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segunda-feira, 18 de maio de 2026

O remédio das bichas

O remédio das bichas antigamente era vendido em frascos tipo xarope e tomado às colheradas. Comprava-se na farmácia com recomendações adequadas ou era dado na escola por ordem do delegado de saúde, dizia-se que era eficaz, uma limpeza. Belos tempos. O negócio está hoje em dia nas mãos de exorcistas de contrabando, vendedores de banha da cobra e outros aldrabões, especialistas do Chega e parece que também do PSD.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe)

sábado, 28 de março de 2026

domingo, 26 de outubro de 2025

São Balsemão

Não me lembro de alguma vez ter falado com Francisco Pinto Balsemão (1937-2025). Nada tenho a contar a meu respeito, a propósito da sua morte. Sei que sou o único, mas é assim. Conheci-o, evidentemente. Sempre me pareceu um político sério e, como pessoa, um tipo porreiro. Sobretudo, eu gostava de o ouvir dizer "tamém" em vez de também, porque berço é berço, que se lixe a gramática. Dizem que era um bom patrão, quem me dera tê-lo tido. Agora, se bem conheço o Francisco Pinto Balsemão com quem parece que nunca falei, não creio que ele aprecie particularmente a canonização bacoca que se lhe sucedeu.

sábado, 20 de setembro de 2025

E os direitos de autor?

Pedro Duarte, que vai pelo PSD à Câmara do Porto, diz que Manuel Pizarro, que vai ao mesmo mas pelo PS, é um "candidato Remax". Foi numa entrevista ao jornal Público. Candidato Remax. A expressão até tem piada, mas não é original. Eu usei-a primeiro, aqui no Tarrenego!, nas autárquicas de 2021, e ninguém me bateu palmas.

domingo, 11 de maio de 2025

O homem do leme e o faroleiro

Cavaco Silva tinha a mania de que era "o homem do leme", lá pelos finais dos anos oitenta do século passado, e não lhe passou. Luís Montenegro, que ninguém diga que está livre, deu-lhe agora para se apresentar como "o farol deste país". Faroleiro, eu creio que ele queria dizer faroleiro. E, entretanto, estimo-lhes as melhoras.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Cavaco, Montenegro e o BES

Cavaco Silva diz hoje que o primeiro-ministro Luís Montenegro não violou "quaisquer princípios éticos" nem cometeu "ilegalidades" no caso Spinumviva. No dia 21 de Julho de 2014, Cavaco Silva, com a responsabilidade de Presidente da República, também disse que "os portugueses" podiam "confiar no BES". Treze dias depois, o banco fechou.

sábado, 5 de abril de 2025

Ó Montenegro, e se fosses...

Luís Montenegro, que é a pessoa mais série do mundo logo a seguir a Cavaco Silva, levou muito a mal que o comparassem com José Sócrates, uma comparação "vergonhosa" e "difamatória" que o prejudica "como cidadão, marido e pai". Até fez queixa ao Tribunal. E portanto hoje comparou Pedro Nuno Santos a José Sócrates.
Pedro Nuno Santos, diga-se a este respeito, tem documentação em dia, mulher e filho.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

O PSD e o negócio das casas

Quem é que no PSD - do Governo ao Parlamento, passando pelas autarquias - não é dono ou sócio de pelo menos uma empresa imobiliária? Se houver alguém, que se acuse.

Por outro lado. O problema da habitação em Portugal não precisa de ser tratado a nível de Governo ou na Assembleia da República. Basta convocar um congresso extraordinário do PSD, e resolve-se o assunto.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Passos Perdidos ou Triângulo das Bermudas?

