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sexta-feira, 27 de março de 2026

Vai-se o Minho, passo a passo...

Foto Hernâni Von Doellinger

Fontes & fontes
Fonte baptismal, fonte de vida, fonte luminosa, fonte milagrosa, fonte de alimentação, fonte de ignição, fonte da juventude, fonte de inspiração, fonte de transpiração, fonte termal, fonte de tráfego, fonte tipográfica, Fontes de Onor, Fonte Arcada, Sete Fontes, Fonte da Telha, Fonte das Sete Bicas, Fonte da Moura, Fonte do Bastardo, Fonte do Santo, Fonte da Cana, Fonte de Jacob, José Fonte, Fontes Pereira de Melo, Fontes Rocha, Fontes de Alencar, Águas das fontes calai ó ribeiras chorai que eu não volto a cantar, Adios rios adios fontes.

Volta a colocar-se a velha questão: quem é o indivíduo sem óculos ao lado do Tomás? E, sem mais delongas, eu passo a esclarecer: o indivíduo sem óculos aos lado do Tomás é o Rocha. O Rocha da IL, isto é, Rui Rocha, então presidente da Iniciativa Liberal e actual vereador na Câmara de Braga, e que, ainda assim, quase ninguém sabe quem é, porque uma coisa é o país que dá na televisão, o país dos políticos, do futebol e dos desastres, e outra, muito diferente, o país das pessoas, o povo, o país de carne e osso, ou melhor dizendo, o país de pele e osso.
Quanto ao Tomás, Tomás Capela, Sr. Tomás para mim e para a Mi, é um dos principais ex-líbris da vila de Caminha, toda a gente sabe, um ícone, património a preservar, um monumento vivo em plena esplanada do Terreiro, príncipe do gin-tónico e duque do rissol de camarão, folha de rosto e alma do famoso Café Central, ele e o sócio, Alexandre, aliás Alexandre Fernandes, para nós respeitosamente Sr. Alexandre, o homem da casa das máquinas e dos sete instrumentos, a franqueza em pessoa e um amigo que ali tenho, segundo parece, porque é assim que avisam da minha chegada, "o amigo do Alexandre!", "Alexandre, o teu amigo!"...
Eu e a Mi, "a esposa", "a senhora", fazemos parte da mobília do café, por assim dizer, temos direito aos nossos próprios mimos, que, verdade seja dita, nunca reclamámos. Mal aparecemos à vista na Rua de São João, o serviço salta imediatamente para a melhor mesa disponível, ou então inventa-se uma mesa, geralmente ao sol, se manso, que é o que nos convém. Sabem-nos de cor e salteado, menos o nome e tudo o resto a nosso respeito. Apreciamos a discrição e agradecemos o obséquio. Retribuímos com a nossa natural simpatia, dois dedos de conversa de chacha e boa educação. Nunca venho embora sem antes ir lá dentro cumprimentar o Sr. Alexandre, perguntamo-nos pela saúde da família, apenas porque sim, certamente vem daí a história do "amigo", e faço muito gosto. Despeço-me sempre com um "até logo".
A esplanada do Central é há muitos anos o meu Shangri-La de fim-de-semana e, tirante eu, um sítio de alta frequência em Caminha. Para além da melhor burguesia local, galegos incluídos, das pombas que também são da casa, de jovens ciclistas em cuecas e dos cagões anónimos do Porto, sobretudo da Foz, gente fina que por ali dispõe de segunda ou terceira habitação, casas de férias, como se a Foz não prestasse no Verão, ou só preste para o pé-rapado, tipos como Durão Barroso, Santos Silva ou Teixeira dos Santos já por aqui romperam cadeiras, figuras nacionais das artes e dos negócios e outros cabeçudos, muitos e diversos, de que já nem me lembro das caras nem dos nomes, tudo pessoal importante e requintado, de primeira, e parece que só eu e a minha mulher é que destoamos, tesos mas compostinhos, e sem contas por pagar.
Já por ali deixaram registo também o maestro António Victorino d'Almeida, Parcídio Summavielle, Francisco José Viegas, Elisa Ferreira, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, mais outro Marcello, segundo consta, o Mastroianni (1924-1996), astro italiano do cinema mundial. E foi por Caminha e pelo Terreiro que a IL andou em campanha para as eleições europeias na manhã de uma quinta-feira do ano da graça de 2024, feriado do Corpo de Deus, não sem antes deixar em Matosinhos, junto à Anémona, em cima do passeio, um velho autocarro publicitário a marcar lugar para as actividades da tarde. E o autocarro, ali plantado a coberto da noite, roubou o posto de trabalho aos dois profissionais liberais que costumam montar banca todos os dias naquele exacto local, o vendedor de óculos de sol e o vendedor de toalhas, bolas, brinquedos e outras bugigangas de praia. Ficaram ambos com os tarecos debaixo do braço e o protesto na ponta da língua, sem saber o que fazer à vida e às trezentas sacas esbordantes de tralha, a olhar para a merda do autocarro e a encher de nomes feios o senhor de barbas muito bem aparadas que tinha lá o retrato colado e que se chama Cotrim.
Cotrim de Figueiredo, que andava a treinar para as presidenciais, fez muito bem campanha em Caminha. Para os jornalistas, sobretudo para as câmara das televisões, que para isso é que se fazem as campanhas eleitorais. Para os jornalistas. Embora os jornalistas, regra geral, não saibam. E sei muito bem do que falo. Cotrim de Figueiredo lá ia de plano em plano, como se a rua fosse uma sucessão de plateaux, dizendo coisas importantíssimas e definitivas para o país e para o mundo, isto é, para os jornalistas, nanja para o povo, que nem o vi, e Rui Rocha quase sempre ao largo, certamente para não roubar protagonismo ao seu cabeça de lista. Rui Rocha, aliás, como se pôde comprovar numa das mesas da esplanada do Café Central, e apenas numa, é um extraordinário caso de popularidade junto de familiares e amigos.
Pronto, foi assim aquela quinta da IL. E o meu encontro involuntário com a campanha eleitoral, episódio felizmente único nos últimos anos, que bem que se está na reforma! Mas claro que fui votar. Fomos votar. Por antecipação, como de costume, para evitar confusões. E se quereis saber: votei no Tomás, evidentemente!

