Euclides Santos, o comandante da Polícia Municipal de Coimbra que na sexta-feira mandou a todos os colaboradores da autarquia um simpártico e-mail de boas festas com fotografias de mulheres quase nuas e votos de um ano de 2012 cheio de "relações sexuais incríveis", meteu férias, depois da argolada, segundo acaba de noticiar o diário digital Campeão das Províncias.
O presidente da Câmara de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, anunciou ter instaurado um procedimento a Euclides Santos, visando com isso “a defesa do bom nome” da corporação. Não foi, no entanto, referido se o comandante aguardará suspenso o desfecho do processo disciplinar.
Pois que o bom do Euclides goze a bom gozar nas suas férias de emergência, se possível com muitas relações sexuais incríveis, e que Barbosa de Melo aproveite o Natal e o assentar do pó levantado pelo quase-caso para ter também, se possível, muitas relações sexuais incríveis e para meter na cabeça que "o bom nome" da Polícia Municipal não foi minimamente beliscado pela brincadeira do comandante. O azar foi saber-se cá fora. De resto, o que é que têm a apontar ao homem? O envio de um e-mail não oficial durante o horário de expediente e usando material de serviço? Deixem-se de hipocrisias! Então é mais justo fechar a Câmara.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Euclides de Coimbra
Euclides Santos é um homem de bom coração, que só quer o bem de quem o rodeia. E era, pelo menos até ontem, o comandante da Polícia Municipal de Coimbra. Está com um processo disciplinar em cima e deverá ser suspenso. Apenas porque ousou ir mais longe do que o infeliz Presidente da República nos seus votos de boas festas: enviou a todos os funcionários da autarquia uma apresentação em powerpoint de 25 páginas, com gajas praticamente nuas e em poses sensuais, desejando que todos os destinatários tenham em 2012, entre outras coisas boas (como trabalho e ordenados em dia), "relações sexuais incríveis".
"Esta é uma belíssima época, em todo o mundo, para desejar que haja paz, que se tenha saúde, que se viva com amor, que blah… blah… blah…", começava por dizer o bom do Euclides. Depois de várias páginas com fotos de mulheres em trajes menores, a mensagem continuava: "E basta de farsas e de palavreado inútil! O que eu desejo, de todo o coração, é que tenhas relações sexuais incríveis, uma vida alegre e feliz, que trabalhes muito e que te paguem bem!". "E agora não digas que não sou um teu grande amigo”, concluía o autor da mensagem, após mais uma sequência de fotos e frases do mesmo género.
Minutos depois do envio, Euclides Santos ter-se-á arrependido, disse que foi engano e pediu desculpas "a todos e a todas", manifestando "o máximo respeito por toda a gente e em particular por cada um". Convenhamos: o Euclides atesoado e "grande amigo" tinha muito mais piada.
"Esta é uma belíssima época, em todo o mundo, para desejar que haja paz, que se tenha saúde, que se viva com amor, que blah… blah… blah…", começava por dizer o bom do Euclides. Depois de várias páginas com fotos de mulheres em trajes menores, a mensagem continuava: "E basta de farsas e de palavreado inútil! O que eu desejo, de todo o coração, é que tenhas relações sexuais incríveis, uma vida alegre e feliz, que trabalhes muito e que te paguem bem!". "E agora não digas que não sou um teu grande amigo”, concluía o autor da mensagem, após mais uma sequência de fotos e frases do mesmo género.
Minutos depois do envio, Euclides Santos ter-se-á arrependido, disse que foi engano e pediu desculpas "a todos e a todas", manifestando "o máximo respeito por toda a gente e em particular por cada um". Convenhamos: o Euclides atesoado e "grande amigo" tinha muito mais piada.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Elas e os "maridos"
Andavam as duas, como eu, a solhar no passeio marginal de Matosinhos, que deve ter custado um dinheirão e está mais perigoso do que picada africana em tempo de guerra. Elas falavam e falavam e falavam, como só elas sabem falar, as duas ao mesmo tempo e a uma velocidade que as suas curtas pernas não conseguiam acompanhar. Têm as línguas muito mais compridas e ginasticadas. Eu, que sou mais alto, olhava para o chão cheio de cuidado, a ver onde punha os pés, para não acabar no hospital, e elas falavam, falavam, falavam. Falavam de despesas, de compras, de casa, dos filhos e dos cães, da crise, de dinheiro mal gasto e de dinheiro bem gasto.
Até que a voz de uma se sobrepôs à voz da outra e eu ouvi claramente ouvido: "Sabes que não se pode dizer tudo aos maridos". Foda-se!, disse eu mais do que pensei, como se tivesse sido atingido por um raio que as parta. Será possível? Elas não contam tudo aos maridos? Terei sido e andado enganado durante estes anos todos? Não pode ser. Eu não sou assim tão ingénuo! As mulheres não dizem tudo aos maridos? Deixa estar, que até vou perguntar à minha.
