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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O impotente

O Álvaro da Economia entrou no Governo cheio de tesão. Dizia que assim não podia ser, que ia fazer e acontecer, que tinha uma data de ideias "históricas" para o País, que para a semana é que explicava tudo, mas mais de cem dias depois (e largas semanas têm cem dias) ainda não fez nada, ainda não mostrou para que serve. Chegado à hora H, o homem não consegue.
Já aqui lhe chamei ministro da propaganda, um mãos-largas de soundbytes, com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Ele é tão só conversa que até o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) teve que dar razão ao Tarrenego! e acusar Álvaro Santos Pereira de só fazer "jogadas bonitas". "O ministro da Economia, lamentavelmente, anda há meses, desde que tomou posse, a prometer-nos reformas para a semana seguinte - e já passaram muitas semanas seguintes sem que tenha concretizado nada do que tem prometido", afirmou António Saraiva, que até parece que me leu.
Mas o ministro, que se exaure em promessas de promessas, acha sempre que para a próxima vai correr melhor. E ainda no sábado, no Porto, anunciou que vai anunciar esta semana a reestruturação do capital de risco público, que será "a maior das últimas décadas".
Ó Álvaro, isto cá entre nós, de homem para homem: era tesão do mijo, não era?