O Parlamento é uma casa de assombros. É assim uma espécie de Cova de Iria ou, vá lá, de Entroncamento, mas em Lisboa e em caro. No nosso Parlamento acontecem os mais variados e extraordinários espantos, a maioria dos quais, porém, não transpira cá para fora, porque o Parlamento, por norma, não transpira, mas também derivado ao segredo de Estado e, em muito raros casos, à vergonha na cara. O mais certo é que no Parlamento haja muita merda abafada, isto é, classificada. Por isso, o que às vezes vaza cá para fora, quando vaza, mete um bocado de nojo, mas é de rir.
Lembram-se, aqui há uns anos? Um documento de 36 páginas com a actualização do Plano Nacional de Reformas ficou esquecido mais de 40 dias na gaveta da então presidente da Assembleia da República, a jovem aposentada Assunção Esteves. Isso, quarenta dias, como Jesus no deserto. O documento tinha sido enviado pelo Governo, também do PSD, chefiado por Pedro Passos Coelho, e já não me lembro como é que se soube do fenómeno. Uma coisa é certa, três dias antes, quatro deputados socialistas da comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN estiveram desaparecidos durante cerca de dez horas, deixando sozinha na sala e entregue aos bichos a camarada Ana Catarina Mendes. Após aturadas e angustiantes buscas, Basílio Horta, Pedro Delgado Alves, Pedro Nuno Santos, esse exactamente, e Hortense Martins acabaram por ser encontrados, vivos e livres de perigo, graças a Deus.
Sim, sobreviveram todos!...

P.S. - Hoje é Dia Internacional de Falar Como Um Pirata.

sábado, 24 de agosto de 2024

O tolo (no meio da ponte)

Foto Manuel Almeida/Lusa

Hugo Soares, secretário-geral do PSD, líder parlamentar do partido e braço direito do primeiro-ministro Luís Montenegro, não sabe para que lado se há-de virar no que diz respeito às eleições presidenciais americanas. Entre Donald Trump e Kamala Harris, diz ele que "teria muita dificuldade" em escolher. Pois, é realmente muito difícil...

terça-feira, 30 de abril de 2024

Adiantados mentais, graças a Deus

Tivemos Braga de Macedo, ministro das Finanças de um governo de Cavaco. Tivemos Pedro Boucherie Mendes, na rádio Antena 3 e na televisão SIC. Temos agora Sebastião Bugalho, comentarista político e cabeça-de-lista de Luís Montenegro ao Parlamento Europeu. Que sortudos que nós somos! Abençoado país que pare sem interrupção tantos adiantados mentais, pelo menos um por geração. Graças a Deus, temo-los. Viva Portugal!

sexta-feira, 8 de março de 2024

Viva a Oposição!

Portugal devia ser governado pela Oposição. Porque na oposição é que os partidos de governo têm as melhores ideias e soluções para a saúde, para os professores, para a economia, para o ambiente, para a cultura, para a justiça, para a habitação, para as forças armadas, para a mobilidade e para os portugueses em geral. O pior que pode acontecer à Oposição é ir para a Posição. Varre-se-lhe tudo. É. O Governo é uma merda! Por isso a Oposição está muito bem onde está.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Gambozinos e outras aves raras

A caça ao gambozino é uma excelente e pacífica alternativa por exemplo à caça ao elefante ou à montaria ao javali. Mantém-se o lado lúdico e ecuménico, o são convívio, o almocinho e a merenda, a sacramental troca de mentirolas, mas poupa-se em perigo e em munições, dando-se uma mãozinha, por outro lado, à indústria nacional da serapilheira. Como se sabe, na caça ao gambozino os caçadores não usam armas de fogo, mas sacos e chibatas, e gritam: - Piopardo ao saco!...

É verdade, a caça ao gambozino, essa espécie amiúde cinegética também conhecida como piopardo ou vai ver se estou lá fora. Eu sei bastante de caça ao gambozino porque sou de Fafe e em Fafe, no meu tempo, nem se era fafense nem se era nada se não se caçasse o gambozino. Fui, aliás, um exímio caçador, não é para me gabar. Em Fafe, depois de se caçar muito o gambozino, assim com uma certa carreira feita, já se podia mandar caçar os outros. E foi o que eu fiz. E é o que eu faço.