Ou por outra. Votei no Tomás, mas não adiantou nada. Passaram apenas dois anos, nem tanto, e o histórico Café Central, em Caminha, vai fechar portas, de vez, no próximo dia 6 de Abril, segunda-feira de Páscoa. Dizem que o Central tem quase um século de vida, mais de três décadas nas mãos sábias de Tomás & Alexandre, que até parece nome de dupla sertaneja, e acaba por desaparecer como se nada fosse. Assim, num estalar de dedos, ou talvez num acordo em tribunal. Algures por 2014/2015, em Paredes de Coura, perdi o Restaurante Conselheiro, do querido e saudoso amigo Manuel Vilaça Pinto, e para a semana roubam-me aquela horinha santa das onze ao meio-dia, ao sábado, encostado ao velho Chafariz do Terreiro, namorando a Mi, folheando O Jogo e fingindo de rico. O que é que eu faço agora ao "até logo", que me ficava tão bem? Caramba, estão a ir-se as minhas referências alto-minhotas...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe, a partir do textinho que aqui publiquei no dia 1 de Junho de 2024, com o título "Eu voto no Tomás!", em plena campanha eleitoral. Estamos nas despedidas. Venho publicando diariamente algumas das fotografias que fiz nos últimos anos... sentado na esplanada do Café Central.)

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Eleições, futebol, tropa e alguma batota

Dão-se alvíssaras
Perdeu a cabeça e pôs anúncio no jornal. Faz-lhe muita falta.

