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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Exm.º Sítio da Câmara Municipal de Fafe,

Foto Hernâni Von Doellinger

Anunciou V. Ex.ª a tomada de posse da nova Câmara Municipal de Fafe para as 17 horas do passado sábado, dia 2 de Novembro. E anunciou-a de forma gongórica, é preciso que se note, o que só engrandece a importância de um acto que V. Ex.ª certeiramente classificou como "instalação dos órgãos".
Hoje é terça-feira, dia 5 de Novembro, e sobre o assunto mais nada. Acaba de dar-me V. Ex.ª a pertinente notícia de que a Biblioteca Municipal promove uma exposição alusivo ao S. Martinho. E está muito bem. Agradeço. Mas compreenda que o coração se me apequenou quando, perante este silêncio todo, comecei a pensar que se calhar no sábado não houve posse nenhuma, que Fafe ainda não tem Câmara, que a rambóia continua, que foram aos penáltis e que o Dr. Raul ainda é o médico da minha mãe (o que, na verdade, até me deixaria mais descansado).
Tenha a bondade de perceber, Exm.º Sítio, a minha angústia: já lá vão quatro dias e eu não sei do presidente da Câmara. Passei pelos hospitais, fui à GNR, liguei à PJ, perguntei à minha vizinha que sabe tudo da vida dos outros - todos me mandaram fazer a mesma coisa, contactar V. Ex.ª. Que, se houvesse novidades, V. Ex.ª é que as haveria de saber, faz parte das obrigações, foi o que me disseram em todo o lado.
Permita-me, portanto, que, mais respeitosamente era impossível, solicite de V. Ex.ª as seguintes informações:
- Houve tomada de posse ou não?
- Se não houve, foi por ter morrido alguém? Se houve, morreu alguém?
- Em tendo ocorrido a muito bem dita "instalação dos órgãos autárquicos", o novo presidente tomou posse?
- Se tomou posse, Raul Cunha falou? E disse alguma coisa? E está bem de saúde? E há fotografias que atestem que o homem está vivo?
- O sítio oficial da Câmara de Fafe tem vergonha da cerimónia de tomada de posse da Câmara de Fafe? Se tem, porquê?
- Para que é que serve o sítio oficial de uma Câmara Municipal?

Grato pela atenção,
com os melhores cumprimentos,
h.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Tomada de posse da nova Câmara de Fafe

Foto Hernâni Von Doellinger

A nova Câmara Municipal de Fafe, que passará a ser presidida por Raul Cunha, toma posse no próximo sábado, dia 2 de Novembro. Cerimónia no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 17 horas.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Siga para bingo

O Tribunal Constitucional confirmou hoje o PS como vencedor das eleições para a Câmara de Fafe, com 17 votos de vantagem sobre os Independentes, que protestavam os resultados. Raul Cunha, presidente eleito, deverá tomar posse na primeira semana de Novembro.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

As eleições autárquicas tais quais elas são

A propósito da balda que são as eleições em Portugal, muito particularmente as eleições autárquicas, escrevi e publiquei este texto no dia 17 de Janeiro de 2013, então com o título No fim dá tudo certo:

Eu, o Presidente da República e o presidente da Anafre estamos muito preocupados com o chamado processo de reorganização do território. Eu, por razões egoístas; Cavaco Silva e Armando Vieira, porque faz parte. As minhas razões são tão egoístas que ficam cá comigo. Vamos, portanto, às alegadas razões dos outros dois:
Primeiro Cavaco, o do "promulgo, mas" - que é só para o que lhe dá ultimamente. A esfinge de Belém parece que diz que teme que o novo mapa das freguesias, assim de repente, possa estragar a "autenticidade" dos resultados das eleições de Outubro e pede ao Parlamento que tome todas as medidas (duas antes de cada refeição, até ao fim da caixa) para assegurar que as autárquicas decorrem com "transparência" e "normalidade".