É preciso que se note que o gambozino, ou piopardo, depois de caçado, medido, pesado, lavado, dentes incluídos, vacinado, fotografado, etiquetado e registado, era devolvido à liberdade, com dinheiro para o táxi e direito a levar o respectivo saco de serapilheira cheio com um rico merendeiro até à próxima. Fafe era assim. Fafe é assim. Um povo compassivo e magnificente.
Discotecas à parte, onde às vezes realmente há uns tiros e coisa e tal, nada de mais natural, Fafe é uma terra livre de armas nucleares e muito amiguinha dos animais, coitadinhos. Tem concurso de beleza canina, tem chega de bois, tem corrida de cavalos a passo travado, tem largada de perdizes, tem batida à raposa, tem exposição de columbofilia, tem grilos em gaiolas, tem gaiolas propriamente ditas e impropriamente feitas, porque é pecado, e até tem montaria ao javali.
O programa da montaria é uma coisa muito bem organizada, com particular destaque para o estacionamento gratuito, olha o luxo, e para o pequeno-almoço servido na cantina da Câmara Municipal, às nove da manhã em ponto, por causa do fotógrafo, que tem um baptizado às dez menos um quarto, e o senhor presidente tem mais que fazer e mais retratos para tirar.
Como toda a gente sabe, javalis em Fafe são mato, tais como, para não irmos mais longe, ursos tintos e morsas desdentadas nos aprazíveis glaciares da Lameira, tubarões-berbequins nos mares da barragem de Queimadela, camarões-tigres na bacia do rio de Pardelhas e crocodilos insones no lago do Jardim do Calvário. Importante: determinado por edital camarário, todos os javalis devem apresentar-se à montaria obrigatoriamente vestindo colete reflector, não vá passarem desapercebidos aos caçadores de carregar pela boca. No caso das largadas de perdizes previamente tontas, só são admitidas à matança as perdizes que usem capacete e após teste do balão.

E quem cuidava que não, pois que se desengane: Fafe também foi aos touros. No Campo da Granja, em 1963, provavelmente por ocasião das Festas da Senhora de Antime, que é o mais certo, mas também poderá ter sido por alturas das Feiras Francas, lembro-me é que era um belo dia de sol e, agora que penso nisso com mais vagar, não faço a mínima ideia de como é possível lembrar-me. Uma tourada que terá sido a primeira realizada em terras de Fafe e que, se não me engano, foi igualmente a única, até hoje, com touros propriamente ditos. O redondel não era assim tão redondo como o nome poderia indicar à partida: digamos que foi construída, com robustos troncos de madeira, uma espécie de lua cheia fanada, cortada em linha recta na zona da bancada, que era para o excelentíssimo público poder estar em cima do acontecimento. As digníssimas autoridades locais e a nossa mais distinta burguesia, orgulhosamente alapadas na bancada de cimento com tecto de zinco, quero crer que com umas discretas almofadinhas aliviando os respectivos traseiros, e o povo a pé, no meio do campo da bola, encostado às tábuas, mas seria muito pouco, meio dúzia de gatos-pingados, se tanto, e eventualmente já razoavelmente decilitrados, porque os bilhetes, mesmo os bilhetes mais baratos, eram caros como o caralho. Foram certamente ao engano e, diga-se em sua defesa, o calor era realmente muito e a situação deveras incómoda e eventualmente perigosa. Se naquele tempo já havia praças de toiros desmontáveis e alugáveis, não foi daquela vez que uma delas chegou a Fafe.
A tourada, segundo me lembro, e confesso que continuo sem perceber como é que me lembro, foi uma merda. Compreendo portanto que a autarquia fafense vire as suas modernas prioridades para outras lides. Recapitulando. Para as chegas de bois, para as largadas de perdizes, para as montarias ao javali, para as exposições e concursos de beleza canina ou columbófila, para as corridas de cavalo a passo travado e de salto alto, para as batidas à raposa, que é o que nos faz falta. Um destes dias ainda tornaremos, se Deus quiser, à nossa ancestral porém nunca desmentida caça aos gambozinos, com organização camarária, estacionamento gratuito, pequeno-almoço, almoço, merenda, jantar e tudo. Tenho uma fé muito grande nos nossos conspícuos guiadores e guiadoras, quem dera que não chova, e olé!

