domingo, 26 de abril de 2026
sábado, 25 de abril de 2026
Isto está perigoso
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
O trabalhista Castro Mendes
25 de Abril sempre, nem que seja só às vezes.
O nosso herói era "trabalhista" porque, sendo intrinsecamente salazarista, era trabalhador e pelos trabalhadores, isto é, pelo corporativismo fascista, o raciocínio pode parecer demasiado elaborado ou, por outro lado, simplista em excesso, mas não é, nem uma coisa nem outra. Vejamos: Trabalhistas portanto trabalhadores, viva Salazar!, e não era preciso ir mais longe.
A evangélica frase, na hora dos festejos, "Ide por esses tascos abaixo, comei, bebei e... pagai!" é historicamente atribuída a este extraordinário Castro Mendes, que eu ainda contactei no Liceu de Braga, onde ele era funcionário, se não estou em erro, e aliás acamaradei no seminário com um dos seus filhos.
O Velhinho era um figurão. Irredutível nas suas convicções, fiel aos seus inegociáveis princípios, toda a vida foi da situação, fosse qual fosse a situação. Ganhasse quem ganhasse, ele ganhava sempre, estava sempre ao lado dos vencedores. Era, a esse propósito, um intrépido praticante de varandismo e inflamado mandador de Vivas! Já no tempo da democracia, cheguei a vê-lo actuar na varanda do PS, em Fafe, pouco tempo depois de ter brilhado a média altura nas janelas do PSD. Para além disso, sabia muito bem o que fazia e porquê, tinha um enorme sentido de humor e eu achava-lhe um piadão.
O varandista Castro Mendes era irmão do professor António Castro Mendes, considerado uma das maiores autoridades nacionais no ensino do Português, Latim, Grego ou Aramaico. Eram muito parecidos fisicamente, na marotice e até na tessitura vocal, abrangente, metálica, megafónica. Antigo padre e pregador afamado, o Dr. Castro Mendes foi meu mestre e amigo no Liceu de Guimarães. Falava, cheio de orgulho, do seu "melhor aluno de sempre", que não era eu, obviamente, eu era uma nódoa a Latim, mas um "rapazinho" também de Fafe chamado Luís Marques Mendes e a quem o experimentado professor, há quase 50 anos, augurava um grande futuro, apontando-o aos lugares mais altos da Nação. E estava certo.
P.S. - Versão revista e aumentada, publicada no meu blogue Mistérios de Fafe. O Partido Trabalhista Independente foi fundado no dia 13 de Janeiro de 1893.terça-feira, 25 de novembro de 2025
Os do 28 de Maio
domingo, 26 de janeiro de 2025
A revolução tem dias
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
O novo Sidónio Pais
Isto foi há doze anos, muito antes da pandemia e do estado a que chegámos. Confesso que, à época, eu ainda lia e ouvia Pacheco Pereira com um certo preconceito - estupidez minha - e até brinquei com o assunto. Repito: estupidez minha. No circo da análise jornalística, quero dizer, no mundo da opinião tutti frutti esparramada nos jornais, Pacheco Pereira é, na verdade, um oásis de lucidez e ponderação, um poço de sabedoria. Um abençoado destoante.
sábado, 19 de outubro de 2024
Viva o 19 de Outubro!
Entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro, eu festejo o 19 de Outubro. Abstenho-me da discussão idiota que por aí vai, uns que 25 de Abril, outros que 25 de Novembro, os alegados donos das datas apresentando documentação de propriedade, alguns por herança, outros por usucapião, outros ainda por puro e simples assalto, e finalmente uns tantos que, não desfazendo, por acaso até dão para os dois lados. Não. Eu fico-me pelo 19 de Outubro, pelo menos enquanto puder. E nem sequer espero que eles se entendam. Eles não se entendem.
domingo, 15 de setembro de 2024
O verdadeiro democrata
quarta-feira, 31 de julho de 2024
terça-feira, 26 de março de 2024
Parcídio Summavielle homenageado
Parcídio Summavielle será homenageado amanhã em Fafe, numa iniciativa da Comissão Promotora de Homenagem aos Democratas de Braga e da Comissão Executiva das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Fafe, com a colaboração do Município fafense. A sessão decorrerá no salão nobre do Teatro-Cinema de Fafe, a partir das 18 horas. De entre as diversas intervenções previstas, faço questão de destacar a de Ricardo Gonçalves, orador convidado.
Parcídio Summavielle, resistente antifascista, democrata, ex-presidente da Câmara de Fafe e indiscutível fafense excelentíssimo, é a figura-tema das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Fafe. A homenagem de amanhã coincide com o aniversário natalício do homenageado. Como já aqui expliquei, com pelo menos um ano de avanço, amanhã é que é, com toda a propriedade, o Dia do Pi.
sexta-feira, 8 de março de 2024
Viva a Oposição!