As eleições locais corriam sempre bem, chovesse ou fizesse sol. Com novas ou velhas freguesias, uniões de facto ou aldeias desavindas, o mapa oficial não interessava para nada, a logística era um pormenor, as chapeladas eram as do costume. Bebiam-se uns copos à boca das urnas e nas urnas propriamente ditas, fazia-se uma almoçarada com o pessoal de serviço de todos os partidos, que eram o PPD e o "da mãozinha", o snobe do CDS mais o comunista, que vinha de fora e era desconfiado e picuinhas. O pai votava pelo filho que, coitadinho, "é deficiente", o filho votava pelo pai que já morreu mas "fazia muito gosto de votar", pai e filho votavam pela avó que "está muito atacadinha" e não pôde vir, e depois a avó vinha, toda gaiteira, e votava também. Havia quem votasse em dois lados, havia quem votasse duas ou três vezes no mesmo lado, havia quem votasse em dois partidos, e valia, havia quem votasse em quantas freguesias fosse preciso, era só pedir, havia quem quisesse e pudesse votar mas não deixavam, havia quem se fizesse de ambulância, havia quem se fizesse de parvo, havia quem chamasse a polícia, havia quem chamasse o gregório, agarrado ao garrafão levado pelo presidente da mesa a mando do presidente da junta. Chegada a hora das contas, ia-se aos cadernos e à acta, acrescentava-se aqui, desarriscava-se ali, seguindo a lei dos vasos comunicantes, rasgavam-se uns papéis que só estorvavam, queimavam-se só para não fazer lixo, noves fora nada, o chato do PCP também assinava, e no fim batia tudo certo. Podeis crer: batia tudo certo. Eram trafulhicezinhas consensuais, amigáveis, vigaricezinhas proporcionais, comedidas, batotazinha no mais escrupuloso respeito pelo método D'Hondt. Ganhava quem tinha mesmo de ganhar. Era, ó meus amigos, a democracia a funcionar, a manifestar-se de dentro de si própria. Autêntica, transparente, normal. Participada.

As primeiras eleições livres, democráticas, com sufrágio universal, realizaram-se em Portugal no dia 25 de Abril de 1975, celebrando o primeiro aniversário da Revolução dos Cravos. Eram as eleições para a Assembleia Constituinte, para a organização da democracia nova em folha, tendo votado cerca de 92% dos eleitores, isto é, quase seis milhões de portugueses. Nunca mais houve uma participação assim.
O acto eleitoral foi vigiado urna a urna pelas Forças Armadas, que enviaram um pequeno destacamento para todos os concelhos do País sem guarnição. Em Fafe, os militares montaram posto de comando no quartel dos Bombeiros, suponho que para aproveitarem a incipiente central de comunicações já existente na corporação. E eu ali, mais uma vez no meio da História, embora correndo por fora, como sempre, rindo-me como um perdido dos velhos polícias fafenses, naquele tempo Fafe tinha PSP, batendo a pala desajeitadamente a um aspirante imberbe e com cara de copinho-de-leite, se bem que quem realmente mandava naquela tropa toda era o Dr. Parcídio Summavielle, em funções de presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Fafe, sempre de um lado para o outro, ele é que dava as ordens que eram para levar a sério, ele é que dizia onde se ia ou não ia, o que estava bem e o que estava mal, o que se fazia ou deixava de fazer.
Os soldados traziam rações de combate para o almoço, e foi o que comeram, coitados. A minha tia Laura é que não concordou com aquilo, "não tinha jeito nenhum", teve pena dos rapazes e fez-lhes um tachinho de comidinha boa, quanto mais não fosse para os desougar. Regalam-se os magalas que por ali estavam àquela hora. Já lhes valera a pena a vinda a Fafe. A Tia Laura era uma cozinheira de mão-cheia e, feitio e vocabulário à parte, tinha um enorme coração.

