| Foto Hernâni Von Doellinger |
Mostrar mensagens com a etiqueta Big Brother. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Big Brother. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
Na outra encarnação (salvo seja!)
Etiquetas:
Big Brother,
Bruno de Carvalho,
Matosinhos,
Núcleo Sporting,
Rua Tomás Ribeiro,
série Os meus cromos,
Sporting CP,
televisão,
TVI
sexta-feira, 9 de maio de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Quando me mandaram entrevistar o morto
Passou-se o mesmo com o Tozé Brito, que o meu chefe (outro) também não fazia ideia de quem fosse: "Esse tipo jogou onde? O que é que ele percebe de música?...", atirou-me, com aquele risinho telefónico e condescendente tão próprio dos sábios de Lisboa. Pouco tempo depois (e nem digo que tenha sido por causa de eu lhe ter sacudido o pó), Tozé Brito foi para jurado num programa de televisão e o jornal onde eu trabalhava nunca mais lhe largou a braguilha. Até fechar. O jornal.
Outra vez havia cá em cima uma iniciativa qualquer relacionada com cartoons e política, algo do género. Eu tentava convencer Lisboa para o interesse da coisa e agarrei-me a este argumento de peso: a obra do grande Sam era o destaque do evento. "Qual Sam?", inquiriu o chefe de serviço, com o fastio de quem tem mais que fazer do que estar outra vez a ensinar-me o que é notícia e o que não é notícia. "Então, pá, o Sam, o famoso cartoonista, o Sam do Guarda Ricardo, pá, estás farto de saber, não estás?, o Sam...", respondi-lhe eu, já mais perto do que longe de o mandar à merda.
A palavra "famoso" fazia milagres naquele jornal. "Ok. Vai lá então e aproveita para entrevistar o gajo, o Sam", decidiu finalmente o chefe. Estive para lhe dizer que sim, que era o que eles gostavam de ouvir, mas resolvi contar-lhe a verdade: "Esta se calhar é mesmo impossível, pá. O Sam já morreu há uns anitos. Mas a culpa não foi da redacção do Porto, palavra de honra".
Aquela rapaziada era assim, profissionais formidavelmente informados. Estão hoje todos muito bem colocados nas redacções da capital. São chefes e fazem por isso. Deus os abençoe e lhes dê muito dinheiro.
(Texto escrito e publicado no dia 21 de Fevereiro de 2012. O jornal 24horas nasceu em 1998 e morreu oficialmente em 2010, um ano depois de os seus alegados responsáveis terem liquidado a sangue frio a Redacção do Porto. Podem limpar as mãos à parede. Mas tinha piada o pasquim, que até chegou a ser bem feito, e é a bíblia do jornalismo que hoje se faz em Portugal.)
Etiquetas:
24horas,
Big Brother,
comunicação social,
cultura,
jornais,
jornalismo,
jornalistas,
Lisboa,
Luís Filipe Barros,
Porto,
Sam,
série 24horas,
Tozé Brito
Subscrever:
Mensagens (Atom)