conservação da Natureza.
De rerum natura
No Parque da Cidade há cisnes-mudos, gansos-bravos, gansos-do-egipto,
patos-reais, galinhas d'água, galeirões-comuns, guinchos,
piscos-de-peito-ruivo, melros-pretos, chapins-reais, pardais-comuns e
pegas. Esta é a população oficialmente recenseada. Mas também há coelhos
e toupeiras, gatos e cães vadios, pombas e gaivotas, galinhas que eu já
as vi, papagaios e outros benfiquistas, corredores, andadores e
passeadores afins, rãs, sapos e salamandras, lesmas e caracóis, grilos e
gafanhotos, borboletas a certa hora, sardaniscas e lambisgóias, sardões
com e sem rabo, espreitas e bicicletas, cavalos-republicanos às vezes, burros de um modo geral.
No tempo do Primavera Sound, que a pandemia veio aliviar, há também camiões, guindastes e contentores, dezenas de geradores, megapalcos, supertendas, barracas, tonéis de cerveja cheios e escorropichados e cheios e escorropichados vezes sem conta nem medida, toneladas de lixo e pés, decibéis à solta, ameaços de terramotos, aluimentos, quem dera que não chova, Deus queira que não caia. Há vedações e avisos, pedimos desculpa pela interrupção, o parque segue dentro de dias. Quem estiver mal que se mude, prometemos deixar tudo como estava.
Não sei é se aquele fauna toda foi devidamente notificada.
No tempo do Primavera Sound, que a pandemia veio aliviar, há também camiões, guindastes e contentores, dezenas de geradores, megapalcos, supertendas, barracas, tonéis de cerveja cheios e escorropichados e cheios e escorropichados vezes sem conta nem medida, toneladas de lixo e pés, decibéis à solta, ameaços de terramotos, aluimentos, quem dera que não chova, Deus queira que não caia. Há vedações e avisos, pedimos desculpa pela interrupção, o parque segue dentro de dias. Quem estiver mal que se mude, prometemos deixar tudo como estava.
Não sei é se aquele fauna toda foi devidamente notificada.
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