A tropa esteve em Fafe mais duas vezes naqueles tempos de festa e brasa, mas chamada de urgência para meter o povo na ordem. Logo em Maio de 74, com a revolução ainda no ar, o árbitro Porém Luís (1929-2010) só conseguiu sair do Estádio, escoltado por militares que vieram, creio, de Braga, três horas após o fim do jogo da AD Fafe com o Gil Vicente, que terminou 0-0. O Fafe lutava pela subida à primeira divisão e o trabalho do juiz de Leiria (nascido no Barreiro) deixou muito a desejar, principalmente junto dos adeptos fafenses, que, a verdade também é só uma, sentindo-se "roubados", e de cabeça perdida, queriam, a todo o custo, chegar-lhe a roupa ao pêlo. Pelo menos. Em todo o caso, ainda hoje estou convencido de que, se tivessem revistado Porém Luís à saída, as autoridades talvez lhe descobrissem dois penáltis nos bolsos. Um não marcado sobre o nosso Manuel Duarte e o outro não marcado sobre o nosso Valença. A AD Fafe ficou em segundo da zona, foi à liguinha nacional e não subiu.
No Verão Quente de 1975, logo em Junho, quando tudo começou, a sede do PCP de Fafe foi atacada, houve resposta, tiros, um morto, feridos, ameaças de nova investida e de destruição total. Durante a noite chegam os fuzileiros, cabeludos, barbudos, com autocolantes de esquerda nas fardas. Apartam águas, serenam os ânimos e protegem o edifício. O resto foi uma ferida que nunca mais sarou.

(Publicado no meu blogue Mistérios de Fafe)

terça-feira, 26 de março de 2024

Parcídio Summavielle homenageado


Parcídio Summavielle será homenageado amanhã em Fafe, numa iniciativa da Comissão Promotora de Homenagem aos Democratas de Braga e da Comissão Executiva das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Fafe, com a colaboração do Município fafense. A sessão decorrerá no salão nobre do Teatro-Cinema de Fafe, a partir das 18 horas. De entre as diversas intervenções previstas, faço questão de destacar a de Ricardo Gonçalves, orador convidado.
Parcídio Summavielle, resistente antifascista, democrata, ex-presidente da Câmara de Fafe e indiscutível fafense excelentíssimo, é a figura-tema das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Fafe. A homenagem de amanhã coincide com o aniversário natalício do homenageado. Como já aqui expliquei, com pelo menos um ano de avanço, amanhã é que é, com toda a propriedade, o Dia do Pi.

P.S. - Mais informação, aqui e aqui.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Fafenses excelentíssimos

Foto Tarrenego!

