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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Eu também renuncio ao meu cargo na Caixa

Eu não tinha nenhum cargo na Caixa Geral de Depósitos, mas também renuncio, demito-me, bato com a porta. Porém. Não alinho com o António Domingues nem com os outros meus seis colegas de ex-administração, que, para mostrarem que a questão não era essa, dizem agora que até vão enviar as suas declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional.
Eu demito-me, mas não envio. Eu tenho vergonha da minha declaração de rendimentos e não a mostro a ninguém. São muitos zeros, com efeito, mas são só zeros...

sábado, 9 de novembro de 2013

Cavaco e a Constituição, exactamente

Foto Hernâni Von Doellinger

Cavaco pede acordo (entre o Governo e o PS) para evitar chumbo do Orçamento no TC, diz a manchete do jornal. Exactamente: se o Pedro e o Tozé se entenderem, que se lixe a Constituição. É um bom truque. Truque de traque. Por mor de evitar manhosas interpretações, porque é que o homem não se queda pela cortiça?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Baralhar e dar de novo

Foto Hernâni Von Doellinger

As eleições para a Câmara de Fafe vão voltar ao Tribunal Constitucional (TC). A lista de Independentes continua a ter dúvidas em relação a uma série de votos que, de acordo com Parcídio Summavielle pai, "podem alterar o vencedor".
Na sequência do acto eleitoral de 29 de Setembro, o PS celebrou a vitória, com 20 votos de vantagem em relação aos Independentes por Fafe, mas estes recorreram para o TC, face às irregularidades que dizem ter detectado. O Tribunal ordenou a recontagem dos votos em 12 secções, um processo que decorreu desde o início da manhã de ontem até cerca das 2h30 de hoje. Após interrupção devido ao adiantado da hora, os trabalhos serão retomados dentro de minutos, às 9h30, para apuramento geral e elaboração da respectiva acta.
"Pelos nossos números, que, para já, são apenas oficiosos, a diferença em relação ao PS terá baixado de 20 para 17 votos", referiu Parcídio Summavielle, mandatário dos Independentes por Fafe, em declarações à Agência Lusa. Os Independentes vão protestar junto do Constitucional 15 votos que foram anulados ou validados a favor do PS. Além disso, vão ainda reclamar pela alegada inexistência de "uns 50 a 60" boletins de votos nulos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Votos de Fafe vão ser recontados

O Tribunal Constitucional mandou recontar os votos das eleições em Fafe. Umas fontes dizem que em oito assembleias, outras dizem que em doze secções - o que também está bem e se calhar vai dar ao mesmo. O povo tem tempo, os especialistas é que sabem. E olé!

(Ler mais em Baralhar e dar de novo)

sábado, 6 de abril de 2013

O homem do boletim meteorológico

Na sexta-feira, Cavaco Silva disse ao País que o Governo "tem toda a legitimidade para governar". Hoje, sábado, Cavaco Silva escreveu ao País dizendo que o Governo "dispõe de condições para cumprir o mandato democrático em que foi investido". Claro que era muito melhor termos Presidente da República, mas, à falta disso, cá estarei atento ao boletim meteorológico de amanhã, domingo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pedimos desculpa por esta interrupção

O roubo dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas é inconstitucional, mas este ano nem por isso. Um vou ali e venho já do Estado de direito, em nome da troika, da execução orçamental e da meta do défice. E se défice não for cumprido, o dinheiro vai ser devolvido?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ó Lello, não me fodas

O deputado socialista José Lello escondeu ao Tribunal Constitucional, durante 14 anos, uma conta de 658 mil euros. Depois de ter sido apanhado pelo jornal Correio da Manhã, Lello, que é um assumido piadista, defendeu-se dizendo que... não conhecia bem a lei e não sabia o que tinha de declarar.
José Manuel Lello Ribeiro de Almeida, 67 anos, engenheiro de formação, gestor de empresas nas horas vagas, é deputado da Nação, sem interrupções, desde 1983. Portanto, há 29 (vinte e nove) anos. Foi ou é, isso para o caso agora não interessa, ministro da Juventude e Desporto, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, vice-presidente do grupo parlamentar do PS, presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, presidente da Assembleia Parlamentar da NATO, vice-presidente da Assembleia do Atlântico Norte, vice-presidente da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, secretário nacional do PS, vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, membro das comissões Política e Nacional do PS, membro da Assembleia Municipal do Porto, administrador da Philips Portuguesa SA e da Cobetar SA, entre outras empresas, e presidente do Conselho Fiscal da Nacional Gás SA, mas não só.
Esta longeva, multifacetada e distinta carreira de homem de Estado e legislador (sim, legislador, não é anedota, é assim que eles lá na Assembleia se chamam uns aos outros, isso e "ó doutor") só podia redundar numa bem fornecida e justificada lista de condecorações e louvores, nacionais e internacionais, como passo a enumerar: Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (Portugal), Grã Cruz da Ordem de Honra (Grécia), Grã Cruz da Ordem do Rio Branco (Brasil), Grã Cruz do Cruzeiro do Sul (Brasil), Grã Cruz da Ordem de Leopoldo II (Bélgica), Grã Cruz da Ordem de Mérito (R.F.A.), Grã Cruz da Ordem do Mérito Civil (Espanha), Grande Colar da Ordem do Libertador (Venezuela), Aguilla Azteca - Grau Banda (México), Grande Colar da Ordem Wissan Alavita e Oficial da Ordem Wissan Alavita (Marrocos), Grande Oficial do Mérito (França), Grande Oficial da Ordem do Mérito (Luxemburgo). E tudo isto leva o nosso José Lello ao peito inchado, para além da carteira.
Só digo o seguinte: se um cavalheiro com esta folha de serviço e este reconhecimento a nível praticamente mundial tem a distinta lata de nos vir dizer que não declarou ao Tribunal Constitucional uma conta milionária porque não conhecia a lei, como é que alguém em Portugal pode ser condenado ou sequer criticado por se baldar ao Fisco?
E mais o seguinte: ó Lello, não me fodas.