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quinta-feira, 8 de maio de 2014

E havia necessidade?

Foto Hernâni Von Doellinger

Vândalos, alanos, suevos ou visigodos? Tenho uma quase perfeita ideia sobre o que terá acontecido, mas fica cá comigo. Porque não passa de uma teoria, hipótese académica. Quem quiser ver como era antes da intervenção nocturna, pode espreitar aqui.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Lugares-(in)comuns 64

Foto Hernâni Von Doellinger

Olá, cá está ele outra vez. E sou obrigado a reconhecer: a coisa melhora de ano para ano. A versão Primavera/Verão 2014 - que me agrada particularmente - até já vem com o ® de marca registada e tudo. Um pormenor delicioso, como agora se diz, e que enriquece Matosinhos - suponho. Quem passa a vida nas redes sociais em vez de procurar emprego, como muito bem avisa a Senhora Dona Maria Isabel Torres Baptista Parreira Jonet, pode ler mais sobre o famoso Olá's Monument (assim é referido em todos os roteiros turísticos internacionais) aqui e aqui.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Olá, cá está ele!

Foto Hernâni Von Doellinger

A Anémona da Olá está de novo completa. Foi finalmente recolocado o reclame dos gelados Olá roubado por vândalos da arte e património no final do Verão passado, como aqui oportunamente denunciei. Já não é, infelizmente, o original e imenso lençol de plástico que tanto sucesso fazia junto dos admiradores estrangeiros do famoso Olá's Monument (como consta nos melhores roteiros turísticos internacionais), mas um delicado baixo-relevo talhado na própria relva. Também está bem. O que se perde em espectacularidade, ganha-se em prevenção e segurança: para roubar este, é preciso levar o jardim.
Janet Echelman, a norte-americana autora do conjunto escultórico, deve dar pulos de contente com o regresso a casa da peça basilar do seu trabalho. E a Bandeira Azul, embora com algum atraso, vai de certeza ser imediatamente devolvida à Praia de Matosinhos.

(Ler mais em A anémona da Olá)

terça-feira, 20 de março de 2012

Matosinhos não pára

Foto Hernâni Von Doellinger

Desconheço em que língua está, porque o meu poliglotismo não chega a tanto, mas sei que quer dizer (só pode) "Bem-vindos a Matosinhos!". E que bem que ficou ali plantado nas portas da cidade, discreto e mesmo à beira da Anémona da Olá. Muitos parabéns.

sábado, 5 de novembro de 2011

A Anémona da Olá

Foto Hernâni Von Doellinger

Os vândalos voltaram a atacar a Anémona da Olá, também conhecida por Anémona de Matosinhos. Não sei há quantos dias foi perpetrado mais este ignominioso atentado de lesa-património, certamente pela calada da noite, mas só na manhã de ontem é que eu dei por ele. Desta vez, roubaram a peça fundamental do conjunto escultural concebido pela norte-americana Janet Echelman. Exactamente: os selvagens levaram o imenso lençol de plástico com o reclame dos gelados Olá que cobria quase metade do relvado da rotunda da Praça da Cidade São Salvador, sob a gigantesca "rede de pesca". E, sem o reclame dos gelados Olá, a parte restante do monumento ficou completamente esvaziada de conteúdo. É imperdoável. É uma vergonha.
E agora como é que os turistas que diariamente se acotovelam no andar descapotável do Yellow Bus, lutando pelo melhor ângulo para fotografar o mundialmente famoso Olá's Monument, com as bocas cheias de wonderful! e fantastic!, sabem que aquela é mesmo a Anémona da Olá? Como é que eles vão alcançar os intrínsecos significados e subsignificados de uma obra de arte manifestamente amputada do seu elemento basilar e essencial? E o que vão pensar eles da incúria de uma terra que assim deixa profanar, sem castigo e sem restauro, um dos seus mais sagrados ex-líbris? E digo ex-líbris com grande mágoa, mas a verdade é que, da forma que aquilo está, já não é líbris nenhum.
A autarquia matosinhense tem de fazer alguma coisa. E, das duas, uma: ou providencia e coloca imediatamente uma segunda-via do reclame dos gelados, se possível ainda maior do que o anterior, e fica o assunto resolvido, ou então o executivo camarário passa a reunir em permanência debaixo da rede do monumento, certificando a autenticidade do mesmo e explicando aos passantes, nacionais e estrangeiros, o porquê da Anémona da Olá.

(Mais em Olá, cá está ele!)