Por outro lado. A malta mais nova se calhar não faz ideia da revolução que é ter espectáculos à borla, como acontece hoje em dia, nomeadamente nas Festas da Cidade, e só tenho a elogiar a autarquia por isso. Antigamente, e naquele tempo a pobreza era modo de vida, regra geral, em Fafe pagava-se por tudo e por nada. Só faltava andarem os fiscais da Câmara a passar bilhete, no Largo e em Cima da Arcada, a quem fosse apanhado a olhar para o fogo-preso do Jardim do Calvário...

P.S. - Desenterro mais uma vez este textinho, hoje em sentida homenagem à faraónica vacuidade política do homem a quem chamam Luís Montenegro, líder do PSD, rei do stand-up nacional e irrefutável especialista em gambozinos e pipis.

sábado, 25 de novembro de 2023

Temos Montenegro, graças a Deus

Felizmente Portugal tem Luís Montenegro. A vida não é obrigatório ser só tristezas e às vezes o povo também precisa de rir. Foi um fartote esta manhã. Agora à tarde, depois de um copito, ainda pode ser melhor...

domingo, 22 de janeiro de 2023

Pedro Passos

O Ano Novo Chinês celebra-se hoje. A efeméride será condignamente assinalada em todas as esquadras chinesas clandestinas que não existem em Portugal. O ano de 2023 é o Ano do Coelho. O Costa que se ponha à tabela. E o Montenegro também...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

A patroa de Rui Rio

O Expresso publicou há coisa de dois anos um interessante retrato de Florbela Guedes, a assessora de comunicação, chamemos-lhe assim, de Rui Rio. O semanário conta que ela é "a mulher mais poderosa do PSD", que ela é "a sombra e a extensão do próprio líder social-democrata", que é ela quem decide "quem fala em nome do PSD - e quando". Quer-se dizer: Florbela Guedes é a verdadeira patroa do PSD, portanto a patroa de Rui Rio. E lembrei-me...

Aqui há uns anos, alguns mais, durante a chatíssima presidência de Rui Rio na Câmara do Porto, os jornalistas foram chamados a acompanhar Sua Excelência numa visita à piscina municipal da Pasteleira. Decerto houvera melhoramentos, e Florbela Guedes lá estava a tomar conta. Das obras, do presidente e de nós. No decorrer da desinteressante conversa, e não me lembro a propósito de quê, Rio fez a extraordinária revelação de que não sabia nadar. Para mim, que ia pelo 24horas, já chegava. Na verdade o meu jornal tinha-me mandado lá para conferir se o cinzentão autarca portuense calçava meias da mesma cor, e de que cor, mas aquilo de não saber nadar, no pico de carreira dos Black Company e da campanha contra o afogamento das gravuras do Côa, saíra-me melhor do que a encomenda. Satisfeitos, pedimos a continha e pusemo-nos a andar sem pagar, eu mais o meu camarada da fotografia.
Ainda não tínhamos chegado à Junta de Lordelo do Ouro e já tocava o telemóvel do meu camarada da fotografia, por acaso amigo de infância de Rui Rio. Era a Florbela a dar-lhe o recado que me desse o recado que aquilo de Sua Excelência não saber nadar era a brincar, que ele uma vez até esteve quase a ser Tarzan num filme, que não era notícia, que não valia a pena, que não tinha jeito nenhum, que valha-me Deus! Eu, que também pensava que não era notícia, e confesso que nem ia escrever, resolvi então oferecer à Dra. Florbela Guedes, ex-jornalista, o mesmo tratamento que ela nos dispensava sistematicamente a nós, jornalistas, não nos atendendo sequer o telefone e fechando-nos todas as portas e janelas. Mandei-a por isso dar uma curva com os quatro piscas ligados e, em dois ou três históricos parágrafos, antológicos e imortais, denunciei ao mundo e arredores o escândalo do século - Rui Rio não sabe nadar, yo! -, que eu não sou para brincadeiras. E ia-me saindo o Pulitzer daquele ano...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

A história exemplar do deputado Almeida

Estava aqui a lembrar-me, por exemplo, de André Almeida. Do deputado André Almeida. Não estão a ver quem é André Almeida? Aquele jovem de Arouca que substituiu Luís Marques Mendes na Assembleia da República, entre 2007 e 2009. Não estão mesmo a ver, pois não? Pronto, o melhor é eu contar a história do deputado Almeida.

