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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Em Portugal seria impossível

A coisa foi notícia, veio nos jornais. Aqui há uns anos, na Suazilândia, actual Reino de Essuatíni, mais de 80 mil virgens dançaram para o rei. Com as purezas praticamente ao léu, as jovens concorriam ao lugar de noiva de Mswati III, um felizardo que na altura já aquecia os pés com doze esposas e pode sempre escolher mais uma.
Em Portugal tal cerimónia seria impossível. Não por falta de virgens, evidentemente. Mas não temos rei.

P.S. - Hoje é Dia Internacional das Mulheres Africanas. Mswati III, 58 anos, goza actualmente de quinze esposas, de acordo com a última contagem conhecida.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Carlos III, o paradoxo

Sete anos após a idade de reforma, Carlos Filipe Artur Jorge, ex-príncipe de Gales, começa finalmente a trabalhar.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Em Portugal seria impossível

Na Suazilândia, mais de 80 mil virgens dançaram para o rei. Com as purezas praticamente ao léu, as jovens concorriam ao lugar de noiva de Mswati III, um felizardo que já aquece os pés com doze esposas e pode sempre escolher mais uma.
Em Portugal tal cerimónia seria impossível. Não temos rei.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O último comunicador

A minha missinha das oito é ouvir o Prof. José Hermano Saraiva a contar histórias na RTP Memória. Já o sei de cor como ao padre-nosso, mas gosto de o ter ali, exactamente ali, a servir de música de fundo ao meu jantar. Aqui que ninguém nos ouve, o homem tem tanto de historiador como eu de monge tibetano, o que lhe dá ainda mais valor: porque não há quem invente História tão bem como ele, não há quem estraçalhe com tanto panache tudo o que os verdadeiros especialistas escreveram com rigor, substituindo-o num estalar de dedos pelos seus próprios supores, e não há quem depois diga tudo o que acha com tanta graça, com tanta clareza, com um português tão perfeito e tão acessível e com tanta convicção. José Hermano Saraiva é único. Ele é o comunicador.
O professor sabe compor os "factos" como ninguém, sabe pintar a "realidade", consegue fazer com que a sua História seja sempre melhor e mais bonita do que aquilo que de facto se passou. E é cativante a contar. Vende bem. Muitas vezes não é verdade o que ele diz, mas podia ter sido, e a sua versão é sempre muito mais interessante do que a verdade ela mesma. Quase que se poderia dizer que, inadvertidamente, José Hermano Saraiva foi o inventor do moderno jornalismo português.

Ministro da Educação de Salazar, José Hermano Saraiva esteve no centro do vulcão que foi a crise académica de 1969. Figura polémica, criticado nos meios intelectuais e políticos, o professor ganhou o coração de sucessivas gerações de portugueses através dos programas que faz para a RTP. Penso, porém, que o fantasma do seu passado fascista às vezes ainda o incomoda. Num episódio onde revisitava os retratos dos vários presidentes da República, no Palácio de Belém, o professor deixou cair um curioso comentário sobre Canto e Castro, creio, que era monárquico convicto e assumido, que foi mesmo deputado no tempo da monarquia (eu percebi "ministro"), mas que ocupou depois, ainda que por pouco tempo, o cargo de chefe de Estado no novo Portugal republicano. "Fez a transição com elegância...", concluiu José Hermano Saraiva, e foi óbvio para mim que ele estava era a falar de si próprio, aproveitando para meter a ficha, como quem não quer a coisa, em mais um pouco de Omo.

Comecei por dizer que gosto de ouvir o professor na RTP Memória. Ali, onde ele é ainda um jovem de 80 anos cheio de genica. Incomoda-me ver os seus novos episódios na RTP 2. Não consigo. Não lhe deviam fazer isto. Não o deviam deixar fazer isto.
José Hermano Saraiva tem 92 anos e continua na TV. É uma boa notícia em absoluto, apesar dos meus incómodos, que para o caso são irrelevantes. Hoje como ontem, novas gerações poderiam continuar a aprender com ele, se não História a sério, pelo menos a falar bom português e a respeitar e a amar o nosso património. Mas era preciso que se percebesse o que o homem diz naqueles monólogos inenarráveis.
Já não há Vitorino Nemésio, lembram-se? E acreditem no que eu digo: isto, sim, são comunicadores. O resto são habilidosos, meros entertainers. No dia em que José Hermano Saraiva, não o de agora, sair de vez dos ecrãs, acabou o que era bom. Destes já não há mais!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Viva o rei

de copas, dos copos, das fardas, das limas, do jet-set, das ferramentas, dos queijos, da sardinha assada, das assistências, das meias, do churrasco, das cópias, das bolas de berlim, da montanha, do kuduro, dos frangos, das bifanas, dos livros, do ioió, dos gnomos, dos leitões, do crime, dos sofás, dos filmes, do cachorro quente, do gado, da noite, dos candeeiros, do caracol, da sucata! E viva a república dos bananas!