Eu não sei se é caro ou se é barato, se é escândalo ou bagatela, e desconheço também como corre o preço da conserva dos mortos pelo resto do país. Limito-me a reproduzir a notícia de hoje do Jornal de Notícias.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023
Matosinhos pela hora da morte
"A taxa que a Câmara de Matosinhos cobra para ocupação de ossários nos cemitérios municipais subiu de 12,98 para 36,50 euros no corrente ano. Já o valor aplicado aos columbários (para depósito de cinzas) passou de 10,28 para 28,50 euros. Segundo uma nota de esclarecimento enviada ao JN, a justificação para o aumento reside nas recentes obras, quer de reparação, quer de construção de novas estruturas."
terça-feira, 15 de julho de 2014
Veja o vídeo, diz o Jornal de Notícias
Aconteceu realmente o extraordinário: uma menina de três anos morreu duas vezes e o Jornal de Notícias manda-nos ver o vídeo. Uma menina. De três anos. Morreu. Duas vezes. "Veja o vídeo". A menina era das Filipinas e o JN devia ir à merda.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Controlinveste, a imparável: mais 160 para a rua
Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.
Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.
(Texto escrito e publicado no dia 19 de Outubro de 2012, com o título O que é preciso é Benfica, e repetido no dia 4 de Junho de 2013, com o título Angola toma conta do JN, do DN e da TSF. Hoje sobe outra vez à cena porque a Controlinveste acaba de anunciar o despedimento de mais 160 trabalhadores. E eu nem sabia que ainda havia tantos para despedir. Num país a sério, em jornais a sério, os directores que dão prejuízo é que vão para o olho da rua. Aqui a culpa é sempre do porteiro. E viva a Selecção!)
Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.
(Texto escrito e publicado no dia 19 de Outubro de 2012, com o título O que é preciso é Benfica, e repetido no dia 4 de Junho de 2013, com o título Angola toma conta do JN, do DN e da TSF. Hoje sobe outra vez à cena porque a Controlinveste acaba de anunciar o despedimento de mais 160 trabalhadores. E eu nem sabia que ainda havia tantos para despedir. Num país a sério, em jornais a sério, os directores que dão prejuízo é que vão para o olho da rua. Aqui a culpa é sempre do porteiro. E viva a Selecção!)
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terça-feira, 4 de junho de 2013
Angola toma conta do JN, do DN e da TSF
Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.
Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.
(Texto escrito e publicado em 19 de Outubro de 2012, então sob o título O que é preciso é Benfica. Confirma-se.)
Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.
(Texto escrito e publicado em 19 de Outubro de 2012, então sob o título O que é preciso é Benfica. Confirma-se.)
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
O que é preciso é Benfica
Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para vir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Manda-me copos, que eu gosto
"Homem embriagado atirou copo a João Jardim", informa o Jornal de Notícias. O presidenta da república da Madeira mandou vir "mais um, mas cheio", e pagou "uma rodada para toda a gente".
sábado, 18 de fevereiro de 2012
As saias do cardeal
Manuel Monteiro de Castro, português, 73 anos, é um dos 22 novos cardeais aos quais Bento XVI, alemão, 84 anos, entregará hoje os anéis e os barretes da ordem. Os "novos" cardeais são sempre velhos, grandes barretes! Depois, uns levam a velhice a sério - "velhos e tolos", como me ensinou a minha mãe -, e outros, muito raros, graças a Deus nem por isso. O nosso novo velho cardeal é de uma seriedade a toda a prova.
Demonstrou-o ainda ontem, em duas-entrevistas-duas, ao Correio da Manhã e ao Jornal de Notícias. Basicamente (e nunca o termo terá sido empregue com tanta propriedade), Monteiro de Castro defende que o Governo deveria apoiar mais as famílias, para que a mulher pudesse ficar em casa e "aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, a educação dos filhos".
"O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim, mas que tenham de trabalhar de manhã até à noite, creio que para um país é negativo", diz o novo velho cardeal. Que desenvolve, para que não restem dúvidas: "A mulher perdeu muito do valor que tinha. Tem muito valor num sentido mas noutro… Um país depende muito, muito das mães, pois é ela que forma os filhos. Não há melhor educadora que a mãe. Mas se a mãe tem de trabalhar pela manhã e pela noite e depois chega a casa e o marido quer falar com ela e não tem com quem falar…"
Sempre achei um piadão ao que os clérigos da Igreja Católica pensam que sabem acerca de casamento, de mulheres e de filhos, logo eles que alegadamente não praticam. Tenho alguns amigos padres e até já me ofereci para ser eu, em vez deles, a dar conselhos aos noivos nas cerimónias matrimoniais. Afinal, estou casado há 31 anos sem tirar fora, eu é que percebo da poda!
A Manuel Monteiro de Castro relevo-lhe, no entanto, o deslize. Se calhar, foi assim: na melhor das intenções, o nosso novo velho cardeal aparafusou o anel, vestiu-se da cabeça aos pés de vermelho escarlate e rendas brancas, remirou-se ao espelho e, perante o que viu, ajuizou-se competente para palpitar sobre assunto de saias. Pura ilusão. Mas que barrete!
Demonstrou-o ainda ontem, em duas-entrevistas-duas, ao Correio da Manhã e ao Jornal de Notícias. Basicamente (e nunca o termo terá sido empregue com tanta propriedade), Monteiro de Castro defende que o Governo deveria apoiar mais as famílias, para que a mulher pudesse ficar em casa e "aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, a educação dos filhos".
