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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

O mal dos gelados

O mal do gelados é serem normalmente gelados. Tenho dentes de poeta, muito sensíveis, disse-me o dentista, e por isso convinha-me que os gelados fossem pelo menos mornos.

P.S. - Hoje é Dia Nacional do Sorvete. No Brasil, naturalmente.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

E havia necessidade?

Foto Hernâni Von Doellinger

Vândalos, alanos, suevos ou visigodos? Tenho uma quase perfeita ideia sobre o que terá acontecido, mas fica cá comigo. Porque não passa de uma teoria, hipótese académica. Quem quiser ver como era antes da intervenção nocturna, pode espreitar aqui.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Lugares-(in)comuns 64

Foto Hernâni Von Doellinger

Olá, cá está ele outra vez. E sou obrigado a reconhecer: a coisa melhora de ano para ano. A versão Primavera/Verão 2014 - que me agrada particularmente - até já vem com o ® de marca registada e tudo. Um pormenor delicioso, como agora se diz, e que enriquece Matosinhos - suponho. Quem passa a vida nas redes sociais em vez de procurar emprego, como muito bem avisa a Senhora Dona Maria Isabel Torres Baptista Parreira Jonet, pode ler mais sobre o famoso Olá's Monument (assim é referido em todos os roteiros turísticos internacionais) aqui e aqui.

sábado, 5 de novembro de 2011

A Anémona da Olá

Foto Hernâni Von Doellinger

Os vândalos voltaram a atacar a Anémona da Olá, também conhecida por Anémona de Matosinhos. Não sei há quantos dias foi perpetrado mais este ignominioso atentado de lesa-património, certamente pela calada da noite, mas só na manhã de ontem é que eu dei por ele. Desta vez, roubaram a peça fundamental do conjunto escultural concebido pela norte-americana Janet Echelman. Exactamente: os selvagens levaram o imenso lençol de plástico com o reclame dos gelados Olá que cobria quase metade do relvado da rotunda da Praça da Cidade São Salvador, sob a gigantesca "rede de pesca". E, sem o reclame dos gelados Olá, a parte restante do monumento ficou completamente esvaziada de conteúdo. É imperdoável. É uma vergonha.
E agora como é que os turistas que diariamente se acotovelam no andar descapotável do Yellow Bus, lutando pelo melhor ângulo para fotografar o mundialmente famoso Olá's Monument, com as bocas cheias de wonderful! e fantastic!, sabem que aquela é mesmo a Anémona da Olá? Como é que eles vão alcançar os intrínsecos significados e subsignificados de uma obra de arte manifestamente amputada do seu elemento basilar e essencial? E o que vão pensar eles da incúria de uma terra que assim deixa profanar, sem castigo e sem restauro, um dos seus mais sagrados ex-líbris? E digo ex-líbris com grande mágoa, mas a verdade é que, da forma que aquilo está, já não é líbris nenhum.
A autarquia matosinhense tem de fazer alguma coisa. E, das duas, uma: ou providencia e coloca imediatamente uma segunda-via do reclame dos gelados, se possível ainda maior do que o anterior, e fica o assunto resolvido, ou então o executivo camarário passa a reunir em permanência debaixo da rede do monumento, certificando a autenticidade do mesmo e explicando aos passantes, nacionais e estrangeiros, o porquê da Anémona da Olá.

(Mais em Olá, cá está ele!)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Comi um Feast Chocolate

A selecção perdeu no reino da Dinamarca e eu comi um Feast Chocolate. Trinquei a língua mais uma vez ao jantar, e esta é uma desculpa como outra qualquer para um não praticante comer um gelado. Eu, sou sincero, prefiro o pequenino Magnum After Dinner - não dá tanto nas vistas, é menos doce, lembra-me o Clint Eastwood e, tal como o nome também indica, é recomendado para a merda que vou ter amanhã de manhã na boca: a afta propriamente dita -, mas já não havia no frigorífico.
Repararam: eu disse selecção nacional. Não disse Portugal. Portugal é outra coisa. Coisa séria. Portugal é o buraco da Madeira, é o buraco em que estamos todos metidos. Portugal é o desemprego e a troika, o Sócrates e o Passos Coelho, o Cavaco e a Angela Merkel. Portugal é Saramago e Lobo Antunes, Camilo e os camelos. Portugal é Gentil Martins e Corino de Andrade, José Castelo Branco e pouca vergonha. Portugal é nojo e desesperança. É Afonso Henriques, Nuno Álvares Pereira e Vasco da Gama. Portugal é Eça de Queirós. É orgulho e ilusão. Portugal é o que fomos. Portugal é o que somos. Portugal é o futuro sem futuro.
Portugal são os 129 militares portugueses que estão no Afeganistão. Aí é Portugal. Os onze rapazes muito bem pagos e em calções que ontem jogaram no reino da Dinamarca são a equipa da Federação Portuguesa de Futebol ou, deixem-me ser bonzinho, a selecção nacional. Não por terem perdido, quero lá saber!, mas porque é o que são. Não mais do que isso. E não são Portugal.
Acerca do jogo de ontem, digo-vos o seguinte: não fiquei cliente do Feast Chocolate. Continuo a preferir o Magnum. Faz-me ganhar o dia.