E depois Vieira, sem mais nada a que se agarrar, aproveita a boleia e acrescenta que a lei agora promulgada pode pôr em causa tarefas como o recenseamento eleitoral ou a disponibilização de espaços e urnas no dia das eleições.
De que país falam Cavaco Silva e António Vieira? E de que eleições? É de Portugal? É das autárquicas? Das eleições nas freguesias? É?
Então podem ficar descansados. Cavaco não sabe, porque não faz a mínima ideia do que se passa no País, mas Vieira devia saber e se calhar sabe: as eleições autárquicas correm sempre bem, quer chova quer faça sol. O mapa não interessa para nada, a logística é um pormenor, as chapeladas são as do costume. Bebem-se uns copos à boca das urnas e nas urnas propriamente ditas, faz-se uma almoçarada com o pessoal de serviço de todos os partidos, que são o PPD e o "da mãozinha" mais o gajo do PC que vem de fora e é um picuinhas. O pai vota pelo filho que é tolinho, o filho vota pelo pai que já morreu, pai e filho votam pela avó que está muito atacadinha e não pôde vir, e depois a avó vem e vota também. Há quem vote em dois lados, há quem vote duas ou três vezes no mesmo lado, há quem vote nos dois partidos, e vale, há quem vote em quantas freguesias for preciso, é só dizer, há quem queira e possa votar e não deixam, há quem se faça de ambulância, há quem se faça de parvo, há quem chame a polícia, há quem chame pelo gregório agarrado ao garrafão levado pelo presidente da mesa a mando do presidente da junta. Chegada a hora das contas, vai-se aos cadernos e à acta, acrescenta-se aqui, desarrisca-se ali, rasgam-se uns papéis, queimam-se, noves fora nada, o chato do PC também assina, e no fim bate tudo certo. Podem crer: bate tudo certo. E isto, meus senhores, é que é democracia. Autêntica, transparente, normal.

O detalhe das trapalhadas pode parecer uma caricatura, mas não é ficção. Tudo isto aconteceu. Tudo isto acontece. As eleições em Portugal são um maná de anedotas. Para mim, que gosto de uma boa piada, a melhor de todas soube-a agora de Fafe, na recontagem de votos ordenada pelo Tribunal Constitucional. Leio no jornal que "duas professoras de Matemática" foram chamadas para tomarem nota dos pauzinhos de cada força política concorrente e fazerem os respectivos noves fora. Porque cada voto é um pauzinho, não é? Duas professoras de Matemática, que não têm culpa, e há-de ser de lei, parabéns à prima. Mas é também um atestado de incompetência passado aos "escrutinadores" paisanos enviados para as urnas pelos chefes políticos. E, por amor de Deus, uma desonra para os milhares de suequeiros fafenses, professores doutores na arte do um dois três quatro ata, um dois três quatro ata. Os chitos são outro assunto, e parece que já foi tempo...

