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sexta-feira, 6 de julho de 2012
Pedimos desculpa por esta interrupção
O roubo dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas é inconstitucional, mas este ano nem por isso. Um vou ali e venho já do Estado de direito, em nome da troika, da execução orçamental e da meta do défice. E se défice não for cumprido, o dinheiro vai ser devolvido?
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Vem de carrinho o Banco de Portugal
Afinal, parece que o Banco de Portugal está disposto a suspender os subsídios de Natal e Férias aos seus trabalhadores. Uma intenção manifestada esta noite e com um grande sentido de oportunidade. Pela manhã, o jornal i noticiava que o nosso banco central gastou mais de cinco mil euros para comprar um carrinho de golfe, em Setembro de 2010, já Carlos Costa era o governador.
Isso é um assunto. Outro é este: o corte dos subsídios de Natal e Férias dos reformados e trabalhadores da Função Pública, incluindo os funcionários do Banco de Portugal, é um roubo. E há quem pense que é também uma inconstitucionalidade.
Isso é um assunto. Outro é este: o corte dos subsídios de Natal e Férias dos reformados e trabalhadores da Função Pública, incluindo os funcionários do Banco de Portugal, é um roubo. E há quem pense que é também uma inconstitucionalidade.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Os moinas
Gente séria estes Miguel Macedo e José Cesário! O ministro da Administração Interna e o secretário de Estado das Comunidades do Governo da austeridade-para-todos andavam a moinar um chorudo subsídio de alojamento por não terem casa em Lisboa, mas foi-se a ver e têm. Agora que se soube da habilidade e deu escândalo, um e outro mostram ao País do pé-descalço a honradez de que afinal são feitos: o primeiro "renuncia" à mama, o segundo "abdica" da teta. Vão passar para o leite em pó.
Miguel Macedo foi o primeiro a pôr a consciência a corar. "Vou formalizar a renúncia a este direito que a lei me dá", disse ontem o ministro, apertado pelas notícias, fazendo notar que toma a decisão "por vontade pessoal" e sublinhando que o famigerado subsídio "está há muito tempo previsto na lei". Mas, atenção, mesmo apanhado de calças na mão, o acrobático governante conseguiu aproveitar a indecorosa oportunidade para dar uma de superioridade moral: "Não quero estar a perder um minuto da minha atenção com uma polémica deste género". Só por isso é que ele "renuncia" à mama! De resto, não estava a fazer nada de mal.
Macedo recebia 1.400 euros mensais só de subsídio de alojamento, que é o máximo da tabela, portanto 400 euros a mais do que o ordenado dos portugueses ricos aos quais o Governo vai roubar os subsídios de férias e de Natal para salvar o País. O seu rendimento bruto como ministro é de 4.240 euros.
José Cesário não se ficou, e horas depois fazia saber que também ele "pretende abdicar do subsídio de alojamento que lhe é atribuído por lei". E, a Cesário o que é de Cesário, toma esta altruística atitude "para não introduzir qualquer tipo de ruído na gestão política da secretaria de Estado que tutela". Só por isso é que ele "abdica" da teta. De resto, não estava a fazer nada de mal.
Reparem no chico-espertismo destes tipos. O que eles nos dizem, basicamente, é: sim, nós estávamos a mamar, mas como manda a lei; e não somos os primeiros; temos lá culpa que a lei esteja por nós!
Mas têm. São estes tipos e outros tipos como eles que fazem as leis. Leis geralmente más para a enorme maioria dos portugueses e particularmente boas para a mais pequena minoria, a dos políticos no activo e a caminho da reforma (dourada). Eles próprios! E depois ainda têm a lata de abrirem a gabardina e exibirem-se-nos em pelote e todos pudicos. Desavergonhado país da imoralidade legal...
Miguel Macedo foi o primeiro a pôr a consciência a corar. "Vou formalizar a renúncia a este direito que a lei me dá", disse ontem o ministro, apertado pelas notícias, fazendo notar que toma a decisão "por vontade pessoal" e sublinhando que o famigerado subsídio "está há muito tempo previsto na lei". Mas, atenção, mesmo apanhado de calças na mão, o acrobático governante conseguiu aproveitar a indecorosa oportunidade para dar uma de superioridade moral: "Não quero estar a perder um minuto da minha atenção com uma polémica deste género". Só por isso é que ele "renuncia" à mama! De resto, não estava a fazer nada de mal.
Macedo recebia 1.400 euros mensais só de subsídio de alojamento, que é o máximo da tabela, portanto 400 euros a mais do que o ordenado dos portugueses ricos aos quais o Governo vai roubar os subsídios de férias e de Natal para salvar o País. O seu rendimento bruto como ministro é de 4.240 euros.
José Cesário não se ficou, e horas depois fazia saber que também ele "pretende abdicar do subsídio de alojamento que lhe é atribuído por lei". E, a Cesário o que é de Cesário, toma esta altruística atitude "para não introduzir qualquer tipo de ruído na gestão política da secretaria de Estado que tutela". Só por isso é que ele "abdica" da teta. De resto, não estava a fazer nada de mal.
Reparem no chico-espertismo destes tipos. O que eles nos dizem, basicamente, é: sim, nós estávamos a mamar, mas como manda a lei; e não somos os primeiros; temos lá culpa que a lei esteja por nós!
Mas têm. São estes tipos e outros tipos como eles que fazem as leis. Leis geralmente más para a enorme maioria dos portugueses e particularmente boas para a mais pequena minoria, a dos políticos no activo e a caminho da reforma (dourada). Eles próprios! E depois ainda têm a lata de abrirem a gabardina e exibirem-se-nos em pelote e todos pudicos. Desavergonhado país da imoralidade legal...
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sábado, 15 de outubro de 2011
Há gajos com sorte!
E pensa Quitério, a esfregar as mãos de contente: "A minha sorte é estar desempregado. Eu é que os fodo! A mim não me roubam eles os subsídios de férias e Natal"...
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