"O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim, mas que tenham de trabalhar de manhã até à noite, creio que para um país é negativo", diz o novo velho cardeal. Que desenvolve, para que não restem dúvidas: "A mulher perdeu muito do valor que tinha. Tem muito valor num sentido mas noutro… Um país depende muito, muito das mães, pois é ela que forma os filhos. Não há melhor educadora que a mãe. Mas se a mãe tem de trabalhar pela manhã e pela noite e depois chega a casa e o marido quer falar com ela e não tem com quem falar…"
Sempre achei um piadão ao que os clérigos da Igreja Católica pensam que sabem acerca de casamento, de mulheres e de filhos, logo eles que alegadamente não praticam. Tenho alguns amigos padres e até já me ofereci para ser eu, em vez deles, a dar conselhos aos noivos nas cerimónias matrimoniais. Afinal, estou casado há 31 anos sem tirar fora, eu é que percebo da poda!
A Manuel Monteiro de Castro relevo-lhe, no entanto, o deslize. Se calhar, foi assim: na melhor das intenções, o nosso novo velho cardeal aparafusou o anel, vestiu-se da cabeça aos pés de vermelho escarlate e rendas brancas, remirou-se ao espelho e, perante o que viu, ajuizou-se competente para palpitar sobre assunto de saias. Pura ilusão. Mas que barrete!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Ainda há boas notícias nos jornais
"DIAP pede 3 anos de prisão para Hulk" (Correio da Manhã)
Carrega Benfica!
"Prescrição evita condenação a 1489 arguidos em 2009" (Público)
Atenção Benfica!
"Portagens nas SCUT: "Via verde para a asneira", diz ACP" (Expresso)
Cá em cima já pagamos há um ano. O ACP estará informado?
"5 jovens espancados por 5 polícias à paisana" (Jornal de Notícias)
Uso de violência mais proporcional era impossível.
"Tocador de flauta não vai ter de pagar à Câmara" (Gazeta das Caldas)
Bendito vazio legal.
"Ser Presidente da República? Eu digo claramente: não" (António Barreto, ao Expresso)
A sério? Mas engana muito bem!
"António Barreto: Portugal pode deixar de existir como país" (Expresso)
Porreiro! Este país já mete nojo.
Carrega Benfica!
"Prescrição evita condenação a 1489 arguidos em 2009" (Público)
Atenção Benfica!
"Portagens nas SCUT: "Via verde para a asneira", diz ACP" (Expresso)
Cá em cima já pagamos há um ano. O ACP estará informado?
"5 jovens espancados por 5 polícias à paisana" (Jornal de Notícias)
Uso de violência mais proporcional era impossível.
"Tocador de flauta não vai ter de pagar à Câmara" (Gazeta das Caldas)
Bendito vazio legal.
"Ser Presidente da República? Eu digo claramente: não" (António Barreto, ao Expresso)
A sério? Mas engana muito bem!
"António Barreto: Portugal pode deixar de existir como país" (Expresso)
Porreiro! Este país já mete nojo.
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domingo, 25 de setembro de 2011
O ponto do cardeal
José da Cruz Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, deu hoje uma manchete de todo o tamanho ao Jornal de Notícias: "Ninguém sai da política de mãos limpas". Três linhas imensas e definitivas, tão definitivas e tão imensas que só deixaram mais lugar para o futebol.
Não li a entrevista. Tenho José Policarpo como um homem sério. Sei que não é ele o responsável pelo astucioso descontexto-contexto do título do JN. Mas também sei que Policarpo é um cardeal e não um anjo, um anjinho que se deixe levar a dizer o que não quer aos jornalistas. Ele sabe muito bem o que diz e que efeitos pretende provocar. E aqui é que bate o ponto.
Consciente, sábio e justo como é, tenho a certeza absoluta de que José da Cruz Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, fez igualmente questão de realçar, nas suas declarações ao diário nortenho, que na Igreja também anda muita gente de mãos sujas.
Não li a entrevista. Tenho José Policarpo como um homem sério. Sei que não é ele o responsável pelo astucioso descontexto-contexto do título do JN. Mas também sei que Policarpo é um cardeal e não um anjo, um anjinho que se deixe levar a dizer o que não quer aos jornalistas. Ele sabe muito bem o que diz e que efeitos pretende provocar. E aqui é que bate o ponto.
Consciente, sábio e justo como é, tenho a certeza absoluta de que José da Cruz Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, fez igualmente questão de realçar, nas suas declarações ao diário nortenho, que na Igreja também anda muita gente de mãos sujas.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Concurso de pirilaus
Diz o Diário de Notícias:
"Diário de Notícias é o jornal que mais cresce".
Diz o Jornal de Notícias:
"JN com maior subida até Junho".
O JN e o DN pertencem, ambos, ao grupo Controlinveste, de Joaquim Oliveira.
"Diário de Notícias é o jornal que mais cresce".
Diz o Jornal de Notícias:
"JN com maior subida até Junho".
O JN e o DN pertencem, ambos, ao grupo Controlinveste, de Joaquim Oliveira.
sábado, 11 de junho de 2011
Adeus Cavaco!
Dez de Junho. "Cavaco apela ao regresso à terra", titula o Jornal de Notícias. Pois então, muito boa viagem até Boliqueime, senhor Presidente. E que Deus Nosso Senhor o conserve por lá.
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