sábado, 19 de outubro de 2013

Esmiuçando as pândegas eleições de Fafe

                                                                       Foto Hernâni Von Doellinger

Fafe deve estar uma terra muita perigosa. Percebe-se o medo que as pessoas têm de porem o nome nas pedras que atiram. E atiram muito e à seja ceguinho. O Café Avenida já não é o que era, do Peludo do pé rapado resta o sítio, parece que já não há cavaqueiras, tertúlias, conspirações da velha escola, coragem e honradez. Em Cima da Arcada dar-se-ão com certeza uns peidos valentes, mas pela boca ninguém diz o que pensa. Diz-se mal na Internet, é a modernidade, mas sob anonimato. A opinião política fafense é maneta. Já nem é caso de se atirar a pedra e esconder a mão. Não há mão: os insultos sem assinatura são geralmente tão palermas que só podem ter sido arremessados pelas orelhas. E os "anónimos" escrevem e dizem "eu". Eu, quem? Afinal não é medo, é cobardia.
Mas há uma parte nisto que eu compreendo: em localidades assim pequenas jogam-se muitos empregos quando há eleições. Há quem meta a viola no saco com receio de perder a mama e, nas hostes em frente, outros ficam caladinhos como ratos a ver se desta vez é que lhes calha a abébia. Nunca se sabe para que lado é que a coisa vai cair, não é? Isto passa-se em Fafe, que eu bem vejo, até os donos de blogues habitualmente tão politicamente interventivos fecharam para obras, porque deus e o diabo existe quem creia que sejam a mesma coisa. Ficou o silêncio. O tabu. E deus e o diabo não são a mesma coisa, é preciso que se note.
Portanto vou eu falar do assunto. Chamo-me Hernâni Von Doellinger, sou Bomba, número de identificação civil 03629731 e número de contribuinte 101363109. Estou à vontade. Sou fafense mas não moro em Fafe e tenho seis empregos, cada um deles a render-me acima dos dois mil euros e todos sem possibilidade legal de cortes, o que me garante uma independência e um desafogo financeiro que tomaram muitos. Mesmo os que foram apenas depositantes do BPN.
E vamos falar primeiro dos candidatos à presidência da Câmara, que, se não me engano, eram apenas três: o médico da minha mãe, o filho do Dr. Parcídio e o filho da Nicinha. Os três juntos estão tão preparados para o cargo como eu estou pronto para ser solista de trombone de varas na Filarmónica de Berlim. Entenda-se: isto dos presidentes de câmara e dos solistas de trombone de varas é como os melões - depois de aberto, um dos outros três até pode vir a dar alguma coisa, eu é que não. Eu só sei tocar campainhas de porta.
Dia 29 de Setembro: a eleição resultou praticamente num empate. E deu merda. Deu merda principalmente por causa dos marretas que as forças políticas concorrentes mandaram para as mesas de voto com ordens expressas para tratarem da respectiva trafulhice, cada qual para tratar da trafulhice dos seus, e com o dia pago. Trafulhice? Bagatelas, pequenos truques de ilusionismo, alguns até bastante ingénuos, e que geralmente acabam por anular-se entre si e não dão caso. Deram desta vez. Ignoro se houve má-fé, sei que houve incompetência. São todos culpados, e, antes de todos, os capos atrás dos candidatos de carregar pela boca. Quem não tem culpa é o povo, que está à espera de um presidente de câmara que não há meio de se apresentar ao serviço.
A eleição caiu para o PS. Os Independentes recorreram e estão no seu direito. A margem de vitória é tão mínima, as trapalhadas em eleições, sobretudo nas autárquicas, são tantas, que se impõe uma aclaração. As recontagens de votos, as repetições de eleições estão previstas, fazem parte do jogo político. Não é secretaria, é democracia. Imaginem o que não se estaria a passar em Fafe se o PS tivesse perdido por 17 votos...

Acompanho Fafe sobretudo daqui, deste teclado. Admito que não seja o melhor ponto de observação, mas creio que sei da vida e da política o suficiente para perceber razoavelmente o que se passa na minha terra. Se me provarem que não, amocho, que remédio. Hoje fico-me por aqui. Mas espero voltar proximamente ao assunto, uma, duas ou três vezes, se calhar mais, ainda não sei. Se lhes interessa, conto falar, com algum pormenor, sobre os três estarolas desta eleição - repito, o médico da minha mãe, o filho do Dr. Parcídio e o filho da Nicinha - e até vou indicar o meu candidato para as autárquicas de daqui a quatro anos. Se então ainda houver Portugal.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Baralhar e dar de novo

Foto Hernâni Von Doellinger

As eleições para a Câmara de Fafe vão voltar ao Tribunal Constitucional (TC). A lista de Independentes continua a ter dúvidas em relação a uma série de votos que, de acordo com Parcídio Summavielle pai, "podem alterar o vencedor".
Na sequência do acto eleitoral de 29 de Setembro, o PS celebrou a vitória, com 20 votos de vantagem em relação aos Independentes por Fafe, mas estes recorreram para o TC, face às irregularidades que dizem ter detectado. O Tribunal ordenou a recontagem dos votos em 12 secções, um processo que decorreu desde o início da manhã de ontem até cerca das 2h30 de hoje. Após interrupção devido ao adiantado da hora, os trabalhos serão retomados dentro de minutos, às 9h30, para apuramento geral e elaboração da respectiva acta.
"Pelos nossos números, que, para já, são apenas oficiosos, a diferença em relação ao PS terá baixado de 20 para 17 votos", referiu Parcídio Summavielle, mandatário dos Independentes por Fafe, em declarações à Agência Lusa. Os Independentes vão protestar junto do Constitucional 15 votos que foram anulados ou validados a favor do PS. Além disso, vão ainda reclamar pela alegada inexistência de "uns 50 a 60" boletins de votos nulos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Tomada de posse da nova Câmara de Caminha

                                                                                        Foto Hernâni Von Doellinger

A nova Câmara Municipal de Caminha, que passará a ser presidida por Miguel Alves, toma posse no dia 18 de Outubro, sexta-feira da próxima semana. Cerimónia no Teatro Valadares, pelas 18 horas, com promessa de portas abertas à população.