Até que a voz de uma se sobrepôs à voz da outra e eu ouvi claramente ouvido: "Sabes que não se pode dizer tudo aos maridos". Foda-se!, disse eu mais do que pensei, como se tivesse sido atingido por um raio que as parta. Será possível? Elas não contam tudo aos maridos? Terei sido e andado enganado durante estes anos todos? Não pode ser. Eu não sou assim tão ingénuo! As mulheres não dizem tudo aos maridos? Deixa estar, que até vou perguntar à minha.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Narciso, que é dele?
Quinze dias depois de o blogue O Porto de Leixões, malandreco mas geralmente bem informado, ter anunciado que Narciso Miranda "vai recandidatar-se à Câmara Municipal de Matosinhos", a imprensa dava notícia de que o ex-presidente da autarquia estava a ser investigado pela PJ, por ser "de novo" suspeito de desviar o dinheiro do povo. O JN, que levantou a lebre, falava de um alegado esquema montado por Narciso para tentar sacar 63 mil euros ao Ministério da Saúde, quando esteve à frente de uma associação mutualista de São Mamede de Infesta, de onde se pôs a andar em Março, logo que o escândalo rebentou. Coincidências?
Mais quinze dias se passaram e Narciso Miranda não disse nada. Não reclamou inocência, a não ser por carta, não ergueu a voz para se defender, não esperneou para atacar, não acusou o PS de cabala. Até parece que desapareceu. E logo ele, que gosta mais de aparecer do que o Emplastro propriamente dito: porque Narciso que é narciso é mesmo assim, e eu não conheço nenhum Narciso mais narciso do que este. Mas, de momento, não sei dele. Coincidência?
E de repente o assunto e as notícias e o escândalo também desapareceram como por encanto. Coincidência?
O blogue O Porto de Leixões está de barra fechada, espero que apenas temporariamente. Faz hoje exactamente um mês. Desde o dia 16 de Outubro e do exclusivo anúncio da recandidatura de Narciso Miranda à Câmara de Matosinhos que não há novidades. Coincidência?
Mais quinze dias se passaram e Narciso Miranda não disse nada. Não reclamou inocência, a não ser por carta, não ergueu a voz para se defender, não esperneou para atacar, não acusou o PS de cabala. Até parece que desapareceu. E logo ele, que gosta mais de aparecer do que o Emplastro propriamente dito: porque Narciso que é narciso é mesmo assim, e eu não conheço nenhum Narciso mais narciso do que este. Mas, de momento, não sei dele. Coincidência?
E de repente o assunto e as notícias e o escândalo também desapareceram como por encanto. Coincidência?
O blogue O Porto de Leixões está de barra fechada, espero que apenas temporariamente. Faz hoje exactamente um mês. Desde o dia 16 de Outubro e do exclusivo anúncio da recandidatura de Narciso Miranda à Câmara de Matosinhos que não há novidades. Coincidência?
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sábado, 5 de novembro de 2011
A Anémona da Olá
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Os vândalos voltaram a atacar a Anémona da Olá, também conhecida por Anémona de Matosinhos. Não sei há quantos dias foi perpetrado mais este ignominioso atentado de lesa-património, certamente pela calada da noite, mas só na manhã de ontem é que eu dei por ele. Desta vez, roubaram a peça fundamental do conjunto escultural concebido pela norte-americana Janet Echelman. Exactamente: os selvagens levaram o imenso lençol de plástico com o reclame dos gelados Olá que cobria quase metade do relvado da rotunda da Praça da Cidade São Salvador, sob a gigantesca "rede de pesca". E, sem o reclame dos gelados Olá, a parte restante do monumento ficou completamente esvaziada de conteúdo. É imperdoável. É uma vergonha.
E agora como é que os turistas que diariamente se acotovelam no andar descapotável do Yellow Bus, lutando pelo melhor ângulo para fotografar o mundialmente famoso Olá's Monument, com as bocas cheias de wonderful! e fantastic!,
sabem que aquela é mesmo a Anémona da Olá? Como é que eles vão alcançar
os intrínsecos significados e subsignificados de uma obra de arte
manifestamente amputada do seu elemento basilar e essencial? E o que vão
pensar eles da incúria de uma terra que assim deixa profanar, sem
castigo e sem restauro, um dos seus mais sagrados ex-líbris? E digo ex-líbris com grande mágoa, mas a verdade é que, da forma que aquilo está, já não é líbris nenhum.
A
autarquia matosinhense tem de fazer alguma coisa. E, das duas, uma: ou
providencia e coloca imediatamente uma segunda-via do reclame dos gelados, se
possível ainda maior do que o anterior, e fica o assunto resolvido, ou
então o executivo camarário passa a reunir em permanência debaixo da
rede do monumento, certificando a autenticidade do mesmo e explicando
aos passantes, nacionais e estrangeiros, o porquê da Anémona da Olá.(Mais em Olá, cá está ele!)
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