O Canivete que vendia jornais, o Palhaço que fazia autópsias, o Cesteiro que esteve nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, o Paredes que também era Neiva de mãos enormes e falso susto para crianças, o Landinho eterno Menino, o Landinho do Club que tinha uns testículos muito compridos e era primo de quem fosse importante mesmo que fosse estrangeiro, o Piu, o Chico Cereja, o Sandim que levava os filmes de carrinho, o Tónio da Legião, o Dr. Antunes.
A Rosa do Piroco (Senhora Rosa do Mato!, corrigia-me a minha mãe), o Zé de Castro poeta e cauteleiro, o Chupiu, o Manel do Campo, o Luisinho com o "criado" atrás, o Zé Cão, o Roda Forte cauteleiro, o Pai Zé cauteleiro e gasolineiro, o Meireles de Antime, o Malhado decilitrador premiado e competente arranjador de guarda-chuvas, o Clemente que construía pipas e escadas e era tão pequenino que eu nunca percebi onde cabia tanto tabaco e aguardente, o gigante Barnabé e o mano, o Rates artista da bola, o poeta Augusto Fera, o Álvaro da Dinâmica, o carteiro Aristides, o Zé Sacristão, o Sr. Ferreira do Hospital, o 17 da Bomba, meu avô.
O Sr. Arcipreste, o Maló que era de Fafe em dias certos e cantava fanhosa e desalmadamente o "despedi-me e fui para longe" na esquina da minha rua, o Quinzinho da Farmácia que era o melhor médico do mundo, o Rui que era irmão do Renato e ardinava o Comércio do Porto, o Pedro e o Norte Desportivo, o Guia e a língua portuguesa, o Zegolina e a má-língua, o Batata, o Miguel Chichilim, o Fiu, o Chichirini, o Neca do Hotel, o Zé Manco, o Zé Manquinho, o Sibino, o Sr. Augusto Paredes, o Jerónimo Barbeiro, o Zé Bastos, o Chester faz-tudo, o Nélson Fafe e a alma do teatro, o Sr. Saldanha e a Bandeira Nacional.
Na música: os Bacalhaus, os Custódio, os Gandarelas, os Betas, os Silvas, os Maciéis. Nos bombeiros: o comandante Luís Mário, os Costas do Assento, os Feira Velha, os Quintos, os Ferreiras e os Nogueiras, os Moleiros e os dos Santo, mestres também de filosofias de carne e osso e do jogo do pau.
O Joãozinho da Loja Nova que era um partidão e nem assim, o Joãozinho Summavielle e o meio fininho ao balcão do Peludo de costas voltadas para a televisão, o engenheiro Mário Valente doente da bola e fazedor do que Fafe é, o Albano das Águas esperto que eu sei lá, o Armindo Alves que era a Banda de Revelhe, o Mário Chanato, o Zé do Registo, o Fernando da Sede, o Sr. Avelino do Café, o Flórido engraxador, o Belinho, o Baptista do Asilo, o Nelinho da SIF, o Guarda-Fios, o Miguel do Zé da Menina, o Miguel Cantoneiro, o Chaparrinho, o Nelo Chapeleiro, o Manel da Pinta, o Nelinho Barros, o Hugo Alfaiate, o Chico da Libânia, o Toninho Nacor e a Dona Isabel, o padre Barros, o padre Zé, o Bilinho e o Bergiga meus companheiros de infância, o inesquecível Berto Dantas.
E, ainda por cima, o grande Zé Manel Carriço, provavelmente o homem mais extraordinário que conheci em toda a minha vida.
A todos e outros que tais, os meus respeitos. Muito agradecido por serem a minha memória.

Aqui há uns anos soube que foi feito um "Dicionário dos Fafenses" ilustres. A lista oficial, estou quase certo, não será exactamente esta, a minha, posto que incompletíssima. Mas lá está. A ilustreza é um conceito deveras relativo. Como certos e determinados pronomes...

P.S. - O texto escrevi-o aqui há mais de quatro anos. Fazia hoje um passeio de Verão pelos meus arquivos quando topei com a fotografia lá de cima. E realmente. Abençoada terra que teve, e tem, gente assim desta marca.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Baralhar e dar de novo

Foto Hernâni Von Doellinger

As eleições para a Câmara de Fafe vão voltar ao Tribunal Constitucional (TC). A lista de Independentes continua a ter dúvidas em relação a uma série de votos que, de acordo com Parcídio Summavielle pai, "podem alterar o vencedor".
Na sequência do acto eleitoral de 29 de Setembro, o PS celebrou a vitória, com 20 votos de vantagem em relação aos Independentes por Fafe, mas estes recorreram para o TC, face às irregularidades que dizem ter detectado. O Tribunal ordenou a recontagem dos votos em 12 secções, um processo que decorreu desde o início da manhã de ontem até cerca das 2h30 de hoje. Após interrupção devido ao adiantado da hora, os trabalhos serão retomados dentro de minutos, às 9h30, para apuramento geral e elaboração da respectiva acta.
"Pelos nossos números, que, para já, são apenas oficiosos, a diferença em relação ao PS terá baixado de 20 para 17 votos", referiu Parcídio Summavielle, mandatário dos Independentes por Fafe, em declarações à Agência Lusa. Os Independentes vão protestar junto do Constitucional 15 votos que foram anulados ou validados a favor do PS. Além disso, vão ainda reclamar pela alegada inexistência de "uns 50 a 60" boletins de votos nulos.