Votos de Fafe vão ser recontados

O Tribunal Constitucional mandou recontar os votos das eleições em Fafe. Umas fontes dizem que em oito assembleias, outras dizem que em doze secções - o que também está bem e se calhar vai dar ao mesmo. O povo tem tempo, os especialistas é que sabem. E olé!

(Ler mais em Baralhar e dar de novo)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Posse da nova Câmara de Paredes de Coura

Foto Hernâni Von Doellinger

A nova Câmara Municipal de Paredes de Coura, que passará a ser presidida por Vítor Paulo Pereira, toma posse no dia 15 de Outubro, terça-feira da próxima semana. Cerimónia nos Paços do Concelho, a partir das 16 horas.

Tomada de posse da nova Câmara de Matosinhos

Foto Hernâni Von Doellinger

A nova Câmara Municipal de Matosinhos, que continua a ser presidida por Guilherme Pinto, toma posse na próxima sexta-feira, dia 11 de Outubro. Cerimónia no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a partir das 18 horas.

Tourada em Fafe

Campo da Granja, 1963. Uma tourada que terá sido a primeira realizada em terras de Fafe e que, se não me engano, foi a única, até hoje, com touros. O redondel não era assim tão redondo como o próprio nome poderia indicar: digamos que foi montada uma espécie de lua cheia fanada, cortada em linha recta na zona da bancada, que era para o excelentíssimo público poder estar em cima do acontecimento. Pronto. Lembram-se da bancada do Campo da Granja? Lembram-se sequer do Campo da Granja? Sabem onde era o Campo da Granja? Sabem ao menos o que era o Campo da Granja? Ai a memória...
E era isto. Se, por causa do título e da lamentável agenda política local, pensavam que era outra coisa é porque confundem as prioridades da vida. Já agora: a tourada foi uma merda. E olé!

domingo, 25 de agosto de 2013

Campanha eleitoral

Cansado de esperar pela sua vez, o candidato levantou-se e pediu o microfone. Melhor dizendo: saltou da cadeira e exigiu o microfone, porque ele é que é o candidato, o povo o que quer é ouvir o candidato e blablablá penetra não ganha votos nem dá empregos. O candidato agarrou pois no microfone, coçou-lhe a cabecinha com a unhaca da cera, soprou-lhe o pó num imenso perdigoto e, sem mais delongas, dirigiu-se aos seus caríssimos e suspensíssimos apoiantes, praticamente quinze e em transe:
- Alô, chape, chape, um, dois. Um, dois, três, microfone, experiência. Chape, chape, um, dois. Um, dois, três, quatro, microfone...
E a multidão irrompeu em aplausos.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O que é preciso é descontracção

Foto Hernâni Von Doellinger

Depois da banhada que levou na sondagem do fim-de-semana, Nuno Cardoso anda agora prevenido. Ontem montou tenda na Praia Internacional, junto ao Edifício Transparente, e foi nestes preparos que fez campanha, de calções e descalço, porém com um sorriso que, ao contrário do outro, serve à pinta com o cartaz.
A mês e meio das eleições, Cardoso vale menos de três por cento das intenções de voto para a Câmara do Porto, onde não deverá chegar nem como último vereador. Ele lá sabe por que razão se meteu nesta alhada. Eu não acredito na razão que ele dá.

Tirei a fotografia e desejei boa sorte ao candidato. Nuno Cardoso ofereceu-me uma mãozada e os seus colaboradores acorreram, simpaticamente, prontos para me pegarem na máquina: - Quer tirar uma à beira do engenheiro?
- Não. Porquê? - disse eu.
- Podia querer... - disseram eles.
- Mas não. E o engenheiro quer o meu autógrafo? - perguntei.
- Não, obrigado... - respondeu-me o engenheiro.
E ficámos assim. Quites. Eu sem o retrato com o engenheiro e o engenheiro sem o meu autógrafo. Nenhum de nós perde grande coisa.

