Mais de 27 por cento das crianças portuguesas vivem em situação de carência económica, de acordo com o relatório "Medir a Pobreza Infantil", que é hoje apresentado pela
Unicef e que coloca Portugal em 25.º lugar numa lista de 29 países da OCDE. Abaixo de nós, só a Letónia, a Hungria, a Bulgária e a Roménia.
Mas atenção: as conclusões do estudo baseiam-se em dados de 2009. Seriam bem piores se já reflectissem o impacto da crise em que nos enfiaram. É. As crianças portuguesas ainda não estão tão mal como aquelas da "pequena aldeia no Níger que têm duas horas de aulas por dia e têm de dividir uma cadeira por três", e que tanto comovem
Christine Lagarde, a directora do FMI que ganha 380 mil euros por ano, livres de impostos. Mas para lá caminham.