Cheio de ideias e boas intenções, André Almeida chegou ao Parlamento e ficou encantado com o que encontrou. O encantamento foi de tal ordem que, em Fevereiro de 2008, o promissor político arouquense surpreendeu tudo e todos ao declarar que os deputados da Nação ganhavam demais, anunciando, ainda por cima, que ia dar dez por cento do seu ordenado mensal a uma instituição de solidariedade social do seu círculo eleitoral, Aveiro. "As ajudas de custo chegam perfeitamente para o que um deputado faz, porque temos condições excelentes", explicou André Almeida ao jornal 24horas.
Avisado pelo jornalista que o entrevistava para a perigosidade da matéria em que estava a mexer (matéria altamente inflamável e explosiva, e que ainda lhe poderia rebentar nas mãos), o jovem deputado limitou-se a encher o peito e a declarar-se "preparado para as críticas". Mas não estava. Dois dias depois, o deputado Almeida foi humilhado pelo seu próprio grupo parlamentar e obrigado a fazer um lamentável pedido de desculpas. Os colegas de bancada fizeram dele gato-sapato. E, para a humilhação ser completa, o puxão de orelhas colectivo, que até foi privado, saiu imediatamente para os jornais.
Ficou a saber-se que o jovem André Almeida se defendeu dizendo que as suas declarações tinham sido "irreflectidas" e que pediu formalmente desculpas aos seus indignados companheiros de carteira. Mas nem esta triste figura bastou ao inquisidor-mor Agostinho Branquinho, um dos falcões do velho PSD, que insistiu no enxovalho, argumentando que o pedido de desculpas não era suficiente para fazer desaparecer os danos entretanto causados. Nesse dia André Almeida já não atendeu o telefone do 24horas.
Quanto aos "danos" apontados à reguado por Branquinho, esse inapagável farol da deontologia social-democrata, foram sendo meticulosamente reparados. De oitavo na lista de candidatos do PSD por Aveiro às Legislativas de 2005, André Almeida desceu para décimo em 2009 e para décimo primeiro em 2011. Isto é: nunca mais sentou o cu na Assembleia. André virou-se então para a política local e foi líder da concelhia do PSD de Arouca, lugar a que não se recandidatou, alegando "razões profissionais, familiares e pessoais". Suponho que André Almeida abandonou definitivamente a política por volta de 2015, para se dedicar a coisas sérias e a uma vida útil e honesta: é dentista, se não me engano.

Agora cá entre nós: se pensarmos bem, André Almeida só não vingou como deputado porque fez tudo mal. Chegou à capital e avisou logo que queria trabalhar, disse até qualquer coisa do género "Acho que posso ser útil no Parlamento". Ora, os deputados não estão lá para trabalhar, muito menos para serem úteis. Os mais velhos decerto que ensinam isso aos mais novos, aos recém-chegados, mas o jovem arouquense deve ter faltado às aulas. Depois foi a desgraça que se viu. André Almeida teve a distinta lata de admitir que não precisava de ganhar tanto e o sarro do PSD caiu-lhe imediatamente em cima, mas, mesmo desterrado para os bancos da cozinha, o fugaz deputado lá ia aparecendo de vez em quando a puxar por Arouca e pela sua região, provavelmente quando não estava mais ninguém no hemiciclo. Como se não bastasse, tinha também a mania de "prestar contas" aos seus eleitores com permanente informação colocada no seu site oficial. A verdade é esta: deputados assim não interessam, dão má fama à Assembleia da República.

E Agostinho Branquinho, querem saber? Pois bem: lá se vai safando entre os pingos da chuva...

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Os candidatos remax

Foto Hernâni Von Doellinger

Não sei quem é que os pôs assim, mas é assim que eles se apresentam. Candidatos autárquicos em pose profissional de quem nos quer comprar ou vender qualquer coisa. Sobretudo vender.