domingo, 21 de julho de 2013

A maior aula de judo do mundo 2

Foto Hernâni Von Doellinger

Sete mil eram esperados. Seis mil tiveram falta. "A maior aula de judo do mundo" em Matosinhos foi um enorme fiasco. Nelson Mandela não merecia e Nuno Delgado se calhar também não.
É o que dá misturar coisas sérias com a pré-campanha eleitoral.

sábado, 20 de julho de 2013

O partido com vergonha de si mesmo

É para mim um mistério. Os cartazes dos candidatos autárquicos do PSD que omitem ou disfarçam o nome e o símbolo do partido - as três-setas-três -, para que não se saiba.
Nos dias que correm, ter vergonha de ser do PSD compreende-se. Mas também pode ser que o PSD tenha vergonha dos candidatos que arranjou. Não sei.
Agora: nas eleições de 29 de Setembro, os boletins de voto terão símbolos, não retratos. No caso do PSD, lá estarão, fatais, as três-setas-três e respectiva sigla. A cruzinha é posta no partido, não no figurão ou na figurinha do cartaz filho de pai incógnito. Portanto o mistério, que afinal são dois: o que é que o PSD pensa realmente da inteligência dos portugueses e o que é que cuida que ganha com esta habilidade saloia de esconde-esconde?

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Homens extraordinários

1. Aqueles tipos que dizem "Nunca me arrependo daquilo que fiz".
2. Os políticos que respondem "O meu maior defeito? Sou muito exigente e perfeccionista, é um defeito que eu tenho".
3. Artistas que não sabem desenhar uma jarra e fazem exposições de pintura, e vendem.
4. Vendedores de banha da cobra que não sabem escrever e publicam best-sellers.
5. Nuno Cardoso, candidato à Câmara do Porto, porque as "pessoas" lhe pediram muito.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Será de confiança?

                                  Foto ARQUIVO PS (no jornal digital Porto24)

Dizia o meu amigo: - Há algo que me faz desconfiar deste tipo... não sei bem o quê... hmmmmm...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A parada do Parada

Foto Hernâni Von Doellinger

Todos os dias António Parada faz alguma coisa para ser presidente da Câmara de Matosinhos. Trabalha. Faz pela vida - pela dele e ao redor. Faz ondas, enquanto os ungidos esperam sentados pela maré que não enche e pelo improvável milagre das rosas. Estes são os candidatos da preguiça, da falsa indignação e do fim do mês.
Parada é candidato de mangas e ideias arregaçadas - é político e da política, mas por linhas travessas, muito travessas. Os jotas e os "ó doutor" que façam o favor de desculpar. Derivado a esta falta de pedigree (e não só), Parada acerta muito menos no que diz do que no que faz, e a nossa sorte é que ele faz muito, quem dera que possa ainda fazer mais, a ver se fala cada vez menos.
António Parada não manda, aparece. E aparece sempre e em todo o lado, como Deus Nossa Senhor. E nunca aparece de mãos vazias. Ainda hoje desceu a minha rua com "mais de 3.000" crianças, levadas, levadas sim, numa "caminhada pelo coração". Claro que não eram nada "mais de 3.000", muitíssimo longíssimo díssimo, mas, por regra, os números das imparáveis iniciativas do ainda presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos são exactamente como ele: generosos.
Adiante. Parada aí está. Eu bem gostava que Narciso Miranda também entrasse na corrida, isto ia ter muito mais piada, se calhar desta vez até eu levantava o cu para ir votar, mas o raio do homem não dá de si. Portanto: Parada. No actual cenário, se alguém merece ganhar a Câmara, é ele. E volto ao princípio: António Parada merece a Câmara porque há anos que todos os dias faz alguma coisa por isso. Numa palavra - trabalha.

Foto Hernâni Von Doellinger

sábado, 11 de maio de 2013

A boleia do Pizarro

Foto ADRIANO MIRANDA

Enquanto Portugal vê a bola, copio aqui esta foto do Público. Porque diz mais do que mil setecentas e vinte e cinco palavras e um quarto, porque é jornalismo. Eu sei que elas acontecem, isto não é propriamente a invenção da pólvora, mas é preciso fazer acontecê-las (com licença da gramática). Parabéns e obrigado, Adriano Miranda. De vez em quando reconcilio-me com a coisa. E foi isso.