Portugal devia ser governado pela Oposição. Porque na oposição é que os partidos de governo têm as melhores ideias e soluções para a saúde, para os professores, para a economia, para o ambiente, para a cultura, para a justiça, para a habitação, para as forças armadas, para a mobilidade e para os portugueses em geral. O pior que pode acontecer à Oposição é ir para a Posição. Varre-se-lhe tudo. É. O Governo é uma merda! Por isso a Oposição está muito bem onde está.
domingo, 3 de março de 2024
Agora, estragai!
Pronto! Está feito. Já votei. Eu e a minha mulher, em menos de três minutos, num ambiente organizado, simpático, agradável, uma mesa só com malta nova, bem disposta, competente, vantagens decerto do voto antecipado, como costumamos. Votei. Em consciência e devidamente informado. Isto é, sem a desinformação dos programas, dos debates, das entrevistas, dos comentários, das sondagens, dos tempos de antena, das arruadas, dos comícios, das redes sociais - que não vi, que não li, que não ouvi, que não acompanhei, que não sei, que não quero saber. Votei por um país que olha por todos e onde cabem todos, não o consigo dizer de forma mais simples e sincera. Por mim, está feito, e gostaria que agora me deixassem em paz. E não vos esqueçais de ir lá no próximo domingo e dar cabo disto tudo. Do país que vos deixei...
terça-feira, 23 de abril de 2019
Jorge de Lima 5
Punhos
de redes embalaram o meu canto
para adoçar o meu país, ó Whitman.
Jenipapo coloriu o meu corpo contra os maus-olhados,
catecismo me ensinou a abraçar os hóspedes,
carumã me alimentou quando eu era criança,
mãe-negra me contou histórias de bicho,
moleque me ensinou safadezas,
massoca, tapioca, pipoca, tudo comi,
bebi cachaça com caju para limpar-me,
tive maleita, catapora e ínguas,
bicho-de-pé, saudade, poesia;
fiquei aluado, mal-assombrado, tocando maracá,
dizendo coisas, brincando com as crioulas,
vendo espíritos, abusões, mães-d'água,
conversando com os malucos, conversando sozinho,
emprenhando tudo o que encontrava,
abraçando as cobras pelos matos,
me misturando, me sumindo, me acabando,
apara salvar a minha alma benzida
e o meu corpo pintado de urucu,
tatuado de cruzes, de corações, de mãos ligadas,
de nomes de amor em todas as línguas de branco, de mouro ou pagão.
"Poemas Negros", Jorge de Lima
(Jorge de Lima nasceu no dia 23 de Abril de 1893. Morreu em 1953.)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Estou mesmo a ver o filme 4
| Foto Hernâni Von Doellinger |
António Costa, presidente da Câmara de Lisboa e co-líder do PS, defende a regionalização como forma de "aproximar o poder das pessoas" e num contexto de "reforma do Estado". Rui Rio, ex-vice do PSD e de saída da Câmara do Porto, diz apenas que o "debate" é possível, mas... sem "paixões".
quarta-feira, 14 de março de 2012
O cavalo de Pacheco Pereira
E que mais disse Pacheco? Que o ambiente propício ao surgimento de alguém dessa natureza "existe por todo o lado, na Internet, nos jornais, nos grafites" nas paredes. Que democracia e demagogia "são completamente diferentes, mas muito parecidas", pois "ambas têm uma forte presença daquilo a que podemos chamar opinião popular", com a segunda a recorrer muito aos meios que a Internet propicia. E que "essa possibilidade demagógica e populista virá pela televisão, por alguém que será simpático para um número significativo de pessoas e que fale a linguagem antipolítica".
Ora bem: Pacheco Pereira é uma das estrelas maiores da Internet indígena, é colaborador regular da imprensa escrita, tem um programa de televisão e participa noutro, é demagogo quanto baste e às vezes "antipolítico", há quem o ache simpático, tirou o curso do grafito no PCP (m-l)... quer-se dizer, o homem só podia estar a falar de si próprio. Estava a avisar-nos para o perigo que pensa que é. É ele o Sidónio. É ele o do cavalo - do cavalo de Tróia em que já anda metido há que tempos. Mas isto não é doentio?
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
E a culpa é da democracia?
A falta de confiança nos políticos/Governo é apontada como o maior defeito da democracia em Portugal (19 por cento dos inquiridos). Seguem-se-lhe a ineficácia dos governantes (11 por cento), as desigualdades sociais (10 por cento) e a corrupção (10 por cento).
O inquérito foi realizado em Julho do ano passado. Imaginem que o faziam agora. Creio que a democracia seria despedida, por indecente e má figura. E aqui é que bate o ponto: é que a coitada não tem culpa. É preciso muita sem-vergonha para lhe atirar pedras, com o povo que somos e os políticos que temos.
